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31 de dez de 2014

Alma-Flor-Amor-Primavera-Paixão


É uma grande flor, composta de varias flores.
Uma grande flor para dar luz.
Uma flor-luz de vida, para renascer luz, dar/receber luz.
É onde as luzes se encontram e encarnam em luz.
A Primavera, A vida, A esperança.
A sala onde escutamos o tambor-coração de nossas mães.
Onde nadamos na luz-água da vida.
Nucleo de transformação e crescimento.
Onde o amor gera amor, alimenta e multiplica.
Dois corações batem, duas respirações fluem.
Onde a vida desabrocha.
Ninho da alma da flor.
Flor-mangedoura da flor.
Amor fruto da flor.
Palco-flor da paixão.
Paixão regada a Eterna-Primavera.
Leandro Borges

22 de set de 2014

Relatos de outro mundo


Agora quero apenas o teu bem.
Longe de mim, assim não te faço mal.
Minha presença agora te atrapalharia.

Não importa mais os porquês!
De qualquer forma é melhor assim.
Fato é que eu não encarava a realidade.
Pintei um quadro de ilusão para não ver a realidade dura.
Devia ser pensamento mágico, Freud já disse isso...
Vou só lembrar dos tempos bons e de tantas coisas que aprendi contigo.
Vejo que no momento é melhor ficar sem falar comigo, porque te incomodaria... Por outro lado foi bom ter sonhado nesse tempo que passou.
Os loucos e sonhadores são genuinamente felizes.
Espero que tenha te ensinado algo e que tenha deixado lembranças, espero que boas.
Queria que fosse de outra forma, mas assim é melhor pra ti, ficar sem nos falarmos por tanto tempo até o momento que ficares confortável ao ver a minha presença.
Sempre escrevo demais e me exponho demais, alias sou muito intenso, vou procurar moderar bastante. Se falei coisas que discorda, tudo bem, não me leve a mal... Aquela opinião é embassada em experiência de vida, mas deixa pra lá. Releia depois de dois meses ela.
A depressão é algo muito tenebroso, triste e horrível. Hoje tenho raiva de ações que tive, revi minhas atitudes, tenho que por meus pés no chão e escutar e entender melhor o que me dizem, na cara com todas as letras. eu escrevi já muitas coisas tristes, poemas, contos e pensamentos. É tudo culpa minha. Estou cansado da minha idiotice, meu lirísmo idiota, romantismo lunático idiota e sonho de ilusões fétidas.
Isso é comigo. De ti vou lembrar das coisas boas. Não escondo que teve coisas negativas, mas lembro apenas para crescer.

Os galhos curvos, arcados pelo vento. Um clarinete toca uma música mui suave.
É grave e bela. Assim os dias parecem os mesmos para ela.
Seu corpo não reage, é estranho. Não faz muito tempo que ele pensara em uma aventura para temperar a sua vida. Seu único próximo era o seu irmão menor. Tinha dó. Eles eram só e passavam fome. Não tinham nome. Eram filhos da falta de amor.

A grama verde lhe parecia cinza, era uma dor que tinha e gostava de cultivar. O lixo da rua, do seu lar, cresciam. Via a podridão como algo restaurador do universo. É pelo apodrecer que o mundo se renova. Pintura da sua vida andava.
Os ventos e ondas de ar estavam a brincar. Eram estrabulegas. Ficavam a sonhar com mundos de ar, um picadeiro de ventanias. Cachoeira de um dançar, tufão, não era o chão, era aquela massa aérea se arrastando e fulgorando pelos mares dos ares.
O pequenino irmão dela era louco. Uma epifania, uma contradição. Gostava do vento e era atento aos movimentares se seus andares.
Era do alto que avistava a cova rasa de sua irmã. Era seu fã, por ser uma irmã afável. Mui amável, embora nunca demostrase, ela ficava parada, no meio da montanha de lixo, parecia uma bailarina de pernas tortas e renga.
Canção de ninar, metralhadora no ar. Melodia rotineira, era lindo: brincadeira. Uma tuba fazia canção e mais um morto estendido no chão! Tocavam pianos em calda e escorria como enxurrada um sangue amargo de desgraça.
A vida era ótima, em um pais abençoado. Somos todos sequestrados e nossa massa cinzenta espalhada pelo chão depois de um tiro muito amável a queima roupa.
Ela e ele são dois anjos que moram no podre do coração.
A terra brasileira de ladrões que destroem vidas, é lida a chacina.
Crueldade por tanto amar. Banho de drogas pra sustentar a ação.

- É condição humana, se tudo fosse já definido não haveria nada pra ser vivido.

Entenda a grandiosidade do viver, sim é uma interrogação mas não de tristeza e sim de beleza e alegria.
Ria, sempre ria. Por mais que o mundo te de motivos pra chorar.
Chore um dia.
Triste mais um dia.
Em depressão em outro.
E só mais um não resolvido.
Então ao resolver, a dor se vai, vai o choro, sem tristezas, e os amargos dias se tornam doces.
São meses de alegria num ano, e apenas semanas para resolver. Muita valia.
Somos cria. Crie amor, compartilhe; minha completa vida não é desse mundo. Não me importo.

Leandro Borges
Cuidar e proteger, e não ter medo.
Buscar a força, mesmo estando fraco.
Permanecer cuidando.
Não se importar com os ruídos.
É difícil, mas é preciso lutar outra vez, e com mais cores.

Dançar mais uma vez a valsa, não tão bem compassada,
mas com a gana de não soltar as mãos,
não pisar nos pés, olhar nos olhos profundamente,
seguir a canção e dançar vamos.

Mesmo que num samba feliz, dancemos uma valsa triste.
Mesmo que a estrada pareça torta, sigamos.

Lembro de como fui feliz sempre que furei a tristeza
e embalado pelas valsas tristes da vida me permiti sonhar.
Me permiti realizar e fazer os outros feliz.

Ver o brilho dos olhos, e fala tão feliz, como me fizeste feliz.
Sei que Paris te fez me lembrar de mim, feliz também ficaste.

O desejo que me deixaste de ser tão feliz e tão feliz busco ser,
mas como há curvas nessa estrada e me pego a chorar.

Como há tantos sois em tantos dias se pondo tão lindamente,
e eu percorrendo entre ponteiros, sem poder ligar pra vida.
Preso em concretos, asfaltos, ponteiros e compromissos.

Eu tão omisso a tudo aquilo que amo e que faz bem.

Proteger, voar e cantar.

Ao meu cantar, que me salva, sou o pássaro de meus antepassados.
Sigo nessa esperança estradeira de furar o tolo chorar.

Nas próximas leguas dessa estrada, pararei mais aos poentes,
as cachoeiras, os amores brandos, as olhos estrelados, tão ao lado.

Com minhas ideias tão revolucionarias nem por um segundo
quero arrancar lágrimas nem dores em ninguém.

É pela alegria que luto, é pelo frutífero caminho que prezo.


18 de ago de 2014

Queimo incensos de minha mãe.
Sigo tudo aquilo que ela me ensinou.
Grato Eterno por seus ensinamentos e amor.


6 de ago de 2014

Caos primordial 2.0


Pesadelo de Dalí.
Hades de Gaudí.
Óvulo putrefato.
Espermatozóide aniquilado.
Pata de metal.
Lago hexadecimal.
Rio binário.
ULA carnal.
Chip medroso.
Humor aquoso.
Útero-fake nervoso.
Elétrico feto.
Energia radioativa.
Internet lasciva.
Razões contaminadas.
Latões infectados.
Vísceras alteradas.
Genes configurados.
Asas amputadas.
Corpos derretidos.
Casas amassadas.
Vidros estilhaçados.
Fumaça infinita.
Cybersociedade maldita.
Furações ácidos.
Terremotos globais.
Tsunamis monstruosas.
Meteoros colossais.
Inundações tóxicas.
Vírus imortais.
Bactérias horrendas.
Oceano sangue.
Gritos dantescos.
Cotidianos ionescos.
Tormentas afiadas.
Facas cravadas.
Dores terraquias.
Pólvora verde.
Carne em tonelada.
Água parada.
Pele em fervura.
Carros picados.
Prédios arruinados.
Poeira manto.
Morte nua.
Pobreza crua.
Fomes de alegrias.
Almas canibais.
Doenças cotidianas.
Danças insanas.
Fogo, negro.
Praga de Platão.
Vida em Plutão.
Árvores, submersas.
Gelo devorador.
Podre governador.
Meros senadores.
Ventos corruptores.
Rôbos, carinhosos.
Humanos, mortos.
Televisão à vapor.
Computador à lenha.
Amanhecer em marrom.
Queda de Dumont.
Céu cor de rosa.
Morte dolorosa.
Relógio fritado.
Calmaria mui fria.
Falsete-amor.
Hemorragia de bytes.
Neve brilhante.
Granizo latente.
Ódio colorido.
Música muda.
Face desfigurada.
Absinto de Byron.
Água flosflorecente.
Queda de Debuison.
Terra ardente.
Lava incandescente.
Não, vida.
Sim, ferida.
Cybertrônicos amáveis.
Sinapses abomináveis.
Sonhos digitais.
Devaneios em gás.
Realidade temporal.
Ansiedade abissal.
Sofrimento avassalador.
Hitech criador.
Deus digital.
Angustia oceano.
Sentimento esquartejado.
Alma dilacerada.
Sonda escondida.
Ideais incinerados.
Castelos soterrados.
Ar melado.
Mel áspero.
Aspereza cruel.
Crueldade alerta.
Alerta óbito.
Óbito divíno.
Chacina banal.
Abominação viral.
Crueldade irracional.
Cegos pregos.
Pus solidão.
Plus podridão.
I/O, escarro.
Processador, escarnificador.
Fake-amor.
Silícios carrascos.
Solidões em vácuos.
Vidas simuladas.
Amores emulados.
Sombra do viver.
Esquerda de Günter.
Matrix Lado-B.
Crise de Freud.
Febre tifóide.
Guetos marginais.
Exposições acidentais.
Explosões emocionais.
Descargas mentais.
Ilusões racionais.
Mortes astrais.
Mentiras letais.
Falta pão.
Sobra cão.
Corroí osso.
Aniquila músculo.
Dissolve o cérebro.
Inferno à cima.
Paraíso à baixo.
Olhos cerrados.
Falsas palavras.
Forcas ocas.
Força pouca.
Fala rouca.
Vil nação.
Metal líquido.
Aço lixão.
Ferro torcido.
Material destruído
Máquinas autônomas.
Criança-Robô.
Destruição feroz.
Dança Butô.
Katana algoz.
Samurai retrô.
Hashi vintage.
Gueixa vernisage.
Tokyo tablóide.
Fome Andróide.
Tintas comestíveis.
Esculturas embriagantes.
Sons estonteantes.
Luzes famigeradas.
Arenas caladas.
Focos glutões.
Monstros ladrões.
Feras do terror.
Mundo interior.
Heróis liquidados.
Milagres anulados.
Deus avesso!

Leandro Borges

27 de jun de 2014

2 de jun de 2014

Velho nojento


Amargura da amargura...
fel, farpas e grilhões
mágoa, lodo, praguejar e amaldiçoar
fala incisiva
lida grossa

voam sapos e mais sapos
gole a gole

casca dura, barra, pedra e pedreira
engole cada pequeno veneno
morte lenta
envenenado vai sem perceber
esbraveja, late, cospe espinhos...
cospe fogo


espera o teu retorno, porque o espelho não perdoa

Leandro Borges

asco-escarro-nojo

oco
sinto pouco
ouço torto
falo rouco
cansado, morto
mira a dor dos olhos meus
diz que não são mais teus
que são de Deus
que os olhos meus
não há mais estrelas
não há mais sabor
não há mais calor
não há mais cor
não há mais certezas
deita flor
deita tristeza
chora teu canto
canta a tua dor
deixa teu vazo em resto
arrasta tua mágoa
cala a tua fala
transborda de lágrimas
descansa teu peito
foge dos espinhos
recolhe as rosas amassadas
cobre tua face
guarda os cacos
zela o teu coração
esquece as poeiras da memória
abole os gritos da história
triste nasce a dor
feia, escarro a face
nojo do teu leito
asco da tua cara
menina feia
não serve pra amar
Leandro Borges

15 de fev de 2014

Naipe

Eu que já dancei tantas músicas, tantos ritmos.
Mesmo sem saber o padrão danço a onda.

Encontro dentro de mim meu naipe,
e ele não para de girar.

Nessa cidade tão grande, mas tão pequena de pessoas.
Não encontro os naipes certos.

Nenhum.
Meu naipe são todos.
E fixamente naipe do além.

Não posso viver essa vida aquém.

Vejo além matéria.
Somos seres de luz.
Somos seres com alma.
Não posso destruir meu corpo.
Não posso destruir minha caminhada
longa caminhada de muitas vidas.

O naipe da mente fechada.
O naipe do fechado as coisas novas.
O naipe do desagredor.

Não esses não são meus naipes, e me vejo fora disso.

Não posso lutar contra minha natureza.
Também não posso lutar contra meu coração.

Como posso encontrar meu par para meu as de coração?

São Paulo, minha paixão e minha maldição.


Nessas ruas por vezes tão frias


O que vale também?


Trabalhar no que se ama mas uma vida infeliz.

Ou viver uma vida feliz, dançar e dançar
e trabalhar para viver feliz, e deixar os oficios de lado?

Porque a vida é um assopro fugaz. 

6 de fev de 2014

Tuicha Îguaçu

Precisamos de direitos,
liberdade de protestar,
liberdade de questionar.

Precisamos de ações,
ações de protesto,
ações de questionamento.

Porque nem todas leis nos representam.
Porque nem todo imposto queremos pagar.
Porque nem sempre é justo as regras que estão em voga.
Porque temos pensamento próprio, temos ideias próprias,
repensar leis, impostos, constituição, impostos, educação,
filosofia, liberdade, transporte, sustentabilidade,
luta de classes animais, educação, saúde e todos lados
de uma vida em sociedade, entre seres quase humanos.

Onde um por cento decide em dissonância ao noventa e nove por cento.
Onde um por cento rouba, é chegada a hora da grande onda se formar.

Tsunami de rosas gigantes, flores agigantadas, uma primavera nunca antes vista.
E quando for inverno, outono ou verão: ainda será primavera.
E quando me perguntarem que horas são, sempre será hora de gritar, dançar e cantar.
Mas não o fazemos dormindo, mega levante, estamos de olhos abertos
os vaqueiros, petroleiros e banqueiros e presidentes afogados.

A cada novo dia, redobrar a onda, a cada novo dia, redobrar o amor.
Onde centenas de milhões de pequenos corações,

se coração de formiga

Imagine essa onda onde formigueiros tomam as ruas, formigueiros por amor
a rua, levantada, inundada, soterrada, iluminada, colorida: tão livre.

Por que creio, somos um povo que sabe carnavalizar sua indignação,
e não por recreio, festejo ou festa: por justiça e alegria de um novo porvir.

Flores tão gigantes, cada cidadão, cada cidadã.
Primavera da Utopia Socrática, Primavera de Coração Latino.
Onde o calor é mais importante que o ouro.
Onde humanos ainda tem humanidade.

Não por vaidade ou fama, mas meu peito se inflama e pede dignidade.
Se não podemos ser iguais, que tenhamos igualdade de dignidade,
igualdade de liberdade, igualdade de educação de qualidade,
e tantas igualdades que precisam serem providas a todos.

Tsunami tão bela e tão singela, vivemos as cores do teu agora, da tua aquarela.
Os reacionario se afogam na grande onda.
Os defensores da alegria publica: tsunameam.

Um dia acordei, e vi lama por todo lado.
Então busquei um novo caminho, nova vida.
Onde não sou sustentado pela lama.
Conversei com muitas flores,
conversei com irmãos que dormem nas ruas.

É pelo Tsunami que meu coração bate, não mais por mim mesmo.

Mainumby Arapoty

Ser fogo, Água e Raiz

Feixes de sol atrás do horizonte em plena noite de lua cheia,
andando em trilhas sem lanterna e feliz.

Os olhos dos olhos podem ver além.

Enquanto a moça cria em seu interior um novo sol.
Cristais abrigados em amor materno.

Meditar ao coração, deixar reinar a paz.
Mais um pôr-do-sol enchendo a alma.
Mais um banho de mar irrigando a alegria.

Gratidão pelos dias de aprendizado,
gratidão pelos dias de glória.

Pois depois de três dias de chuva intensa, vem o sol.

Só posso cantar, na hora de cantar.
Só posso purificar, na hora de purificar.

Pintei quadros internos, com cores novas, com cores em luz.
Arrumar a casa, andar a pé, andar sabiamente protegido ora descalço.

Se a água é fonte tão simples e cura ainda.. andam a poluir?

Prefiro a trilha mais bonita, e não a mais rápida.
Onde contemplo o vale, a praia, o horizonte e a brisa.

Não encontrei ninguém para unir tão profundamente.
Caminhos com valores, valores de coração.

Não vou ferir meu coração, não faço por fazer.
A empafia humana não deixa ouvir e ver o obvio.

Há muita sabedoria fora de nós, nas irmãs árvores, nos irmãos pássaros,
no grande útero oceano, nos nossos avós solos, primas pedras.

Ao abraça-la, senti além seiva, senti e aprendi sua sabedoria.
Alegria de dançar ao vento, ser fogo, ser água, ser raiz.

Mainumby Arapoty

3 de fev de 2014

Quando Choro

Quando choro sei que o fluxo me liberta de toda tristeza e toda alegria.
Quando choro sinto-me também raiz do planeta terra, sou rio.
Quando choro vejo na gota, a manjedoura da vida.
Sei que quando choro, em algum lugar do mundo faz sol.

Lágrimas de esperança, lágrimas de sonhos, lágrimas psicodélicas derretidas.

Mainumby Arapoty
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