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9 de mai de 2016

"Não corra atrás do ouro."

Ganhe dinheiro o suficiente para passar a maior parte de tempo com seus familiares, para desfrutar a vida, para vivenciar tantas coisas maravilhosas que nos são reservadas, mas com o sangue no ouro não podemos. O ouro cega, e ao fim virá pó. Já os corações inflamados, esses são eternos! Leandro Bastos Borges

14 de mar de 2016

"Ah então meu. Eu tava com minha camisa do PT,
comendo um Big Mac, bebendo Coca-Cola e 
boné do Che Guevara. Cara a Avenida Paulista tinha meia duzia de pessoas, parem de exagerar. É Golpe! Não Vai Ter Golpe! 
E me deixa, vou voltar a comer meu Big Mac, beber a minha Coca-Cola!"

13 de mar de 2016

Equizo-Boiada Brazuca Bi-Polar Revolution 2.0 ou Diablo Outrém

Será que o diabo veste farada?
Será que o diabo veste verde-amarelo?
Será que o diabo veste vermelho?
Será que o diabo tem cara pintada?

Será que ele torce pra algum time-partido político de futebol?
Será que ele veste realmente veste farda?
Será que o diabo é do time do black bloc?
Será que ele tem a estrela vermelha?

Endiabramos um aos outros com o intuito de expurgar os nossos próprio dilemas, incongruências... nossos próprias sombras.

Sombras projetadas nos outros criando diablos alheios,
dividimos nosso ser em dois,
e projetamos o lado sombreado nosso no outro.

O Di a bo, o dividido, a divisão da minha sombra em outrem.
"Não, eu não tenho sombra.
Não.
Não, eu visto vermelho, não
eu visto camisa da seleção, não.
eu uso farda, Não!"

Não, não é por aí!!!

Eles querem o país esquizofrênico, os lados antagônicos querem.
Eles o Brasil um contra um. Nós contra Eles.
Eles querem um brasil dividido, Bi-Polarizado, Antagonizado, Doentio: Um Brazil Equizo-BiPolar, de um sítio a estado de nervos.

Sejamos mais que a doença.
Sejamos mais que o diablo-divisão.
Sejamos mais que opiniões-ideologias.

Não vamos deixar nos impor verdades absolutas alheias.
Esse papinho não cola mais, não bota esse cartaz de guerra.

Façamos Sexo, Façamos Fodas Revolucionárias ao invés de Panelas nas Janelas Enferrujadas. Mais foda, menos boi.

Façamos Arte, Façamos a parte que lhe cabe na sua particular revolução.

Muito mais ajudar um irmão que cuspir Masturbar Políticos que não merecem a vida nossa doada em sangue frio.

Nossa vida vale muito mais que Privatização Estrela Vermelha& Tucana.

Nossa foda é um gozo que não pode ser dada por impostos.
Faça a sua verdade, na siga a boiada vermelha, não siga a boiada pintada de verde a amarelo, não siga a boiada de farda, a boiada blackblocada.

Buscar a individuação é o primeiro passo pra real revolução.

Leandro Bastos Borges

1 de mar de 2016

Ratxs-Porcxs à Brasileira!

Viva o Brasil e sua lama tóxica, de Vale em Vale, de Planalto em Planalto. Até chegarmos ao Manancial da Lama Tóxica Brasileira, Planalto Central. Brasilia cheia de Ratos, Ratazanas e chafurdam na Lama Tóxica. Plantam Lama, Colhem Lama. Ratxs-Porcxs à Brasileira!

CoraçãoDharma

Que o universo e a mãe terra lhe deem toda energia para realizar os teus sonhos, e que teus sonhos sejam realizado pelo Dharma, que o circulo abra, e abarque os todos os corações em um só abraço, em um só coração.

Gigantes em fé

Tudo nos é dado pelo universo, precisamos apenas acreditar e agir somos mais fortes que ousa crer nossa fã filosofia/ideologia. Universo de infinito prover, universo de infinito aprendizado. Tudo que vem podemos aprender, transformar e ReSer. Tudo nos é dado em potencial pelo universo, precisamos apenas colocar em ação, com um nível de crença alto, com a sabedoria que nem sempre acertamos, mas sempre temos o alvo como meta. Mantenha a sua fé na vida. Mantenha o seu caminhar firme. Erga a sua fé, eleve ele para um nível mais forte. Não deixe que a sombra projetada de outrem te abale. Reforce a sua fé, mantenha a força. Erga a sua fé e dos seus. Todos aqueles que seu coração conecta, somos em realidade um mega-coração todos unidos e fundidos. Em verdade não somos ponto, somos circulo. Quando sua fé abalar profundamente o circulo te abraçará. Somos as asas de outrem, e outrem as nossas. A vida não é fácil, mas a crença, fé e esperança de um melhor porvir sempre! São de batalhas que se vive essa jornada terrena. Alegria por cada respiração, cada novo sopro de vida. A vida é sopro e vendaval. Mantenha a sua fé na vida, erga a sua fé, e contigo erga um mega-levante. Juntos somos gigantes em fé!

Explode e florifica, Explode e frutifica

Vou sair na rua, preciso uivar, preciso voar, preciso cantar! Sim, na rua! - entre as estrelas e a lua crescente Deixar que o vento, seja lento Brisa Sem Sertão, só Asfalto Sem Contradição, Só o Universo a minha frente Mergulho onde quero Vivo meu Eu sincero Não cultivo passado Queimo a cada dia Sou Fogo Sou Chama Sou Pira Me vou pra rua Rueiros em Bares Trameiros Transamos Brisas Sim na Rua, entre a multidão de falsos-vagalumes. Entre Montanhas Cubicas, Entre Vales Quadrados. Morcegos e Grunidos São Paulo Escorre pelas Ruas Faço Poesia Pura, 24 Kilates Vou Pra Rua, Pois é de Poesia que Me Abasteço nas Ruas! Das Ruas, pros rio urbanos, e dois sóis madrugais vamos as casas. Nas tocas de ondas Nikeis e Árabes, uivo em outras língua, danço-queimo em outros corpos, sinto tua pele nua Selvagem. Do meu fogo com teu fogo, fazemos Incêndio na Liberdade. Corpo Laço em Volúpia sem Fim! Opera nas Notas Ígneas do teu Corpo, Vejo Constelações no nosso gozo Quartã. Nossos olhos fundidos, nossos corpos com a Sede Primal. Corpos Nús, Poesia na Cama, Poesia na Rua. Bella Agusta, ítala-brasileira de personalidade forte. Escorro tua via, como lava incandescente, São Paulo floresce na Garoa, Explode e florifica, Explode e frutifica!

Vale Dark-Down-AntiNatural

Ele veio e nos mostrou o quanto Vale uma vida, na Bovespa vende e compra a Vale, e quando a Vale mostra o quanto Vale, nos perguntamos quanto Lucro Vale uma vida? VIDAS? De tão doce virou lama tóxica, ó Vale santo Vale. Sagrado é o Lucro que soterra vidas? Vale do Rio Enlameado-Tóxico Ex-Doce! Pior que um Doce que Amargou, São as almas a perambular pelo Vale Dark-Down-AntiNatural Onde Carne Vale, onde Sexismo Vale? Onde Vômito Vale, Abobrinha Vale? A Morte veio veloz, galopando em ondas de lama até o mar. Poesia à Brasileira, bem vindo Esse é Ó Brasil. Onde Pindorama é Morta, e eles riem..

ahora

Aqui é só brisar sua vizar sua vecito maior onda brother buena onda vibras de más allá gracias a la vida agradecido pela garoa e pelo chuvisco garuva buena

Brasil em queda livre

Quanto mais eu luto, mais luto enfrento. Estamos de preto, em pé, bradando por um país morto. A luta continua, e a morte também. Quanto mais eu luto, mais luto enfrento. Em marcha fúnebre protestamos, uma causa perdida de um morto perdido. Esquecer os mortos ou lutar mesmo após a sua morte? Quanto mais eu luto a luta vã, mais o luto escorre como lama tóxica. Os bares estão fechados, os sorrisos estão fechados, as esperanças estão fechadas, as portas estão fechadas, o túnel está fechado. Quanto maior a luta, maior o luto. Causa perdida, Bala perdida, Vida perdida. Sem hospitais, sem escola, sem transporte, sem terra, sem teto. Terra Brasilis veste luto, retrocesso, descaso, hipocrisia. Quanto maior é o luto, maior é o funeral. Caindo ladeira a baixo, cai e cai mal. Salários caem, empregos caem, moeda cai, vidas caem. Despenca a dignidade do cidadão brasileiro, em luto. Quanto mais se protesto planta, mais morte se colhe. Marcha fúnebre de caboclos tortos. Não há carnaval, não há olimpíada e não há hospital. De doente à defunto, mais um luto somado a milhões na República do Êlaiá! Quanto mais eu luto, mais o país caí. Queda livre, forte, ruma a além do fundo do poço. Não há poço, apenas um buraco negro. Buraco em luto, país em luto, mas eu continuo a lutar. Poesia que não cansa de bradar, gogó que não canso de gritar. Já não parece real, aparece real, queda real. Nós vestimos luto, o Estado veste ouro roubado. Cada real roubado, vira joia roubada, pela corja que diz que nos representa. Quanto mais eu luto, mais luto enfrento: em queda livre. Leandro Bastos Borges

Ao meditar no sertão: velho chico estrangulado

Ao meditar no sertão, ser tão aqui tão agora; como a flor do cerrado. Aurora Burití, de mil caminhos solares. Sertão. Cheio de explosões de cores. Peles Douradas. Ao Sol, A Fogueira. A moda de viola embala os sonhos. Há Janelas Abertas da Mente, Transcende Tempo & Espaço. Ritual Quântico Xamânico Orixá Indigna Ancestral: Força da Mata Veredas de Iluminação, onde cirandas compõe nossas missões. Aonde há mãos dadas, há esperança. Explodem, mais que Explodem cores. Miscigenação bonita. Sou o aboio e o boi. Sou Miração. Sou Sertão, Visão, Visagem. O interior do interior de mim mesmo. Há um rio Vivo no sonho, o velho Chico. Acordo e o velho me parece a desaparecer. Como um vulto de uma lembrança, de um quase alguém, que nem sabemos quem é mais. Um rio, que aprendeu a ser riacho, e vai virar é pó. Pelo ouro roubado, pelo assaltar da benzedeira. Velho Chico, de idade estaria ainda mais viril, mas aqui é brasil-brazil, e cabral ainda manda. Ou seria agora o Tio Sam? a Coroa Inglesa? Os Iluminatis? Terra de extração, ainda escrava ainda vã. Antes de 1500 havia guerra, mas era mais digno. O Cerrado era cerrado, Caatinga, caatinga, Mata Atlântica, Mata Atlântica, Amazônica, Floresta amazônica, Pantanal, Pantanal, Pampa, Liso, Campo, Sertão: Aos Sertões. Canto, recanto, encanto da terra de mil corações, mil cores. Cirandeiro das boas ondas, Candeeiro de Santa Luzia, entre paz, amor, força, união, fé e canto. A pedra do teu anel, brilha com o Sol Central. Renasço a cada flor, a cada super nova. Alquimista da Magia natural, somos Cavalo e Cavaleiro. Herdeiros. Teia e Aranha. Flor e Beija-Flor. Somos a Vela e a Chama. Entre os Arcanos Maiores, cartas entre Personagens. Um Rio Grande de toda uma vida, velho chico já foi Grande. Hoje é estrangulado pelos meninos d'ouro, pelos Jagunços do Capital. Ser tão sereno! Paranauê? Cuidado, mas não ando só, e quando caio, caio bem. Sou capoeira, sou caboclo, sou grito-alforria. Na República do elaiá. o grito do planeta fome, grita mais e mais alto. No Sertão Atual, Na Babilônia dos Bananas: Sertão devastado é tudo aquilo que vemos, é o que sobrou do "progresso".

Soul Natureza

Eu sou a natureza, eu vivo em mim. Eu vivo na natureza. Eu sou brisa, luar e mar. Eu vivo em mim. Eu natureza sou. Soul satisfy, thanks light, thanks light workers. Love we belive! Natural-Total Amor-Total Máximo Respeito Haux Haux Haux Lux Lux Lux Tudo posso naquele que me fortalece. Babilônia é ilusão, Soul Natureza!

Sal Pesado Sal

Pré Sal é pra temperar agudamente o colapso-hecatombe ambiental mundial: Poluição! Tenho orgulho que temos a tecnologia pra ajudar a acabar com o mundo. Orgulho de ser brasileiro. Orgulho da Poluição!

brasil, meu brasil estrangeiro

brasil, meu brasil estrangeiro meu amado caixa dois-eiro vou cantar-te nas tuas tramóias vou cantar as teus vãos castelos de areia. brasil, meu brasil zombeteiro brasil de toda flor roubam o nectar e toda flor brazil, hi tão brazil comemos gloria futebolistica de votar acreditamos na grande mídia somos tão marginais, adoramos nossos sambas imortais. Somos a lâmina e todo desvio. Brasil, é bem brasil sonegado, meu brasil pré-salado. É na salada do nosso orgulho e nossa glória que não temos vergonha de ser brasileiro, não! A gloria é sempre a gloria, como a gloriosa bandeira! Amamos o brasil coxinha ave tão nida paulista. Queremos todo o poder, todo power e todas luzes. Comemos petróleo, somos feliz em simples sorriso. brasil, teu brasil estrangeiro meu amado lava-jateiro, vou cantar-te nas Olimpíadas! Amamos Renan, Amamos a ti Brasil Nação. Vamos andar de mãos dadas na rua, vamos passear. Vamos andar com coleira. Vamos amor, vamos amora? Somos A Onda! Educatos, EDucados, Edukators! Somos o feijão, o arroz e o carnaval. Sambamos no abismo.

Haicai, Amor Haicai: Berço da Memória

Ela era o meu amor, ela era a minha amora: hoje só sobrou saudade.

2 de dez de 2015

Sim, beijaste a minha mão

No milisegundo que teu olhar abriu para o meu, mergulhei profundo em ti.
Senti, teu carinho, teus traços, teu toque
Um beijo te dei todo carinho em ponto-momento contido em.
Maça ruborizada.
Olhos nos olhos.
Beijaste a minha mão.
Tão fabulosa.
Mão agradecida, minha.
Coração Enamorado, meu.
Doçura, tua.
Vai alem de todos os doces arabes embebidos no mais puro mel.
Doçura-Ardente, tua.
Beijaste a minha mão...


Leandro Bastos Borges

29 de out de 2015

Porto Alegre Primaveril


Da majestosa natureza a euforia irradia.
Tira da tua beleza teus diversos brilhos
que são postos nos nossos olhos: vibrantes.
O sol ilumina tuas flores, noite e dia.
Faz de Porto Alegre o lugar dos sonhos.

Traz a cor pras almas outrora frias.
Um espetáculo de flores a cair
forrando o chão pelas ruas e avenidas.
Revela a olho nú tua poesia a rir.

Todos tons de lilás e roxo de cores vivas.
Ipês abençoados, a cada ano mais recheados.
Com flores a cair festa de rosa e lilás
gritam a beleza sem igual dos teus caminhos.

Ruas feitas como tuneis de flores.
Foste tu, Porto Alegre primaveril, a fazer
nascer todos os meus febris amores
por ti, pela flor, pela morena e pelo tecer.

Teço a vida, teço a arte, teço a alegria,
teço o sonhar, teço o brincar, teço o amar,
teço o lúdico, a inspiração, a paixão,
o sonhar, a paz, a luta e a esperança.

Leandro Borges - 01/11/2007

31 de dez de 2014

Alma-Flor-Amor-Primavera-Paixão


É uma grande flor, composta de varias flores.
Uma grande flor para dar luz.
Uma flor-luz de vida, para renascer luz, dar/receber luz.
É onde as luzes se encontram e encarnam em luz.
A Primavera, A vida, A esperança.
A sala onde escutamos o tambor-coração de nossas mães.
Onde nadamos na luz-água da vida.
Nucleo de transformação e crescimento.
Onde o amor gera amor, alimenta e multiplica.
Dois corações batem, duas respirações fluem.
Onde a vida desabrocha.
Ninho da alma da flor.
Flor-mangedoura da flor.
Amor fruto da flor.
Palco-flor da paixão.
Paixão regada a Eterna-Primavera.
Leandro Borges

15 de fev de 2014

Naipe

Eu que já dancei tantas músicas, tantos ritmos.
Mesmo sem saber o padrão danço a onda.

Encontro dentro de mim meu naipe,
e ele não para de girar.

Nessa cidade tão grande, mas tão pequena de pessoas.
Não encontro os naipes certos.

Nenhum.
Meu naipe são todos.
E fixamente naipe do além.

Não posso viver essa vida aquém.

Vejo além matéria.
Somos seres de luz.
Somos seres com alma.
Não posso destruir meu corpo.
Não posso destruir minha caminhada
longa caminhada de muitas vidas.

O naipe da mente fechada.
O naipe do fechado as coisas novas.
O naipe do desagredor.

Não esses não são meus naipes, e me vejo fora disso.

Não posso lutar contra minha natureza.
Também não posso lutar contra meu coração.

Como posso encontrar meu par para meu as de coração?

São Paulo, minha paixão e minha maldição.


Nessas ruas por vezes tão frias


O que vale também?


Trabalhar no que se ama mas uma vida infeliz.

Ou viver uma vida feliz, dançar e dançar
e trabalhar para viver feliz, e deixar os oficios de lado?

Porque a vida é um assopro fugaz. 

6 de fev de 2014

Tuicha Îguaçu

Precisamos de direitos,
liberdade de protestar,
liberdade de questionar.

Precisamos de ações,
ações de protesto,
ações de questionamento.

Porque nem todas leis nos representam.
Porque nem todo imposto queremos pagar.
Porque nem sempre é justo as regras que estão em voga.
Porque temos pensamento próprio, temos ideias próprias,
repensar leis, impostos, constituição, impostos, educação,
filosofia, liberdade, transporte, sustentabilidade,
luta de classes animais, educação, saúde e todos lados
de uma vida em sociedade, entre seres quase humanos.

Onde um por cento decide em dissonância ao noventa e nove por cento.
Onde um por cento rouba, é chegada a hora da grande onda se formar.

Tsunami de rosas gigantes, flores agigantadas, uma primavera nunca antes vista.
E quando for inverno, outono ou verão: ainda será primavera.
E quando me perguntarem que horas são, sempre será hora de gritar, dançar e cantar.
Mas não o fazemos dormindo, mega levante, estamos de olhos abertos
os vaqueiros, petroleiros e banqueiros e presidentes afogados.

A cada novo dia, redobrar a onda, a cada novo dia, redobrar o amor.
Onde centenas de milhões de pequenos corações,

se coração de formiga

Imagine essa onda onde formigueiros tomam as ruas, formigueiros por amor
a rua, levantada, inundada, soterrada, iluminada, colorida: tão livre.

Por que creio, somos um povo que sabe carnavalizar sua indignação,
e não por recreio, festejo ou festa: por justiça e alegria de um novo porvir.

Flores tão gigantes, cada cidadão, cada cidadã.
Primavera da Utopia Socrática, Primavera de Coração Latino.
Onde o calor é mais importante que o ouro.
Onde humanos ainda tem humanidade.

Não por vaidade ou fama, mas meu peito se inflama e pede dignidade.
Se não podemos ser iguais, que tenhamos igualdade de dignidade,
igualdade de liberdade, igualdade de educação de qualidade,
e tantas igualdades que precisam serem providas a todos.

Tsunami tão bela e tão singela, vivemos as cores do teu agora, da tua aquarela.
Os reacionario se afogam na grande onda.
Os defensores da alegria publica: tsunameam.

Um dia acordei, e vi lama por todo lado.
Então busquei um novo caminho, nova vida.
Onde não sou sustentado pela lama.
Conversei com muitas flores,
conversei com irmãos que dormem nas ruas.

É pelo Tsunami que meu coração bate, não mais por mim mesmo.

Mainumby Arapoty

Ser fogo, Água e Raiz

Feixes de sol atrás do horizonte em plena noite de lua cheia,
andando em trilhas sem lanterna e feliz.

Os olhos dos olhos podem ver além.

Enquanto a moça cria em seu interior um novo sol.
Cristais abrigados em amor materno.

Meditar ao coração, deixar reinar a paz.
Mais um pôr-do-sol enchendo a alma.
Mais um banho de mar irrigando a alegria.

Gratidão pelos dias de aprendizado,
gratidão pelos dias de glória.

Pois depois de três dias de chuva intensa, vem o sol.

Só posso cantar, na hora de cantar.
Só posso purificar, na hora de purificar.

Pintei quadros internos, com cores novas, com cores em luz.
Arrumar a casa, andar a pé, andar sabiamente protegido ora descalço.

Se a água é fonte tão simples e cura ainda.. andam a poluir?

Prefiro a trilha mais bonita, e não a mais rápida.
Onde contemplo o vale, a praia, o horizonte e a brisa.

Não encontrei ninguém para unir tão profundamente.
Caminhos com valores, valores de coração.

Não vou ferir meu coração, não faço por fazer.
A empafia humana não deixa ouvir e ver o obvio.

Há muita sabedoria fora de nós, nas irmãs árvores, nos irmãos pássaros,
no grande útero oceano, nos nossos avós solos, primas pedras.

Ao abraça-la, senti além seiva, senti e aprendi sua sabedoria.
Alegria de dançar ao vento, ser fogo, ser água, ser raiz.

Mainumby Arapoty

3 de fev de 2014

Quando Choro

Quando choro sei que o fluxo me liberta de toda tristeza e toda alegria.
Quando choro sinto-me também raiz do planeta terra, sou rio.
Quando choro vejo na gota, a manjedoura da vida.
Sei que quando choro, em algum lugar do mundo faz sol.

Lágrimas de esperança, lágrimas de sonhos, lágrimas psicodélicas derretidas.

Mainumby Arapoty

13 de nov de 2013

Lux

Transcender o eu carnal, ir ao eu real.
O eu carnal é dádiva e desafio da linhagem dos dnas dos ancestrais carnais.
Transcender o eu carnal, ir ao eu real.

Nosso eu real estamos unidos a ele é quando estamos equilibrados.
Nosso eu real é nosso grande eu ser, que também evolui e tem a claridade da vida.
O eu real é o nosso verdadeiro ser que ajuda nessa dimensão também o grande salto.

Desequilibrados: e entregue total ao barco das paixões, então perdemos temporariamente esse eu espiritual.
Desligados da luz, incendiamos de furores mudanos.

18 de out de 2013

Aos que Amamos

É difícil, mas é preciso aguentar firme sem medo.
Quando se quer é apenas um abraço: dê.
Foi quando um pingo de cor caiu do pincel na cidade.
Há tanto cinza saindo dos umbigos, tanta falta de tempo.
Esquecer o dinheiro, regar os campos da familia.

O que é mais importante, aumento salarial
ou dar atenção as pessoas ao redor?

Cada gota de esperança é tecida por coragem.
Cada abraço amoroso, irriga os pampas do amor.
Zelo a família, zelo aos que nos criaram.
É dificil, mas é preciso lutar, é preciso mais amor.

Por que um dia apenas a janela da alma se fecha,
e aos que ficam resta a saudade de mais um abraço.
Não importa quanto dinheiro se pode acumular,
ter sacrificar tempo aos que amamos, não é riqueza.
É dificil, mas sabemos que é preciso nadar contra
tudo que nos é bombardeado mental, sigamos ao coração.
Manter o amor, manter a doçura do abraço,
porque quando abraçamos, é quando os corações conversam.

Colados, trocam palavras, trocam mimos, trocam calor.

De que vale um carro novo, e não saber sobre os seus?

De quantas covardias e egoísmo é feito o primeiro milhão???

Depois que tudo se vai, e ficas, lembraras das tua omissões.
Quando veres ao outro lado do rio, lembrarás dos teus nãos:
quando teus amados te pediram algo tão simples, e negaste.

É dificil, mas é preciso inverter a lógica capital
pois o amor nada tem a ver com cifras, crédito, valores.

A lógica do amor é diferente da grega,
o amor não é preciso premissas
o amor não precisa inferências
o amor quanto mais se dá, mais temos.

E quando aprendermos a pintar ao coração,
os lares se encheram de cor,
os laços estarão fortes,
familias estarão unidas e fortalecidas,
as cidades não serão opressoras,
toda cor brotará em cada esquina, em cada avenida.



7 de out de 2013

Ao abraçar das mãos


Procuro em todas as faces o rosto dela.
Ando perguntando a muita gente.
Sinto uma aflição por saíres do meu campo de visão.
Estas no meu coração te sinto tão perto.
Me parece tão depressivo os velhos resmunguentos.
Ando com essa arma curva, na face.
Me protejo de quaisquer intrusões.

Relanço meu olhar, e num beijo sai uma flecha do olho.
Danço a valsa de um samba antigo.
E pra tristeza, não ligo.
Sigo buscando pela avenida.
Pela rua, pelo largo: sorrio.

No cemitério da memória, não me deixo cair.
Ignoro as falas austeras e perigosas.
Muito mais cortante é não viver essa leveza.
Não há amor maior que o meu.
Amo tanto essa flor.

Sambo na dor alheia, a cachaça que me salva.
Essa ardente alegria de ser bamba.
Não tenho sentimento de culpa.
Me abandonar por que? Se sou amor!
Da febre quartã não ei de sofrer,
pois se teu amor me queima.
Quero e não quero dele enlouquecer.

Maria que tudo me espera.
Maria que tudo me ama.
Maria que tudo me aceita.
Maria que tudo mais não canta.

Voa cotovia, do outro lado do rio.
Alça tão longo mergulho, e eu tão atordoado de marulho.
Não vi que de ti tirei da embarcação.
Não meu coração te vejo igual, na face de todas as outras.
Se por ti meu coração bate, minhas mãos te abraçam.

Leandro Borges



Preto velho hare krishna

Cuidado, não ando sozinho.
Convidei esse velhinho pra entoar o mantra.
Dançamos e cantamos os nomes de Deus.
Minha alma agradece, muitas graças.

Um banho de alfazema, voamos dentro.

Na casa de Deus supremo estamos, no terreiro hare krishna.
Onde tudo dança amor.
Seja indiano ou africano, somos um em amor.

Que as tribos de pindorama se juntem a nós.
Onde houver um coração buscando a Deus supremo.
estaremos.

Deus não tem pele de etnia. Abraça a todos.
E quando a música funde-nos: o universo a um átomo.

Leandro Borges

25 de set de 2013

No coletivo que diluem muitas poesias do arquetipo geral

É no caminho esse vou com a certeza da fecha certeira.
Contemplando em cima da faca, os dois gumes.
Onde o arco-íris escorre cores e gris.

Tão delicadas e pinças.
Com os pés nas nuvens e as mãos na terra.
Um sorriso que a todo momento vai aos flancos.
Um castelo vai derretendo ao sol do meio dia.

Nas areias movediças de um destino tragico e fatal.
O quão perigoso é uma paixão avassaladora e sem freios?

São vermelhos respingados.
São azuis fora do céu.
São amarelos relâmpagos de ideias.
São verdes fora das árvores.
São roxos nas vistas de outro espelho.
São laranjas escorrendo em rio.
São brancos das gaivotas mortas.

Uma arrevoada, mas passa, e ele chora.
Ele canta, ela não escuta.
Ele dança com ela, mas ela não com ele.
De onde vem essa força?
De onde vem esse amor?
Eis que um dia a ventania sessa...

Ela, fecha os olhos.

Leandro Borges

Tempo de surra

Passou as pencas.
Passou e ainda remamos.
Onde estão os storyboards?

Passou e ainda estamos.
Passa e ainda nas linhas e laços.

Onde tanto o colorido velho.
Palhaço cansado e apanhar a apanha, fora.

Antes do nascer se nasce e aonde está a dança coletiva publica?

Vamos nessa quase dança de quase pares.
Vamos nessa dança de quase executares.
Vamos nessa música que ainda está esperar o play.

O sol nasceu quadrado, e ainda o cubo cerca as mãos.
A música renasceu em um pingado, da chuva dos outros dias.

Um dia acordo com o sol na cabeça, no outro mais uma estrela cadente.
Onde essa espera e esperança parece quase um insano pensamento de não enlouquecer.

Leandro Borges

Roubo público teatral

Essa cola, é somente uma cola, não pretendo colar.
Essa cola, por mais fácil e acéfalo que seja não é pra colar.
Honrar os impostos da população no mínimo fio da dignidade.

Essa tesoura é pra cortar, mas não arrancarei criações alheias.
Essa tessoura é pra cortar, mas não aponta pra própria garganta.
E não me vem com a fala trocada que não sabes de nada.

Como foi gritado aos quatro cantos da ladeira da memória
todos somos os criadores: todo homem e toda mulher, somente gado não voa.

Voamos meu bem, voamos, pois criar é tão simples como brincar.
Pois quando se toca, de canta, se atua é continuar ao jogo.

Jogo é a própria vida, mas roubar cartas e por na mesa,
clamo pelo ética meu bem, pois essas cartas são do estado.


Onde a foto reempressa não tem valor, e pagamos impostos e temos dignidade.
Prefiro um pingo de tinta turva e mal impressa e cheia de arestas
a uma quadro do espelho alheio do passado.

Quando a criança dança, ela apenas dança.
Dancemos.

Leandro Borges



14 de set de 2013

Desnorte passagem


Foi uma trupe que passou, era uma música, mas que música? Caminhão passou.
Era um colorido, mas onde foi? Uma bomba estourou ali ao lado.
Arranha-céu rasgou núvens e rasgou falas.
Andando por entre degraus tão fétidos, parei por ali, cadê a minha bolsa?
Fui olhar o que acontecia, o que me aconteceu?
Passo.
Passa.
Passei.
Estômago embrulhado,  falas dissonantes.
Por que eles cantam?
Isso é uma cena?


Os ruídos babilônicos falam tão alto.
O ritmo do concreto armado soterra corações.
Incendeia de cegueira, petrifica emoções.
Repetição do requentado fácil cênico.
Fitas as fitas repetidas do cenário.
Quedas o olhar na falência teatral.
Ou se faz a vera ou a qualquer tempo-preço-cor?

Leandro Borges

Grande Babilônia: Tareias

Açoite de concreto armado, asfalto sepultando tantas mães.
Onde mulheres sorriem amarelo, sorriso sufocado.
Onde flores crescem rasgadas, onde a primavera é manchada de vermelho.
Silêncio não feliz, oprimida pelo invisível alheio.
Fora dos lares seguimos cegos.
Onde nossa colher fica tão alheia, que a janta ao lado é de assassinato.
Casais vizinhos, parecem tão juntinhos.
Tanto amor que esgana a verdade.
Soterrados somos todos os dias por um buquê de flores mortas por dia.
Onde a cada duas horas cai mais uma flor morta.
Chove flores, mas são flores mortas, a conta gotas, uma a uma.
De todo tipo de cidade e sertão, flores encabrestadas, propriedade privada.
Onde o patrão tem o direito de viver e matar o seu amor.
Seja onde for, um amor romântico da opressão.
Entre um poema e outro, pode andar na navalha.

O frio da sombra,
é a face a sua própria sombra,
onde os olhos veem mil cores pra maquiar a depressão.

Estão dos roxos e de pele fria.
Quantas abismos esse via torta e sistêmica ainda vai parir?

Leandro Borges

24 de jul de 2013

São muitas ondas

Passam muitas ondas por mim.
Há tantas Marias, tantos lugares, tantos andares.
Há tantos olhares e tanta gente.

Aquela que sofre, que vai a luta.
Aquela que resiste.
Aquela que lembra e escolhe a corrente do tempo.

Onde foi parar, campo ou cidade?
Tão pequena, as vezes: flor.

São estes caminhos de muitos caminhares, tanta passagem.
E passam a cada dia tantas mulheres pra outro lado do rio.

E os tempos que mesclam os tempos das cidades, mesclam as Marias, mesclam escritores, mesclam rios, mesclam cantares, mesclam olhares de tantos e muitos e diversos ares.

Tantas regiões e tantos folclores desse brasis no berço de Maria Paulistana.
Na cidade que colhe todos esses tempos, cidade que colhe todos esses Personagens.
Na cidade que colhe todos esses lugares, cidade que colhe todos essas culturas.
Na cidade que colhe todos essas cidades, cidade que colhe todas essas religiões.

Tão grande, as vezes: primavera.

A cidade que veste na mulher uma farda grossa, vão, que deixa seu Ari sem encontrar Maria.
Oculta o encontro, a revelação, e Maria continua só.

Maria melhor só ou sofrer com constantes tundas?

Sova do empregro, sova da política, sova dos patrões, sova do conjuge, sova do patriarcado.

Até quando desigual?
Mulher, mãe, filha, avó, tia, prima, irmã: cidadã.

Que arsenal enorme que tens Maria, realmente mais uma mulher sobrevivente deve ter muitas armas, ou então morre.
Será preciso mais uma grande onda?

Leandro Borges

9 de jun de 2013

Ébanas Pérolas

Um sorriso solar.
Olhos sorrindo ao sol.
Pérolas de breu noite, teus olhos.
Uma boca de lua crescente, tão linda, tão suave.
Me abraça de tua seda tão doce.
Onde sorrindo me leva ao longe.
Tão bonito é te olhar um eterno momento e mais.
Não pequena e singela, menina, mulher.
A flor de brilho raro, brilho colorido.
Sigo desperto.
A tua frente.
Onde as árvores nos cercam, e nos acercamos.
Pássaros.
Leve garoa.
Um pôr-do-sol.
Hoje no céu há um tom a mais de azul.
Teu sol.
Tuas ébanas pérolas.
Tua lua crescente.
Tua seda.
Que a menina dos teus olhos nunca perca a cor da sua dança.

Leandro Borges

7 de jun de 2013

Poema: Verão de Javier Heraud -- Música: Árvore dos Olhos - Alexandre Mello

Verão (Verano)

Se foi o verão.
Redobrados sopros de amor sacodem o coração
com os olhos
é luz do dia e da vida é o castigo das noites e das mortes
recolhe e planto as sementes do amor
caminho entre noites escurecidas pelo vinho
pergunto a terra e aos montes
arranco montanhas de ódio e tumultos

o que são as tardes ao lado da paz?
o que são os montes ao lado dos sonhos?
o que são os rios ao lado das lágrimas?
é que um rosto um sorriso um pranto
um estremessimento
uma mão
se dia-a-dia morrem as ervas do campo
se dia-a-dia caem nas suas noites árvores do amor e do silêncio

Javier Heraud


Árvore dos Olhos by Poema Novo - Alexandre Mello on Grooveshark

30 de out de 2012

Apenas o começo


É mais de cem horas, é mais que um infinito
É mais que mil instântes, é mais do que distante
Espaços tão longínquos e tão vazios
São tantos não-lugares a percorrer, são tantos não-dizeres a escutar
São tantas pessoas presas, tantas pessoas dormindo, tantas pessoas cegas-surdas-perdidas... anti-vidas
MegaFuracões
MegaCiclones
MegaTempestades
E mais do que transbordo, é mais que inundação
São mais do que um milhão de tragédias, são mais que bilhões de aberrações
MegaZombies
MegaQuimeras
MegaDemônios
Legiões de sugadores de energia, legiões de bilhões de megatempestades de megapesadelos

A MegaÁrvoreDaVida em um filme-cíclico-gerador-eterno-de-frutos: pendurados-mortos-suicídas-nativos!

A MegaÁguaMangedouraTerraAstronaveArVidaPlanetaMãePai Urra um Pranto Descomunal!!

Escancarada os portões dos infernos:
É lama radioativa-incandescente-ácida-viral-atômica-bacteriana-transgênica-insana!!!

Leandro Borges

9 de ago de 2012

Fabuloso tango



yo estoy a volar con el pensamiento

paró en tus pies, miro fondo en tus ojos

hay fantasía y color

mezclado en fevor



si me preguntan por ella

yo respondo que és mi cariño

entonce yo recuerdo el sabor de sus besos



en la vida hay un peligroso camino,

una flor roja y muy bella



un camino feroz e pulsado

un corazón brillante y alado



anoche, un baile de tango

sacarte, és mi fabuloso plano

si quieres

bailaremos por la heternidad



Leandro Borges dedicado a Camila Burel - 22/11/2007

7 de jul de 2012

Liberto e Liberto


Liberto e Liberto.
Ó, amor liberto, quão diferente és.
Melhor forma de amar: liberdade enfim.
O enclausuramento dos sentimentos dói.

O vôo livre, simples e lindo é.
Sem prisões, sem cobranças e sem doenças.
A intoxicação do amor é um sacrilégio.
Cego em não ver a própria doença.

O amar em liberdade é o caminho da paz.
Flutuar tranquilamente entre o ruído e a pressa.
Quero sempre essa paz, sempre feliz: em paz.
Gosto da naturalidade e sei que ela é boa.

Laços envolvem os corações e como balsamo.
Sem feridas, sem cortes, sem magoas; somente confiança.
Sempre em liberdade vai, os corações vermelhos flutuam
não há corrente entre eles.

Sem parasitas, sem sanguessugas,
sem doença entre eles, sem dependência mutua,
sem muletas sem dominações, sem jogo sujo, sem vampiros,
sem wendys nem mesmo peter-pans.

Como é feliz viver livre assim sempre vou.
Vou indo, crescendo muito, mais muito mais rápido.
A vida muda ao se tornar realmente livre.
E amor liberto é uma dádiva transbordante.
Felicidade me toma os lábios, de orelha a orelha.

Gosto do gosto os ventos.
Gosto do cheiro do pampa.
Gosto do pala nos meus ombros.
Gosto do corpo aquecido pelo mate.
Gosto do tribular dos meus cabelos ao vento.

Corrida ao vento, sigo nobre.
Pouso em terreno firme e justificado.
Face se torna branda e afável: limpa.
Descubro a criança nos interiores profundos.
Sempre sigo a sua direção, sabia simplicidade.

Contente, irreverência, ausência do ridículo.
Agora vôo sempre para o infinito.
Azas e vorazes no furacão.
A chama que me arde, astuto ó grande coração.

Brinco com o tempo, mas mesmo que se vá
não tenho medo, sempre vêm para o bem.
Tempo mano velho, tempo seu irmão.
Fortes vidas, fortes lições: clarão.

Leandro Borges

Vento e Fogo


É o vento soprando à cantar.
Um pano de mesa a tribular.
Rodopia as roupas no cordão.
Faz da calmaria bucólica: agitação.

Desfigura a face do pássaro estradeiro.
Sobe das flâmulas para acariciar o vento.
Corre o pampa como rastilho matreiro.
Fogo de luz inflama e corre contra o tempo.

Faz da pequena brasa um imenso fogarel
e da chama calma um incendiário cruel.
Para coração apaixonado: a loucura.

Vento: grande e ímpeto parindo a vendaval do novo.
Fogo: guerras e revoltas contra a tirania infame.
Para o amante alado a ardente doçura.

Leandro Borges

O pampa encantado

Encontrei nas matas, na selvageria, as flores de um outro lugar.
De um outro tempo.
Soube que era do outro lado do rio.
Eu vi cavalos correndo, gauderios quase voando.
Vi prendas e muitas guirlandas de flores.
Vi bandeiras vermelhas rasgadas, brasa nos olhos.
Sei que perto da fogueira escutei muitos causos.
O céu mais bonito que vi nesses últimos duzentos anos.
Era de outro lugar aquela prenda.
De poucas falas, de um jeito tímido de ser prenda.
Sua veste negra, parecia uma guria crescida de luto.
Mas não, eu via o brilho dos seus grandes olhos.
Cabelos tão lisos, tão longos e tão negros.
Um ar misterioso de se esconder em seus véus negros.
De poucas palavras e olhar profundo.
De sorriso de canto e de fala doce e serena.
Era de uma outra qualidade de prenda.
Dessas que não é sempre que vem até estes pagos.
Sentou ao meu lado e me olhou de canto de olho.
Senti a sua energia encher as minhas marés,
mesmo este velho marujo se espantou,
pois era um mar de outro lugar.

Sei domar cavalos e mares.
Sei cantar dores e flores.
Mas senti um arrepio na alma ao ver aquela prenda de pele mui branca.
Não encontrei no céu a lua.

Era o seus olhos gigantes, engolindo o meu horizonte.
Em seu olhar mergulhei.
Um olhar-luar derretendo ao mar.

No pampa sem tempo-espaço de um horizonte infinito,
eu vi deitada servindo a contemplação o corpo nu da lua.

Leandro Borges

5 de jul de 2012

Riscado pelo mundo


Me sinto um ser inútil, sem razão de existir.
Em um mundo avesso pro meu fazer, não sigo em acordo.
Cansado de não ser valorizado pelo trabalho árduo feito.
Sigo sem moedas, ou pior moedas emprestadas.
Sigo triste, sem imagem, sem dignidade, sem família e sem amigos.

Reprovado mais uma vez pelo caminho, sou um inútil que tenta provar para consigo que não.

Cansado de tantos sonhos amarelos, de tantos castelos desmoronados...


Subvalorizado, me sentindo menor.. passo por homens que dizem que irão ajudar.
Fico sozinho num canto, sem ajuda e sem valor.

Parte de minha alegria morre hoje, me sentindo um lixo.
São lixos multiplicados, estorvando o caminho da humanidade.
Um lixo sem reciclagem, sem finalidade... deixaram-me apodrecer até virar não-adubo.

Leandro Borges
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