Le diz:
tudo volta ao lugar, quando o vento soprar
Le diz:
a sombra de uma rosa nunca é igual a outra
Le diz:
a cada dia incide um raio de sol de angulo diferente
Le diz:
o vento sopra e altera a sombra, traz movimento
Le diz:
o tempo pode ralentar a sobra, trazendo ao pensamento uma outra forma
Le diz:
ao fim e inicio, em um ciclo, a vida torna a mostrar a sombra fiel
Le diz:
não me importa a sombra, os ventos e tempestades, e sim a rosa
Leandro Borges
1 de jul. de 2008
26 de jun. de 2008
Real Cristão
Uma voz voa baixo.
Tinge o céu de calor.
Tange o coração em flor.
Um botão de rosa perfumado.
Suave aroma da vida
Revela a energia da natureza.
Desencanta a beleza interior.
Pulsa no peito
Dorme em meu leito.
Mergulha no sol dourado
e transborda em cor, calado.
Paz e harmonia
Renova a vida.
Força a luz se criam.
Círculo ao interior
Viajo profundamente.
Encontro ao centro: Eu.
Amor.
Paz.
Luz.
Sigamos libertados da cruz.
Para o alvo, a verdade e a vida.
Leandro Borges
25 de jun. de 2008
Bato, corro e grito!
Vivemos num tempo que pra muitos de não-amor.
Ao trabalho, nas relações pessoais.
Falta de amizade, confiança.
Falta de carinho.
Falta de real casamento.
Nada mais faz sentido em um mundo de bolhas.
Perco o meu infinito.
Bato.
Corro.
Grito!
Respiro calado.
Fluxo trancado.
Ando em oito.
Volto ao fluxo curvilíneo.
Para voltar.
Acalmar.
Leve.
Aquietar o coração.
Regalo de amor.
Do amor, o amor nasce.
Montes e vales.
Rios e mares.
Reluzem em cor.
Transbordam amor.
Leandro Borges
23 de jun. de 2008
Bolhas Mulheres
Labels:
triste
Estouram pelo ar, mulheres ao luar.
Sobra apenas a lembrança das sombras delas.
Lembro das sombras num momento passado.
Ainda escuto o estouro de cada bolha.
Vejo em morte de películas de sabão.
O brilho que reluz furta-cor.
Arco-íris há ao fundo, explosão.
Acaba a cada, um mundo, dor e terror.
Pequeninas partículas de morte-ilusão.
Vejo uma enorme nuvem de bolhas.
Explodem.
Bolhas.
Explodem.
Mulheres.
Explodem.
Bolhas.
Explodem
Mulheres.
Explodem, uma a uma, explodem!
Muitas mortas...
Leandro Borges
Manifesto à pequena
Labels:
menina
Ouça com carinho, pois falo com muito zelo e cuidado.
Falo baixo ao teu ouvido estas palavras sinceras.
Não estou para jogar ou para ter.
Não quero te conquistar ou tomar posse, pois não é terra.
Não usaremos as cochias ou subterfúgios.
A mentira é uma ação banida.
Não faremos idolatria ou adoração.
Que nenhum seja do outro o chão.
Que não haja dominação, pois somos lado a lado.
Faço as tuas as minhas alegrias.
Te aceito como és, sem lentes.
Faças o mesmo por mim pequena.
Ame meus adornos e minhas arestas, pois se me amas, me ame por inteiro, que eu assim também o faço.
Faz as minhas as tuas alegrias.
não idealizaremos um a outrém e nem o futuro.
Vivemos o agora e o nosso amor, pois ele não há fita métrica.
Não te quero em carne, mas em coração, que faças o mesmo para que não caia em ilusão.
Pelo coração possamos nos unir e assim a carne tornar-se uma, calando os clamores no amor.
Nunca faremos antropofagia, nem em pensamentos,
sem queremos devorar a carne alheia.
Se nos unimos é apenas pelo amor.
Leandro Borges
O outro que fui
Irremediável amargo passado que vejo.
Penso e padeço.
Uma maça verde, não madura, sem caramelo, sem consciência, sem experiência e sem noção.
Hoje chora meu coração aflito, sem a tua voz, sem o teu olhar, sem o teu zelo, sem o teu carinho, sem a nossa alegria.
Para lembrar de ti eu planto flores, mas nunca nasceu uma rosa no canteiro.
Tão sublime como aquela que regaste e cultivaste na minha alma, no canteiro do meu coração.
Quando morreu a mingua a rosa na tua ausência, nunca mais fui o mesmo.
Hoje sou outra pessoa para que a culpa morra com o outro que fui.
Leandro Borges
Despertar
Desfiladeiro profundo, escuro de cor.
Vozes, vapor, falta de amor,
pouco suor, águas desconhecidas.
Fogo tremendo, peito apertado,
olhar calado, sentimento ilhado.
Te ver foi distante, em preso instante,
vi tua face, tua face não vi.
Vi tua face distante e tão perto.
Não compreendo como em um dia, estrelas.
Outro dia todas estão mortas.
Ou mortas ou adormecidas.
Cuido de minhas feridas,
pois sem ti o fogo não arde.
A água não molha, a terra não fértil,
o ar sem oxigênio, sem vida.
Sei que não por acaso apareceu,
meu mundo e o teu se cruzaram.
Olho todos os dias ao céu
e espero, aguardo o despertar.
Leandro Borges
Pés presos
Em um fôlego só
deixar fluir
sem dó
sem nó
Pássaros são verdes ao fim do dia
doí no peito
é prisão capital
é tudo negado
é tudo cobrado
é sonho valorado
é de tanta frustração
tudo há montante
é hilário
criamos sonhos de papel
feito de cédulas
corremos atrás do papel
morremos por ele, feito prisioneiros
casa de papel
castelo de areia-cédula
sonhamos com que não podemos
é sempre uma corrente que me mente
me desmente, segura meu pé
não me deixa voar
não me deixa sonhar
Paragrofitos
Fintagismos
Lapacardios
Biofiscalizar
Plastimificar
Crondosmos
Cartogagem
Minsgrata
Farbugias
Ostinites
Carmagado
Posturno
Parcrilo
Losfinga
Astistag
Farminto
Os dentes
Falas inebriadas de sabor imenso
falaram me de sabor sem cor
diga-me apenas o necessário
Leandro Borges
19 de jun. de 2008
7 de jun. de 2008
1 de jun. de 2008
Jardim da Vida
Labels:
imagens
Quando tudo era mais simples, era tudo mais claro.
Eu tinha um castelo vermelho e dourado.
Cravejado de gemas e brilhantes.
Era tudo colorido, uma explosão de cores.
Reluzido; fortes e vibrantes.
Agora meu céu está sem diamantes.
Não tem mais sabor nem cor.
Cansado da estrada errada.
Cansado de bolhas de sabão.
Cansado de pêssegos.
Cansado de amoras.
Cansado de maças podres.
Cansado de me cansar.
Cansar dos caminhos.
Cansado do desencontro.
Vou flutuar em águas
até a tempestade passar.
Guardarei o meu coração.
Valarei minha casa.
Plantarei vida.
Cuidarei da ferida.
Guardarei o meu tesouro.
Dormirei no meu ninho interno.
Regará a minha árvore com vida.
O jardineiro me cuida a cada dia.
Celebrarei o agora, cada segundo
pois meu mundo mais profundo reflorescerá!
Leandro Borges
25 de mai. de 2008
Dor sem cor
Um aperto de todos ossos fazem um corpo oprimido.
Uma dor sem cor invade, sem rédeas.
Sangra por muito tempo.
Se torna alimento para o sono ruidoso.
Um oco da falta da cor e melodia da alma.
Leandro Borges
17 de mai. de 2008
Soneto a una Palma
Labels:
Flor,
Montevideo
Ya sin hambre ni sed apenas alma,
apenas cuerpo que se va durmiendo;
toda lúcida mente és como entiendo
la infinitud de Dios en esta palma.
Cuando todo se vuelva extensa calma
y siga el mar la frágil tierra hendiendo,
poco a poco mi espíritu, volviendo
irá a buscar morada en esta palma.
Tal vez pequeño pájaro de canto
o humilde y tierno ramo de oxicanto
con una flor azul junto a su planta.
Mi palma ya será mi patria eterna
y ha de tener por siempre una lucerna:
la luz de una amistad que siembra y canta.
Juana de Ibarrourou
(Consagran el consejo departamental de montevideo la junta honoraria florestal 1966)
16 de mai. de 2008
Um encanto no parque
Labels:
Comentada,
Montevideo
É de um encanto e delicadeza
que assim aflora a tua beleza.
De formas leves e alegres
escorro pelos teus caminhos.
Uma parte de mim encontrei aqui
onde há tempo para o tempo
onde a vida, ainda olha pra vida.
Calmaria aqui encontro no teu peito.
No teu leito de campos descanso.
Rodó, um parque, uma sintonia especial
Pedaço bendito de terra de um "q" celestial.
Leandro Borges - 09/03/2008
"Una Cerveza Uruguaya"
Labels:
Montevideo
Um gole dourado derrete em mim
e reveste de realeza todo o interior
traz aos meus olhos mais cor
Deixa meus ombros descançados enfim
reluz o copo cheio de ideias.
Descança as lamas para um coração ferido.
Altera a conciência, solta as travas,
desperta o outro, mostra a essência,
dormindo estava o malta à sonhar,
também o lúpulo estava à cantar,
juntos se faz uma festa, um mar.
Concebido por suas pausas em fermentação
um mundo em caldas de ouro em paixão!
Leandro Borges
Beijo Arpoador
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Rio de Janeiro
Desliza nas tuas deixas, o beijo do mar.
Deixa o desejo do encontrar de cor.
Da rocha à água, é um encantamento.
Um caminhar cíclico dos amantes.
Da me o teu beijo e sacia o desejo e amor.
Te encontra a lua na terra do arpoador.
O céu de outra cor se resguarda e traz o vento.
teu saboroso alento para toda dor e calor.
Acolhe no teu útero de rocha
e guarda a água salgada outrora seiva das plantas
Desbrava em teu som melodioso e orquestral
Mostra toda tua beleza natural em mar e rocha.
Leandro Borges
Coração em Santa Teresa
Labels:
Rio de Janeiro
Santa Teresa, a tua simples beleza
me encanta dos olhos e coração.
Tuas casinhas conurbadas, tuas namoradas,
teu bondinho em canção, anda, devagarinho...
Guarda em cada cantinho o teu valor
transpira simpatia e alegria, tua gente, tua cor.
Teu charme de cidadela me mostrou que mais que passarela,
Cristo, pão de açúcar e Ipanema é feita, ó pequena
na arquitetura e teus artistas de rua, és especial.
Em sonho matinal, em ti conheci, em fundo de quintal.
Teu som, teu samba, teu artesão, teu bamba.
Encontrei uma doce morena, de olhos negros
com sua magia musical do seu gingado
No teu bonde olhando, de lado a lado
casas, casinhas, casebres e ateliers.
Fabulosas senhoras de corações bondosos encontrei.
Em cada parte de ti, me deixo um pouco aqui.
Leandro Borges
15 de mai. de 2008
Namorada Ipanema
Labels:
Rio de Janeiro
Tuas curvas no céu
brindam a bela natureza
e é da tua estonteante beleza
que eu fico mais maravilhado
Um sorriso das tuas meninas
olhar doce feito as nuvens
fecham mais uma tarde na orla.
Menina dos olhos da tua cidade.
Se não fosse a ignorância humana
e descaso, preguiça que beira a alma insana.
Tuas belezas não seriam assim ofuscada
pela poluição e sujeira do homem aqui causada.
Sol cai nos teus montes inclinados
cativa a todos os amantes namorados
contemplados inertes perante a ti, Ipanema abençoada!
Leandro Borges
10 de mai. de 2008
Do Guayba à Guanabara
Labels:
Rio de Janeiro
Te deixo Porto Alegre bela.
No teu fim de tarde em aquarela.
As luzes de ti começam a nascer.
E eu subindo vejo o teu chão descer.
Agora a noite guia esse voar.
Em um mar de estrelas encantado.
Um estalar de dedos te danço solado.
Sigo contemplativo calado: o teu par.
Vôo deixando o meu pago amado.
Sei que esse valoroso céu estrelado
és condecoração de Deus a todos nós.
Rio, maravilhosa terra, pousarei em teu chão.
Vou de braços abertos para outro rincão
e Cristo, que vem nos saudando com a sua voz.
Leandro Borges
Doce, Agressiva, Carne e Saliva
A busca de um amor.
Mira as ondas sonoras.
Molda os clarões dos teus vulcões.
Esconde as faces da dor.
Conflitos alados.
Vem mergulhado em lava.
Derrete o magma do coração.
Pulsa o peito, reverbera explosão.
Vibra as arpas dos teus olhos.
Protegem a janela da tua alma.
Deixa a fresta desnuda.
Doce.
Agressiva.
Carne.
Saliva.
Saia feita em flor.
Passeias livre no arpoador.
Caminhar breve.
Carinhar leve.
Pequena, cansada de um país deveras torto diz:
- Que tragam o desfribilador para o Brasil
pobre, triste, ferido e quase morto.
Leandro Borges
Leoa em Flor
Perfumes, girlandas, florais, fogos.
Um campo de estrelas amarelas de sol.
Mergulha no brilho no campo de flores.
Uma leoa indomável contra o vento.
Correndo ao tempo, furando o ar.
Canções suaves e doces de violino.
Canta as aventuras no mundo novo.
Os feixes reluzem no ar, descansam.
No reflexo no mar e dorme ao luar.
O sol brinda a alegria das cores.
A luz aberta em leque de arco-íris.
O vento sopra em seus pilares.
Força felina incansável.
Te torna valorosa
ao ser impiedosa
contra os teus males.
Conturbado imenso mundo.
Em clima tenso.
Um pensamento tenso.
Um pensamento denso.
Um eco interior forte e profundo.
Leandro Borges
Antagonicas forças loucas
Antagônicas forças loucas.
Desvairada energia solar.
Moça feita em louça.
Claro em vapor desagua em mar.
Faz calar o calor.
Com teu sabor.
O frescor.
Teu pensamento.
Rápido.
Intenso.
Irradia.
É luz.
Moradia de energia.
Faço laços em palavras.
Rabiscos.
Riscos.
Ramos.
Ramalhetes.
Flores.
Jovial.
Ar puro.
Colossal furor.
Um dia de dor.
Revolta.
Reclusão.
Solidão.
Renuncia.
Ostração.
Rendição.
Renascer.
Brilhar.
Crescer.
Sonhar.
Leandro Borges
29 de abr. de 2008
28 de abr. de 2008
23 de abr. de 2008
Labels:
out
"Não me entrego sem lutar.
Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render.
Que caia o inimigo então." (Renato Russo)
Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render.
Que caia o inimigo então." (Renato Russo)
Mãos dadas
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curto
As harpas lançam os nossos corações
que vão seguindo pela nuvem da melodia: voar.
Rompida, pela união: duas solidões.
A carta de alforria em mãos dadas, uma voz: amar.
Leandro Borges
10 de abr. de 2008
Um céu mesclado dentro de mim
Labels:
curto
Um céu mesclado dentro de mim... parece não ter fim.
É uma calmaria e alegria que sinto nos teus braços.
Sou teu filho e sinto a simplicidade do teu caminho.
Leandro Borges
7 de abr. de 2008
5 de abr. de 2008
1 de abr. de 2008
Menino
Me mostre a cor do amor, deixa a represa do peito se soltar, arrebentar as amarras e viajar pelo espaço. Me cante uma canção da sua alma, mostre o seu eu mais profundo, me deixe ver o seu coração pulsando, me deixe ver o fluído da sua energia.
Deslize a sua magia em mim.
Me olhe outra vez.
Além dos meus olhos há um menino.
Por um instante eu pude ver nos teus olhos...
Era tão claro e simples...
Me deu um medo e felicidade ao mesmo tempo.
Tive alegria e aflição...
Nos teus olhos tão belos pude ver uma fagulha de esperança.
[Podes aceitar ou não, sou único.]
Sempre quando acordo, nem sempre sei se era areia ou verdade.
De qualquer modo, guardo no meu coração aquele olhar.
Leandro Borges
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