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24 de nov de 2008

Cocaína


É um filete de desesperança, enterra a depressão
em um deserto sem fim descolorado.
Chora, por mais um dia, por mais uma noite.
Deixa o mar de pó afogar o último suspirar.
Infla o peito e arrota desprezo.
Fala de amizade e planta farpas pelas costas.
Diz buscar a luz, mas se afoga no lodo.
Insiste em usar as pessoas como cobaias.
Traz seu carisma para manipular a todos.
É de uma empáfia, arrogância e presunção sem tamanho.
Andam em círculos em volta do pó.
Nadam na lama fétida e suas consciências dormem.
Cheira e chora; novamente cheira e chora.
Anda em círculos e volta ao banheiro.
Tranca o box, tapa uma narina e aspira a morte lenta.
Fala e fala e anda e fala e anda e fala e briga e se desespera e chora e cheira.
Destrói a tudo e a todos em sua volta, é um caminho de dor e desespero.
Parece cocaína, mas é só tristeza feita em pó branco.

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