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4 de abr de 2015

Chuva de Flores

Eu vejo vento nas árvores a balançar e cai um pingo de cor.
Na minha cidade chove.
A alegria passa pelo ar fazendo tudo envergar e voar.
A cor que vejo desce docemente ao chão faz um baile a sua queda.
Cobre a paisagem de vida e esperança, de um leve aroma doce.
Cai sinuosa flor,
deslizando pelos ares,
enamorando os olhares,
fazendo o tempo congelar,
aquecendo o coração,
colorindo a vida.
Na minha cidade chove.
No meu coração transborda.

Deitados em baixo de um jacaranda, de um ipê
vemos a chuva colorida forrar os nossos corpos nus.
Caem em camera lenta.
Vejo dos galhos até mim cair docemente.
Protegidos pelo teu manto, então choro de alegria.
Estremecido e arrepiado de ver esse chuvisco primaveril.

Todas as árvores floridas compõem o espetáculo divino.
Reluzem as cores aos quatro ventos.
Na minha cidade há muitos encantos e amores.
Em Porto Alegre chove horrores: chove flores.

Leandro Borges
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