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24 de jun de 2009

Dor inútil

Uma dor assim pungente do meu Brasil
foi inutilmente sentida, agora essa ferida
essa chaga do passado continua sangrando.

É tanta mazela e destruição, a maioria do povo
anestesiado da vida da sua rua,
alienado da cultura e riqueza brasileira,
como podridão internacional virtual,
no computador,
na televisão,
em rede nacional.

Somos inundados.

Nossos inconscientes pairam a guerra no Iraque, a guerra no Afeganistão,
ódio de judeu, ódio de muçulmano, ódio de cristão.
Cegos para a vida do nosso povo alegre e sofrido que chora,
continuam a chorar muitas Marias, muitas Clarisses, muitas Anas,
muitas Joanas, muito Jazões, muitos Creontes, muitas moças bonitas.
Essas tais moças que não passam mais por aqui,
pois a caminho do mar há assalto, sequestro, terrorismo; bala perdida.
Essas tais moças ficam em casa murchando como flores não desabrochadas.
Na janela não há como parar para ver a banda passar cantando coisas de amor...
Não há como parar hoje em dia...
Não há mais bandas passando nas ruas por aqui...
Não é nem caretas pra eles se alguém fala de amor, é pior, é irreal.

Seguem letárgicos...

Hollywood...

Seguem letárgicos...

Comem a não saúde...

Seguem letárgicos...

Não lendo... Lendo revistas de fofoca...
Lendo revista de pessoas pseudo-importantes.
Lendo livros de auto-ajuda.
Vendo novela.
Reenviando centenas de slides em emails inuteis de mensagens vazias.
Escutando o que uma mente não se abre.
Mentem.
Dissimulam.
Traem.
Fofocam.


Falsidade.


Continuam com suas vidas de uma rotina cretina, infrutífera, egoísta e capitalista burra.

Transam letárgicos... Dirigem letárgicos... Falam letárgicos... Sonham letárgicos...

Compram.
Compram.
Compram...


Compram tudo aquilo que não precisam.
Compram ostentação.
Compram vaidade.
Compram humilhar.
Compram o rei na barriga.
Compram a dignidade alheia.
Compram o mundo!


Cuspindo em Deus.


Morrem letárgicos...

Leandro Borges

23 de jun de 2009

Meu pesadelo Teu


Quem é essa que era o sonho.
Agora pesadelo.
Essa que é e não é ela de verdade.
É ela dentro de mim, essa é muito má
me maltrata, desdenha, tem nojo ainda.

Ela aqui fora, agora, ignora; ou melhor,
dá uma pseudo-atenção,
não sobrou nem o imenso
nojo que ela tinha por mim.

Ela dentro de mim é recriada,
não basta a condenação que tive
na vivência do sofrer no plano físico,
agora sofro por ti dentro de mim
a cada pesadelo que tenho com a tua figura.

É engraçado, quando creio que consegui te tirar dentro de mim
(virar a página) tu surges bela e com asco na face ao me ver,
nesse profundo e doloroso pesadelo.
Alguém por favor me ensina a me livrar,
a controlar esses malditos pesadelos,
que só são pesadelos (outrora sonhos bons)
porque te vejo, e nos teus olhos
transpira o asco de aturar a minha presença.

Quantas vezes, eu idiota, te mandei fora da minha casa?
Por dentro meu coração não querendo, bravo contra o meu orgulho.
Esse sim; ferido te mandou muitas vezes embora, por mandar.

Agora a ironia do destino me revela,
que não consigo te mandar embora da minha cabeça.
Por dentro o meu coração quer paz,
o meu orgulho eu já sei controlar a maior parte das vezes,
agora os meus sonhos, eu tenho menos (ou melhor) nenhuma autoridade.
Comparado a minha casa, essa sim ainda me sobra um quase resto de poder.

É eu sei, eu acho lindo esse quadro patético,
o meu amar se tornou em trauma e dor.

Leandro Borges

22 de jun de 2009

sul-riograndense

Tenho orgulho e vergonha de ser sul-riograndense!
Vergonha pelo bairrismo de merda que insiste nas mentes acéfalas de muitos!
Orgulho por não fazer parte dessa mediocridade que muitos insistem.

Quem só olha para o próprio umbigo,
acaba por ficar cego.
Consegue ver penas o mundo de bactérias, esporos, ácaros e fungos do seu umbigo.

Eu olho o mundo, que é feito de diferenças, etnias, povos e nações.

Em que mundo você vive?

leandro borges

20 de jun de 2009

Baile de Estrelas


Olha aquela estrela como brilha,
que luz forte emana e tão forte
tanto quanto a luz da lua cheia.

É engraçado como parece andar essa estrela,
e como parece ser triangular, e parece fazer feixes,
e parece estar acompanhada de visitas...

Uma luz magnética e sedutora, intensa e profunda.
Agora vejo melhor, como é curiosa essa estrela,
com muitas estrelas pequeninas a cerca-la.
Essas tão diminutas, ora ali, outra acolá.

Aparecem e correm como riscos no ar.

Estrelinhas que brincam com a nossa percepção,fazem curvas, voam rápido!
Nesse dia eu conheci um novo tipo de estrela, daquelas que se divertem
no grande parque de diversões chamado espaço sideral.

Leandro Borges

16 de jun de 2009

Não existe saída para quem não quer encontrar.

Não existe saída
para quem não quer encontrar.

Leandro Borges

6 de jun de 2009

Na vida, no olhar, no coração


Se não fosse a poesia eu morreria
Não teria o brilho nos olhos
o prazer de viver
a alforria da dor
a delicadeza de ser
o respeitar da sutileza
a leveza
a magia
o nascer do sonho
o amor sem dor.

Não veria a cores
o sabor
a alegria de viver.

Leandro Borges

4 de jun de 2009

Ela diz:

Eu não fiz amor com o teu pai.
Eu quero saber de ti.
Dá pra ser mais claro, querido?

Tem dias que nem me olhas nos olhos
tem outros que teu rosto nem mesmo eu sei.

Tem horas que eu me vejo sonhando na escada
tem outras que eu fico sozinha como um pássaro.

Os vãos me parecem muito mais interessantes que ela em si.
Da minha janela eu via a tua sombra, hoje não consigo nem ver a minha.

São tantos sons que invadem o meu coração que eu já nem sei como ele ainda bate.

As portas me parecem todas distantes assim como o teu coração.

Sim, eu também lembro daquele bilhete que eu te escrevi no teu aniversário,
e podes estar certo, tu és ainda muito especial pra mim.

Hoje eu acordei a mais feliz das mulheres e também a mais triste.
Sim, porque pra mim esses sentimentos coexistem de forma natural.

Meus cabelos longos, tão longos, que um dia eu cortei pra ti ver sofrer
eu também os pintei pra ti ver sofrer ainda mais, sim porque os cabelos são meus,
quero tu saibas bem disso, e que fique tudo muito claro entre nós.

São pontos e fios saindo de nossas cabeças.
E como elas dançam!
São tantos movimentos que meu pensamento fica cansado em querer gravar.
Acompanho o aqui e o agor, deixa que lá fora o inverno corra e vá embora.

O que me incomoda é que de todos esses anos passou
e tu ainda não aprendeu a amar.

Olha quantas garotas tu já conheceu.
Sim eu sei, não vou dizer isso, é claro que elas também te usaram.
Não sou louca nem machista a esse ponto.

Já viu como as folhas caem?
Sim podes esmaga-las, mas nunca se tornaram um "nada",
mesmo que estejam em pó.
Elas continuam folhas de certa forma.

Olhe o universo com olhos e o coração de criança, com a pureza inicial.

Leandro Borges

2 de jun de 2009

Que a luz do amor seja guia, que o tempo seja irmão

"Que a luz do amor seja guia, que o tempo seja irmão."
(Leandro Borges)

Retorno ao centro


Não importa os tempos e os movimentos.
Eu continuo a ser o mesmo, com as mesmas paixões.
Apesar da curva, apesar do tombo, apesar da tempestade.
Eu não posso negar, eu sou um amante das artes,
seja a boa conversa, uma vela janta, uma diversão,
uma brincadeira, um simples sorriso de criança
me leva a crer que das coisas da vida sou.
Se não fosse seria apenas um amontoado de pregos.
A arte que transborda das minhas veias,
me eleva o pensamento, a alma, a emoção.
As artes que me iluminam, que me curam, que me elevam.
Me transportam para uma dimensão muito além do além.
Eu sei quem eu sou, sei o que quero,
e sei que Deus me guia pelos caminhos da vida.
Não se atrevam a duvidar daquilo que nem
temos a capacidade de compreende.
Somo ínfimos, limitados a poucos neurônios e poucos anos...

Leandro Borges
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