Seguidores

10 de jul de 2009

A chuva das más águas


Eu me lavo em lágrimas!
E o que é que tem porra?
Sim porque as lágrimas são minhas, e de mim eu mesmo entendo!
Homem é aquele que chora e chora em público; sangra e vive.
Sim porque eu sempre ouvi essa asneira de vozes femininas: "homem não chora!".

Quer saber?

Vão tudo se tratar com essa merda de machismo reprimido e não admitido.

A mulher mais interessante que conheci foi aquela que admitiu que muitas delas tinham
Essa merda de machismo incrustado na alma.
Essa realmente era honesta e inteligente.
Era digna de uma conversa franca sobre gêneros.

Deixem as águas de ares rolarem,
Despertem para o comportamento condicionado
E refletido de geração a geração.

Deixe com respeito o meu pranto rolar,
O meu peito desaguar a dor em notas gris.
Explode a represa do meu coração,
Lavo as minhas vestes
Choro, e choro muito,
De pingar tempos e tempos...
Há tempos são os homens que choram.
Outros são os covardes que o fazem escondidos.


Antes de adormecer no leito,
Choro a chuva das más águas.


Leandro Borges

Nenhum comentário:

Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.