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1 de jan de 2016

Vil brasil querido


A idoneidade da maioria dos brasileiros é uma piada sem graça.
É raro encontrar um prestador de serviços que não burle para tirar vantagens.
É uma revolta sem tamanho que me toma o corpo, impunidade sempre vem abraçada.
A desesperança de um povo sofrido que merece o sofrimento, por ser vil.
Por tornar a vida mais áspera do que ela já é.
A falta de valores humanos é mãe da criação de todos esses monstros brasileiros.

Filhos da preguiça, do descaso, da impunidade, da ilegalidade.
Filhos de caboclos tortos.
Mortos de alma, feios de coração.

A dor escolhe a ti, povo preferido
que por vezes ferido pela lei do retorno.
É por vezes suborno, por vezes propina.
Os três poderes entupidos de cocaína.
É uma valsa-samba de falsa rima e amor.

É a morte.
Povo de sorte
por ainda não ser banido por Deus.

É asco.
É podridão.
Mendigos comem o lixo do hospital
comem orelhas, vísceras e pulmão.

Pus e desgraça.
Falta de moralidade.
Descaso imbecil.
Sim és brasil
uma pátria da boçalidade.

Terra de um cristo de pedra
estendendo os braços para o assalto.
Falsa religiosidade, falsa alegria.

Povo triste, de morte e desespero.
É uma bala perdida em cada despedida.
É um assalto em cada esquina.
É uma vida sofrida, um medo constante,
infestado de carniça, raça brasileira da preguiça.
É de total descompromisso, és omisso e vulgar.

Porcos vestindo verde e amarelo.
Sois povo incrédulo e desconhecedor da tua própria terra.
Está terra que é roubada, és pátria amada que foi currada.
Os aborigines foram lesados, sois eternos desalmados.

O ipiranga é por vezes poluído,
terra de escarro, regurgitado e cuspido.

Falsa alegria de Carnaval, que na favela, vila,
falta comida, falta esperança, um povo que se cansa
de ser eternamente esquecido.

Morte em cada assalto a mão armada.
Não é só um carro, uma casa e uma carteira
é uma liberdade e paz roubada.

É um nada que nos toma ao invés da esperança.
São de tantos relatos que cansa
os poderes sentados, isolados.
Admirados de comer ratos cheios da pança.

É a vingança de um page desolado:
"que nessa terra ao que viver um estrangeiro
serás o primeiro a morrer pelo teu próprio fel
serás morte doce e fiel".

És de tanta baixaria, o povo que da morte dos outros sente alegria.
Uma corrupção sem tamanho, que vem desde a padaria, e não por ironia
vai até Brasília.

É uma normal sequência de fatos, não espanta que dessa mesma massa
tenha uma autoridade com a mesma idoneidade que um porco de terno
ou policial de propina, um empresário falsário larápio.

É farinha do mesmo saco
que eles não cansam de fazer lagartas e aspirar.
Brasil feito de pó, fome e desespero.

É a morte certa à brasileira.
É a terra do cão, do demônio-porco
que se chama "jeitinho".

São criadores dessa aberração, demônio de mil patas
cospe merda, fala merda, e hipnotiza as vitimas
traz de artimanhas e desdobra, cria a ilusão da resolução.
Feito de improviso e sem competência...
É um jeito de viver a vida como um porco-jeitinho-brasileiro.

A massa porca elege o presidente boçal e está feito o Carnaval.
Vai brasil, da um jeito de sobreviver roubando, sonegando, "corruptando", trapaceando e matando!

Ela é carioca, ela é carioca...
Ele é traficante, ele é traficante...

Leandro Borges
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