Seguidores

23 de nov de 2009

Mesclar das Almas


Ao abrir do olhar percebi o nascer
do astro mor da tua alma.
Era límpido como o lago a meia-noite.

É de um anjo, é de uma ninfa.
É de uma doçura.
É de uma cura.

O teu olhar desagua.
O teu olhar mergulho.

Estrelar das almas.
Vejo as labaredas
os ventos cintilam o nosso ser.
Ser.
Somos um elo
e desse nós somos um eu
o fogo um
a onda um
o sol
a lua.

No abrir das nossas janelas
nos vemos de interior para interior
puro, pleno, sublime, espiritual
grande, forte, simples e real.

Onde almas se tocam
onde caminhos se encontram
onde o ponto momento é estrondoso.

As ondas geradas
são claras
redondas.
Para o relógio do tempo
e continua:
o soprar do teu vento
o arder do meu fogo
e os corações ainda batem
no mesmo momento dos ponteiros congelados.

Leandro Borges

Nenhum comentário:

Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.