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24 de dez de 2011

Não tenho pernas, mas continuo

Não tenho dignidade nem discurso.
Não tenho mais vontade de mudar o mundo,
porque aprendi que o rio da vida é maior que eu.
Não tenho a empáfia de fazer algo assim, mudo a mim.

Mudo a mim, e mais um passo pra fora do círculo.
Caminho tão longe do centro,
rotulado por outrém como excêntrico.

Em grandes e tristes desacordos internos, afogo em cerveja.
Com o teu discurso teces a minha mortalha.
Mais e mais um batalha, meu porto foi destruído.

Ninguém mais abarca, não há pescadores nem turistas.
Há dias e outros saqueadores, roubam mais a minha fome de um resto de um dia um sentimento digno.

Quando se tem um mundo, e se muda, e nada mais se tem.
E passam anos, e continua sem nada, vejo apenas palavras vazias de estímulo.
Tudo em minhas mãos e nada mais pra me ajudar.
Mundo de canibais insanos. Forjamos máscaras deslavadas de humanidade.

Não cabe ver o mundo pelo desperdício de energia das luzes de natal.
Não cabe ver o mundo pelo excesso de gastos e moradores de rua morrendo.
Não cabe ver o mundo pelo insanidade de longas metragens milionários pagos pelo dinheiro do povo.
Não cabe, morrem crianças sem casa, e diretores enriquecem.
Meu país, me dizem, eu deveria ter orgulho.
Eu deveria... sou louco e burro.

Eu gostaria de doar os meus pertences, e me dizem que eu devo vender... sou louco.
Eu gostaria de ser aquilo que acredito, e estou mudando, e me julgam pelo mudar, me chamam radical.
Eu gostaria de ser visto não pelos olhos... abraça-me e me veja de olhos fechados.

Eu não posso comprar a alegria, nem cores ou dores.
Se um carro passa e eu ando; quem é mais importante?

De quantas lágrimas e sofrimento são feito os sonhos realizados?

Não admiro a hipocrisia, é um dos meus defeitos.


É tão bom ser certo e assalariado.
Um ser bem afinado, arrumado, vestido e alinhado.
Ser um boi bem apresentado, uma família bem feitinha.
Seguir uma linha, um padrão, ser amiguinho do patrão.
Ser mais um peixe do cardume, nadar conforme a cartilha.
Posso ruminar como mais um trabalhador que não questiona.
Posso aceitar que o Sol é quadrado,
porque os donos da nossa mente nos disseram que agora é assim.
Ganham por mês um cala-boca, um fica quieto, um salário inimigo.
Esse mesmo que compra os sapos que engoles,
o mesmo que compra os grilhos no teu cérebro,
o mesmo que compra a tua indigestão mental,
o mesmo que compra a tua eterna insatisfação,
o mesmo que compra a tua contradição de vida,
o mesmo que compra o teu tempo,
compra o tempo com a tua família,
compra as tuas amizades, compra o teu sorriso.
Vendes tudo por essa corrente que chamas de trabalho.
Esse mesmo que te faz substituir o ser, pelo comprar, pelo falso-ter.

Segue assim amigo, tu és inteligente e e...

Leandro Borges

19 de dez de 2011

Monstros e Querubins

Dorme uma rosa, dorme um carinho.
O fio do tempo corta a minha pele
fico aflito e só
procuro por um espaço onde o tempo não me queime.

Onde a cidade anda aflita a cada esquina.
Onde meu coração é incompreendido.

Onde há menos flores, menos árvores, menos amores.

Onde o concreto me engole, e me sinto frio e áspero.


Vejo apenas nos olhos das crianças um outro mundo.
Onde me olham como anjos.
Sentem por mim.

Eu, sem auréola e sem asas.. busco voltar a voar.

As baratas na rua passeiam solitárias.. Kafka está morto.

Os naipes do mundo foram lançados, e não se ousa sair fora do baralho.
Me sinto além-jóquer, além baralho, e por assim ser; descartado.

Usado, reusado, usado novamente, reciclado e feito como objeto.
Muitas usam e dormem felizes.

Onde meu coração se revolta pela corrente de consumo.
Tento ser fera, para não ser visto como um príncipe encantado.
Busco que me vejam por dentro, e mesmo assim enjaulam a fera.

Seja príncipe ou fera, não me vêem a fundo, de verdade.
Sou apenas mais uma lata de sardinha, consumível, feio ou belo: não importa.


Me recolho e volto a olhar os olhos das crianças.


Nos tornamos monstros, longe da pureza, longe do verdadeiro e profundo.
Busco sair dessa ciranda onde muitos dançam e se ferem.
Ciclo de vício, dor e lágrimas.
Um rio que desagua em um mar de dor e desespero.

Leandro Borges

8 de dez de 2011

Destom de Ariadne

Quando universos se tocam, as almas se reconhecem.
Mas quando as luzes estão em tempos diferentes, não podem confluirem.
Em desencontros de ciclos, de tempos, de espaços.
Atrair um mundo tão bonito, sincero, sereno e de sintonia próxima.
Um deslocamento que gera um descolar de tecidos, cria-se um vão entre corações.
Em volta da sua própria imagem, escultura, perde-se; como um cão em seu próprio rabo.
Enquanto isso procuro na sombra da areia desse deserto ainda fagulhas de um outro sol.

Leandro Borges

29 de nov de 2011

Deusas

Se eu te uso de tela pra pintar outra donzela,
não me leve a mal meu amor,
eu sou uma menina má.

Se na tua flor eu faço a minha morada, é porque sou tua namorada, guria-flor.
Sou tua mulher.

As nossas faces são tão femininas, e nos nossos olhos brincam com as nossas meninas.
No nosso mundo não há bruteza.

Deixa a minha primavera entrar no teu mar, doce sereia.
Deixa eu ser tua tulipa e tua amiga, tua barca e tua saliva.

Onde as margaridas podem brilhar a luz do sol, onde somos Deusas.

Leandro Borges

21 de nov de 2011

Mundo Desnudo

E quando eu olho pela janela da minha vida e posso ver tantos vitrais.

Um sonho.
Um parque.
Tantos sorrisos.

Cores, luzes e flores.

Família.
Carinho.
Canção.

Passeamos juntos, vamos juntos.
Corações se abraçam e caminhamos unidos.

A falsa realidade do falso ego: não existem as roupas, não existem os carros, não existem os ouros, não existem as faces, não existem os corpos.

Vejo pela janela da verdade: Corações em amor, Corpos de luz e Canções.

Leandro Borges

6 de nov de 2011

rEUvolução

Onde a sorte não escolhe, o sonho volta.
A caminhada longa e com muitas curvas.
Os tempos que se passou, cada vegetação.

Onde se vive com poucas moedas.

As pernas cansam, o sonho mais longe... até que um dia nascem as asas.
Perto de quem quer bem, fico bem, protegido.
Onde os corações ainda são corações.

A vida por falar das cachoeiras.
O barco por novas faces.
Os novos faróis de novos tempos.

Ocupei meu coração e tomo conta mais de mim.
Onde a revolução eu plantei no meu coração.
Na minha vida brotará a minha revolução pessoal.

Leandro Borges

2 de nov de 2011

O futuro aqui e agora.

Onde a Onda Anda.
Lá no Luar Longe.
Se os Sonhos Surgem.
O Vento Voraz Voa.
A Mente Muda e Mistura.

7 de out de 2011

Primavera Dionisiaca

Onde a videira deu seu fruto, no meu peito bruto grená nasceu uma flor.
Tão ébrias e tão febris, ardo rubro por teus Brasis paradísiacos.
Dionisiacos sonhos deflorados, segue o Deus nômade em folia.
Essa minha alegria não uma política vã, sou cravo e rosa.

Nas marés do coração deixo-me navegar, sem forma definida e um mar pra viver.
Onde no meu peito fez a morada, o teatro é namorada e é canção.
Insana vocação de continuar, é desse Awen que sou feito.

Se planto flores, é pra combater as dores.
Se planto flores, é porquê acredito nas cores.
Se planto flores, é por meio delas que encontro meus amores.

Quando o coro grego falou e a resposta veio embreagada
nasceu a arte das uvas, arte abençoada, a arte ébria.
Não me importa as certezas para atuar, quero estar em descontrole ébrio para brilhar.
Não necessito de artifício, minha embriaguez vem da alma, da minha sábia loucura.
Nasci assim e permaneço e não esqueço do que sou feito.
Fagulha de fogo divino, centelha da alucinação,
do meu coração faço porta-aviões para loucuras alheias.

Banhado de vinho espiritual, puro de mim mesmo, imagino Mundos e Visões
sou tantos heróis e vilões; faço todos embarcarem nesse mar da imaginação.
Deslocados de tempo e espaço, teatro de degladiar familias, ideias, teatro de sonho,
teatro de fome; das classes e dos mártires, das façanhas e do simples.

Sigo o espírito forte de nunca ser um, de nunca ser terra, nunca ser pedra.
A cada dia um outro Eu, renasço a cada dia, a cada amanhecer.
Cada depertar sirva como melodia para acordarmos para realidades.
Determinado a acordar e acordar de tantas consciências, de tantos saberes.

Quero ser ponte de Dionísios, quero ser estrada, quero ser canção.
Deus da floresta, quero fugir das cidades, que embrenhar nas tuas matas.
A canção quase esquecida, ainda vibra nos corações que ainda não cansam de cantar.
Por ti.

Quero ser vinho.
Quero ser grená.
Quero ser a poção ébria de Baco a alucinar o maior número de pessoas possíveis.

Sigo desejoso de Desejos.
Quero o beijo da flor ébria de febre quartã.
Quero teu pavor, teu veneno, quero teu mel e tua floresta.
Quero a poesia, quero o choro e a alegria, quero o amargo e a cura.
Quero o amor nas alturas, quero o risco, o perigo e a aventura.
A coragem de desbravar os mares de uvas e vinhos,
quero um festival, quero ninfas e sonhos, quero amor e prazer.
Vem deitar o teu sonho mais bonito e profundo na minha taça mais seleta de loucura.

Leandro Borges

3 de out de 2011

Brilha primavera brilha

As bordas da alma.
As teias da luz do fim dos tempos.
Entre as veias de um quase outro tempo.
Segue um instinto leve e brando.
Entre tantas formas de ver, cura o vento com fogo.

Se no topo da criação ele fez como um elfo.
As mãos como teias, entrelaçadas de ar.
Saiam fitas das suas emoções, tinha tanta luz.
E ainda vibrava em notas mais doces e ásperas e leves.

Se o sol parece grande... nós podemos ser maior ainda.
Quando mais podemos voar, mais podemos derreter.
Como fungos tão bonitos de coração, somos amor.
A brisa suave atravessa nossas cabeças e faz aquele mel.

Deixa a pressa pra lá. Ela é para os cegos de coração.
Deixa o lucro pra lá. Ele é para os adormecidos de luz, de consciência.
Deixa o ego pra lá. Ele é o mal do mundo, o anti-Deus da nossa existência.

Atalhos são partes do retalho da não completude das coisas.
Siga forte como um rio e suave como uma borboleta.

Os raios de sol estavam recheados de flores e no coração a primavera.
A vida mais uma vez renovada, reesverdeada por aquele verde claro.
Deixo a casca do carvalho me proteger.
O roxo claro dos ipês me remeter.
Quero toda a porto alegre do meu coração.
Levo o Guayba por onde for.
É de porto-alegrares que indo em mim.

Eu vi um campo tão lindo de flores no meu sonho.
Quero todas as cores e outras mais, peço permissão a natureza para abrir os olhos dos meus olhos.
Peço as sementes mágicas que deixem, como meus ancestrais deixaram voar.
Eu sei que posso voar, e os brutos de alma nunca entenderam isso.
Quanto mais racional, mais vil se torna.
Quando o coração fala e é realmente escutado e seguido, a vida é vida.

Quando a vida não é mais vida, seguimos as cifras, os números a lógica.
Essa lógica que não é lógica, porque mata por lucro.
Não engula ideias que matam.
Ao contrário vemos retas, contas e números, matando a nossa natureza interna.
Matando as nossas vidas, nossas crianças, nossas emoções genuínas.
Nos desumanizando ao máximo, lutando por lucro e dinheiro sujo.
Vendendo até a própria mãe.
Onde há uma reta não há um coração.
Eu quero abrir a felicidade do meu coração e
jogar pelo ralo as ilusões líquidas de publicidade.

Se esse mundo é feito disso, quero distância.


E se a arte e contaminada por isso, morre a arte.

Quantas luz você já emanou hoje?
Saiba que não adianta nada fixar a vida naquilo que pode tocar.
Não há riqueza naquilo que toca, há riqueza quando consegues tocar alguém.

Pois ao atravessar essa vida, verás que teus bolsos serão outros e não terás dinheiro.
Do mundo material não se leva nada ao atravessar e vencer a morte, e então viver na espiritualidade.

Não haveria sentido viver se fôssemos fragmento de reta.
Somos o horizonte e o pôr-do-sol.
Tão infinitos na essência quanto Deus.
Eu sou ponte, quem fala por mim não sou eu.
Eu sou apenas um pote, onde eles podem lhe dar a água.

E quem bebe dessa água, jamais terá sede.
Essa sede que quando se mata, não temos mais o vazio da vida.
Uma vida pilastra-da em outras pessoas, cai, quando essas ve vão.

O turvo som de pássaros negros outra vez aparecem na casa da morte.
São esses mesmos que nos desafiam a voar.
Os ventos mudam a cada queda de um.
Se o sol não nascer, buscaremos outro lugar para estar.

Temos no corpo e na alma fragmentos de estrelas.
Buscamos pessoas que não deixaram de brilhar apesar desse corpo grosseiro que temos.
Ao escutar o canto dos pássaros sinto que tudo aquilo que canto é sujeira.
Admiro os pássaros por cantar.
Deveríamos ficar quietos por muito mais tempo,
parar as cidades e apenas deixar os pássaros ressoarem bonito.

Aprenda a escutar as músicas mais belas pela voz dos pássaros,
eles transmitirão somente aos corações abertos.

Vamos amigos da terra do nunca, sigamos nesse lindo trem até lá.
Com o coração puro podemos atravessar o rio.
Chegar a outra margem e então poder voar, conversar com fadas.
Ver além das borboletas, e ver então as ninfas, Afrodite e Dionísio.

Uma festa tão bonita como o sorriso de uma criança.
Onde o amor é protagonista.
Onde temos a riqueza de ajudar.
Onde a gentileza é nossa moeda.
Onde família é cultivada e tem raízes fortes.
Onde o ego é anulado.
Onde o coletivo tem alma e dança circular.

Eu sou amor.
Eu sou luz.
Eu sou flor, fogo e ácido.

Onde o mar namora a lua.
Onde o sol namora o pampa.

Admire, dance, transborde.
Cante, lute, sonhe.
Ame, queime, mude.

Vou deixar o meu coração me levar, no mar do amor.
Com o desejo voraz, com pé na estrada e o peito aflito pelo novo.
Tenho orgulho de ter sangue guarani, charrua, minuano... nas minhas veias e na minha alma.

Leandro Borges

30 de set de 2011

Primavera da minha pele

Corre esse vento do meu rosto e agradeço por não lembrar o gosto de ti.
Triste saber que há tantas mulheres machistas nesse mundo, tantas mulheres idiotas.
Falta poesia para a maioria das mulheres que conheço...
São poucas e boas, e as conservo no meu coração as que não são.
Nada mais triste que a falta de sensibilidade...

Eu choro um rio de lágrimas e gosto disso.
Verto em cada gota minha emoção.
Posso explodir meu peito e meu sexo.
Mas há porque casar coisas assim.
A poesia do meu viver anda com meu ser.
Sou flecha e sou cravo.

Furo o vento e tua lógica rasa, de ignorância.
Furo o teu ruído e a tua alma suja.
Furo o conceito enferrujado sobre os gêneros.
Furo o desejo machista de ser menor que um homem.
Furo a hipocrisia de ditar que oficio devo ter.

Sou aquele que dá flores.
Aquele que rasga o lucro.
Aquele que sente em carne viva.
Que brota em arco-íris.
Faz da flor da menina a sua prenda.
Vê na mulher nem mais nem menos; deixa o rio correr.
Que corteja o sabor e responde ao teu fogo de mulher-menina.
Também de ti mulher, aquele que chora junto e enche de amor.


São de labaredas e pétalas que flutuam a minha aura, a minha magia.


Não brinque com fogo.
Não brinque com alguém a flor da pele.

Em mim brota a primavera a cada dia.
Que os anjos saibam proteger os sinceros de coração.

Cansado de labirintos alheios.
Cansado da covardia emocional alheia.
Cansado da hipocrisia que insiste em renascer a cada geração.

Hipocrisia, eu quero que se vá!

Leandro Borges

21 de ago de 2011

Guri-Interior

Contemplo o som da minha rua,
as dezenas de pássaros a cantar.
A mais bela melodia de orquestra
fica aquém da bela natureza.

Contemplo a vista interna.
Meus campos, gramas e pastos.
Um paraíso para o guri-interior...
esse que corre pelo pasto.
Contente por mais um céu azul
e o vento da liberdade correndo solto.

Correr com o cavalo, com os pássaros.
Deitar ao sol, ver passarinhos brincando.
Cuidar da natureza amiga e tirar da guaiaca amor e prosperidade.

Leandro Borges - 26/09/10

13 de ago de 2011

A caminho do Uno

Onde o horizonte longe voa leve.
As suaves brisas da nova aurora.
Corre em um grande campo de flores.
Ao abrir das almas iluminam como sóis.
Andando entre cores, fortalecem e crescem.
Simples chuva fina.
Limpa.
Ilumina.
As palavras dos lábios positivam o universo.
Nutre o amor incondicional.
No meditar do coração transmitem ao todo.
Somos no "Eu Sou" um só.
Uno.
Ao evoluir do universo compartilhamos:
Em
---Amor
---------Paz
------------Luz
----------------!

05/06/11 - Leandro Borges

Piscina de Dor

E se o mundo me fosse obrigado a carregar?
Um peso de um mundo que os desumanos nos empurram goela a baixo.
Onde a dor se instala, onde o sorriso é apagado.
Vivemos em uma ditadura de burrocracias masoquistas.

Sofremos dores desnecessárias, como já não bastasse as dores naturais do mundo.
Os Psico-torturadores criaram um mega arsenal de dores artificiais.

Deixem os loucos, não serem loucos.

Deixem a vida ser maior, ser de verdade, ser humana.
Homens criaram maquinas de dor.
Processos de dor.
Caminhos de dor.
Labirintos de dor.

Deixem o amor em paz.
Deixem a vida livre.
Deixem a possibilidade de sonhar e os sonhadores vivos.

O mundo não se pode tornar uma caixa de tortura.
Os que não abrem os olhos para a dor alheia, sofrerão ainda muito.

Onde não se pode ser um, eu sou o respingo de tudo.
O mundo tão cinza, tão cimento, tão asfalto, tão concreto e nenhuma humanidade.

Espero que essa piscina de esgoto não me alague em dor, desespero e depressão.

Leandro Borges - 05/03/11

Garôo-te

Agora que eu percebi a beleza da garôa
ela é linda
leve
à toa.

Partículas
dançam
pontilham brilhantes;
ventos de diamantes.
Peroleiam a minha face
pequeninas multi-estrelas reluzentes.

Porque metade de mim é sentimento
------ metade de mim é garoa.

Sigo
suave
sigo.

Eu molho-te
-- desvairio-te
-- liberto-te
-- garôo-te.

Agora como poucos vagalumes
seguem.

Caem garoas
Garoas caem!

Leandro Borges - 17/07/10

11 de ago de 2011

Flor Carioca

Deusa de Ébano angelical.
Teu sorriso é como feixe de sol
que atravessa as árvores e reluz.
Assim como faz ao me invadir
trazendo luz ao meu sombreado coração.

Teus traços tem o equilíbrio perfeito
me salta o peito e me salta aos olhos.
Estes que tens intenso admirável brilho,
me traga como um imã, preciosa onix negra.

Não encontrei em nenhuma paisagem
e nenhum monumento ou cartão postal
O Rio de Janeiro que tu carregas.

Simpática, doce e bela flor mulata
de essência carioca, que em ti és nata.
Tens no âmago profundo da tua energia
a magia maravilhosa da tua alegria.

Leandro Borges - 15/05/08

10 de ago de 2011

O poder e a beleza da juventude



A força de inovar o mundo, gerar grandes idéias renovadoras.
Crer em um mundo melhor, mais digno, mais justo e igualitário.
Fazer o máximo para passar adiante a idéia e agir em prol da mudança.
A mudança almejada de um mundo melhor de se viver: sustentável.
Ver com alegria todas as outras vidas que na alma sua luz irradia.
Ajudar e colaborar para a convivência sadia entre cada etnia.
Ser simples na sua beleza, viver com calma e prontidão.
A energia vivaz que tem a força e a beleza, como os primeiros raios de sol.
Movimento que traz a alegria no rosto estampada, tem o frescor da vida.
Faz do mundo um lugar mais vibrante, almas dançantes a malabarear canções.
Mergulhar na vida de ponta, lutar por todos os sonhos com todas as forças.
Ser pai da própria liberdade, filho da igualdade e irmão de toda a fraternidade.
Amar com toda a intensidade, sem medo de nada, ser pleno e completo.
Despir-se de todo o mal que faz força contrária, superar o orgulho e egoísmo.
Ser herói a cada dia, acreditar no milagre da vida, acreditar em novos tempos.
Colaborar com graça no olhos, transmitir a paz em cada ação praticada.
Encher os olhos de lágrimas dos pais, de toda a satisfação e gratidão.
Ser rebelde para mudar todas as injustiças do mundo, seja aonde for.
Ser ousado para enfrentar a si próprio, mudar a si mesmo e tornar-se uma pessoa melhor.
Contestar todo o abuso, toda a exploração, toda a canalhice, toda basbaquice e todo o descaso, toda falta de competência e corrupção.
Brilhar a cada dia como um raio de sol, projetando, aquecendo e acolhendo as pessoas.
Encantar-se por cada floreio da natureza, cada luar, cada por de sol, cada gota de chuva, cada arco-íris, cada borboleta, cada flor...
Sentir o cheiro das vozes doces dos anjos a proteger cada jovem, como descrito: poderoso e belo.

Leandro Borges - 22/08/07

6 de ago de 2011

Linda Sinfonia

Unhas de amor, a dor e o prazer.
Tua face, teu o olhar... fulgor!
Nossos rostos colados: enlaçados.

A fúria da paixão toma o corpo
e cada centímetro de seu corpo irradia.
Frágil, bela e voraz.
Como todas as riquezas de cores
tu , doce jovem, se faz.

E que se fez de riqueza de cores
agora nossos amores se pertencem.
Combinação de paixão e excitação
um turbilhão de emoções explodem
nas constelações de nossos corpos.

Teu rosto deitado em meu peito.
Sentado, calmo e calado faço-te carinho.
Um afago nos meus braços e assim
vamos voar, dentre todas estrelas vamos voar.

Teu lindo sorriso nos olhos me encanta a alma.
Tua boca sempre me chama, e lindas curvas dos teus lábios.
Dança das almas num lugar de nossas mentes, a nossa dança.
Quero um cálice, champagne, você e eu e um brinde.

Minha linda rosa, que de mais conhece-la se desabrocha.
Perfume tocante, que entre todas as fitas: cintilante.
Um mergulho para dentro de nossas almas,
nossos beijos, abraços fortes, sorriso no olhar,
palavra macia, beijo vibrante e linda valsa como trilha.

Um véu nos cobre, velas ao redor.
Uma chuva de pétalas e assim nos banha.
Um vendaval de cheiros invadindo o lugar.
Um passo firme e ao meu lado está.

Leandro Borges - 09/12/2005

5 de ago de 2011

A verdadeira doçura

Que o amargo profundo seja doce.
Que toda aridez suja seja doce.
Que o susto mórbido seja doce.
Que o tremor assustador seja doce.
Que a perda inevitável seja doce.
Que a lágrima alentada seja doce.
Que o doce seja doce.
Que a vida role em açúcar.
Que não se salgue.
Que não se azede.
Que não se apodreça.
Seja mel.
Seja melado.
Seja mascavo.
A doçura seja sempre vívida.
Cada porção de viver vire
em caldas em verdade doce.
Que o doce prevaleça.
Seja leve.
Seja alegria.
Seja folia.
O melhor agora eu sei.
Em qualquer rio que flua
hoje e sempre, que seja doce.
O sentir o agora com sabor
genuíno e ainda assim degustar
o doce que pode haver em tudo.

Leandro Borges - 13/10/08

3 de ago de 2011

Copos-de-leite e Rosas vermelhas

O vento me trouxe flores.
São copos-de-leite e rosas vermelhas.
A textura de suas pétalas é sutil.

Transe; estou totalmente paralisado!
Estou parado e sonhando: acordado.
Nada vejo ao meu redor, apenas vejo
flores e a luz dos teus olhos.

Mergulho placidamente em teus braços.
A voz me soa doce e singela, as tuas
cores fazem transcender a tua beleza.

Mesmo em silêncio escuto a tua voz.
Sentimento de querer bem me toma o corpo
ao mesmo tempo que ele voa para perto de ti.
Milhares de estrelas iluminam nosso caminhar.
Eu não quero emergir... Sim, mergulhar!

Leandro Borges - 14/10/2004

São Paulos

É... as vezes me para de tanto correr.
Tem vez que me cansa de tanto morrer.
Me sintoniza em ritmo que não me para.
Outras que me deixa totalmente de cara.

Tem tanto asfalto no meu pensamento.
Deixa tanta laje nesse cimento.
Um bando de gente, um tanto de crente.
Explode.
Carros.
Correria.
Metro de conexões circulares.
Andei em fractais urbanos.
O sorriso mesclado de tuas meninas.
São circenses de tuas crias coloridas.
Fala de todas as artes que podes compor.
Transita de todos os gostos que for.
Rua.
Avenidas.
Alamedas.
Cercado de tanta gente.
E se tudo brilha, a face do futuro me espera.
Quando a brisa me encontrar, nas ruas de São Paulo irei florescer.
Como num canto de um pássaro, vibro bonito e suave.

Sossegado sigo suave.
Sossegado pego essa brisa.

São tantos São Paulos dentro dessa caleira, dessa teia, tela: nação.
As vezes vem um caos bonito, as vezes vem atrito e em outras esquisito.
Quando peguei uma perua, te percebi perto, quase nua.
Eram tantas faces, tanta palavra que pula de tanta rua... tanta rua.

Andando em longas avenidas, é firmeza.
Ando nas feiras.
Bebo um caldo de cana.
Um pastel na feira.
Um sanduíche de pernil.
O sorriso mais bonito, da menina paulistana mais bela.
Era a beleza da suavidade da sua alma que me tocava.
Um amor tão leve e doce, era tudo tão gentil.

Leandro Borges - 29/03/10

1 de ago de 2011

Mulheres que não sabem dizer não

Essa é para todas as mulheres

dissimuladas
patranheiras
traiçoeiras
potoqueiras
embusteiras
esparoladas
mascaradas
farisaicas
vigaristas
impostoras
hipócritas
mentirosas
burladoras
embaidoras
loroteiras
pomadistas
charlatãs
gargantas
cabotinas
tratantes
charlatãs
farsantes
pérfidas
desleais
covardes
tartufas
levianas
infieis
falsas

Pior que uma mentira, é uma mentira descoberta
Eu já sofri muito das maldades do mundo
Não queira-tentar-conseguir me ludibriar
Eu não nasci ontem, meu coração já foi petrificado de mil formas
por tantos enganos e maldades que já arquitetaram contra mim

Tenham a descencia e dignidade de olhar nos olhos e dizer, não
Saibam cortar a face daquele que, não, ele não quer ser enganado
Prefere mil vezes o corte, o fim, o estirpar das relações do que um enrruste

Quero o teu cuspe
Quero o teu vômito
Quero a tua repulsa

O teu desprezo assumido
A tua palavra cortando a minha alma
Diga: não
Diga: nunca mais eu quero ver a tua cara
Diga: para de ligar
Diga: MORRA!

Leandro Borges - 12/09/09

Espelho

Olha pra dentro de um espelho
Vê somente a sombra de uma mulher.
Em contrapartida lembra dela como se fosse hoje.
Era a mulher mais feliz do mundo.
Quem sabe a mais iluda?
No sorriso dela hoje eu vejo a tristeza escondida.
Como no passado, algo dela que só eu desvendo.
Sua sombra tortura as arestas do espelho.
Eu vejo o coração como um globo de espelhos,
Reflete a realidade, mas em muitos fragmentos,
E vivendo em uma sociedade fragmentada... nada mais natural.
Finge sorrir como se fosse o máximo.
Sufoca um grito que a anos gostaria de dar,
Assim como toda humanidade, mas espera.
Já perdeu as contas de quantas mortes teve que passar
Pra ser a pessoa que é hoje.
É preciso licença pra viver feliz.
Vive a dor, sem fugir.

Difícil tarefa de curtir a dor, como se fosse couro.
Triste, mais triste por saber que essa tristeza ela também passou.
Quem sabe ela fugiu?
Eu hoje calejado, conheço a face da dor e da depressão.
Seguir os conselhos dos meus pais?
Eu seria o mesmo cara fraco que era.
Agradeço toda a dor e todo inferno que passei!
Graças a ela, fui forjado em brasa, minha lâmina hoje corta
um fio que resiste ao abismo e o vale das sombras.
Como São Jorge, sigo bravo na escuridão enfrentando meus dragões.
Como um sol, estou preparado pra matar dragões hoje.
Como Arcanjo Miguel sou um guerreiro da luz.
Imagina, se saísse pela primeira porta de saída de emergência...
Sim, estaria como a maioria dos casais desiludidos sem amor.
Agarrar e algemar a primeira pequena que cruzasse no meu caminho...


Pra que? Por que?


Fazer terapia pra negar tudo aquilo que vivi?
Ser idiotizado por um médico/psicólogo terceiromundista?

Negativo, prefiro arrancar o meu coração,
sofrer as dores do mundo e verdadeiramente sofrer e por fim: viver!
Seguir o caminho padrão da maioria?

Fracos...
Os fortes são aqueles que parecem fracos, mas são aqueles com coragem e consciência para não ficar sedado pelas ilusões do mundo.

Sentir todas as dores do mundo e amadurecer.
Aquele que se diz forte, aquele que:
Ignora, mente pra si mesmo.
Ama outro, sim um amor anestésico, projeção de seus anseios: Animus.
Odeia, covardia de não aceitar seu amor não correspondido.
Tenta apagar, como se houvesse tecla delete no cerebro...
Terapia, como se houvesse remédio pra dor... Ilude-se!
Positiva, esconde os momentos ruins e dores escondidas; como lixo orgânico escondido, apodrece mais a cada dia.

É vai tomando esse sedativo... vai!

Como se houvesse remedinhos pra tudo... sociedade programada pra fugir da dor..
Nadando num mar de saídas de emergências... uma droga não, várias.

Amobarbital...
Fenobarbital...
Narcobarbital...
Prometazina...
Secobarbital...
Zotepina...

Somente aquele que consegue não mais projetar, pratica o desapego, conhece a dor, conhece a solidão, conhece a sua sombra, conhece o poder da simplicidade, tem a consciência das suas emoções... Esse pode então encontrar o caminho para o amor.


As estrelas gotejam sangue.
Calafrio.
As feridas piscam forte.
Sobressalto.
O céu derrete.
Inquietação.
O gelo escurece.
Espanto.
O mar se desfaz.
Temor.
As dunas em ressaca.
Terror.

É, nada mais natural.

Leandro Borges - 20/05/09

1 de jul de 2011

Lua-Magma

Grande como a lua.
Tão linda e excitante.
Sedenda e quente.
Sinto o calor da pele.
O suor das partes.
Intenso sabor da flor.

Seja vulcão.
Seja erupção de mel.

Pulsa, irradia, é tanta cor; tanta alegria.
Respiração alterada, acelerada e feliz.
Tenta esconder a chama, mas não me engana.
É tanta tara, não para e me chama.

Queimamos por horas e horas.
É tanta lenha, tanto fogo.
Te ofereço o meu mais precioso presente ígneo.

Tenha sede.
Tenha ebriedade
Tenha furor.

Exploda a tua flor em mim.

Leandro Borges

3 de jun de 2011

É tarde

São medos enjaulados.
Vorazes de vozes.
Velozes vagam.
Vãs viúvas velhas da alegria.
Arruinado por dentro, sem alento, com as facas do tempo.

O dolorido movimento de ver o passar da vida cortar.
Esperanças amareladas.
Sonhos achincalhados.
Meu mundo nunca é meu mundo.
Meu mundo é o universo, fusão de todos os mundos de todos que me afetam.
E nunca mais vi meu universo colorido.

Tenho saudades da minha infância quando uma brincadeira em uma única tarde,
parecia infinita-tarde-feliz.

Hoje já é bem tarde.
Só sobra solidão da ausência de um passado.

Leandro Borges

21 de mai de 2011

Porto segue Alegre

Porto Alegre distante, quase esqueço as saudades, mas dai me lembro.
A tua cara, a tua vida, a tua fala, o jeito de ser.

Sinto falta da tua alegria em mim, do teu sol sem fim, das tuas gurias a me olhar, da tua suavidade de ser que só.


Agora reconheço.


Teu preço não está na grandiosidade, mas está na tua leveza de sorrir, que aqui eu vejo só peso. Onde meu coração era um guri feliz, que sentava feliz na grama contemplando o sol.

Onde a alegria aporta no meu coração, é em que deixo a âncora da minha glória. Onde minha sina é lembrar novamente de ti ao longe, e por onde meu peito não esconde o bater o coração desesperado batendo feliz.



Se Porto, se Alegre, se segue.

Leandro Borges

16 de mai de 2011

Dentro e fora: um deserto

No submundo da minha vida vejo as coisas flutuando que perdi. Fico submerso de uma nostalgia sombria sem identidade. Passo da idade, passo do limite, sem freio e sem caminho. Vergonha de ter os traços mal desenhados, disforme. Nada me consola, os ponteiros de cada segundo me cortam, a cada movimento, mais profundo. Em seu nublado e poluído céu, alegria é engordar. Tenho pressa de ver luz. De ver o Sol.
Vejo meu mar, de longe passam barcos.
Vejo meu céu, de longe passam estrelas.
Vejo meu chão, de perto tanta lama, tanto frio, tanta sombra.
Vejo meu porto, sem lugar; passam muitos portos por mim.
Bolhas de sonhos estouram, estou sujo de tanto sangue de tantos sonhos mortos. Sinto asco do hipócrita mundo; dessas pessoas que julgam as pessoas pela beleza e a forma de ser.
Onde o céu derrete.
O chão desaba.
As cores grisam.
A água some.
A terra desertifica.
O ar corta seco.
O fogo faz a festa.
A lua some a noite, de dia o sol ruge. Onde os abutres rastejam e os ratos voam. Onde o sangue coagula e a pele arde. Onde os anjos fogem e as bestas renascem. A cachoeira de lamentações não para. O rio de dor corre solto. Sem esperança. A depressão faz seu sarau. Onde se presenteia com espinhos, sem flores.
Onde os amores comem corações.
Sem paraíso.
Sem cor.
Sem luz.

Leandro Borges

14 de mai de 2011

só seu

Eu não quero mais você
longe de mim

Eu quero te deixar sair
e entrar nos meus braços, mente e coração

Não, não posso mais viver contigo
em outro mundo

Me deixe amor
me deixe amar você

Me deixe livre
dentro do teu coração

Não, não, não, não, não

Eu sou só


Seu

Leandro Borges

16 de abr de 2011

Renovo


Sigo feliz em corpo amorfo.
Não aceito formas, não aceito rótulos.
Transpasso estilos, modas e lugares e épocas.

Não sou apenas mais um homem-produto.
Aquele que age sem saber o porquê.

Onde muitos dormem, seguem letárgicos.

A cópia, da cópia da cópia, são todos um.
Sem valor, sem identidade, sem pensamento próprio, sem real vida.


Eu sigo, comprando revoltas, comprando ideias, abominando ideologias.
Como um ocidental não banal, sou aquilo que acredito, e respeito meus princípios e subverto.

Leandro Borges

24 de fev de 2011

O amor por toda vida ou E como é bom


Um dia se perde o medo de viver.
e para de sobreviver e começa a saborear melhor a vida
com todas as papilas gustativas
com uma colher bem grande
sem caraminholas, fantasmas ou medos

A vida segue o curso natural do rio
Os obstáculos do caminho são naturais assim como vencê-los

A vida é feita de pontos-momentos
Saiba comer pequenas porções mastigando bem
Alargue o prazeres, os pontos-momentos da vida

Renasça seus olhos, esvazie seu pote,
mude de cor, de sabor, de saber, de vida
troque a água que o alimenta,
transmute a energia do seu interior
pra ser regado por todo amor que houver nessa vida
e um bom coração pra dar garantia.

11 de fev de 2011

Escorre Vida

Ao alcançar as estrelas estava agachado
De passo em passo
Cresço e continuo pequeno
e continuo crescendo em meninísse
Florido em vida interior
faz o horizonte em cor
maior, tantos sois e tantas brisas
Sigo maior no meu norte
Tenho a nobreza de saber quem eu sou
e ando alto e cultivando amor
que compreende estranhos
que quebra barreiras
Que dispara flores em metralhadoras
Desejo profundamente que o mundo
sofra uma tsunami de graciosidade
Onde as estrelas escorrem sossegadas
Mulheres
Flores
Amores, escorrem!
Sofro das dores do mal de amar
Onde a carícia seja a moeda de troca
Que o mundo fale uma só voz macia
com estrelas nos pés
Tenho a nobreza de saber aonde estou e vou

Leandro Borges

5 de jan de 2011

A liberdade de dois

Uma vontade de abraçar...
Um abraço: pra não deixar estranheza.
Simples e prolongado.
Sublime e atemporal.
Pra ficar nada indigesto...

Me abrace como se fosse a primeira e a última vez.
Me envolve e faz com que toda água agitada se conforte.
Me segura e permanece assim até a tua alma tocar a minha e deixa a tua marca para sempre em mim.
Me mostra todo o teu carinho, não reprimes este sentimento bonito que tens por mim.
Me abraça forte pra mostrar toda a intensidade do teu coração, e diz ao colar dos nossos plexos, que eles seguem separados fisicamente, mas sempre estarão lembrando um do outro ao bater no mesmo tom.
Me abraça sem tempo nem lugar.
Me encanta nos teus braços ao sonhar o meu sonho, me conforta com teu envolver sem fim.
Me abraça até o meu último sopro de vida.
Que a minha alma aura beba da tua.
Que seja da mesma cor e mesmo brilho que a tua tem.
Me abraça sem freios nem bloqueios.

Me abraça sendo abraço.
Ser do encontro o vento.
Ser do vento o movimento.
Ser da vida o instante, ser do sonho o real.

A vida em abraço.
O abraço em vida.

Leandro Borges
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