Seguidores

2 de dez de 2015

Sim, beijaste a minha mão

No milisegundo que teu olhar abriu para o meu, mergulhei profundo em ti.
Senti, teu carinho, teus traços, teu toque
Um beijo te dei todo carinho em ponto-momento contido em.
Maça ruborizada.
Olhos nos olhos.
Beijaste a minha mão.
Tão fabulosa.
Mão agradecida, minha.
Coração Enamorado, meu.
Doçura, tua.
Vai alem de todos os doces arabes embebidos no mais puro mel.
Doçura-Ardente, tua.
Beijaste a minha mão...


Leandro Bastos Borges

6 de nov de 2015

Levante-se


Levante-se!
Não se importe com o murchar das rosas.
Tente não se preocupar.
Aguente firme.
Não tenha mais medo.

Pare de sangrar por dentro.
Levante-se e prossiga.
Veja a beleza e a leveza do respirar.

Esse gelo logo derreterá
a avalanche vai passar
e o calor dos nossos corações nos protege.

Não se importe com as estrelas perdendo a vida.
Novas estrelas estão a nascer e a brilhar.
O teu sorriso pode fazer muitas almas brilharem.

Pare de chorar estas águas de dor.
Deixe seu coração voar livremente.

Sem mais sangue, sem mais dores.

Novas rosas irão brotar.
São momentos de vida.
As flores são explosões de amor
feitas em
cor
fragrância
e delicadeza.

Continue o seu caminho
a chave está em você.
Vamos, apenas prossiga.
deixe:
nascer
brilhar
florescer!

Leandro Borges

29 de out de 2015

Porto Alegre Primaveril


Da majestosa natureza a euforia irradia.
Tira da tua beleza teus diversos brilhos
que são postos nos nossos olhos: vibrantes.
O sol ilumina tuas flores, noite e dia.
Faz de Porto Alegre o lugar dos sonhos.

Traz a cor pras almas outrora frias.
Um espetáculo de flores a cair
forrando o chão pelas ruas e avenidas.
Revela a olho nú tua poesia a rir.

Todos tons de lilás e roxo de cores vivas.
Ipês abençoados, a cada ano mais recheados.
Com flores a cair festa de rosa e lilás
gritam a beleza sem igual dos teus caminhos.

Ruas feitas como tuneis de flores.
Foste tu, Porto Alegre primaveril, a fazer
nascer todos os meus febris amores
por ti, pela flor, pela morena e pelo tecer.

Teço a vida, teço a arte, teço a alegria,
teço o sonhar, teço o brincar, teço o amar,
teço o lúdico, a inspiração, a paixão,
o sonhar, a paz, a luta e a esperança.

Leandro Borges - 01/11/2007

20 de mai de 2015

Um mundo nu


Num poço de louça vulcânica a minha alma abre em dois.
Uma quer ver o mar e as estrelas, já a outra me pede mais.
Quer que eu viaje para o longe branco de outro jardim.
São as telhas da alvorada distante de um quase sonho,
tuas curvas de selva e solidão; gratinam o falso oco.

Um ponto de não realidade de uma caretisse intrinsica,
teu luar no por do sol da minha face, criam borboletas gigantes.
São próximas a um território distante, de um raio uivante.
Diria uma filha: Como são feitas as núvens, de açucar?

Tal paladar destrói a vida em sete faces simetricas e equidistantes.
O toldo do chão faz uma parte (de toda a pureza) se perca no rio prateado.
São leões entre mosaicos caledoscópicos; é apenas um simples beija-flor.

Um foco marcando a nítida face de um quase quase, deixa a solidão solteira.
O falso infinito dos teus olhos me transportam para uma realidade quase tátil.
Um porto.
A líquida forma do teu olhar, teus sentimentos exalam um aroma sobrenatural.
Uma palavra.
A casa da memória invadida por seres pelados, banhados de barro.
Teu plano quase certo.
Tua cena infalível.
Caçar um garoto bonzinho para arruinar seu coração.
Vibora.
São teias feitas de sangue e desprezo.
Não caio mais nas linhas, artimanhas: viúva negra.

Soltam os balões cheio de água purpura.
Fala teu som, fala teu coração.

Me deixe voar.
Me deixe sonhar.


Apenas eu vejo, pássaros vivendo a vida, brincando e rebrincando a própria vida.
No mesmo momento os homens levam a serio a vida, se afogam na própria saliva.

Porque se eu digo que é: bom dia.

Porque se eu digo que é: depressão.

Porque se eu digo que é: euforia.

Porque se eu digo que é: alucinação.

Porque se eu digo que é: egocentrísmo.

Porque se eu digo que é: paranóia.

Porque se eu digo que é: solidão.

Porque se eu digo que é: desamor.

Porque se eu digo que é: desencontro.

Porque se eu digo que é: espanto.

Porque se eu digo que é: desilusão

Porque se eu digo que é: fim.

Leandro Borges

Encontro do rio da vida

Conforta teu peito no leito do rio.
Deixa a água lavar, o amor chegar e fluir.
Olha a flor surgir, sente o aroma ao desabrochar.
No teu lar despejado em cor, uma festa, um par,
um sonho, um lago, um olho, uma borboleta, um luar.
Todos de mãos dadas em roda, cirandar a vida.
Chover para lavar, para energizar e nutrir.
Voos coloridos tingem o céu.
Eis que beija a flor.
Beija-flor.
Beija-flor!
Toca devagarinho no coração.
Deixa beijar.
Flutua pelo ar.
Ao voar contempla toda criação.
Vês que és parte da alegria da vida.
Venceu o mundo ao sorrir.
Essência da vida.
Néctar, líquido de luz.
Colibri, coração alado.
Renasce a vida do teu beijo.
Brota a flor no teu peito.
Cria nova vida.
Colore toda a alma.
Transborda de paz.
Faz do corpo extensão
do rio de amor em expansão!

Leandro Borges

Jardim versus borboleta


Aquilo que a gente chamava de amor
ela agora chama de acomodação.

O nosso admirar reciproco
agora ela o tornou um turvo vinho, sentes nojo.

O nosso acarinhar e procuras aladas
se tornou em um desprezo e distância.

Me deixou um uma fina lâmina de vidro
prestes a se despedaçar no abismo.

Assim como despedaçou ao lançar o teu olhar
ao partir, pela ultima vez teus olhos falam adeus.

Aprendi com todos os desgostos, todos os desprazeres.

Aprendi tanta coisa que tenho medo de ter desaprendido a amar.
Se é que um dia soube o fazê-lo em verdade.

Eu sigo.

Matando dragões, vencendo duelos, enfrentei minha dor
minha angustia, meus medos, minhas dores, meu temores
as ansiedades e depressões.

Os mares são revoltos mas eu sigo acreditando.
As cenas ainda ecoam na minha mente mas eu vivo.

Sei cada centímetro do meu pensamento e memória.

Alguém me explica caso saiba a cor.
O seu sabor.
O seu valor.
A sua verdade.
Por favor.

A borboleta não encontra o jardim.
O jardim não encontra a borboleta.

São tantos desencontros, tantas quedas.
Meu mar sem o teu luar, meus olhos sem brilho.

Sem a bússola, meu guia, teu coração.

Leandro Borges

4 de abr de 2015

Chuva de Flores

Eu vejo vento nas árvores a balançar e cai um pingo de cor.
Na minha cidade chove.
A alegria passa pelo ar fazendo tudo envergar e voar.
A cor que vejo desce docemente ao chão faz um baile a sua queda.
Cobre a paisagem de vida e esperança, de um leve aroma doce.
Cai sinuosa flor,
deslizando pelos ares,
enamorando os olhares,
fazendo o tempo congelar,
aquecendo o coração,
colorindo a vida.
Na minha cidade chove.
No meu coração transborda.

Deitados em baixo de um jacaranda, de um ipê
vemos a chuva colorida forrar os nossos corpos nus.
Caem em camera lenta.
Vejo dos galhos até mim cair docemente.
Protegidos pelo teu manto, então choro de alegria.
Estremecido e arrepiado de ver esse chuvisco primaveril.

Todas as árvores floridas compõem o espetáculo divino.
Reluzem as cores aos quatro ventos.
Na minha cidade há muitos encantos e amores.
Em Porto Alegre chove horrores: chove flores.

Leandro Borges
Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.