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29 de dez de 2008

Reino de sonho


Sonhos insólitos esfacelam com um tiro de flores.
Explode uma bomba as cinco horas na avenida central;
pinta, com excessos de tinta tudo ao redor.

Manchas vermelhas, pingos em amarelo, respingos de azul,
borrões em roxo, tudo profundamente sujo em multicores.

Há ainda muitas pessoas na sala de jantar
continuam a nascer e nascer e morrer e morrer.

Ilumina os jardins com um feixe feito de aves brancas
Um clarão em arrevoada, batem asas e ventam.
Uma golfada de ar entre os cabelos, leves e soltos.

Correm soltos, envoltos em canção, parte, pulsa,
parte e expulsa todas as mortes em pôr-do-sol.
Irrisória promissória de um falso amor.

Tigres distorcidos, leões derretidos, baleias voam
entre nuvens lilás e esmeralda, esguicham jatos em prata.
Reluzem em sua pele de vitral, baleia de sonho e frescor.

Leandro Borges

Um comentário:

joão pedro wapler disse...

muito legal. tu tinha que ler outro cara foda: dylan thomas. tu vai se identificar bastante.

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