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8 de dez de 2008

O despertador


Eis então ele sobe ao topo do monte. Infla forte os seus pulmões e dispara as quatro pétalas da rosa dos ventos um leve e ressonante canto. Uma melodia invade todas as dimensões. Reverbera nos corpos. Traz luz. É quebrado a bruma do sono que cobria todos os lugares. Olham a sua volta, admiram o horizonte, todos já com os olhos abertos, ainda assim, abrem os olhos. Acordam depois de décadas. Seus olhos brilham mais do que nunca. Seus corpos irradiam luz. Outros saem de seus tronos, cavernas, casulos, esferas. Rompem a barreira, abrem seus corpos, também começam a irradiar luz. Então ele vê com alegria, e todos inflam forte os seus pulmões e disparam as quatro pétalas da rosa dos ventos um leve e ressonante canto.

Leandro Borges

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