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26 de dez de 2009

21 de dez de 2009

EgoPedra


O ego que cria prisões.
Padece pela sua ditadura.

Persegue aquilo que se impõe, se quer.
Deixa de ser, para então querer.

Para com o evoluir, e volta para a pedra.
Lança ao lago, e afunda com ela.

Sabe que está afundando e ainda assim afunda.
Sabe que a pedra é aquilo que lhe puxa
e ainda assim contempla a pedra com toda as suas forças.

Faz da vida um calvário desnesessario
a muito tempo que o prazer de ter a pedra
foi superado pela dor e falência que ela causa.

Leandro Borges

14 de dez de 2009

Savana e estrelas

Deixo e levo te comigo.
Eu sigo, porque o caminho é em frente.
Não deixo pra trás, vou em frente e comigo levo.
Leve vou com o passar dos passos sem ferir a grama.

Tenho a força como leão para atingir meus objetivos
e a sensibilidade muito acentuada
que faz com que não passo por cima dos outros.

Sensível para lidar os impulsos como um domador de leões.
Sigo, e persigo, e vejo meu seguidores.
A sutileza com que os vejo, não lhes desejo dominar.

Sem impor meu peso passo leve e rápido.

A força e o coração aberto a te ouvir.

Os ventos levam os pelos e cabelos ao ar
e a luz do sol faz reluzir o amarelo ouro.

Te tenho no coração, para ele não desilumine.
Busco a fé para que meus pés não vacilem
que o alvorecer seja mais sublime que o abismo.

Coragem para cruzar os longos caminhos
passar pelo vale das sombras
buscar o auto conhecimento
a superação
e o teu coração.

Não duvide de minhas palavras
se em sua mente quer desconfiar
deixe seu coração/estrela reluzir e verá.

Deixe sobreviver, veja nos meus olhos como vive.
E brilha tanto que a cada dia nasce uma nova estrela.

Não é a toa que vejo o Arapoty nos teus olhos.

Leandro Borges

7 de dez de 2009

Pleno de emoções


Hoje eu morro de alegria sabendo que amanhã eu vou chorar.
Inevitavelmente vou chorar, chorar todas as alegrias que serão passado.
Derramarei as lágrimas por saber que aquele mundo de alegria
serão somente uma lembrança que (com cada dia que passar) vai se amarelar.

Hoje eu sou a pessoa mais feliz do mundo
explode meu coração, transborda de tanta alegria.
As cores saltam aos olhos.
Tudo parece ser tão simples e sereno.

Amanhã eu sou a pessoa mais triste do mundo
implode meu coração, esmaga de tanta tristeza.
As cores falecem aos olhos.
Tudo parece ser tão complexo e caótico.

Eu levo comigo essa minha alegria e as minhas dores.
Peço apenas que respeitem a minha dor
que não julguem a minha alegria como leviana.
Porque essa alegria é o que me mantem ainda vivo.
Porque essa alegria é sobrevivente a toda essa dor
toda essa tristeza, todo esse descaminho.


Deixe meu coração em paz.


Ele sangra nesses intensos extremos.
São tantas tristezas desse mundo.
São tantas alegrias desse mundo.

E quem ainda me dizer: Leviano!
Eu direi:

"Pelas emoções sei que por este mundo vivi.
E nada mais sensato que viver uma vida plena de emoções."

Leandro Borges

1 de dez de 2009

O escrever/caminhar da vida


Temos a caneta da nossas vidas nas mãos. Temos a linda e sabia missão de saber usa-la, ter a consciência e dimensão que cada escrever, marca nossos passos, escreve com os pés/caneta no grande livro da vida. A beleza é importante e necessária, ter consciência dela, para vermos como é sublime viver, no mais simples de ser: viver!
O olhar puro, a alegria entre amigos, um abraço longo verdadeiro, o amor materno e paterno, o primeiro raio de sol do dia, o cantar dos pássaros, o cheiro da natureza, o gosto das frutas, o toque leve do ninar, um carinho, um estalinho, um zelar, a melodia de todos os tempos que toca eternamente, e os artístas/canais, colocam em evidência nesse plano a luz do outro lado.
O beijo sem máscaras, a risada mais sincera, um jogo entre amigos, almoço em familia, sorriso de crinça, sorriso dos avós, a companhia da eterna namorada, o embalo no balanço, as canções e histórias dos pais, a sabedoria da espera, a magia do encontro, o sabor da familia compartilhando, os sonhos infantis, as descobertas da quase-não-mais-infância, o conhecimento da adolescência, a busca do jovem, o valor da maioridade, a sabedoria dos anos, as cores do arco-íris, o brilho do brilho: a seiva, o sangue, o vento, a terra, o fogo, as matas, as águas, a maresia, o crepusculo, o poente, a lua plena das suas faces, o ponto onde todas as coisas se interligam que é manifestada na célula/atomo/energia/awen de tudo.
A sabedoria de não deixar que o caminhar vá para estradas que levam a cegueira emocional, também a cegueira de não saber que se é uma aldeia global, não saber que a vida tem mil cores.
O sabio caminho de deixar a caneta/pés andar por caminhos proseguintes, que levam sempre a frente, a cima, sem cair em redemoinhos, sem cair em abismos, sem andar no mesmo ponto, sem andar em volta do próprio rabo/umbigo, sem cair no espelho e apaixonar-se cegamente e parar no caminho.
Sapiência de ter a consciência das sua ações/reações/escrita, saber escutar o sentimento alheio, ser humilde, simples, receber, respeitar os mais sabios, ter benevolencia com os demais, deixar vir a sua criança interior falar, ter ela em paz e aliada. Não cair nas vicietudes de atitudes, seja de ação, locomoção, revelação, consumo. Aprender com a intuição, deixar ela beija-la com a sua voz.

Leandro Borges
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