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6 de dez de 2017

Magmabraço


Eis que se encontra um feixe de luz e um ponto luminoso, caloroso, se faz um clarão em todo universo. Gostaria que esse momento se repetisse pro resto de minha vida.
Por um milissegundo sinto a presença de milhões de anjos ao redor, no envolver do teus braços, nos laços mais sinceros de afeto.
Não existe a morte, o ontem nem o amanhã ao redor do teu calor.
Todos os vulcões param de explodir por um lapso de tempo, não há catástrofes ou tragédias.
Sinto meu coração voltando a vida além vida, o viver voltando ao calor do amor.
Uma alma que sente uma alma, dá seu afeto de vida em um planeta de mortos-vivos.
Há pessoas que passam por essa existência como zumbis, na superfície, na matéria, no supérfluo, nos jogos de poder e influência, sem jamais ter vivido, sem jamais ter abraçado.

Não acredito nas palavras de amor, apelas nas enlastradas pelas ações de amor.
Um abraço tão profundo de tanto carinho, tão compreensivo, pertencente da luz, que afaga, que envolve a alma, sincero e curador.
Poderia morar nesse abraço, nesse calor, nesse sentimento, no azul anil do teu plexo.
Me senti dentro, numa comunicação não-verbal falada em poucos segundos, de coração a coração, de essência para essência.
Envoltos em braços, dos teus e meus, sem fim, sem ruídos, uma comunicação afetuosa de um acolhimento sem barreiras. Acredito ainda no que sobrou de humanidade, mas apenas aquelas pessoas que ainda conseguem agir no amar.
O abraço: nasce uma estrela, desabrocham um trilhão de flores, uma pintura de aurora austral se forma dentro do coração, renasce uma vida.


Leandro Borges

25 de nov de 2017

Doce Natureza

Há um caminho que só você pode trilhar, intransferível.

Mesmo como todo conhecimento dos livros, filmes, vivências e experiência de todos mestres, há um caminho que só você pode trilhar.

Há um desafio único intransferível que é só seu, não há cartilha ou resposta prévia.

Há um caminho que só você pode andar, pois sem você não há caminho.

Não creia em falsas formulas gerais pra se trilhar quaisquer caminhos que seja.

Não existe resposta para o se caminho, não há gurus, não mestres, não há professores ou doutores.

Não há douto no mundo que trilha a nova trilha de cada ser.
Não aceite as pílulas prontas para solucionar todos os problemas e desafios do universo.

Há um caminho que só você pode encontrar, ninguém mais.

Há uma estrada que ninguém nunca trilhou, e essa se chama: a sua vida.

O leão afa do covil expulsa seus filhos criados, os bane, ou os conflita e os mata.

Aos banidos resta a tentativa de primeira caça, e caso não consiga, em semanas o leão mais jovem morre.

A natureza é bela. É um amor que muitas vezes gera a morte.

20 de nov de 2017

Despabilar


Acordou a Primavera Solar.

Anda pela rua e vê os pássaros livres.
Anda pela rua e escuta o som do seu coração.
Anda pelo parque e anda aleatoriamente, fluindo pelas vias internas, ao natural.

Não busca uma chuva de abraços, apenas um muito profundo e caloroso.
Que marca na memória pra sempre, por ser um estante de mais pura e intensa carga de emoção.
A vida é poesia, só não é pra quem ainda não acordou.
Na essência mais profunda do dizer, poesia, de tudo que é mais precioso e valoroso.

Tenho labaredas em minhas mãos, e voo com os furacões.
Espero a brisa e a garoa acariciar a minha face.
Vivendo a vida real, sem amarras eletrônicas sem alma.

Se o espelho não roubou a alma dos povos nativos, o Selfie pode roubar a alma de todos povos.
Nunca um  perdedor, pois só se perde na última respiração, perde um corpo pra ganhar a eternidade.
Como um Clown a rir do caminho errante, nada mais natural que errar.

Deixo-me flanar pelas ruas desnudas, abertas ao olhar, vejo a fome a hipocrisia.
Sorrisos de grana, e tristezas de fomes.

Não posso mudar essa realidade, sigo a rua, vou pelas músicas de embalo da minha memória.
Ainda pode renascer a chama, morta no sonho que acabou.

Renascer o sonho, renascer a chama, renascer a esperança.

Dançar aos quatro cantos.
Cante lute sonhe e faça!

Leandro Borges



18 de out de 2016

Acredito na vida. Acredito no amor. Sigo caminhando. Por mais descaminhos e desencontros que passe. Acredito na vida. Acredito no amor. Leandro Bastos Borges

9 de mai de 2016

"Não corra atrás do ouro."

Ganhe dinheiro o suficiente para passar a maior parte de tempo com seus familiares, para desfrutar a vida, para vivenciar tantas coisas maravilhosas que nos são reservadas, mas com o sangue no ouro não podemos. O ouro cega, e ao fim virá pó. Já os corações inflamados, esses são eternos! Leandro Bastos Borges

13 de mar de 2016

Equizo-Boiada Brazuca Bi-Polar Revolution 2.0 ou Diablo Outrém

Será que o diabo veste farada?
Será que o diabo veste verde-amarelo?
Será que o diabo veste vermelho?
Será que o diabo tem cara pintada?

Será que ele torce pra algum time-partido político de futebol?
Será que ele veste realmente veste farda?
Será que o diabo é do time do black bloc?
Será que ele tem a estrela vermelha?

Endiabramos um aos outros com o intuito de expurgar os nossos próprio dilemas, incongruências... nossos próprias sombras.

Sombras projetadas nos outros criando diablos alheios,
dividimos nosso ser em dois,
e projetamos o lado sombreado nosso no outro.

O Di a bo, o dividido, a divisão da minha sombra em outrem.
"Não, eu não tenho sombra.
Não.
Não, eu visto vermelho, não
eu visto camisa da seleção, não.
eu uso farda, Não!"

Não, não é por aí!!!

Eles querem o país esquizofrênico, os lados antagônicos querem.
Eles o Brasil um contra um. Nós contra Eles.
Eles querem um brasil dividido, Bi-Polarizado, Antagonizado, Doentio: Um Brazil Equizo-BiPolar, de um sítio a estado de nervos.

Sejamos mais que a doença.
Sejamos mais que o diablo-divisão.
Sejamos mais que opiniões-ideologias.

Não vamos deixar nos impor verdades absolutas alheias.
Esse papinho não cola mais, não bota esse cartaz de guerra.

Façamos Sexo, Façamos Fodas Revolucionárias ao invés de Panelas nas Janelas Enferrujadas. Mais foda, menos boi.

Façamos Arte, Façamos a parte que lhe cabe na sua particular revolução.

Muito mais ajudar um irmão que cuspir Masturbar Políticos que não merecem a vida nossa doada em sangue frio.

Nossa vida vale muito mais que Privatização Estrela Vermelha& Tucana.

Nossa foda é um gozo que não pode ser dada por impostos.
Faça a sua verdade, na siga a boiada vermelha, não siga a boiada pintada de verde a amarelo, não siga a boiada de farda, a boiada blackblocada.

Buscar a individuação é o primeiro passo pra real revolução.

Leandro Bastos Borges

1 de mar de 2016

Ratxs-Porcxs à Brasileira!

Viva o Brasil e sua lama tóxica, de Vale em Vale, de Planalto em Planalto. Até chegarmos ao Manancial da Lama Tóxica Brasileira, Planalto Central. Brasilia cheia de Ratos, Ratazanas e chafurdam na Lama Tóxica. Plantam Lama, Colhem Lama. Ratxs-Porcxs à Brasileira!

CoraçãoDharma

Que o universo e a mãe terra lhe deem toda energia para realizar os teus sonhos, e que teus sonhos sejam realizado pelo Dharma, que o circulo abra, e abarque os todos os corações em um só abraço, em um só coração.

Gigantes em fé

Tudo nos é dado pelo universo, precisamos apenas acreditar e agir somos mais fortes que ousa crer nossa fã filosofia/ideologia. Universo de infinito prover, universo de infinito aprendizado. Tudo que vem podemos aprender, transformar e ReSer. Tudo nos é dado em potencial pelo universo, precisamos apenas colocar em ação, com um nível de crença alto, com a sabedoria que nem sempre acertamos, mas sempre temos o alvo como meta. Mantenha a sua fé na vida. Mantenha o seu caminhar firme. Erga a sua fé, eleve ele para um nível mais forte. Não deixe que a sombra projetada de outrem te abale. Reforce a sua fé, mantenha a força. Erga a sua fé e dos seus. Todos aqueles que seu coração conecta, somos em realidade um mega-coração todos unidos e fundidos. Em verdade não somos ponto, somos circulo. Quando sua fé abalar profundamente o circulo te abraçará. Somos as asas de outrem, e outrem as nossas. A vida não é fácil, mas a crença, fé e esperança de um melhor porvir sempre! São de batalhas que se vive essa jornada terrena. Alegria por cada respiração, cada novo sopro de vida. A vida é sopro e vendaval. Mantenha a sua fé na vida, erga a sua fé, e contigo erga um mega-levante. Juntos somos gigantes em fé!

Explode e florifica, Explode e frutifica

Vou sair na rua, preciso uivar, preciso voar, preciso cantar! Sim, na rua! - entre as estrelas e a lua crescente Deixar que o vento, seja lento Brisa Sem Sertão, só Asfalto Sem Contradição, Só o Universo a minha frente Mergulho onde quero Vivo meu Eu sincero Não cultivo passado Queimo a cada dia Sou Fogo Sou Chama Sou Pira Me vou pra rua Rueiros em Bares Trameiros Transamos Brisas Sim na Rua, entre a multidão de falsos-vagalumes. Entre Montanhas Cubicas, Entre Vales Quadrados. Morcegos e Grunidos São Paulo Escorre pelas Ruas Faço Poesia Pura, 24 Kilates Vou Pra Rua, Pois é de Poesia que Me Abasteço nas Ruas! Das Ruas, pros rio urbanos, e dois sóis madrugais vamos as casas. Nas tocas de ondas Nikeis e Árabes, uivo em outras língua, danço-queimo em outros corpos, sinto tua pele nua Selvagem. Do meu fogo com teu fogo, fazemos Incêndio na Liberdade. Corpo Laço em Volúpia sem Fim! Opera nas Notas Ígneas do teu Corpo, Vejo Constelações no nosso gozo Quartã. Nossos olhos fundidos, nossos corpos com a Sede Primal. Corpos Nús, Poesia na Cama, Poesia na Rua. Bella Agusta, ítala-brasileira de personalidade forte. Escorro tua via, como lava incandescente, São Paulo floresce na Garoa, Explode e florifica, Explode e frutifica!

Vale Dark-Down-AntiNatural

Ele veio e nos mostrou o quanto Vale uma vida, na Bovespa vende e compra a Vale, e quando a Vale mostra o quanto Vale, nos perguntamos quanto Lucro Vale uma vida? VIDAS? De tão doce virou lama tóxica, ó Vale santo Vale. Sagrado é o Lucro que soterra vidas? Vale do Rio Enlameado-Tóxico Ex-Doce! Pior que um Doce que Amargou, São as almas a perambular pelo Vale Dark-Down-AntiNatural Onde Carne Vale, onde Sexismo Vale? Onde Vômito Vale, Abobrinha Vale? A Morte veio veloz, galopando em ondas de lama até o mar. Poesia à Brasileira, bem vindo Esse é Ó Brasil. Onde Pindorama é Morta, e eles riem..

ahora

Aqui é só brisar sua vizar sua vecito maior onda brother buena onda vibras de más allá gracias a la vida agradecido pela garoa e pelo chuvisco garuva buena

Brasil em queda livre

Quanto mais eu luto, mais luto enfrento. Estamos de preto, em pé, bradando por um país morto. A luta continua, e a morte também. Quanto mais eu luto, mais luto enfrento. Em marcha fúnebre protestamos, uma causa perdida de um morto perdido. Esquecer os mortos ou lutar mesmo após a sua morte? Quanto mais eu luto a luta vã, mais o luto escorre como lama tóxica. Os bares estão fechados, os sorrisos estão fechados, as esperanças estão fechadas, as portas estão fechadas, o túnel está fechado. Quanto maior a luta, maior o luto. Causa perdida, Bala perdida, Vida perdida. Sem hospitais, sem escola, sem transporte, sem terra, sem teto. Terra Brasilis veste luto, retrocesso, descaso, hipocrisia. Quanto maior é o luto, maior é o funeral. Caindo ladeira a baixo, cai e cai mal. Salários caem, empregos caem, moeda cai, vidas caem. Despenca a dignidade do cidadão brasileiro, em luto. Quanto mais se protesto planta, mais morte se colhe. Marcha fúnebre de caboclos tortos. Não há carnaval, não há olimpíada e não há hospital. De doente à defunto, mais um luto somado a milhões na República do Êlaiá! Quanto mais eu luto, mais o país caí. Queda livre, forte, ruma a além do fundo do poço. Não há poço, apenas um buraco negro. Buraco em luto, país em luto, mas eu continuo a lutar. Poesia que não cansa de bradar, gogó que não canso de gritar. Já não parece real, aparece real, queda real. Nós vestimos luto, o Estado veste ouro roubado. Cada real roubado, vira joia roubada, pela corja que diz que nos representa. Quanto mais eu luto, mais luto enfrento: em queda livre. Leandro Bastos Borges

Ao meditar no sertão: velho chico estrangulado

Ao meditar no sertão, ser tão aqui tão agora; como a flor do cerrado. Aurora Burití, de mil caminhos solares. Sertão. Cheio de explosões de cores. Peles Douradas. Ao Sol, A Fogueira. A moda de viola embala os sonhos. Há Janelas Abertas da Mente, Transcende Tempo & Espaço. Ritual Quântico Xamânico Orixá Indigna Ancestral: Força da Mata Veredas de Iluminação, onde cirandas compõe nossas missões. Aonde há mãos dadas, há esperança. Explodem, mais que Explodem cores. Miscigenação bonita. Sou o aboio e o boi. Sou Miração. Sou Sertão, Visão, Visagem. O interior do interior de mim mesmo. Há um rio Vivo no sonho, o velho Chico. Acordo e o velho me parece a desaparecer. Como um vulto de uma lembrança, de um quase alguém, que nem sabemos quem é mais. Um rio, que aprendeu a ser riacho, e vai virar é pó. Pelo ouro roubado, pelo assaltar da benzedeira. Velho Chico, de idade estaria ainda mais viril, mas aqui é brasil-brazil, e cabral ainda manda. Ou seria agora o Tio Sam? a Coroa Inglesa? Os Iluminatis? Terra de extração, ainda escrava ainda vã. Antes de 1500 havia guerra, mas era mais digno. O Cerrado era cerrado, Caatinga, caatinga, Mata Atlântica, Mata Atlântica, Amazônica, Floresta amazônica, Pantanal, Pantanal, Pampa, Liso, Campo, Sertão: Aos Sertões. Canto, recanto, encanto da terra de mil corações, mil cores. Cirandeiro das boas ondas, Candeeiro de Santa Luzia, entre paz, amor, força, união, fé e canto. A pedra do teu anel, brilha com o Sol Central. Renasço a cada flor, a cada super nova. Alquimista da Magia natural, somos Cavalo e Cavaleiro. Herdeiros. Teia e Aranha. Flor e Beija-Flor. Somos a Vela e a Chama. Entre os Arcanos Maiores, cartas entre Personagens. Um Rio Grande de toda uma vida, velho chico já foi Grande. Hoje é estrangulado pelos meninos d'ouro, pelos Jagunços do Capital. Ser tão sereno! Paranauê? Cuidado, mas não ando só, e quando caio, caio bem. Sou capoeira, sou caboclo, sou grito-alforria. Na República do elaiá. o grito do planeta fome, grita mais e mais alto. No Sertão Atual, Na Babilônia dos Bananas: Sertão devastado é tudo aquilo que vemos, é o que sobrou do "progresso".

Soul Natureza

Eu sou a natureza, eu vivo em mim. Eu vivo na natureza. Eu sou brisa, luar e mar. Eu vivo em mim. Eu natureza sou. Soul satisfy, thanks light, thanks light workers. Love we belive! Natural-Total Amor-Total Máximo Respeito Haux Haux Haux Lux Lux Lux Tudo posso naquele que me fortalece. Babilônia é ilusão, Soul Natureza!

Sal Pesado Sal

Pré Sal é pra temperar agudamente o colapso-hecatombe ambiental mundial: Poluição! Tenho orgulho que temos a tecnologia pra ajudar a acabar com o mundo. Orgulho de ser brasileiro. Orgulho da Poluição!

brasil, meu brasil estrangeiro

brasil, meu brasil estrangeiro meu amado caixa dois-eiro vou cantar-te nas tuas tramóias vou cantar as teus vãos castelos de areia. brasil, meu brasil zombeteiro brasil de toda flor roubam o nectar e toda flor brazil, hi tão brazil comemos gloria futebolistica de votar acreditamos na grande mídia somos tão marginais, adoramos nossos sambas imortais. Somos a lâmina e todo desvio. Brasil, é bem brasil sonegado, meu brasil pré-salado. É na salada do nosso orgulho e nossa glória que não temos vergonha de ser brasileiro, não! A gloria é sempre a gloria, como a gloriosa bandeira! Amamos o brasil coxinha ave tão nida paulista. Queremos todo o poder, todo power e todas luzes. Comemos petróleo, somos feliz em simples sorriso. brasil, teu brasil estrangeiro meu amado lava-jateiro, vou cantar-te nas Olimpíadas! Amamos Renan, Amamos a ti Brasil Nação. Vamos andar de mãos dadas na rua, vamos passear. Vamos andar com coleira. Vamos amor, vamos amora? Somos A Onda! Educatos, EDucados, Edukators! Somos o feijão, o arroz e o carnaval. Sambamos no abismo.

Haicai, Amor Haicai: Berço da Memória

Ela era o meu amor, ela era a minha amora: hoje só sobrou saudade.

1 de jan de 2016

Vil brasil querido


A idoneidade da maioria dos brasileiros é uma piada sem graça.
É raro encontrar um prestador de serviços que não burle para tirar vantagens.
É uma revolta sem tamanho que me toma o corpo, impunidade sempre vem abraçada.
A desesperança de um povo sofrido que merece o sofrimento, por ser vil.
Por tornar a vida mais áspera do que ela já é.
A falta de valores humanos é mãe da criação de todos esses monstros brasileiros.

Filhos da preguiça, do descaso, da impunidade, da ilegalidade.
Filhos de caboclos tortos.
Mortos de alma, feios de coração.

A dor escolhe a ti, povo preferido
que por vezes ferido pela lei do retorno.
É por vezes suborno, por vezes propina.
Os três poderes entupidos de cocaína.
É uma valsa-samba de falsa rima e amor.

É a morte.
Povo de sorte
por ainda não ser banido por Deus.

É asco.
É podridão.
Mendigos comem o lixo do hospital
comem orelhas, vísceras e pulmão.

Pus e desgraça.
Falta de moralidade.
Descaso imbecil.
Sim és brasil
uma pátria da boçalidade.

Terra de um cristo de pedra
estendendo os braços para o assalto.
Falsa religiosidade, falsa alegria.

Povo triste, de morte e desespero.
É uma bala perdida em cada despedida.
É um assalto em cada esquina.
É uma vida sofrida, um medo constante,
infestado de carniça, raça brasileira da preguiça.
É de total descompromisso, és omisso e vulgar.

Porcos vestindo verde e amarelo.
Sois povo incrédulo e desconhecedor da tua própria terra.
Está terra que é roubada, és pátria amada que foi currada.
Os aborigines foram lesados, sois eternos desalmados.

O ipiranga é por vezes poluído,
terra de escarro, regurgitado e cuspido.

Falsa alegria de Carnaval, que na favela, vila,
falta comida, falta esperança, um povo que se cansa
de ser eternamente esquecido.

Morte em cada assalto a mão armada.
Não é só um carro, uma casa e uma carteira
é uma liberdade e paz roubada.

É um nada que nos toma ao invés da esperança.
São de tantos relatos que cansa
os poderes sentados, isolados.
Admirados de comer ratos cheios da pança.

É a vingança de um page desolado:
"que nessa terra ao que viver um estrangeiro
serás o primeiro a morrer pelo teu próprio fel
serás morte doce e fiel".

És de tanta baixaria, o povo que da morte dos outros sente alegria.
Uma corrupção sem tamanho, que vem desde a padaria, e não por ironia
vai até Brasília.

É uma normal sequência de fatos, não espanta que dessa mesma massa
tenha uma autoridade com a mesma idoneidade que um porco de terno
ou policial de propina, um empresário falsário larápio.

É farinha do mesmo saco
que eles não cansam de fazer lagartas e aspirar.
Brasil feito de pó, fome e desespero.

É a morte certa à brasileira.
É a terra do cão, do demônio-porco
que se chama "jeitinho".

São criadores dessa aberração, demônio de mil patas
cospe merda, fala merda, e hipnotiza as vitimas
traz de artimanhas e desdobra, cria a ilusão da resolução.
Feito de improviso e sem competência...
É um jeito de viver a vida como um porco-jeitinho-brasileiro.

A massa porca elege o presidente boçal e está feito o Carnaval.
Vai brasil, da um jeito de sobreviver roubando, sonegando, "corruptando", trapaceando e matando!

Ela é carioca, ela é carioca...
Ele é traficante, ele é traficante...

Leandro Borges

2 de dez de 2015

Sim, beijaste a minha mão

No milisegundo que teu olhar abriu para o meu, mergulhei profundo em ti.
Senti, teu carinho, teus traços, teu toque
Um beijo te dei todo carinho em ponto-momento contido em.
Maça ruborizada.
Olhos nos olhos.
Beijaste a minha mão.
Tão fabulosa.
Mão agradecida, minha.
Coração Enamorado, meu.
Doçura, tua.
Vai alem de todos os doces arabes embebidos no mais puro mel.
Doçura-Ardente, tua.
Beijaste a minha mão...


Leandro Bastos Borges

6 de nov de 2015

Levante-se


Levante-se!
Não se importe com o murchar das rosas.
Tente não se preocupar.
Aguente firme.
Não tenha mais medo.

Pare de sangrar por dentro.
Levante-se e prossiga.
Veja a beleza e a leveza do respirar.

Esse gelo logo derreterá
a avalanche vai passar
e o calor dos nossos corações nos protege.

Não se importe com as estrelas perdendo a vida.
Novas estrelas estão a nascer e a brilhar.
O teu sorriso pode fazer muitas almas brilharem.

Pare de chorar estas águas de dor.
Deixe seu coração voar livremente.

Sem mais sangue, sem mais dores.

Novas rosas irão brotar.
São momentos de vida.
As flores são explosões de amor
feitas em
cor
fragrância
e delicadeza.

Continue o seu caminho
a chave está em você.
Vamos, apenas prossiga.
deixe:
nascer
brilhar
florescer!

Leandro Borges

29 de out de 2015

Porto Alegre Primaveril


Da majestosa natureza a euforia irradia.
Tira da tua beleza teus diversos brilhos
que são postos nos nossos olhos: vibrantes.
O sol ilumina tuas flores, noite e dia.
Faz de Porto Alegre o lugar dos sonhos.

Traz a cor pras almas outrora frias.
Um espetáculo de flores a cair
forrando o chão pelas ruas e avenidas.
Revela a olho nú tua poesia a rir.

Todos tons de lilás e roxo de cores vivas.
Ipês abençoados, a cada ano mais recheados.
Com flores a cair festa de rosa e lilás
gritam a beleza sem igual dos teus caminhos.

Ruas feitas como tuneis de flores.
Foste tu, Porto Alegre primaveril, a fazer
nascer todos os meus febris amores
por ti, pela flor, pela morena e pelo tecer.

Teço a vida, teço a arte, teço a alegria,
teço o sonhar, teço o brincar, teço o amar,
teço o lúdico, a inspiração, a paixão,
o sonhar, a paz, a luta e a esperança.

Leandro Borges - 01/11/2007

20 de mai de 2015

Um mundo nu


Num poço de louça vulcânica a minha alma abre em dois.
Uma quer ver o mar e as estrelas, já a outra me pede mais.
Quer que eu viaje para o longe branco de outro jardim.
São as telhas da alvorada distante de um quase sonho,
tuas curvas de selva e solidão; gratinam o falso oco.

Um ponto de não realidade de uma caretisse intrinsica,
teu luar no por do sol da minha face, criam borboletas gigantes.
São próximas a um território distante, de um raio uivante.
Diria uma filha: Como são feitas as núvens, de açucar?

Tal paladar destrói a vida em sete faces simetricas e equidistantes.
O toldo do chão faz uma parte (de toda a pureza) se perca no rio prateado.
São leões entre mosaicos caledoscópicos; é apenas um simples beija-flor.

Um foco marcando a nítida face de um quase quase, deixa a solidão solteira.
O falso infinito dos teus olhos me transportam para uma realidade quase tátil.
Um porto.
A líquida forma do teu olhar, teus sentimentos exalam um aroma sobrenatural.
Uma palavra.
A casa da memória invadida por seres pelados, banhados de barro.
Teu plano quase certo.
Tua cena infalível.
Caçar um garoto bonzinho para arruinar seu coração.
Vibora.
São teias feitas de sangue e desprezo.
Não caio mais nas linhas, artimanhas: viúva negra.

Soltam os balões cheio de água purpura.
Fala teu som, fala teu coração.

Me deixe voar.
Me deixe sonhar.


Apenas eu vejo, pássaros vivendo a vida, brincando e rebrincando a própria vida.
No mesmo momento os homens levam a serio a vida, se afogam na própria saliva.

Porque se eu digo que é: bom dia.

Porque se eu digo que é: depressão.

Porque se eu digo que é: euforia.

Porque se eu digo que é: alucinação.

Porque se eu digo que é: egocentrísmo.

Porque se eu digo que é: paranóia.

Porque se eu digo que é: solidão.

Porque se eu digo que é: desamor.

Porque se eu digo que é: desencontro.

Porque se eu digo que é: espanto.

Porque se eu digo que é: desilusão

Porque se eu digo que é: fim.

Leandro Borges

Encontro do rio da vida

Conforta teu peito no leito do rio.
Deixa a água lavar, o amor chegar e fluir.
Olha a flor surgir, sente o aroma ao desabrochar.
No teu lar despejado em cor, uma festa, um par,
um sonho, um lago, um olho, uma borboleta, um luar.
Todos de mãos dadas em roda, cirandar a vida.
Chover para lavar, para energizar e nutrir.
Voos coloridos tingem o céu.
Eis que beija a flor.
Beija-flor.
Beija-flor!
Toca devagarinho no coração.
Deixa beijar.
Flutua pelo ar.
Ao voar contempla toda criação.
Vês que és parte da alegria da vida.
Venceu o mundo ao sorrir.
Essência da vida.
Néctar, líquido de luz.
Colibri, coração alado.
Renasce a vida do teu beijo.
Brota a flor no teu peito.
Cria nova vida.
Colore toda a alma.
Transborda de paz.
Faz do corpo extensão
do rio de amor em expansão!

Leandro Borges

Jardim versus borboleta


Aquilo que a gente chamava de amor
ela agora chama de acomodação.

O nosso admirar reciproco
agora ela o tornou um turvo vinho, sentes nojo.

O nosso acarinhar e procuras aladas
se tornou em um desprezo e distância.

Me deixou um uma fina lâmina de vidro
prestes a se despedaçar no abismo.

Assim como despedaçou ao lançar o teu olhar
ao partir, pela ultima vez teus olhos falam adeus.

Aprendi com todos os desgostos, todos os desprazeres.

Aprendi tanta coisa que tenho medo de ter desaprendido a amar.
Se é que um dia soube o fazê-lo em verdade.

Eu sigo.

Matando dragões, vencendo duelos, enfrentei minha dor
minha angustia, meus medos, minhas dores, meu temores
as ansiedades e depressões.

Os mares são revoltos mas eu sigo acreditando.
As cenas ainda ecoam na minha mente mas eu vivo.

Sei cada centímetro do meu pensamento e memória.

Alguém me explica caso saiba a cor.
O seu sabor.
O seu valor.
A sua verdade.
Por favor.

A borboleta não encontra o jardim.
O jardim não encontra a borboleta.

São tantos desencontros, tantas quedas.
Meu mar sem o teu luar, meus olhos sem brilho.

Sem a bússola, meu guia, teu coração.

Leandro Borges

4 de abr de 2015

Chuva de Flores

Eu vejo vento nas árvores a balançar e cai um pingo de cor.
Na minha cidade chove.
A alegria passa pelo ar fazendo tudo envergar e voar.
A cor que vejo desce docemente ao chão faz um baile a sua queda.
Cobre a paisagem de vida e esperança, de um leve aroma doce.
Cai sinuosa flor,
deslizando pelos ares,
enamorando os olhares,
fazendo o tempo congelar,
aquecendo o coração,
colorindo a vida.
Na minha cidade chove.
No meu coração transborda.

Deitados em baixo de um jacaranda, de um ipê
vemos a chuva colorida forrar os nossos corpos nus.
Caem em camera lenta.
Vejo dos galhos até mim cair docemente.
Protegidos pelo teu manto, então choro de alegria.
Estremecido e arrepiado de ver esse chuvisco primaveril.

Todas as árvores floridas compõem o espetáculo divino.
Reluzem as cores aos quatro ventos.
Na minha cidade há muitos encantos e amores.
Em Porto Alegre chove horrores: chove flores.

Leandro Borges

31 de dez de 2014

Alma-Flor-Amor-Primavera-Paixão


É uma grande flor, composta de varias flores.
Uma grande flor para dar luz.
Uma flor-luz de vida, para renascer luz, dar/receber luz.
É onde as luzes se encontram e encarnam em luz.
A Primavera, A vida, A esperança.
A sala onde escutamos o tambor-coração de nossas mães.
Onde nadamos na luz-água da vida.
Nucleo de transformação e crescimento.
Onde o amor gera amor, alimenta e multiplica.
Dois corações batem, duas respirações fluem.
Onde a vida desabrocha.
Ninho da alma da flor.
Flor-mangedoura da flor.
Amor fruto da flor.
Palco-flor da paixão.
Paixão regada a Eterna-Primavera.
Leandro Borges

22 de set de 2014

Relatos de outro mundo


Agora quero apenas o teu bem.
Longe de mim, assim não te faço mal.
Minha presença agora te atrapalharia.

Não importa mais os porquês!
De qualquer forma é melhor assim.
Fato é que eu não encarava a realidade.
Pintei um quadro de ilusão para não ver a realidade dura.
Devia ser pensamento mágico, Freud já disse isso...
Vou só lembrar dos tempos bons e de tantas coisas que aprendi contigo.
Vejo que no momento é melhor ficar sem falar comigo, porque te incomodaria... Por outro lado foi bom ter sonhado nesse tempo que passou.
Os loucos e sonhadores são genuinamente felizes.
Espero que tenha te ensinado algo e que tenha deixado lembranças, espero que boas.
Queria que fosse de outra forma, mas assim é melhor pra ti, ficar sem nos falarmos por tanto tempo até o momento que ficares confortável ao ver a minha presença.
Sempre escrevo demais e me exponho demais, alias sou muito intenso, vou procurar moderar bastante. Se falei coisas que discorda, tudo bem, não me leve a mal... Aquela opinião é embassada em experiência de vida, mas deixa pra lá. Releia depois de dois meses ela.
A depressão é algo muito tenebroso, triste e horrível. Hoje tenho raiva de ações que tive, revi minhas atitudes, tenho que por meus pés no chão e escutar e entender melhor o que me dizem, na cara com todas as letras. eu escrevi já muitas coisas tristes, poemas, contos e pensamentos. É tudo culpa minha. Estou cansado da minha idiotice, meu lirísmo idiota, romantismo lunático idiota e sonho de ilusões fétidas.
Isso é comigo. De ti vou lembrar das coisas boas. Não escondo que teve coisas negativas, mas lembro apenas para crescer.

Os galhos curvos, arcados pelo vento. Um clarinete toca uma música mui suave.
É grave e bela. Assim os dias parecem os mesmos para ela.
Seu corpo não reage, é estranho. Não faz muito tempo que ele pensara em uma aventura para temperar a sua vida. Seu único próximo era o seu irmão menor. Tinha dó. Eles eram só e passavam fome. Não tinham nome. Eram filhos da falta de amor.

A grama verde lhe parecia cinza, era uma dor que tinha e gostava de cultivar. O lixo da rua, do seu lar, cresciam. Via a podridão como algo restaurador do universo. É pelo apodrecer que o mundo se renova. Pintura da sua vida andava.
Os ventos e ondas de ar estavam a brincar. Eram estrabulegas. Ficavam a sonhar com mundos de ar, um picadeiro de ventanias. Cachoeira de um dançar, tufão, não era o chão, era aquela massa aérea se arrastando e fulgorando pelos mares dos ares.
O pequenino irmão dela era louco. Uma epifania, uma contradição. Gostava do vento e era atento aos movimentares se seus andares.
Era do alto que avistava a cova rasa de sua irmã. Era seu fã, por ser uma irmã afável. Mui amável, embora nunca demostrase, ela ficava parada, no meio da montanha de lixo, parecia uma bailarina de pernas tortas e renga.
Canção de ninar, metralhadora no ar. Melodia rotineira, era lindo: brincadeira. Uma tuba fazia canção e mais um morto estendido no chão! Tocavam pianos em calda e escorria como enxurrada um sangue amargo de desgraça.
A vida era ótima, em um pais abençoado. Somos todos sequestrados e nossa massa cinzenta espalhada pelo chão depois de um tiro muito amável a queima roupa.
Ela e ele são dois anjos que moram no podre do coração.
A terra brasileira de ladrões que destroem vidas, é lida a chacina.
Crueldade por tanto amar. Banho de drogas pra sustentar a ação.

- É condição humana, se tudo fosse já definido não haveria nada pra ser vivido.

Entenda a grandiosidade do viver, sim é uma interrogação mas não de tristeza e sim de beleza e alegria.
Ria, sempre ria. Por mais que o mundo te de motivos pra chorar.
Chore um dia.
Triste mais um dia.
Em depressão em outro.
E só mais um não resolvido.
Então ao resolver, a dor se vai, vai o choro, sem tristezas, e os amargos dias se tornam doces.
São meses de alegria num ano, e apenas semanas para resolver. Muita valia.
Somos cria. Crie amor, compartilhe; minha completa vida não é desse mundo. Não me importo.

Leandro Borges
Cuidar e proteger, e não ter medo.
Buscar a força, mesmo estando fraco.
Permanecer cuidando.
Não se importar com os ruídos.
É difícil, mas é preciso lutar outra vez, e com mais cores.

Dançar mais uma vez a valsa, não tão bem compassada,
mas com a gana de não soltar as mãos,
não pisar nos pés, olhar nos olhos profundamente,
seguir a canção e dançar vamos.

Mesmo que num samba feliz, dancemos uma valsa triste.
Mesmo que a estrada pareça torta, sigamos.

Lembro de como fui feliz sempre que furei a tristeza
e embalado pelas valsas tristes da vida me permiti sonhar.
Me permiti realizar e fazer os outros feliz.

Ver o brilho dos olhos, e fala tão feliz, como me fizeste feliz.
Sei que Paris te fez me lembrar de mim, feliz também ficaste.

O desejo que me deixaste de ser tão feliz e tão feliz busco ser,
mas como há curvas nessa estrada e me pego a chorar.

Como há tantos sois em tantos dias se pondo tão lindamente,
e eu percorrendo entre ponteiros, sem poder ligar pra vida.
Preso em concretos, asfaltos, ponteiros e compromissos.

Eu tão omisso a tudo aquilo que amo e que faz bem.

Proteger, voar e cantar.

Ao meu cantar, que me salva, sou o pássaro de meus antepassados.
Sigo nessa esperança estradeira de furar o tolo chorar.

Nas próximas leguas dessa estrada, pararei mais aos poentes,
as cachoeiras, os amores brandos, as olhos estrelados, tão ao lado.

Com minhas ideias tão revolucionarias nem por um segundo
quero arrancar lágrimas nem dores em ninguém.

É pela alegria que luto, é pelo frutífero caminho que prezo.


18 de ago de 2014

Queimo incensos de minha mãe.
Sigo tudo aquilo que ela me ensinou.
Grato Eterno por seus ensinamentos e amor.


6 de ago de 2014

Caos primordial 2.0


Pesadelo de Dalí.
Hades de Gaudí.
Óvulo putrefato.
Espermatozóide aniquilado.
Pata de metal.
Lago hexadecimal.
Rio binário.
ULA carnal.
Chip medroso.
Humor aquoso.
Útero-fake nervoso.
Elétrico feto.
Energia radioativa.
Internet lasciva.
Razões contaminadas.
Latões infectados.
Vísceras alteradas.
Genes configurados.
Asas amputadas.
Corpos derretidos.
Casas amassadas.
Vidros estilhaçados.
Fumaça infinita.
Cybersociedade maldita.
Furações ácidos.
Terremotos globais.
Tsunamis monstruosas.
Meteoros colossais.
Inundações tóxicas.
Vírus imortais.
Bactérias horrendas.
Oceano sangue.
Gritos dantescos.
Cotidianos ionescos.
Tormentas afiadas.
Facas cravadas.
Dores terraquias.
Pólvora verde.
Carne em tonelada.
Água parada.
Pele em fervura.
Carros picados.
Prédios arruinados.
Poeira manto.
Morte nua.
Pobreza crua.
Fomes de alegrias.
Almas canibais.
Doenças cotidianas.
Danças insanas.
Fogo, negro.
Praga de Platão.
Vida em Plutão.
Árvores, submersas.
Gelo devorador.
Podre governador.
Meros senadores.
Ventos corruptores.
Rôbos, carinhosos.
Humanos, mortos.
Televisão à vapor.
Computador à lenha.
Amanhecer em marrom.
Queda de Dumont.
Céu cor de rosa.
Morte dolorosa.
Relógio fritado.
Calmaria mui fria.
Falsete-amor.
Hemorragia de bytes.
Neve brilhante.
Granizo latente.
Ódio colorido.
Música muda.
Face desfigurada.
Absinto de Byron.
Água flosflorecente.
Queda de Debuison.
Terra ardente.
Lava incandescente.
Não, vida.
Sim, ferida.
Cybertrônicos amáveis.
Sinapses abomináveis.
Sonhos digitais.
Devaneios em gás.
Realidade temporal.
Ansiedade abissal.
Sofrimento avassalador.
Hitech criador.
Deus digital.
Angustia oceano.
Sentimento esquartejado.
Alma dilacerada.
Sonda escondida.
Ideais incinerados.
Castelos soterrados.
Ar melado.
Mel áspero.
Aspereza cruel.
Crueldade alerta.
Alerta óbito.
Óbito divíno.
Chacina banal.
Abominação viral.
Crueldade irracional.
Cegos pregos.
Pus solidão.
Plus podridão.
I/O, escarro.
Processador, escarnificador.
Fake-amor.
Silícios carrascos.
Solidões em vácuos.
Vidas simuladas.
Amores emulados.
Sombra do viver.
Esquerda de Günter.
Matrix Lado-B.
Crise de Freud.
Febre tifóide.
Guetos marginais.
Exposições acidentais.
Explosões emocionais.
Descargas mentais.
Ilusões racionais.
Mortes astrais.
Mentiras letais.
Falta pão.
Sobra cão.
Corroí osso.
Aniquila músculo.
Dissolve o cérebro.
Inferno à cima.
Paraíso à baixo.
Olhos cerrados.
Falsas palavras.
Forcas ocas.
Força pouca.
Fala rouca.
Vil nação.
Metal líquido.
Aço lixão.
Ferro torcido.
Material destruído
Máquinas autônomas.
Criança-Robô.
Destruição feroz.
Dança Butô.
Katana algoz.
Samurai retrô.
Hashi vintage.
Gueixa vernisage.
Tokyo tablóide.
Fome Andróide.
Tintas comestíveis.
Esculturas embriagantes.
Sons estonteantes.
Luzes famigeradas.
Arenas caladas.
Focos glutões.
Monstros ladrões.
Feras do terror.
Mundo interior.
Heróis liquidados.
Milagres anulados.
Deus avesso!

Leandro Borges

27 de jun de 2014

2 de jun de 2014

Velho nojento


Amargura da amargura...
fel, farpas e grilhões
mágoa, lodo, praguejar e amaldiçoar
fala incisiva
lida grossa

voam sapos e mais sapos
gole a gole

casca dura, barra, pedra e pedreira
engole cada pequeno veneno
morte lenta
envenenado vai sem perceber
esbraveja, late, cospe espinhos...
cospe fogo


espera o teu retorno, porque o espelho não perdoa

Leandro Borges

asco-escarro-nojo

oco
sinto pouco
ouço torto
falo rouco
cansado, morto
mira a dor dos olhos meus
diz que não são mais teus
que são de Deus
que os olhos meus
não há mais estrelas
não há mais sabor
não há mais calor
não há mais cor
não há mais certezas
deita flor
deita tristeza
chora teu canto
canta a tua dor
deixa teu vazo em resto
arrasta tua mágoa
cala a tua fala
transborda de lágrimas
descansa teu peito
foge dos espinhos
recolhe as rosas amassadas
cobre tua face
guarda os cacos
zela o teu coração
esquece as poeiras da memória
abole os gritos da história
triste nasce a dor
feia, escarro a face
nojo do teu leito
asco da tua cara
menina feia
não serve pra amar
Leandro Borges

15 de fev de 2014

Naipe

Eu que já dancei tantas músicas, tantos ritmos.
Mesmo sem saber o padrão danço a onda.

Encontro dentro de mim meu naipe,
e ele não para de girar.

Nessa cidade tão grande, mas tão pequena de pessoas.
Não encontro os naipes certos.

Nenhum.
Meu naipe são todos.
E fixamente naipe do além.

Não posso viver essa vida aquém.

Vejo além matéria.
Somos seres de luz.
Somos seres com alma.
Não posso destruir meu corpo.
Não posso destruir minha caminhada
longa caminhada de muitas vidas.

O naipe da mente fechada.
O naipe do fechado as coisas novas.
O naipe do desagredor.

Não esses não são meus naipes, e me vejo fora disso.

Não posso lutar contra minha natureza.
Também não posso lutar contra meu coração.

Como posso encontrar meu par para meu as de coração?

São Paulo, minha paixão e minha maldição.


Nessas ruas por vezes tão frias


O que vale também?


Trabalhar no que se ama mas uma vida infeliz.

Ou viver uma vida feliz, dançar e dançar
e trabalhar para viver feliz, e deixar os oficios de lado?

Porque a vida é um assopro fugaz. 

6 de fev de 2014

Tuicha Îguaçu

Precisamos de direitos,
liberdade de protestar,
liberdade de questionar.

Precisamos de ações,
ações de protesto,
ações de questionamento.

Porque nem todas leis nos representam.
Porque nem todo imposto queremos pagar.
Porque nem sempre é justo as regras que estão em voga.
Porque temos pensamento próprio, temos ideias próprias,
repensar leis, impostos, constituição, impostos, educação,
filosofia, liberdade, transporte, sustentabilidade,
luta de classes animais, educação, saúde e todos lados
de uma vida em sociedade, entre seres quase humanos.

Onde um por cento decide em dissonância ao noventa e nove por cento.
Onde um por cento rouba, é chegada a hora da grande onda se formar.

Tsunami de rosas gigantes, flores agigantadas, uma primavera nunca antes vista.
E quando for inverno, outono ou verão: ainda será primavera.
E quando me perguntarem que horas são, sempre será hora de gritar, dançar e cantar.
Mas não o fazemos dormindo, mega levante, estamos de olhos abertos
os vaqueiros, petroleiros e banqueiros e presidentes afogados.

A cada novo dia, redobrar a onda, a cada novo dia, redobrar o amor.
Onde centenas de milhões de pequenos corações,

se coração de formiga

Imagine essa onda onde formigueiros tomam as ruas, formigueiros por amor
a rua, levantada, inundada, soterrada, iluminada, colorida: tão livre.

Por que creio, somos um povo que sabe carnavalizar sua indignação,
e não por recreio, festejo ou festa: por justiça e alegria de um novo porvir.

Flores tão gigantes, cada cidadão, cada cidadã.
Primavera da Utopia Socrática, Primavera de Coração Latino.
Onde o calor é mais importante que o ouro.
Onde humanos ainda tem humanidade.

Não por vaidade ou fama, mas meu peito se inflama e pede dignidade.
Se não podemos ser iguais, que tenhamos igualdade de dignidade,
igualdade de liberdade, igualdade de educação de qualidade,
e tantas igualdades que precisam serem providas a todos.

Tsunami tão bela e tão singela, vivemos as cores do teu agora, da tua aquarela.
Os reacionario se afogam na grande onda.
Os defensores da alegria publica: tsunameam.

Um dia acordei, e vi lama por todo lado.
Então busquei um novo caminho, nova vida.
Onde não sou sustentado pela lama.
Conversei com muitas flores,
conversei com irmãos que dormem nas ruas.

É pelo Tsunami que meu coração bate, não mais por mim mesmo.

Mainumby Arapoty

Ser fogo, Água e Raiz

Feixes de sol atrás do horizonte em plena noite de lua cheia,
andando em trilhas sem lanterna e feliz.

Os olhos dos olhos podem ver além.

Enquanto a moça cria em seu interior um novo sol.
Cristais abrigados em amor materno.

Meditar ao coração, deixar reinar a paz.
Mais um pôr-do-sol enchendo a alma.
Mais um banho de mar irrigando a alegria.

Gratidão pelos dias de aprendizado,
gratidão pelos dias de glória.

Pois depois de três dias de chuva intensa, vem o sol.

Só posso cantar, na hora de cantar.
Só posso purificar, na hora de purificar.

Pintei quadros internos, com cores novas, com cores em luz.
Arrumar a casa, andar a pé, andar sabiamente protegido ora descalço.

Se a água é fonte tão simples e cura ainda.. andam a poluir?

Prefiro a trilha mais bonita, e não a mais rápida.
Onde contemplo o vale, a praia, o horizonte e a brisa.

Não encontrei ninguém para unir tão profundamente.
Caminhos com valores, valores de coração.

Não vou ferir meu coração, não faço por fazer.
A empafia humana não deixa ouvir e ver o obvio.

Há muita sabedoria fora de nós, nas irmãs árvores, nos irmãos pássaros,
no grande útero oceano, nos nossos avós solos, primas pedras.

Ao abraça-la, senti além seiva, senti e aprendi sua sabedoria.
Alegria de dançar ao vento, ser fogo, ser água, ser raiz.

Mainumby Arapoty

3 de fev de 2014

Quando Choro

Quando choro sei que o fluxo me liberta de toda tristeza e toda alegria.
Quando choro sinto-me também raiz do planeta terra, sou rio.
Quando choro vejo na gota, a manjedoura da vida.
Sei que quando choro, em algum lugar do mundo faz sol.

Lágrimas de esperança, lágrimas de sonhos, lágrimas psicodélicas derretidas.

Mainumby Arapoty

13 de nov de 2013

Alegria Transcendental


Constelações de fogos de artifício.
São os ares do novo tempo que
dentre o fogo se faz presente.
Apenas um transbordar de alegria
toda o alma, corpo e mente.

Alforria da dor, a beleza do flutuar
entre o silêncio e a calmaria.
Síncronos saltos para o ápice
se faz no palco da vida.

A arte eu me mostro cru e transparente.
Alegro nos embalos da canção
que linda se faz em um oceano de vibração.

O regorgizar, a alegria
e o jubilo: transcendentais.
Todas as cores parecem dobrar
e transbordar de cores e sons.

Lindo é a queda livre.
O penhasco de liberdade.
A falta de chão nos dá a liberdade.
Há grande firmeza mesmo sem base.

A grande celebração da vida
cânticos ei de entoar e agradecer.
Grande presente nos foi dado.

Turbilhão de explosões.
No meu corpo há o brotar da flor.
A trilha me deixa em seus
braços a descansar enfim.

Leandro B. C. Borges - 5/2005

Dance


Permita-se dançar aos quatro ventos.
Lance no espaço toda a sua graça
e toda a magia da sua energia.

Flutue e escorra pelo chão.
Faça do seu baile a própria celebração.
Crie novas formas de descobrir seu corpo.

Embale-se com amigos em roda.
Fure o vento e os problemas.
Seja amigo da sua natureza.

Cresça e expanda com seu corpo
e deixe toda energia circular.
Faça do momento alegria em movimento.

Ande na corda bamba e no picadeiro.
Dance nas ruas, nas chuvas e nos luares.
Cante com seu corpo gratificado
entrelace o tempo com o seu vento.

Deslize pelas camadas de ar com élan e prazer.
Seja da sua forma e mostre ao mundo quem você é.
Faça amigos e seja amigo a todo corpo de baile.

Renasça na dança.
Liberte seu corpo.
Abra seu plexo.
Seja vivo e vibrante.
Dance em todas as direções.
Permita-se todo o espaço.
Crie novos corpos.
Faça de si a própria liberdade.
Sinta a textura de cada passo.
Seja firme na sua presença.
Brinque como criança.
Acarinhe seu corpo com as ondas da melodia.
Voe com gratidão e honra.
Ocupas o espaço que mereces.
Orgulhe-se de poder falar com a sua forma.
Perceba a sutileza e grandiosidade da vida.

Aprenda com a natureza.
Seja pequeno e grande.
Ajude quem adoece
e perdoe quem te aborrece.
Seja sublime e simples.

E não esqueça: nunca deixe de dançar.

Leandro Borges
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