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Corre a vida

29/04/2009

Um passo fora do espaço.
Digo que fui um.
Não pise na grama.
A tarde e a noite transadas.
Manofaturo meu fururo.
Teço no aqui e agora.
Sai, de uma esfera para outra.
Um subito espasmo no tempo.
Vê num flash toda a vida.
O pouso da memória
No porta-aviões dos sonhos.
Corre, deixar correr,
que essa corrida é merecida,
é digna e febril.
Tangueia no Samba e
Samba no Tango.

Leandro Borges

1 comentários:

  1. joão pedro wapler disse...

    este é foda. belo mesmo. poesia pura.

    5 de Maio de 2009 09:45  

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