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30 de out de 2007

É, eu sei...


Olha meu bem, podes até achar que não...mas...
Eu sei muito bem quem é quem!

Leandro Borges

27 de out de 2007

Ainda vem


A não hipocrisia fere.
Te deixa total exposto
em carne, osso e pele.

Eu sentia que algo fluía entre os olhos dela e o meu pensamento, era algo insólito.
A barreira dos nossos corpos, rompidas e corrompidas em um ato voraz e atroz.
Era um flutuar de pensamentos, soltos, brincando com as memórias, as nossas comum histórias de vida, sonho e paixão. Era como uma bolha rompida, uma fala ferida pelo constante intervir de insólitas pessoas. A nossa alegria incomodava, ninguém suportava a glória alheia, eram como canibais frustrados e malogrados.

Eu tinha presente em verdade, toda a suavidade na fala e isso, mais do que a própria fala e meus argumentos, agredia asperamente o ego, sisava em carne viva.
Seres acrónicos perseguiam a minha alma radiante, era um universo deles tão distante que não entendiam de onde nascia: tanta felicidade e irradiação interior.

Cantava em seus cabelos, pele e mão as mais verdadeiras melodias de amor, não era piegas falar disso, era permitido. Até que veio sentimento a esterilizar toda poesia que carregava dentro de mim. Esqueci por anos. Até que um beijo mui lento, com efeito como um desfibrilador de almas, partir da pureza virgem emergi das cinzas.

Eu canto aos ventos, liberto os tentos, faço da cantiga antiga a antígua entre os nossos corpos. Como estrelas, mastigo o teu mel, torno o teu fel em flor. Assimilo o teu desprezo, regurgito a tua proposta, vejo o peso do teu desejo, nego o teu calor e escuto imenso fragor do teu coração em deserto.

Suicidas labaredas saem das tuas entranhas, falas enfadonhas! Cansam a minha beleza interior, que se transmuta para terror ao ser embriagada pela tua magoa. Soterrado e sozinho em um mundo sem amor, viajo. Cansado de nadar pela correnteza que insiste em jogar água contra mim. Assim com tanta falta de ver nas pequenas coisas a beleza enorme que existe, toda a minha terra se torna infértil.

Um beijo pode me tornar vivo novamente. (Deus observa)
Espero que o bonde ainda passe.

Leandro Borges

26 de out de 2007

Brincar

aaa
ama
aaa

uua
usa
uaa


sss
sos
sss

aaa
ala
aaa

ooo
oco
ooo

uuu
ufu
uuu

uuo
uso
uoo


aao
amo
aoo

ppp
pop
ppp

bbb
bob
bbb

aao
amo
aoo

mmm
mim
mmm

rrr
rir
rrr

ttt
tit
ttt

lll
lol
lll

mmm
mom
mmm

aaa
ana
aaa






amar
mala
apar
mano

toda
loco
loca
sopa
rima
lima
luto
puto
sala
toto
loca
pira
lira


m m
s s
r r
i i




amar
apar
isar
atar
ator
ater






Leandro Borges

22 de out de 2007

Freedom

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where s.type = Freedom

domination

Select s.Ideology
from system s
where s.type <> domination

19 de out de 2007

Nuvens


Não sei ao certo se já engarrafei
as nuvens das quais não sei
se realmente encontrei
por onde vi e passei.

As nuvens da memória.
As nuvens do coração.
As nuvens verso e história.
As nuvens samba e canção.

Fala pra minha mãe não chorar
se um dia não me encontrar.
Estarei valsando ao ar
de encanto ao canto em par.
Entre as nuvens a deleitar.

Leandro Borges

16 de out de 2007

Samba revolução


Não deixarei tomarem o meu melhor.
Lutarei contra todos esses dragões.
Pesadelos ancestrais, virais e mortais.
Estufo o peito, venço o medo e confio.

Resistir sem temer as flores do mal.
Acreditar na canção, pelos que partiram.
Ainda vejo o rabo de foguete pairando sobre nós.

Deixa o samba tocar na memória.
Eis que a história não é escondida.
Um prisma novo a revela: compartilhada.

A chama viva é de batalhas, é de conquistas.
Desmoronaram cadáveres aos nossos pés.

De tanto matarem jovens com ideias no meu país.
Mataram a liberdade de tê-los, a sanidade de tê-los,
a consciência de tê-los a alegria de tê-los: ideologia é morta.

Mortos por algo que não vale a vida.
É preferível não ter, burros são os que tem.
Idiotas foram essas pessoas que morreram.
Mortos por ela...

E o que ficou? Imbecis mortos por uma causa idiota?

{Não! Vivamos a aprender a voar!}

[Vivamos sem mudar, sem melhorar, sem sonhar!]

(Nada disso vale a pena.)

Leandro Borges - 15/10/2007

15 de out de 2007

Milongar desnudo


Traz um frasco novo
que agora o meu povo
tem uma nova chance de sonhar.

Deixa a milonga tocar no coração.
Deixa a canção suavize a vida.
Agora que a ferida se findou.
Deixo o querido pago e meu vou.

Trago guardado aquele retrato
que capturou o frescor da ocasião.

Canta cotovia - canta! - me encanta com teu brilho.
Me deixa cheio de luz, me conduz pelas nuvens.
Mela o meu corpo, brinda a vida e me mostra o teu céu.

Produz o néctar da vida na tua saliva.
Brota das pedras, abisma a minha a ingenuidade.
Se serve a vontade, colhe a flor e mostra o amor.

Jorra as luzes em jarras de cristal.
Molha a luz, transborda em cor e muda.
Desnuda a face e invade a realidade.
Deixa as entrelinhas banharem o coração.

Arrepia todo o corpo com arrebatamento.
Invade a alma, instala todo o amor.
Da cor, toma a vida no espetáculo do renascer.

Leandro Borges - 15/10/2007

11 de out de 2007

Cyber-grungen again


Cabelo.
Cheguevara.
Canabis.
Largada.
Retrátil.
Rasgada.

Cyber-grungen.
Cyber-grungen.
Cyber-grungen again!

Gel.
Boininha.
Addidas.
Jaquetinha.
Lapís.
Cargo.

Cyber-grungen.
Cyber-grungen.
Cyber-grungen again!

Gel no cabelo.
Boininha cheguevara.
Addidas de canabis.
Jaquetinha largada.
Lapis retratíl.
Cargo rasgada.

Cyber-grungen.
Cyber-grungen.
Cyber-grungen again!

Leandro Borges

7 de out de 2007

Imensidão


De tanto provar maças
esqueci como é amora.

Brilhos de aluguel.
Brasil povo sofrido.
A sobrevivência matou o tempo.

Diz pra mim o gosto
que amora deve ter.
Derrama poesia em mim.
Torna-me novamente humano.
Tira-me desse mundo insano.
Me leva pra ver as estrelas.
Pra ver o vento.
Pra ver o movimento lento
do pulsar do teu coração.
Sai do meu pensamento.
Torna-te verdadeiro tempo.
Meu amor: Imensidão.

Leandro Borges

Um bonde


Um bonde pra toda a vida.
Um bonde que não vem.
Um bonde que não tem.
Um bonde que perdi ou que se perdeu...

Leandro Borges

Um dia


Não vem.
Vem ilusão.
Não vou.
Vôo: solidão.

Leandro Borges

3 de out de 2007

Brinquedos quebrados


Não sei se por contra ponto
mas quando sai da lama dei um salto.
Saltei tão alto que andava nas nuvens.
Eu simplesmente via o que não existia.
Vi uma doçura aonde não tinha.
Vi alegria aonde não havia.
Vi leveza aonde tinha aspereza.

Preferi pintar um quadro ao invés
de por os pés na terra.
Por mais um vez cair na lama,
dessa vez com menos dor.
Mas apavorado não por ninguém.
Mas por mim, meu próprio inimigo.
Com olhos de fantasia vi a vida.
Não existia, talvez por isso tantos poemas.

Aprendi a reconhecer os meus erros na primeira vez
ser mais leve, ter sensibilidade, tato, mais responsável.
Aprendi que muitas vezes eu sou meu maior inimigo
e estou ainda tentando a aprender a não me sabotar.
A olhar a vida com os pés no chão, com o coração calado.

Me pergunto qual será o próximo desafio.
Eu vi a depressão de face nua.
Era uma mulher mui bela, oca e com solo devorador.
Vi a depressão em outrem e tentei salvá-la do abismo
mas não há como mudar as outras pessoas se elas não deixam.

Vivo em crises de trabalho e de amares. (ou pior não amares)
Esses que não fecham, desencontros desmarcados.
Sentimento de querer viajar.
Devo estar querendo fugir dos meus problemas?
Do meu mundo?
Dos meus medos?

Outro dia li que: "O amor vence o medo."
Cheguei a simples conclusão que
se ando com tanto medo de tantas coisas diversas...
Deve estar faltando muito amor na minha vida.

Simplesmente a vida é assim.
Não culpo a ninguém nem a mim.
Tento não confundir sexo com amor.
Tento não magoar ninguém.
Tento não banalizar a vida.
Tento dar um jeito no meu jardim.
Agora a borboleta que eu vejo lá fora
simplesmente não pousa nas flores que tenho.

É como uma criança que não tem o brinquedo que quer.
Anda a brincar com os brinquedos que aparecem.
E com sua simples brincadeira, acaba por quebrar.
Com culpas e também sem felicidade.
Gostaria de não precisar destes brinquedos
(que não são meus)
mas a necessidade por diversão fala mais alto.

E outra, é estranho, parece que renasci.
Ou melhor, que nasci outra vez dentro de mim.
Ou que outra pessoa emergiu dentro de mim.
Como ao acionar um botão, algo foi o estopim.

Todo o legado de um ser que recebe de seus outros corpos
a sua vivência já adquirida em passado antes destes.
Não necessariamente outra vida.
Não me vejo trabalhando 40 anos com a bunda sentada
na frente de uma tela ridícula.

Hoje sei que a vida é mais do que isso
e espero que meu futuro não seja negro assim.

Leandro Borges

2 de out de 2007

Olhos, corpo e sintonia


Olhos nos olhos.
Sintonia.
A nossa energia em sinergia.
Há tanta harmonia
assim um universo se cria.
Os querubins e as fadas;
oh mas é tanta alegria.
A dança dos magistrais vaga-lumes: o nosso guia.
Meu peito explode: -Ah é tanta alegria!!!

A pétala branca cai sobre o véu vermelho,
tão sedosa quanto afável.
Tremendamente: Incomparável!

Te guio e me guias.
Sinto nossas frequências equilibradas.
Um baile, um instinto, um beijo,
um desejo, paixão e corações grudados.

Um adormecer e te vejo...
O despertar, vejo: a tua face.
Dias e dias, a eternidade de dias e dias, é perfeito.
A cada dia uma ótima surpresa.
Te conheço mais um pouquinho.

Teu olhar é muito mais profundo.
Sem medo de olhar.
Olhos nos olhos.
Suor em simbiose.

O adormecer; colado o rosto ao teu peito compassado.

Gosto de te ver, a alegria dos teus olhos.

Me encontra no desencontro e devolta
a ti nos meus braços
exatamente o lugar que quero estar
então chegou.

Gosto, bela.
Gosto, fera.
Gosto, amada.
Gosto, salgada: suor.

A cada dia: melhor!

Leandro Borges - 02/2007

Vi'd'água


O amor de magia de sabor'
Esquina, chuva cain'
Do céu me vem afa'
gargalhadas e um sonh'
O vento nos carreg'

A linda estrada vem cansa'
Da onde te deixou no caminh'
O luar parece frio e quen'
Te olho com límpi'
Dou um beijo de mel

A dor do peito de não ti re'
verdade de um amor quase san'
To nem mais prestando aten'
São todos os passos de um dia sem f'
incapaz te tomar as iniciativas cert'
as vezes que te fiz feliz me di
Se mais um amar valia a pe'
Na verdade é fin'
ito

vent'
opa'
convi'
dantes'
cor'
poa'
lado'
lorid'
aguar'
dente'
lefo'
nefas'
tocom'
passo'
zinho

Leandro Borges

Olhos novos


Um fechar de olhos.
Descansar.
Um leito aconchegante.
Um conforto de adormecer.

A areia por estar no olho.
Quero um canto calmo.
Um pouco escuro: anoitecer.

Dormiria um ano, acordaria mais moço.
Uma leve dobra no alto do pescoço.

A alma despertada
e a nova vida alcançada.

Um vendaval de calmaria.
O leve dia surgia.
Alforria.
Alegria.
Mundo cria.
Fantasia.

Pequenino
ato de amor.
Faz dormindo.
Sem cor.
Sonho branco.
Alvorecer.
Universo: saber!

Leandro Borges

1 de out de 2007

Onda interior


A água dentro da garganta.
É atacada pelo reverberar.
do coração compassado.
Gerando tormentas
e ondas dentro do corpo.

Águas de dentro.
Sente o vento
do vasto peito.
Feito dura estaca
em ondas fala
coração mergulho.

Água
interior
coração
onda
calor.

Leandro Borges
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