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23 de jun de 2008

Pés presos


Em um fôlego só
deixar fluir
sem dó
sem nó
Pássaros são verdes ao fim do dia
doí no peito
é prisão capital
é tudo negado
é tudo cobrado
é sonho valorado
é de tanta frustração
tudo há montante
é hilário
criamos sonhos de papel
feito de cédulas
corremos atrás do papel
morremos por ele, feito prisioneiros
casa de papel
castelo de areia-cédula
sonhamos com que não podemos
é sempre uma corrente que me mente
me desmente, segura meu pé
não me deixa voar
não me deixa sonhar
Paragrofitos
Fintagismos
Lapacardios
Biofiscalizar
Plastimificar
Crondosmos
Cartogagem
Minsgrata
Farbugias
Ostinites
Carmagado
Posturno
Parcrilo
Losfinga
Astistag
Farminto
Os dentes
Falas inebriadas de sabor imenso
falaram me de sabor sem cor
diga-me apenas o necessário

Leandro Borges

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