Seguidores

16 de jul de 2007

Renascer


Fim de Agosto.
Fim do desgosto.
Fim da omissão do falar.
Fim da falta de olhar.
Fim da ausência do gosto.

Entendo o amor sozinho.
É em verdade solitário.
Mesmo doando.
É só.
Amor tipo grudados, dependência.
Demensia.
Doença.
Falsa crença.

Amor de verdade.
Amor de saudade.
Amor de saúde.

Sem receitas, sem tempo, sem época.
Apenas dois amantes.
Dois diamantes.

É bonito a emoção.
Eis que leva tudo a perder: razão.
Emoção do outro lado da balança.
Ao pesar seu lado, em demasiado.
Sim, também cansa.
O preciso equilíbrio - é preciso.
Um colar em dueto de cores.

É o meditar do coração inflamado.
É o poderiu de gran serventia, alegria.
A cabeça, centro de força ativado.
Floresça.

São dois seres alados.
Um delicado e outro relicário
cenário, imaginário
meu corçario, meu pário.
Tudo fantasia, coração.

Feito de tubos de energia,
caminhos feitos, retos, lógica,
razão, fatos, realidade.
Dentro da cabeça, a cidade.
O mundo das idéias.

Como uni-los numa caldeira.
Fazer a solução luz.
Um casal sustentado pelo movimento.
Mental e emocional.

No meu casamento não quero um funeral.
Quero a união, cumplicidade, ligação,
amor infinito, tudo bonito, bonito!

És forte leão? E teu coração?
Como anda? Onde te aflige, que te espanta?
És feliz apenas cantando? Um solilóquio somente?
Tem certeza, está contente?

Trago-te a leoa sagrada, não a descuide.
Não crie um monstro, não a fira; és pira.
Respira, ela é lira.
Trate-a como flor.
Tens amor! - tens amor - tens amor; muito amor.

Uma cachoeira de cor.
Paleta de cores.
Sabores.
Brilho de areia ao luar.
Aonde está o céu?
Em cima? Em baixo?
São tantas estrelas.

Um cenário de magia.
O amor se cria.
Veja a borboleta, sorria.
Chegou o tempo certo: alegria!
Vamos cantar de novo decor.
Chegou a nossa hora, momento mor!!!

Jogo palavras no papel.
Faço bordado letrado.
Estou fardado do brilho.
Não sei se são estrelas ou se são cores. Sim cores do rio celebre. Me deito a cabeça. Eis que bebe, bebe. Vôo pelo vale encantado, todos nós aqui somos seres, um tipo: alado.

A primavera já vai chegar e eis que um mundo novo surge aos meus olhos. Não é mais a carne. É a alma. Desvendar, precisamos despir. Quero me conhecer. Cada bloqueio, as raízes, alguns porquês e algumas dúvidas pra compôr.

Entender o que entendo, pelo que os outros chamam de "amor"!
Eu chamo de verdade.
Pois se não for assim, ele nunca existe ou existiu.

Leandro Borges - 16/08/2006

Nenhum comentário:

Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.