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25 de ago de 2010

Ana Esmeralda

São olhos firmes.
Formas curvadas e nuancias.
Corpo sustentado.
Feito em escultura móvel.
Com arrojo e encantamento.
Cria um corpo-curva.
Pisas firme, cria o vento.
Límpida dessipa a água turva.
Traz a lua.
Traz a cor.
Encanto, verso e canto.

Leandro Borges

Sonho Brasileiro

O sonho que dança no ventre do Brasil quer se grande, forte, viril.
Ignora teus caminhos, tuas matas, teus sabores, tuas terras, os teus povos, teus amores.

Cria circulos de semi-circulos regionais brasileiros, sempre faltam ritos, corpos, temperos.
Uma brasilidade integral ainda não adquerida, pois nessa terra querida há muitos cantares.

Deus permita que eu hei de entoar, um maravilhoso som resonar, uma música integral-continental brasileira, que de norte a sul se entenda que é Brasil.

Unidade de um povo continental-nacional, somos filhos das brasas de um pau
de brasiliares e é nesse fogo do Brasil que nasceu uma arte nacional completa,
inteira e genuína.

Leandro Borges

Sol em Fadeout

Contando os dias, os trocados, as lágrimas.
Perdendo as notas, as provas, a dignidade.
Procurando um lugar, um porto, uma saída.

A vida já não tem mais valor de vida.

Inevitavelmente manipulado por cordas que determinam a minha morte.

Sendo que a vida está, cheia de números, imagens, prazos, diretrizes,
metas, objetivos, atividades, tarefas... para mim não é verdadeira.

A vida sem viver, é correr atrás de fazeres humanos, tão sujos como a ganancia.
Tenho asco pela hipocrisia.

Vivo é quem vive a vida.
Quem olha nos olhos. Sabe escutar. Troca carinhos, sonhos, lagrimas.
Aquele que troca toques, que percebe a vida, sabe refletir, analizar, abstrair, sintetizar, sentir, desenvolver-se como real humano.
Não é apenas mais um automato que só sabe copiar e sorrir falsamente.
Tenho vergonha das criaturas pseudo-humanas, aquelas que não criam.

Sigo sem norte, sem sul. Sem dono. Sem liberdade, Sem futuro certo.
Sem amigos. Sem verdade. Sem dignidade. Sem meu brilho nos olhos.


A que preço??


Meu sol vai se apagando lentamente triste.

Leandro Borges

9 de ago de 2010

Coração alado


Tive fantasmas na minha mente
vozes que me perturbavam.
Martelavam tudo aquilo que
martelarias se estivesse presente.

O meu embrutecer e robotização da minha vida,
o não-viver, mataram teu amor por mim.

Não poderia mais amar um ser pesado, chato, bruto e frio.
Pois me conheceu leve, engraçado, sensível, caloroso, carinhoso e amoroso.

Procurei por muitas ruas, dias, praças, luas.
Foste pra mim após o fim, paranóia, alucinação.
Te procurei sem querer procurar.
Também tive medo de achar..

Baniste-me da tua vida e me deste de presente essa ferida.
Sem escolha, me abandonaste em um labirinto submerso, sem saída, sem final feliz.

Me deixou e acreditei ser uma pessoa torta.
Desgraçado do próprio destino.
Parei de sonhar, parei de voar, parei quase de cantar e tocar.
Não poderia mais ouvir canções de amor.
Não queria ir ao supermercado ou ao parque.
Não era possível mais o nosso mundo, pois agora esse mundo faltava você.
Tu foste também bruta e dolorida ao sair, sem compaixão.
E eu mudei.
E tu mudaste.
E por medo seguraste o primeiro galho que encontraste no meio do abismo.
E noivaste, casaste e engravidaste.

Comecei a andar na contra-mão.
Fui pelo caminho do falso céu.
----pelo caminho do inferno.
Me deste um peso que hoje eu devolvo.

Não acredito mais em olhos claros de falso amor.
É muito estranho ter guardado na memória nossos momentos
que antes eram fatos bonitos de relembrar, agora apodrecem.

Pra mim continuas de luto, é um pau mandado do teu marido.
Não tens a humanidade de falar comigo, descentenmente, és torta.

Evitava passar em certo lugares.
--------falar certas palavras.
--------lembrar de certas datas.

Ainda verás muito da minha estrela brilhar,
e por isso vais querer um contato: hipocrita!

Te darei as costas, pois com elas terás uma resposta
mais sabia para os teus dizeres: o silêncio.


Hoje eu prefiro a primavera a uma mulher.
Saio com os pés em flores e o coração alado.

Leandro Borges

4 de ago de 2010

Desperta


A primavera em forma de menina
voz de um anjo
desperta o coração
compassado pelo teu respirar
rouba a minha alma com teu nectar
me ensina a sorrir outra vez
em teus olhos vi o sonho brilhar
-----------------o florescer da vida
-----------------a esperança raiar
Uma beleza impossível, singular, indescritível, inacreditável;
além do que se vê - invisível aos olhos
claro ao coração

Leandro Borges

Pedra de tropeço - Re não volta

Sei.. fui teu exemplo de revolta.
Me escuta!: não abre essa porta.
Eu sei.. parece bonito o confronto
mas há forma, jeito e invisibilidade.
Não consigo muitas vezes soltar isso.
Muitas reverto em própria arte.
Não por medo ou submissão.
Sei que com uma fera pode se lidar
por vezes, como um sabão molhado
escapa
escorrega
muda de face
: difícil de capturar.

Combate de peito aberto
mas nunca em campo aberto
a vista da tropa
muito menos de frente!

Leandro Borges
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