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29 de jun de 2007

Traição!




Meu coração guarda pra sempre.

28 de jun de 2007

Joie de vivre - Alegria de viver

Une vie.
Une rose nostalgie.
Une joie.
Mon vivre.
A dans le sourire.
Notre union.

Uma vida.
Uma rosa nostalgia.
Uma alegria.
Meu viver.
O tem no sorriso.
Nossa união.

Je l'ai dans mes bras.
Oeil dans tes yeux.
Limpide à ton côté.
Me donne ton coeur.
Te je donne ma main.

Eu a tenho em meus braços.
Olho nos teus olhos.
Límpido ao teu lado.
Me dá o teu coração.
Te dou a minha mão.

Je vole avec toi.
Amour, je te ai parlé!
Une palette, une ciel étoile
oú en creme mélange.
M'Appelle pour danser.
La musique jeu: èternité!

Eu vôo contigo.
Amor, eu te falei!
Uma paleta, um céu estrelado
ou em creme mesclado.
Me chama pra dançar.
A música toca: eternidade!

Leandro Borges

Fogo, Dança... Esperança


Poder, nuvem forte.
Relâmpagos ao norte.
Folhas em dança, energia no ar.
Rodopia, rodopia - gira, gira.
Canção em caldas, em mel: luar.
Labaredas cruéis, selvagens de pira.

Um canto, um pranto: teu réquim.
Um beijo, um sonho: querubim.
Sem sim, sem mim, sem dó.
Tão só.
Saio.
Sibilando.
Vou brincando no ar girando, girando!

Um grande voar luxuoso.
Sigo sinuoso no pouso.
A dança em roda viva.
A grande, pequena.
A esperança na corda bamba.
Eis que samba.
Não nos vai deixar.
E o show - sim o show! - há de continuar.

Leandro Borges

22 de jun de 2007

Sonho mulher


Me diga que não me cativa.
Tenha a audácia de dizer
que não sou seu bem querer.

És bailarina, és infinita.
Brilhante, raro diamante.
Incandescente onda de luz.
Embriaga o ar com a tua beleza.

Os pássaros parecem hipnotizados.
Voam entre o teu corpo: iluminados.
Voas em volta de todas árvores.
Encantadora desliza pelos ares.

Face rosada de fada.
Revelas sobre a areia
o teu sorriso de sereia.

Meu melhor sonho feito em mulher.
São cristalinas as águas do teu banhar.
Lavam o teu corpo branco reluzido ao luar.

Uma pequena condessa.
Delicada ninfa do meu coração.
Pele sedosa e de gestos sutís.

Um cálice de poesia e loucura.
Venha aos meus braços de alma nua.
Flutuas por entre as nuvens de algodão.
Simples e amabilíssima "musa-verão".

O corte na tua gola te renova.
Cunhada em efêmeros estilos.
Criada para brilhar no palco da vida.

Feita de um destilar de emoção e paixão.
Uma praia de compaixão e calmaria.
Traços de menina, traços de mulher.
Gotas de luz orbitam na tua graça.

Classe no teu sabor, forjada pro amor.

Leandro Borges

21 de jun de 2007

Grato


Eu fico grato. Transformei toda a dor em buscas.
Busquei me conhecer mais, entender os meu desejos.
Entender a dor conhecer a fundo as minhas fraquezas.
Busquei me curar daquela pessoa que eu era.
Notei que muitas das minhas ações eram egoístas,
eram raivosas, eram sem equilíbrio.

Me recriei, mudei minha forma de agir, tratei com novo olhar o amor.
Escuto mais as pessoas, presto atenção por mais
humilde e simples que seja. Tento controlar meus desconfortos
guardo forças para ter toda a paciência que preciso.
Tentei entender tudo que aconteceu. Avaliei todos os meus passos.

Mergulhei nos conhecimentos para entender melhor a psique humana.
Estudei mais de psicologia, de filosofia, teatro, artes, relações sociais.
Tentei achar de melhor em todos os momentos em que passei.
Busco entender a dor, as manifestações dela, entender as
emoções, entender os sentimentos, a forma de conceber todos esses elementos.

Me vejo como alguém mais maduro mas ainda tenho muito a aprender
nas relações. Tento não levar o mal as pessoas. Não humilhar.
Não brigar. Não gritar. Dar valor as pessoas.

Era uma doença o que sentia, era algo irreal. Era uma pessoa que nunca fui.
Pela falta de maturidade me perdi nos caminhos da vida, por momento,
me tornando amargo, estúpido e irritadiço. Algo que nunca fui até outrora.

A alegria chega até mim pelas partes mais simples da vida.

Alegro-me por:

Um botão de rosa.
O amanhecer rasgando o céu.
Um barquinho de papel.

A lua formosa e brilhante.
Por um beijo que eterniza um instante.
Os raios de sol acarinhando os cabelos.

Por um sorriso de criança.
Pela luta.
Pela esperança.

Leandro Borges

18 de jun de 2007

Enamorados

Bocas, coxas
e luzes roxas.
Pérolas,
sombras.
Corpos colados.
Entrelaçados.
Mar em fúria,
volúpia:
Enamorados!

Leandro Borges

Me caiu os butia do bolso

[Tom: C]

Intro

(-D -D-D -A-A)
(-E -E-E -G-G)


(-D -A -E -G)
De tantas vezes em quebras
e tantos meus eus voláteis.
Entre debates e discussões.
Eu sozinho pequeno só uma ilusão.
Múltiplas faaaceees
todas em desconstrução.

(-D -A -E -G)
De que adianta, nada vale
sempre chega em contradições
sempre por pseudo-dilemas.
Infímos tortos paradoxos
são apenas conjecturações.
Chegamos aos velhos, novos pleonasmos.

(Impact) 2x

(-D -A)
Quebrando padrões,
(-E -G)
desfacelando vilões!

(-D -A -E -G)
Uma cara face metade
entre partes do mesmo fim.
Entre os eus em alta estirpe
formam um só coração pra mim.


(-D -A -E -G)
E Quantas sequelas pra nada
por que tem que ser assim.
Você do outro lado da rua
ignorando os sentidos.

O ato que causa dor.
o ato que fere a alma.
o ato que corta o coração.
O ato sempre. . . sempre em vãããão!

(-D -A -E -G)
Me pagastes em maus lençóis.
(-D -A -E -G)
(-D -A -E -G)
Me pagastes em mãos, lençóis.


(-D -A -E -G)
Me caiu os batia do bolso.
Me caiu os butiá...
Me caiu os butiá do bolso.
Me caiu os butiá... do bolso.

17 de jun de 2007

Terra


Eis que foi criado o mundo!
Que de quão belo és?
Quão fundo ?

Por mais que faça "tudo".
Nunca entenderia a tua face.
Minha bela criança
que não a tenho.

Quando vejo tua imensidão.
És grande esfera azul.
Que me traz em teu solo.
Ó grande planeta...

Da terra traz e leva.
Apenas pó.
Mas este que carrega.
És maravilha: só!

Leandro Borges - 2005

Quão puro e doce é seu beijo alucinante


Quão puro e doce é o seu beijo alucinante.
Uma energia, uma explosão, deveras brilhante.
Calor no seu olhar, me apaixono loucamente.
Suas palavras me confortam, profundamente.

Alegria da vida está em tudo
em cada lugar todos podem notar.
Mesmo em um quadro que se torna mudo.
Pode se ver a beleza da vida e se apaixonar.

Leandro Borges

Repugno e asco


As mãos tremulas e calmas.
A inconsciente forma de pensar tranquila.
A dor confortante do peito: sibilante.

Ondas curtas me trazem a água morna.
Entre labaredas eu gosto de brincar com a sombra.
A obscura forma do oásis entre cores absurdas.

O líquido verde escorre pela sala.
A lava me leve aos convíns da terra.
O mundo imundo me faz fera.

As almas e poeira suspensas no ar.
As flautas, doces flautas me faz farfalhar.
Os soares, graves e milhares dizem-me parar.
As grandes trombetas e atabaques me deixam rufar.
Não irei praguejar contra os meus ímpios.
O repugno e asco me deixam as marcas quase
cristalinas de um profundo e confortante sentimento.

Leandro Borges

Portografia


A falta daquelas árvores.
O som daqueles carros.
As praças tão coloridas.
Seus monumentos grandiosos.
Cheio de artefatos consumíveis.

As graciososas mais belas.
Os viadutos cortando as ruas.
Dentre tantos bairros e ruas
me sinto bem quem qualquer canto.

Seu parque.
Seu moinho.
Sua lagoa.
Seu pôr-do-sol.
As avenidas.
Os bares.
Dentre tantos lugares
é em teu leito
que ei de ficar.
porto do luar.

Leandro Borges

Lágrimas Flamejantes

Homem pedra que desfaz entre a relva.
Suvenir o baú límpido da sua consciência.
O clarão lhe vem aos olhos como bolhas de cristal.
Um ínfimo traje lhe comporta em sua indumentária.
O pensamento aberto voador que lhe faz vivente.

O pulo do gato entre os pequenos bosques.
A massa cinza da cidade polui seu pensamento.
No asfalto quente esfacelada a massa cinzenta e fria.
Os Burgos lhe dão o veneno e nada mais é igual.

O fino trato de pura seda faz de veludo os olhares,
os encontros, os toques: a fala!
Calabouço, húmido, áspero, triste: pessimismo.
Falta da chave-mestra para toda a distância.

A calada da noite, os olhos cintilantes,
as lágrimas flamejantes, os dedos irritadiços,
os pensamentos quebradiços, o medo, o nada, o vício,
as portas estancadas, as unhas quebradas,
o calor, a dor, a repressão, a ilusão,
os sonhos, os felizes sonhos: lindos sonhos!

As lágrimas vertentes, o grito estridente,
o coração choroso, o cheiro, o tudo e o gozo.
As falhas, as omissões e contradições.
Os urros, o interior, a falta, o desapego e o calor.
As salivas, as mordidas, o sangue e o olhar.
As mãos dadas separadas, a palavra não ouvida e a ferida.

Leandro Borges - 10/2005

É uma lâmina entrando no pescoço


Sinto que fui enganado por mim.
Eu fantasiei.
Criei ilusões.
Aumentei migalhas.
Fiz muito mais colorido a vida cinza.
Tentei forçar.
Tentei esperar e crer em mudança.
Olhei pro lado.
Virei a cara para a verdade dura.
Não adiantou tentar ser perfeito para os olhos quem não vê.
Coração que prefere a dor.
Não gosto de comer da dor.
Desde o começo errei, e por outro erro errei mais.
Uma realidade distorcida para aliviar a dor das chagas e feridas.
Feridas de outro amor, sigo me cortando e pelos meus próprios erros.
Como um suicida eu gostei de ti.
Como um suicida eu quis te amar.
Como um suicida eu me apaixonei por ti.
Um paixão bem doentia, uma relação que eu não soube suportar.
Uma índole que tive sempre asco em segredo e ao mesmo tempo desejo.
Eu sinto vergonha de mim, sinto que fui fraco a fugir da dor por uma mentira.
Insistir em algo dolorido e pouco prazer que não compensa.
O teu falso amor é uma lâmina entrando no pescoço.

Leandro Borges

15 de jun de 2007

Caveleiro Errante



Eu jogo o jogo das fadas.
Canto louco como um lobo selvagem.
Corro entre os campos de trigo.
Sigo vivo.
Sigo vivo!

Indomável cavaleiro errante.
Segue o fluxo, límpido e distante.
Laçando amizades e criando beldades.

Levando a luz até o portal.
Trovando e cantando, ó imortal.
A taça e as canções de devoção.
Trago a magia, a alma e o coração.

Leandro Borges

http://video.google.com/videoplay?docid=7897808620788255065

De: Nós Para: Todos


O tribular inebriante das folhas ao vento!
Os raios de luz intensos, perenes e tranquilos.
Um pouco de anos para a calmaria e transformação.

A vida é uma criança pelos mares à descobrir!

Leandro Borges

Lucie


És como diferente sintonia
que reluz em terra estrangeira.
Sua presença trás vibração.
És como um pequeno e intenso furacão.

Tens uma personalidade marcante
que pra outros em forma ofuscante.
És pessoa deveras marcante
que me traz boas lembranças.

Os gestos, a tuas visões.
Todas estas que tu trazes.
És diversas faces: explosões.

Vens com grande empolgação.
Esta que traz em teu peito.
Pelo país onde tens grande admiração.
País de contradições e ilusões.
Que tu traz como marca: explosões.

Leandro Borges

Tulipas contra Sabres


Minha mente voa pelo espaço.
Em tons de verde se perde pela mata.
Tons de azul me vêem a face ao voar.
Correndo posso ver muitos tons de amarelo dos campos de trigo.

Entre mil e mil rosas poso ver os vermelhos vivos.

A simplicidade me traz admiração.
A sutileza me convence que nem sempre
o mais velho é aquele que tem de melhor a nos oferecer.

Enquanto eu vejo um pássaro no parque
existem muitas outras ações a desenvolver.
O florescer dos raios de sol no horizonte
me remetem as esperanças novas: renascidas.

Do lixo ao luxo.
Do fim ao começo.
Os meios inesperados e fins complicados.

- Tragam-me tulipas ao invés de sabres!

Leandro Borges

14 de jun de 2007

Tu vida


Fogo inconstante, porém intenso.
Entre luzes e o vento; escova seus cabelos.
As cores e brilhos de seu olhar.
Frases feito fogo no chão corrente.

O medo e fugazes pensamentos.
Perenes lembranças que trazem feridas.
Pólvora e sangue há no vestido.
Os castelos de areia se esfacelam ao vento.

O tempo pode até curar
mas somente se o ajudar.
Não pense em parar.
Porque o vento pode te levar.

Leandro Borges

O caminho e a luz


Um vôo livre relembrando.
O caminho que aprendi com a verdade, é vida.
Sustentado na tua palma.
Meu corpo livre: simples.

É como a flor por mais um dia.
O pássaro voando.
As árvores dançando.
Sim as árvores.
Tão simples.

Não pensam no como irão se multiplicar.
E tão belos ornamentos da natureza.
A cada ano vingam as árvores e isso basta.
Cada segundo um bater de asas.

Um minuto, um desabrochar, tantas cores lindas
e mais uma vez é mostrado a vida.
Vida que não espera a vida, apenas vive.

A arte do agora.
O futuro a Deus pertence.
Nada como viver a vida sem medos.
Viver essa vida aqui contada.

Caminho simples.

Nada como sair de águas turvas.
Voltarei a voar para a luz e vou.

Eu sou.
Sigamos os cantares
e nossos andares.
Serão sempre de edificação.

Andando.
Caminho, brilho e farol.
És meu sol.
O caminho.
A luz.
É cruz.
Vida!

Leandro Borges

Te queria eclética
de quão pouco epilética.
És deveras cíclica.

Leandro Borges

É um estilete nos pulsos.
És de tanta tristeza.
É uma tristeza de não bela.
É um volúpia desesperada de coração vazio.
És lasciva e desejo de amor de alguém que não tem pra dar
e pior não tu, e sim eu.
Eu que sabia e dia por lentes que via só o que queria
te via bela, algo como migalha que insisti em comer.
Senti um amor doentio, por alguém que não me deu amor.
Só uma falta de amor próprio faz com que alguém se lance assim em vôo livre para os braços da morte!

Leandro Borges

T3chNoRock3r

T3chNoRock3r

verde claro


Muito!
Muito atento!!!
Meu sangue parece ferver sem parar. sangue parece fervilhar e fervilhar.
Parece em ebulição sempre.
Meus olhos parecem claros e as pupilas como lua.
Meus movimentos um pouco mais leves e soltos e um pouco mais lento.
Boca seca... e quando anterior não me veio um formigar ali a cola!
Dessincronizados.... as vezes até os olhos parecem a formigar.
Um pouco de frio... vontade de pular pular e pular.

Loucura depois de uma hora.... nossa Maria que foi.

Cris não fosse assim dia assim sozinho assim sem vitimas para falar assim sigo assim voo assim.

O despertador toca pra mim acordar... mas ué.... já estou acordado ! ahahaha !!!

Leandro Borges

Ó letras que me perseguem...


Ó letras que me perseguem...
não... eu lhe as colho e faço desta colheita algo de bom!

Que com palavras possamos começar a mudar o mundo. Com ideias no papel e na prática podemos sim mudar o mundo.

Não falo em devaneios de um sonhador, falo e prática assim com a prática mudamos tudo que quisermos!

Leandro Borges

Sem: .


Sei que um futuro bom nos espera... quando pararmos de deixarde dar valor aos menos favorecidos.

Um mundo aonde todos aprendam com a vida e vejam que todos estamos sobre o mesmo solo; que o sol nasce pra todos.
Na verdade não é uma questão de sorte nascer rico ou pobre, classe baixa ou alta.... ou até mesmo média.

Devemos aprender sempre, sermos melhores, aprendermos com os erros, crescer, ajudar aos outros a crescer, ter fé um Deus
ele está lá.... é difícil milhares de vezes notar a sua presença... mas podes ver que no conjunto e fala com você.

Vem um de um lado uma frase e outro... você vai encaixando e ele mostrando sempre o caminho...

Sempre com a lanterna na sua frente para você não se perder nesse mundo aonde também há escuridão.

Entrega a vida ao pai, que ele te guia, te ajuda.

Ele é a luz, com ele não há mais tristeza ou obstáculo imbatível.

Tudo pode continuar muito difícil de viver... mas com ele temos força e nunca desistimos e ele nos faz assim.

Ele é sem palavras.

Sem palavras.

Sem: .

Leandro Borges

RS


És tu Rio Grande do Sul.
Sim, tu!

Tu que corres em minha veia ó pátria amada.
És sempre que deixa eufórico, não podemos nos entregar.
Os campos que tens são lindos e demasiadamente verdes
suas chapadas e morros são lindos.

Grande Rio Grande amado que mil façanhas fizeste
que não perdeste a gloria jamais.
Temos força, raça e afinco.
Não seremos apenas sobra de uma outra nação.

Não somos um filho pródigo de uma outra nação.
Temos brilho próprio e somos maior, muito maior
que nossas fronteiras: nossas porteiras.

Não queremos ser uma grande nação estúpida, grande
poluidora e cinza; não por nada.
Não queremos apenas ser lembrados como povo distante.
Somos grandes, imensos, temos talentos mil
e dentre outras és soberana e de futuro brilhante.

Temos um dos povos mais lindos do mundo e temos
também a beleza interior que nos deixa ainda mais belos.
Grande és grade rio grande do sul, orgulho de ser mais um
sul rio grandensse que de minha veias ardem paixão por ti.

Leandro Borges

O gosto do sofrer


A vida é ótima de se viver!
Mesmo na dor, mesmo no sofrer
devemos ter a plena consciência
que nunca é um desgosto viver!

Leandro Borges

Pendengas Incineradas


As portas se abriram
eis que me vejo face a face.
Sinto a liberdade dos caminhos
novos a navegar e desbravar.

Deixarei todas as pendengas
para trás incineradas.
Sou o leão vislumbrando
o horizonte aonde vejo
o pampa: meu chão.

Sei que posso ir sempre mais.
O limite não há para mim.
Tudo está em seu devido lugar.
As trombetas soam e vejo
a luz em frente aos meus pés a guiar.

Vou como pássaro liberto e sigo
as ondas do ar que simbila lentamente.
Minha morada é esta e estamos bem.

Solteiro, porém nunca sozinho.
Assim vou em minha jornada de paz e amor.
Sei que nada sou sem ti.
Sou a criação e ei de honra-lo.

Leandro Borges

Múltiplo


Sou múltiplo eu sei. Sou multavel, mutante, mundano: camaleão.
Sou personagens, pessoas, estilos, caras e bocas.
Sou peças, filmes e series.
Sou mocinho, vilão e herói.
Sou passado, presente e futuro.

Tenho mil faces.
Tenho diversos figurinos.
Tenho muitos olhares.
Tenho vários perfis.
Tenho todas personalidades.

Serei cantor.
Serei ator.
Serei diretor.
Serei dj.
Serei rei.

Ou serei ladrão de vidas?

Leandro Borges

Eterno aprendiz


Posso pular!!! De mais alto pular!
Vou me livrar dos meus medos!
Alias, vou na verdade derrota-los, controla-los!
Ô vida louca, que nos traz um turbilhão de emoções.
Então pular irei, para o fundo; e quão fundo pode ser?

Todos os olhares a mim, mas quem diria ele pular.
Então todos as barreiras se vão, um novo homem se faz.
Um lugar para se libertar, varias pessoas a conhecer.
Uma vida por dias de glória, sim e comemorar é o que há.

Todas as sujeiras jogadas fora, uma tranquilidade me toma a alma.
Dançando com sem ninguém ver no meio de grande multidão.
Noite de festa, meu país todo em dia de comemoração.
Os ânimos alterados, todos unidos e voltados a alegria.

Mesmo que nem sempre verdadeira, alegria e alforria da rotina.
O mundo nosso repleto de som alto, uma dança que nos invade.
As almas nossas como um mar, todos em sintonia flutuando.

O grande prazer de conhecer as pessoas, pessoas novas.
Nunca é o bastante a conhecer, a vida humana e suas faces.
Muitas faces a revelar, entre muitas personalidades a entender.
Muitas culturas a ver, sentir e viver. Muitas formas.

Entre formas e formas, vivo debaixo de um candelabro.
Quando mais ilumina minha mente, mais posso dar voltas.
Entre uma e outra face de cada ser, uma verdade se esconde.
As portas se abrem para quem sabe a verdade em abri-las.

As partes mais visíveis de um ser,
são na verdade seu caráter quando revelado.
As partes menos sólidas de uma pessoa são seu ser.
Ao ser apenas pode ser se assim o existir.
Não podemos ser quem não somos em verdade.

Apenas grãos de arroz são os que trazem uma pequena arte.
Um pequeno símbolo de arte viva em um grande vivente.
Entre sonhos e verdade se revelam as verdades de cada.
A vida não é apenas uma passagem e sim uma escola.

Quero viver.
Quero voar.
Eu vou!
Eu vivo!
Quero amar.
Quero sonhar.
Eu sonho!
Eu amo!
Quero perder.
Quero sofrer.
Eu Aprendi!
Eu venci!
Quero chorar.
Quero esperar.
Eu ganhei!
Eu aprendi!
Quero voar.
Quero sonhar.
Eu vivo.
Eu vivo, intensamente vivo.

Vida louca que altos e baixos, a euforia me toma conta.
Por mil anos quero viver assim, eterno jovem.
Se surpreender com tudo nada vida, como se tudo novo seria.
A virtude está em nunca perder o gosto da vida e jovialidade.
Quero que todos entendam, eterno jovem: eterno aprendiz!

Leandro Borges

Exclusão do underground


A minha cabeça dói.
Tu sabes muito bem, meu bem.
Não suporta o cheiro forte.
Não seria mais um lugar
apenas um bar tosco sem norte ?

Não me leves neste antro ruim.
Não podes ser tão mal assim.
Prefiro o sossego do meu pub.
Não me venhas com esse tal de club!

Ares e vulgares estão circulando vagarosos.
Estranhos sempre degladiando: murmurosos.
Passagem de pitorescas figuras: esquisitas.
Por passos e sofás sem fazem, deveras malditas.

Não quero ser como eles, não.
Ó, mais um perdido nesse lugar devasso.
Não quero ser uma sobra perdida na podridão.
Podre é a ausência do normal
entre os excluídos não quero estar: banal.

Como se falam e não se vêem?
Como se vêem e não se falam?
Perdidos nos sentidos, não têm direção.

Como pode o alternativo ser essa desgraça?
A alternativa é a falência, essa é verdade e basta.
Um poço de orgulho, inveja, vaidade e traição.
O subterrâneo mundo é desgraçado: exclusão.

Leandro Borges

És pluma!


És pluma!

És leve.

Adoro seu jeito de me olhar.

Diga-me mais; mais do que apenas os seus olhares querem me falar. Seu modo de dançar... sei e vejo que gostas de dançar como se ninguém olhasse. Adoro estar com a sua presença, pois sei que completar... vamos completar... sim completar um ao outro... somos um e somos dois. Um quando unimos em um beijo que me faz esquecer de tudo... da vida.... das horas... do passado presente e futuro.

Quero sempre assim, pois tua presença me guia; me faz melhor.
Faz-me sonhar, me faz a voltar aos meus tempos que tudo na vida era simples belo e sereno. É ótimo que tu não és um sonho, sabes me fascina... Então... não me deixes aqui apenas te escrever essas meras palavras.

Eu já sinto o seu gosto, tenho alegria em te rever; cada momento é único.
Aparecestes em minha vida quando achava que sabia algo da vida... me fez pensar de novo... de novo .... e de novo !!!

Como a vida poder ser assim tão sublime!? Não quero respostas... eu já sei ela ;)

Mesmo que fosse de outra "forma"; te escreveria algo assim... mas não tão transcendental... pois transcendendo posso escrever algo transcendente.-
Essas poucas palavras assim também não me servem... é apenas uma amostra de todo o meu ser... e sim. Eu sei que com um olhar por alguns instantes posso te falar... e se sussurrar no seu ouvidinho baixinho.

Sei que podes muito bem guardar isso consigo para o resto de sua vida algo de muito mais valor que apenas palavras no papel.
Sei que também não é nada que escrevo... mas com certeza é algo de bom... que escrevo para ti. Se por uns míseros instantes que seja com essas palavras te fiz mais feliz... então tudo mais foi falido e com certeza;

Valeu a pena.

Leandro Borges

Choro morte, Choro vida


Não me permitirei chorar
pelas cicatrizes do coração.
Não me permitirei chorar
pela falta de amor dos outros.
Não me permitirei chorar
pelo caos da sociedade.
Não me permitirei chorar
pela injustiça sufocante.
Não me permitirei chorar
pelos bilhões de mendigos.
Não me permitirei chorar
pelas eternas crianças mortas.
Não me permitirei chorar
pela falta da visão e escutar.
Não me permitirei chorar
pelo passado, pelas pessoas mortas.
Não me permitirei chorar
pela insanidade do mundo.
Não me permitirei chorar
pela aparente falta de sentido da vida.
Me permitirei chorar
das lindas vidas de amor.
Me permitirei chorar
canções grudadas no coração.
Me permitirei chorar
pelas pessoas que morreram.
Me permitirei chorar
a mais um nascer do dia.
Me permitirei chorar
as lindas obras de arte: lindas cenas.
Me permitirei chorar
das minhas grandes conquistas.
Me permitirei chorar
das alegrias que Deus me dá.
Me permitirei chorar
nos "até-logos" do meus amigos.
Me permitirei chorar
quando a chuva cair em meus ombros.
Me permitirei chorar
quando alguém voltar: pessoa viva.

Leandro Borges

Cereja em calda


Doce cereja que deixa seu gosto em mim.
Vermelha cor, cor forte virtuosa em chamas.
Corpo envolvente entre enlaces me prende.
Não fadas, mas sim vampiras vêem.

Conforto de lugar, quente e farto.
Rios de mel, sonho e grande calmaria.
Encanto mesmo pequenino, pepitas de ouro;
rosas, sempre rosas pintam o lugar.

Crescente e selvagem se vai entre os rumos
curvos de selva jovem vistosa.
Veloz, as unhas podem te arranhar
mas sabes que sente o calor doce: cereja em calda.

Leandro Borges

Caminhada


A busca por esse brilho me traz.
Quando tudo mais parecia escuro, se faz!

Um noite de alegrias, cores e luzes.
Os amigos e o som inebriante.

A volta da vida feliz.
Até o nascer do sol me parece sorrir.

Os ventos me trazem novas ondas,
e entre ondas eu quero me perder.
Eu quero perdidamente sair por ai,
nem saber de passado... e o futuro?
Estou a trilhar!

Leandro Borges

13 de jun de 2007

FEFELIBATA INFERNAL


No fim acabamos sempre fazendo o mesmo ciclo. É um padrão contínuo e dolorido. Algo universal, que quanto mais se faz mais se amarga. Entrar em uma fase de: ter um novo visual, novas amizades, fazer novas piadas, comprar um armário de roupas novas, mudarem todas as fotos da estante, mais uma vez mudar o álbum de fotos. Não ir mais a outros lugares, não olhar certas cartas, não ver mais antigos recados de madrugada no celular, não sair em outros lugares, não lembrar mais do passado, não ter saudade das grandes festas, das grandes emoções que outrora eram boas lembranças e agora são como um convite ao inferno mental, evitar certas palavras, não fazer certas relações, não criar antigas histórias, não falar de certo jeito, não ir a certas praias, não tocar certas músicas, não esperar mais por certo olhares, não pensar em certas propostas, não esperar nada, não sonhar com nada, não tentar prever, não se decepcionar com nada, não exigir nada. não pedir nada: não viver. Um poço, lodaçal, um assombro de precipício sem fundo. Um negar o próprio passado. Uma reinvenção patológica e patética da própria vida. Um fugir e temer tudo aquilo que um dia foi um prazer que olha, agora, com desgosto. Uma colossal culpa pelas decisões tomadas. Uma falta de esperança na humanidade, ou apenas na sociedade em que se vive. Tomar como base a realidade vista do que a realidade real. Ou mesmo tomar como realidade a suposta realidade enxergada pelos filtros doentios de um sentimento torto. A cratera gigantesca do humor, um abismo forte da alma. O não acreditar no amor. Uma displicência pela vida. Pelos valores. Pessoas amadas. Pelas pessoas desconhecidas. Uma fuga nos pequenos e míseros prazeres da vida. Um vício pela droga: o jogo, a futilidade e o sexo. Uma imensidão de banalidade pelas relações. Uma contradição ignóbil, hipócrita, ridícula e suicida. Uma ação feita, sendo para ela contra feita é fétida idéia. Como e com que direito exigimos o que não fazemos. Uma autodestruição sem volta. Uma vida oca, sem valores e sem sentido. Apenas imagens. Mostrar uma imagem que vale mais do que mil corações, do que mil verdades, do que mil sentimentos e do que mil vidas. Eu ego inflamado e hiper-protegido pela empáfia e asco da psicologia e filosofia do ser único, pensamento da nossa atualidade; a intenlizencia atual, grandes psicólogos e filósofos. Nós seriamos o que? Aquele que defende o auto-bem estar, devorando livros de bengala, uma auto-muleta-ajuda? Não importa o meio, seja matando metade da população mundial, se for preciso para ser feliz. Não temos espaço para tristeza, não podemos transparecê-las em nossos rostos. Um ideal inatingível, inalcançável. Uma felicidade com prazo de validade, relações sem compromisso, um não planejar a vida, uma reformulação dos valores a cada nova queda, um reinventar o amor a cada novo fracasso, uma inflexibilidade em olhar o outro, um exigir do outro aquilo que não se faz; um ego inflado idiota que arrota arrogância e desprezo. Sempre procurando o um chinelo torto, a cada nova desilusão pra uma alma velha, um pé calejado por andar de coração em coração a esguichar sangue a cada nova vítima. Um serial-kiler de sentimentos. Um postiço sentimento: uma paixão inventada. Uma insegurança exposta e jogada no colo de outrem apenas para descanso de consciência calejada e suja. É como se fosse um boneco que escala o poço, flutua em matéria imaginária, sonhada, um
amor-fantasia e quando acorda do sonho, eu melhor do pesadelo do amor programado, configurado e customizado; cai novamente no fundo. Fica-la novamente no fundo do poço, engolindo lama, blasfemando, praguejando contra todas as mulheres, todos os homens do mundo. Fazendo sempre as mesmas ações, como se fosse um disco furado, um filme em loop. Como um filme surreal vive a vida com ciclo de amores de fim-de-semana e corações partidos. A cada novo amanhecer um novo amor. A cada novo anoitecer uma nova desilusão amorosa. Um embasbacar a cada dia e uma dor inenarrável a cada noite. Um eterno FEFELIBATA INFERNAL, um pesadelo aonde as nuvens são feitas de lava, e a cada passo, dissolve seu corpo em morte, e destruição e desilusão...

Só há um caminho feliz, ou sigamos no amor verdadeiro, ou caímos no ciclo de fantoches e corações criados por papel, ilusão, morte e sofrimento: o lado “fake” da vida.

Leandro Borges

O mel, o sonho e os beijos


Uma aventura, uma viagem, um despertar.
Um acordar e te encontrar fronte a mim.
Um sorriso, um livro e uma memória.
Todos fazem parte da nossa história.

Uma busca, um temporal, confusão; alegria.
Um batida, um devaneio, shows; psicodelia.
Uma ave voa sobre o mar, buscas: viajar.
O vento ao rosto, todo mal se vai enfim.

Sempre há intensidade, sim é verdade
em mesma verdade o sentimento invade.
Te quero a vontade e nos teus olhos vejo:
sinceridade.

Busco o mel, o doce dos teus sonhos.
O doce dos teus beijos e observo de fato.
O equilíbrio das tuas formas: estupefato!

Leandro Borges

A eterna ventura de viver

A eterna ventura de viver.
Sem lamurias. Sem choramingos.
Em cada encontro, eu vou me regogizar.
Eu sei que vou causar jubilo ao aparecer.

Leandro Borges

Soco no estomago


É uma tela preta.
Soco no estômago.
Silêncio.
Dor.
Atonicidade.

Realidade.
Escuridão.
Sem fogo.
Corpo seco.

Ansiedade.
O tempo que errou.
Dois, vida parecida.
A minha desiludida.

Pensado errado.
Novamente.
Atônito e indiferente.
Vontade de nada esperar.
Dormir anos.

Impacto cruel da realidade.
Uma faca cravejada.
A ação que revela.
O nunca esperar.
Geração do medo, do dêssossego, do apego.

Gelo.
Sem luz.
Atordoamento.
Atormentado.
Um alento.
Coração volta a pedra.

Amaldiçoado.
Desacordado.
Para-raio da loucura.
Mulheres; carne podre: nua.

Forças de depressão.
tragando para o chão.
Engolido pela ilusão.
Pensamento mágico, sugado
pelas profundezas: mergulhado.
Humilhado, enclausurado e escarnificado!

Leandro Borges

Fluiu


O fluir se deixa fazer no corpo.
Me sinto leve, me sinto natural.
Estou em entendimento
começo a me perceber.

Estou sempre em movimento
as minhas vezes se fazem
os meus pés flutuam
sou livre, leve, astuto.

Cantos entoarei, sei que posso
em cena sinto me: eu 100%.
Sou como passáro que olha o mundo
sabe aonde voa e vai.

Calmaria e tormentas enfrento
medos se revelam e se esfacelam.
Tenho a força e a coragem de enfrentar
vou me aramar e de erros irei aprender.

Quero que o mundo olhe
quero mil ações de bondade.
Vamos ver o mundo novamente.
Espante-se com o mundo: mundo novo.
Tudo é novidade, temos que reaprender.

Impérios e reinados, nada vale formações
a liberdade de cada ser os liberta.
A liberdade despida é bela e formosa forma
tem um ar de vida real, algo que valha.

Os mares tribulam, rufa e ecoa.
Os ares se torna em pedra.
As pedras se tornam em ares.
Os caminhos se tornam estreitos.

Quantas formas de falar: expressão.
Deixe o fluir lhe invadir, flua.
Simples forma de encarar a vida.
A simplicidade está escondida em cada um.
A criança escondida em cada um deve reviver.

Temos o voo em nossas mãos.
Temos a criança em nós mesmos.
Temos o fluir como caminho.
Temos liberdade de escolha.
Força e coragem: consigamos!

Leandro Borges

Nem ele(a) entende


Eu quero deixar pra fora todo esse ciumes e sentimento ruim por ter sido feito em fogo.
Estou em brasas na cabeça e me deixa mal e triste.
Eu só quero que se acabe esse negocio de um negar de ciumes...
Uma confusão causada por essa negação, entras tu em contradição.

Sim gostas de mim e sente ciumes, só no não pensar nisso te livra da dor.
Se for nesses moldes ao menos não quero ser enganado.
Essa omissão e as palavras que estão nas entrelinhas.
Como se fossemos mutuamente enganados; enganando e sofrendo.
Gerando atritos e fogo.

Me deixe tranquilo meu bem.
Não tenhas medo, quem tem?
Não olhe para o escuro sem me olhar.
Estou entre paredes a chorar e clamar.

Meu encoberto punhal de sangue.
Uma janela fechada e muita luz que tange.
Carros e chuvas caem, são dias cinza.
Tiro todos as espinhas cravejadas: pinça.

Uma dor
Uma cor.
É roxa.
Espancado.
É esfaqueado.
Rixa.

Pixa, lixa, lixo, coxo.
Farpas de emoção: dilacerada.
Uma falta de alma, desencantada.

Crio vermes, crio larvas; são doenças.
São venenos, um mito, falsas crenças.
Menino feio, não serve pra amar.
Para de cantar, tu voz fere: parar.

Enterromper, terminar e finalizar.
Vou não decolar.
Vou traçar a vida pequena.
Um luto de tantos dias
e dias, veias em cena.

É muito serio, eu quero chorar. Sabe porque quando se encontra alguém não é ela que me quer... eu queria não amar ? ou não ter ciumes ? ou viver sem ninguém ?
porque não há solução feliz ? infelicidade, um fado!
Uma farda pesada para vestir. Uma falsa fada...

A dor é um salto no abismo em câmera lenta... destroi cada milímetro do corpo.
Duram anos...
Eu posso sorrir e te fazer rir e estar hiper atormentado com que passou, com que me fala, com que penso pra nós num futuro breve. Com um gesto feio e uma fala omitida, escondida: titubeia.

Parem de me culpar, parem de nos açoitar.
Não entendem a nossa relação.
Mundo velho pra entender.
Nem ela entende.
Nem eu também entendo.

Leandro Borges

Em embalos à noite


Em embalos à noite.
A vida se faz, renova.
Improvisação.
Ter emoção.

Um caminho pela frente: brilhante.
Eu vejo luzes, holofotes; palco: cintilante.
Um ritmo em cima, faces de emoção.
Conflitos, máscaras e pólvora: paixão.

Linha fina, salão e festa.
Todos nós a gira, roda-vida.
Quem não entra, não está.
Superando todas as marcas da ferida.

Uma vida cantarolada, ensaiada,
improvisada e totalmente amada.
Um cheiro no ar de natureza.
Uma linda orquestra de beleza.
Não há tristeza... Não há tristeza!

Embalos em canção, vem e vão.
São notas feitas de amor.
Criadas em cor e esperança.
Uma vida se cria e descansa.

Leandro Borges

Chave


Por um lado eu quero:

Fé em Deus a cima de tudo e de todos.
Um amor pra vida inteira.
Alguém com quem possa
verdadeiramente
ser a merecedora do meu amor.
Alguém que me ame realmente
não posso forçar as relações e imaginar coisas.

Preciso de alguém maduro.
Aguem que queira ter filhos.
Que goste de mim com os minhas qualidade e defeitos.

Alguém que me de carinho, atenção, elogios me valorize.
Preciso de paz com essa pessoa, preciso de mutuo apoio.
Preciso de compromisso.
Relação com admiração e respeito mutuo.

Quero uma vida de paz, filhos feitos na manjedoura do amor.
Pessoa de índole e boa.

Aceite, é preferil só do que de má companhia.
Não se envolva com alguém antes de conhece-la muito bem.
Não entregue a qualquer uma seu coração.
Fique na defensiva, sempre de um passo depois.

Por outro lado não quero:

Aquele olhar que não posso confiar.
O amor pequeno, laço frágil pra sustentar os dois.

Imaturidade.
Depressão.
Pessoa vazia, sem propósitos.
Perfecsionismo.
Pessoa carente, dependente, dominante.

Leandro Borges

Outr'época


A rua torta
me falta a porta.

Sou doente
ao pouso da dor.
Sobra e discórdia.
Morrendo.
Rastejando.
Quente.
Parada.
Queimando.

Farpa.
Dilacera.
Escarniçado.
Gorgolejando.
Enlouquecendo.
Aquecendo.
Repreendendo
e despertando.

Faca e amarras
um quer ao teu lado, mesmo ensanguentado
mesmo torturado e traído
mesmo com fome.
Quero unhas, pedidos, morder
te fazer louca, gritar,
espasmos de orgasmos
te fazer mulher.

Um sentimento brando.
Um jeito pouco dado.
Fala muito, mas por outro lado fascina!
Minha sina... sonho com um mundo.
Tento te buscar, a cada dia mais próximo
não de ti, mas do abismo.

Falta minha em não me amar.
Faltou te conquistar mais.
Faltou te enlouquecer mais.
Faltou a época certa do nos encontrar.

Leandro Borges
Apaga a porta, fecha a luz deita a minha boca e beija no meu corpo.

Leandro Borges

12 de jun de 2007

Vamos voar!

Leandro Borges says (13:55):

Vamos voar!!!
Bruno says (13:55):

sem avião!

Leandro Borges says (13:55):

claro

Leandro Borges says (13:55):

mergulharemos nas janelas

Leandro Borges says (13:55):

e sairemos como peter pan

Bruno says (13:56):

bah que de maaaaaaaaaaaais

Bruno says (13:56):

eu sempre quis fazer aquilo

Bruno says (13:56):

se eu podesse ter poderes

Bruno says (13:56):

ou seria teletransporte

Bruno says (13:56):

ou voar

Bruno says (13:56):

acho que voar

Bruno says (13:56):

puxa

Bruno says (13:56):

voar certo!

Leandro Borges says (13:57):

isso

Leandro Borges says (13:58):

eu queria plantar

um pé de feijão

no algodão!

Bruno says (13:58):

ver ele crescer até o infino além das nuvens

tão bão

Leandro Borges says (13:59):

isso

Leandro Borges says (13:59):

tão bão

Leandro Borges says (13:59):

ó pobre feijãozinho

Leandro Borges says (13:59):

menininho

Bruno says (13:59):

tão pequenininho

Leandro Borges says (13:59):

deixas joão

Leandro Borges says (14:00):

subir até as nuvens por ti, ó querido pé de feijão

Bruno says (14:01):

cresça!

Bruno says (14:01):

cresça!

Bruno says (14:01):

então em uma noite mágica o pé cresceu

Bruno says (14:01):

e levou consigo a cama

Bruno says (14:01):

as botas

Bruno says (14:01):

a casa

Bruno says (14:01):

joão de pijama sonhava que flutuava

Bruno says (14:01):

qndo derepente acordou...

Leandro Borges says (14:04):

despertou

e em seu lar encontrou

as nuvens do céu

Leandro Borges says (14:04):

era tão brancas, como papel

Leandro Borges says (14:04):

um portico de estrelas

Leandro Borges says (14:04):

uma vista para o paraiso

Bruno says (14:05):

entao sem acreditar meio sonhando ainda pos a correr

Bruno says (14:05):

e logo encontrou um lago onde pode lavar o rosto e acabou tomando um com roupas e tudo

Bruno says (14:06):

lá o sol era tao intenso que o secou em 10 minutos

Leandro Borges (14:06):

os 10 minutos passariam como um raio

os relogios pararam aonde se encontrava

Leandro Borges says (14:07):

cantarolou e saiu de casa

voou... desceu... e entrou passaros e chorou

Leandro Borges says (14:07):

choro de mescla de fascinação e alegria

Bruno says (14:07):

e do passaro ele trocou palavras fez um dialogo

Bruno says (14:07):

o passaro dizia: nao es dessa vila que eu saiba

Bruno says (14:08):

ele respondeu nao nao sou

Bruno says (14:08):

acordei aqui e a pouco estava todo molhado

Leandro Borges says (14:08):

sou das montanhas de algodão

Leandro Borges says (14:08):

mas quero compartinhar minhas alegrias

Leandro Borges says (14:09):

- Passaro, quero te dar a minha gratidão

Bruno says (14:09):

mas pelo que?

Bruno says (14:09):

nada eu fiz?...

Leandro Borges says (14:10):

me deste um novo olhar, ao puder olhar o mundo pelos teus olhos

consegui ver a imensidão da maravilha do mundo

ver as montanhas de outro angulo

Leandro Borges says (14:10):

sigo livre, como tu, saio voando

Bruno says (14:10):

POIS ENTAo tb lhe sou grato

Bruno says (14:10):

vieste falar comigo

Bruno says (14:11):

e me deu conforto

Bruno says (14:11):

entao o passaro antes de sair voando

Bruno says (14:11):

avisou a Joao:

Bruno says (14:11):

-antes que eu saia lhe direi uma coisa... tome cuidado..

muito cuidado... pois naquela direção existe um castelo,

Bruno says (14:11):

e nele habia um enooooorme gigante

Bruno says (14:11):

que é tão malvado que captura seres vivos e os come quando tem fome

Leandro Borges says (14:12):

ele é insone

Leandro Borges says (14:12):

é carrancudo e cifrudo

Leandro Borges says (14:13):

tem pacto com o demo

Leandro Borges says (14:13):

seu nome é Nicodemo

Leandro Borges says (14:15):

nicodemo cantarolava:

Leandro Borges says (14:15):

- Fica comigo está noite e não te arrependeras.

Leandro Borges says (14:15):

La fora o frio é um açoite, calor aqui tu teras.

Leandro Borges says (14:16):

Quero em teus braços querida, adormecer e sonhar.

Leandro Borges says (14:16):

Dizer que nos deixamos, sem nos querermos deixar.

Bruno says (14:16):

venha lhe dou cama e comida pode entrar

Leandro Borges says (14:17):

Tu ouviras o que eu digo.

Leandro Borges says (14:17):

e eu ouvirei o que dizes.

Leandro Borges says (14:17):

fica comigo está noite e então seremos felizes!

Bruno says (14:17):

entao sendo assim nao deve ser tao mau

Bruno says (14:17):

entro em teu castelo Nicodemo

Leandro Borges says (14:17):

não

Leandro Borges says (14:17):

ele é muito mal

Leandro Borges says (14:17):

cuidado

Bruno says (14:17):

e me serve uma sopa?

Bruno says (14:18):

ele eh um cachorro?

Leandro Borges says (14:18):

passaro diz:

Leandro Borges says (14:18):

ele é mal cuidado

Leandro Borges says (14:18):

ele é o cão

Leandro Borges says (14:18):

o demo

Leandro Borges says (14:18):

não um cachorro

Leandro Borges says (14:18):

se foi o passaro pelo infinito do raio de sol

Leandro Borges says (14:18):

no horizonte

Leandro Borges says (14:19):

a musica de nicodemo vinha de longe

Bruno says (14:19):

joao e o pe de feijao adaptadaço!

Leandro Borges says (14:19):

és furia, és laço!

Leandro Borges says (14:20):

joão é mui guapo

Leandro Borges says (14:20):

joão gauderiano do pé de feijão pampeano!

Leandro Borges says (14:21):

és sem dúvida hermano

Leandro Borges says (14:21):

de todas as querencias!

Leandro Borges e Bruno Antunes

11 de jun de 2007

Novo rico brasileiro


Eletrônico nipônico.
João pé de salmão.
Novo rico brasileiro.
Se faz de estrangeiro
na tua própria terra.

Leandro Borges

O citar vai cantar


O citar vai cantar.
Vai entoar os mantras mais profundos.

A borboleta ao deslisar
faz do vôo um ballet no ar.
Doce como favo de mel.

Também é o bardo
ao afagar a face
de fina classe
e de histórias heróicas.

Veio uma nova canção
para namorar as nossas mentes
pois somos jovens e fugazes.

O efêmero é mais próximo
que se pode imaginar.

As ondas invadem o corpo.
Rock de alvenaria.
Eletrônico feito de diesel.
Mantras alinhando os chacaras.
Palavras de poder transcendem o ser!

Leandro Borges

Coração solitário


Uma cadetral.
Calmaria.
Pele fria.
Ladrilhos.
Céu nublado.
Folhas secas
amareladas.
Dia ameno.
Noite serena.
Perder.
Procurar.
Mente perdida.
Corpo desorientado.
Enjôo.
Memórias.
Caminhar.
Andar.
Passear.
Vinho.
Água.
Gemada.
Clarada.
Iconografia.
Maça com neve.
Estrada.
Ônibus.
Barulho.
Estrondos.
Chiados.
Tremilhiques.
Choros.
Vozes.
Luzes.
Guinadas.
Olhares vorazes.
Sono leve.
Coração solitário.

Leandro Borges

4 de jun de 2007

Falta coração quando o frio é abundante
invade as casas, os corações
aniquila as amizades
nos traz os grilhões...

Leandro Borges
Como confiar em alguém que não confia ?
Mataram o respeito.

A falta carinho
nos tornou um turvo vinho.

Uma taça azedada
sem graça
sem amor.

Leandro Borges
A morte é certa seta laçada pela balestra.

Leandro borges

1 de jun de 2007

és imortal tricolor maquina avassaladora dos pampas gaucho


És tu divino!
divinamente magestojo
e de majestade um ícone
e quando íconesou se tornou uma lenda!
Lendário cavaleiro andante.
És tu soberano na terra cavaleiro negro
que traz a desgraça aos outros povos e felicidade ao teu.
Tu que andas de bombacha e botas fortes.
És tu cavaleiro negro
azul
e branco.
Traz alegria aos imortais
e desgraça aos outros povos e simeos.
És imortal tricolor maquina avassaladora dos pampas gaúcho!

Leandro Borges

Humanidade


A humanidade tem uma potencialidade para evoluir estrondosamente sendo que pra isso é necessário retirarmos o nosso orgulho, nosso encasular-se. O voltar para o umbigo "ad-infinitum", ceder o que se tem de melhor para outrém que com isso pode chegar a patamares nunca dantes vistos é algo de inacreditável. O que há para vermos quando isso acontece sentir o prazer em ajudar e fazer alguém ir mais além pela ajuda fazer alguém ser mais e o mesmo tempo simples e feliz!

Leandro Borges
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