25 de mai. de 2008
17 de mai. de 2008
Soneto a una Palma
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Flor,
Montevideo
Ya sin hambre ni sed apenas alma,
apenas cuerpo que se va durmiendo;
toda lúcida mente és como entiendo
la infinitud de Dios en esta palma.
Cuando todo se vuelva extensa calma
y siga el mar la frágil tierra hendiendo,
poco a poco mi espíritu, volviendo
irá a buscar morada en esta palma.
Tal vez pequeño pájaro de canto
o humilde y tierno ramo de oxicanto
con una flor azul junto a su planta.
Mi palma ya será mi patria eterna
y ha de tener por siempre una lucerna:
la luz de una amistad que siembra y canta.
Juana de Ibarrourou
(Consagran el consejo departamental de montevideo la junta honoraria florestal 1966)
16 de mai. de 2008
Um encanto no parque
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Comentada,
Montevideo
É de um encanto e delicadeza
que assim aflora a tua beleza.
De formas leves e alegres
escorro pelos teus caminhos.
Uma parte de mim encontrei aqui
onde há tempo para o tempo
onde a vida, ainda olha pra vida.
Calmaria aqui encontro no teu peito.
No teu leito de campos descanso.
Rodó, um parque, uma sintonia especial
Pedaço bendito de terra de um "q" celestial.
Leandro Borges - 09/03/2008
"Una Cerveza Uruguaya"
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Montevideo
Um gole dourado derrete em mim
e reveste de realeza todo o interior
traz aos meus olhos mais cor
Deixa meus ombros descançados enfim
reluz o copo cheio de ideias.
Descança as lamas para um coração ferido.
Altera a conciência, solta as travas,
desperta o outro, mostra a essência,
dormindo estava o malta à sonhar,
também o lúpulo estava à cantar,
juntos se faz uma festa, um mar.
Concebido por suas pausas em fermentação
um mundo em caldas de ouro em paixão!
Leandro Borges
Beijo Arpoador
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Rio de Janeiro
Desliza nas tuas deixas, o beijo do mar.
Deixa o desejo do encontrar de cor.
Da rocha à água, é um encantamento.
Um caminhar cíclico dos amantes.
Da me o teu beijo e sacia o desejo e amor.
Te encontra a lua na terra do arpoador.
O céu de outra cor se resguarda e traz o vento.
teu saboroso alento para toda dor e calor.
Acolhe no teu útero de rocha
e guarda a água salgada outrora seiva das plantas
Desbrava em teu som melodioso e orquestral
Mostra toda tua beleza natural em mar e rocha.
Leandro Borges
Coração em Santa Teresa
Labels:
Rio de Janeiro
Santa Teresa, a tua simples beleza
me encanta dos olhos e coração.
Tuas casinhas conurbadas, tuas namoradas,
teu bondinho em canção, anda, devagarinho...
Guarda em cada cantinho o teu valor
transpira simpatia e alegria, tua gente, tua cor.
Teu charme de cidadela me mostrou que mais que passarela,
Cristo, pão de açúcar e Ipanema é feita, ó pequena
na arquitetura e teus artistas de rua, és especial.
Em sonho matinal, em ti conheci, em fundo de quintal.
Teu som, teu samba, teu artesão, teu bamba.
Encontrei uma doce morena, de olhos negros
com sua magia musical do seu gingado
No teu bonde olhando, de lado a lado
casas, casinhas, casebres e ateliers.
Fabulosas senhoras de corações bondosos encontrei.
Em cada parte de ti, me deixo um pouco aqui.
Leandro Borges
15 de mai. de 2008
Namorada Ipanema
Labels:
Rio de Janeiro
Tuas curvas no céu
brindam a bela natureza
e é da tua estonteante beleza
que eu fico mais maravilhado
Um sorriso das tuas meninas
olhar doce feito as nuvens
fecham mais uma tarde na orla.
Menina dos olhos da tua cidade.
Se não fosse a ignorância humana
e descaso, preguiça que beira a alma insana.
Tuas belezas não seriam assim ofuscada
pela poluição e sujeira do homem aqui causada.
Sol cai nos teus montes inclinados
cativa a todos os amantes namorados
contemplados inertes perante a ti, Ipanema abençoada!
Leandro Borges
10 de mai. de 2008
Do Guayba à Guanabara
Labels:
Rio de Janeiro
Te deixo Porto Alegre bela.
No teu fim de tarde em aquarela.
As luzes de ti começam a nascer.
E eu subindo vejo o teu chão descer.
Agora a noite guia esse voar.
Em um mar de estrelas encantado.
Um estalar de dedos te danço solado.
Sigo contemplativo calado: o teu par.
Vôo deixando o meu pago amado.
Sei que esse valoroso céu estrelado
és condecoração de Deus a todos nós.
Rio, maravilhosa terra, pousarei em teu chão.
Vou de braços abertos para outro rincão
e Cristo, que vem nos saudando com a sua voz.
Leandro Borges
Doce, Agressiva, Carne e Saliva
A busca de um amor.
Mira as ondas sonoras.
Molda os clarões dos teus vulcões.
Esconde as faces da dor.
Conflitos alados.
Vem mergulhado em lava.
Derrete o magma do coração.
Pulsa o peito, reverbera explosão.
Vibra as arpas dos teus olhos.
Protegem a janela da tua alma.
Deixa a fresta desnuda.
Doce.
Agressiva.
Carne.
Saliva.
Saia feita em flor.
Passeias livre no arpoador.
Caminhar breve.
Carinhar leve.
Pequena, cansada de um país deveras torto diz:
- Que tragam o desfribilador para o Brasil
pobre, triste, ferido e quase morto.
Leandro Borges
Leoa em Flor
Perfumes, girlandas, florais, fogos.
Um campo de estrelas amarelas de sol.
Mergulha no brilho no campo de flores.
Uma leoa indomável contra o vento.
Correndo ao tempo, furando o ar.
Canções suaves e doces de violino.
Canta as aventuras no mundo novo.
Os feixes reluzem no ar, descansam.
No reflexo no mar e dorme ao luar.
O sol brinda a alegria das cores.
A luz aberta em leque de arco-íris.
O vento sopra em seus pilares.
Força felina incansável.
Te torna valorosa
ao ser impiedosa
contra os teus males.
Conturbado imenso mundo.
Em clima tenso.
Um pensamento tenso.
Um pensamento denso.
Um eco interior forte e profundo.
Leandro Borges
Antagonicas forças loucas
Antagônicas forças loucas.
Desvairada energia solar.
Moça feita em louça.
Claro em vapor desagua em mar.
Faz calar o calor.
Com teu sabor.
O frescor.
Teu pensamento.
Rápido.
Intenso.
Irradia.
É luz.
Moradia de energia.
Faço laços em palavras.
Rabiscos.
Riscos.
Ramos.
Ramalhetes.
Flores.
Jovial.
Ar puro.
Colossal furor.
Um dia de dor.
Revolta.
Reclusão.
Solidão.
Renuncia.
Ostração.
Rendição.
Renascer.
Brilhar.
Crescer.
Sonhar.
Leandro Borges
29 de abr. de 2008
28 de abr. de 2008
23 de abr. de 2008
Labels:
out
"Não me entrego sem lutar.
Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render.
Que caia o inimigo então." (Renato Russo)
Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render.
Que caia o inimigo então." (Renato Russo)
Mãos dadas
Labels:
curto
As harpas lançam os nossos corações
que vão seguindo pela nuvem da melodia: voar.
Rompida, pela união: duas solidões.
A carta de alforria em mãos dadas, uma voz: amar.
Leandro Borges
10 de abr. de 2008
Um céu mesclado dentro de mim
Labels:
curto
Um céu mesclado dentro de mim... parece não ter fim.
É uma calmaria e alegria que sinto nos teus braços.
Sou teu filho e sinto a simplicidade do teu caminho.
Leandro Borges
7 de abr. de 2008
5 de abr. de 2008
1 de abr. de 2008
Menino
Me mostre a cor do amor, deixa a represa do peito se soltar, arrebentar as amarras e viajar pelo espaço. Me cante uma canção da sua alma, mostre o seu eu mais profundo, me deixe ver o seu coração pulsando, me deixe ver o fluído da sua energia.
Deslize a sua magia em mim.
Me olhe outra vez.
Além dos meus olhos há um menino.
Por um instante eu pude ver nos teus olhos...
Era tão claro e simples...
Me deu um medo e felicidade ao mesmo tempo.
Tive alegria e aflição...
Nos teus olhos tão belos pude ver uma fagulha de esperança.
[Podes aceitar ou não, sou único.]
Sempre quando acordo, nem sempre sei se era areia ou verdade.
De qualquer modo, guardo no meu coração aquele olhar.
Leandro Borges
24 de mar. de 2008
O início de outros tempos
Todas as flores foram colhidas, e agora, adormecidas em mim podem voar.
Cruzei por diversas vezes vários rios, e agora do outro lado posso ver.
São tantas latas e enlatados que encontrei, tantos rótulos velhos e gastos.
Não poderia descrever mais o mundo como via, com todos os olhos abertos,
o mundo agora para mim certamente é outro, mesmo sendo o mesmo de sempre.
Nenhuma borboleta a voar pelos arredores, ao redor da convergência que insiste em nos rodear, não será mais a mesma.
Nenhuma sequência de mesma nota tocada por diversos instrumentos agora passará desapercebido.
Toda a natureza que clama por libertação que ando à escutar, e por mais que muitos durmam, ela segue à gritar.
Não por acaso que de todo o turbilhão que fui lançado não me sobrou algumas sequelas, e com elas,
eu sigo o meu caminho, agora cada vez mais munido de instintos que me revelam as verdades da vida.
A responsabilidade de guardar tal conhecimento não é pouco tamanho, as vezes ainda estranho o pesar dessa mochila.
Por um portal passar e o outro lado do mundo a mim desvendar, foi algo muito revelador, por não me prender aos padrões,
entendi que não foram alucinações e sim uma expansão de consciência, que agora tomo tento e precaução contra o inimigo.
Não por falta de coragem, mas sim, sei que está viagem é apenas para revelar o oculto do nosso mundo aparentemente real.
Falta luz naquele lugar, falta amor e paz.
Não vi nem um esboço de afeição.
É um mundo cão, feito de raiva e podridão.
Aprisionando todos os elementais, seguem as sombras a batalha final contra a luz.
Feito mares de espectros, vultos, vampiros e sombras sequestram todos espíritos da natureza.
E agora a beleza de toda a terra está ameaça, e sim pelo homem essa brecha aberta, esse portal, para as trevas entrar.
E por um breve e curto período de tempo aqui na terra com seu ódio e morte reinar.
Lança a destra de Deus sobre esses seres menores, e então o clarão se fará
e o reino de luz na terra tornará a florescer com os espíritos da terra libertados
assim seguirá o que restou da humanidade regogizados pela bênção do poderoso Deus.
Leandro Borges
6 de mar. de 2008
27 de fev. de 2008
14 de fev. de 2008
13 de fev. de 2008
12 de fev. de 2008
9 de fev. de 2008
29 de jan. de 2008
Última Supernova
Labels:
triste

Como cálice de vinho tinto parado
estou a descansar o meu fluído.
Deixo toda agitação guardada enfim.
Assim, no fundo de minha alma assegurada.
Deixo os cantos dos pássaros falarem por mim.
Olho o vento curvar o som dos eucaliptos.
Uma ponta de folha me toca a face escondida.
Uma ponta de melancolia me toca a memória.
Como me fascinava a constelação dos teus olhos.
Nascia sempre um céu quando os nossos olhares se cruzavam.
Me abalava a memória nas noites frias e cruas.
A infância com sabor de morte e tristeza.
A aspereza de tantos anos de solidão fulminante.
Deixo a explosão dos lobos guaras correrem por mim.
Uma alegria ferida sangra, marcando os teus passos agora lentos.
Uma pequena casa a embalar meus sonhos ternos infantis.
Anjos grís me levam pela mão ao teu tenro jardim.
Nele vejo um mel suave, a luz do sol deixa toda a natureza
com uma cor castanha amarelada, traz o encanto
nessa tarde de sol que já não é tão avermelhada.
Deixo o suor coroar toda a minha fadiga urbana.
Deixo o sol revelar toda a cor da minha pele nativa.
Me transformo em metal bronze, choro lágrimas azuis.
Sofro calado com um sorriso radiante no rosto.
Em pequenas curvas suaves do meu sorriso deixo escapar.
Desvio o olhar do teu mirar fulminante que me sufoca.
Ruo um urro de alegria já acinzentada pelos anos.
E nesse ruir e nesse urro há algo de muito impuro.
As folhas comidas pelas traças famintas do desespero.
O teu perfume exala insegurança e egocentrismo.
No teu riso escrachado eu vejo um menino desesperado.
Há um sinísmo totalmente cruel e uma falta de fé absurda.
Não há mais pão, não há mais prazer.
Sente só o soltar eterno das mãos dadas.
A última estrela do teu olhar deitar eternamente.
Supernova desenha um belo requiem orquestral.
Leandro Borges
21 de jan. de 2008
Tô com saudade... (Saudades: Formação de Atores 2006)
Labels:
alegria
Tô com saudade... :
das loucuras da Fran, correndo pelo espaço: feliz.
do magrão dançando caoticamente.
da "mulé dos oio peto", minha querida Sinara.
do fazer graça sem igual do Gabriel, camarada.
das risadas e festas loucas e divertidas da Tati crespa.
das palavras e do jeito especial da Tati lisa.
da minha professora de francês e amada, Elisa nossa diva.
do Gusta cara brother, desde 2005 na faixa :P.
da pequena, a grande Cíntia com jeito forte e meigo de ser.
do Fred, com os conselhos e jeito de dançar roque inusitado.
da Luiza da sua força, companheira de cena e o seu jeito querida de ser.
da Cla com seu jeito estrabulega de viver :))
da Ariélle com seu jeito doce de conversar
da Krish pela sua dedicação, esforço e cumplicidade.
da Gabi pelo seu jeito divertido e maroto de ser hehehe :P
da Aninha por ser doce e amiga pra muitos momentos
da Rai, chuchuzinho, pelas aulas e psicoladias ... valeu :)
do João seu jeito quieto, e parceira na percursão :))
do Sidey, mais saudades pela distância grande amigo
da Taise, mais saudades, pela sua beleza exterior e principalmente interior
do João Pedro, mais saudades, pelas cantorias e canções pelo Tepa a fora...
da Vika, uma mulher de força, uma querida q adoro hurruu
da Jaque, pela sua paciência, digo mutua paciência, mas te amo viu. ;)
da Fê, uma alegria e energia irradiante, te adoro Fê.
do Zé pelos todos ensinamentos eternos.
das aulas maravilhosas da Dani e sua pessoa.
da virtuose e crença no teatro da Jeze.
to com saudade da nossa comunhão,
seja nas bares,
seja nas festas,
seja nas noites...
em especial no "Traição".
Leandro Borges
16 de jan. de 2008
Gabriela Grudzinski
Labels:
menina

A uma guria com sabor quente
de um jeito tão envolvente.
Sensual!
Revela todos os meus instintos: animal.
Uma ninfa, uma louca, uma estrela.
Exuberante e provocante.
Ela é simples e certeira.
São chamas, fogos e labaredas.
Tens uma luz... ah essa luz da tua presença:
Intensa, Intensa, mui Intensa!!!
Leandro Borges
9 de jan. de 2008
Asfalto Cinza
Labels:
eu,
experimental

Aperta o passo e cruza a avenida,
olha para trás e ao escutar o som de uma batida
sente o sangue escorrendo leve pelo chão.
Aperta mais o passo e descruza a avenida.
O sol já desapareceu e as nuvens troteiam.
O céu parece agora mais alto, os pés descalços,
as luzes escorrem em rastros no ar agora mais denso.
Vozes nos arredores da memória e da calçada suja.
Embaçadas cores surgem ao baixar a semi-cortina dos olhos.
Rostos derretidos, desfigurados gritam a frente.
Um andar curvo esses riscam as pedras da calçada.
Deixa um rastro pelo caminho, peso na cabeça, tropeça,
levanta e mais gritos, a girar ao ar ao redor.
Sente o ar ainda mais pesado, o peito descompassado,
as veias sedentas e o corpo curvo semi-nu.
Um frio estremecedor na espinha dorsal.
Um súbito sono bate o corpo cambaleante que luta para conseguir andar.
Treme de forma estranha e bonita as pernas já quase sem mais controle.
Mais faces desfiguradas pintam a tela dos olhos tortos.
Sente a dor profunda de séculos de desprezo e asco.
Deita a face no asfalto quente e em um piscar de olhos
vê toda a sua vida corrida em um raio que pulsa.
Toneladas explodem a sua cabeça cheia de um vazio imenso.
Leandro Borges
7 de jan. de 2008
Relato sincero a um perido amor
Labels:
experimental
<
span style="color:#cc0000;">Mesmo que peça não me trará a promessa do não fim.
Senti as paredes verterem em água em condição avessa
e uma correnteza contrária ao amor de dois corações.
Eu sei que mesmo ao fingir não poderei ir ao teu coração.
Quebro mais uma perna ao entrar em cena e é uma pena não poder
te ver na platéia, te ver no proscênio, eu te vejo apenas de pano de fundo.
Meu mundo se torna imundo ao tentar reverter a realidade
pra satisfazer ao meu bel-prazer toda a tua inocência.
Meu minuto fica diminuto comparado aos que te dei
e agora sei que o tempo não vale sem ter o seu proveito.
Agora em minha casa deito em uma casa vazia, ora quente
ora fria, sem perceber que tudo poderia... tudo poderia...
Mais um vento entra dentro da alma sem pedir passagem
e segue mais uma viagem pra dentro de toda a minha tristeza.
Faz parte de todas as lágrimas que já rolei e te dei
a licença de toda a minha dor, em papel de manchas de amor.
São feitas de meu sangue mais sincero, mais vertente
e meu plexo explode convexo em uma valsa de dor e suor.
Nada vale ter uma vida cheia de imagens mas vazia.
Eu deixo ainda cair toda as bolhas do pensamento pesado
que escorrem pela sala com cheiro forte de fleuma.
Eu tentei por muitos anos não ser uma estátua, mas não venci.
Meu orgulho e a minha dor latente brecaram toda a possibilidade que havia.
Morri em vida por muitos e muitos dias, passei a tentar apagar
uma lousa que nunca se apaga, mas apenas se abranda algumas partes e poucas
ficam temporariamente vendadas, mas nunca apagadas como eu queria.
Sim, sim e sim; por mais que não possas acreditar eu fui realmente outra pessoa.
Não eu nunca mais permitirei me tornar aquele monstro que não tinha vida social,
que não tinha tempo para o tempo, pra si, pra a calma, pro amor, pra não dor.
Eu não posso reeditar o nosso tempo, quero que saibas que ainda te sinto.
Que o amor é algo simples.
Ele nada pede.
Ele nada impõe.
Ele nada sofre.
Ele nada antecipa.
Ele nada morre.
Ele nada chora.
Ele nada sangra.
Não posso voar sem antes cair.
Eu cai e agora posso voar.
Se já está a voar com outrem.
Eu irei além dos céus: além.
Leandro Borges

span style="color:#cc0000;">Mesmo que peça não me trará a promessa do não fim.
Senti as paredes verterem em água em condição avessa
e uma correnteza contrária ao amor de dois corações.
Eu sei que mesmo ao fingir não poderei ir ao teu coração.
Quebro mais uma perna ao entrar em cena e é uma pena não poder
te ver na platéia, te ver no proscênio, eu te vejo apenas de pano de fundo.
Meu mundo se torna imundo ao tentar reverter a realidade
pra satisfazer ao meu bel-prazer toda a tua inocência.
Meu minuto fica diminuto comparado aos que te dei
e agora sei que o tempo não vale sem ter o seu proveito.
Agora em minha casa deito em uma casa vazia, ora quente
ora fria, sem perceber que tudo poderia... tudo poderia...
Mais um vento entra dentro da alma sem pedir passagem
e segue mais uma viagem pra dentro de toda a minha tristeza.
Faz parte de todas as lágrimas que já rolei e te dei
a licença de toda a minha dor, em papel de manchas de amor.
São feitas de meu sangue mais sincero, mais vertente
e meu plexo explode convexo em uma valsa de dor e suor.
Nada vale ter uma vida cheia de imagens mas vazia.
Eu deixo ainda cair toda as bolhas do pensamento pesado
que escorrem pela sala com cheiro forte de fleuma.
Eu tentei por muitos anos não ser uma estátua, mas não venci.
Meu orgulho e a minha dor latente brecaram toda a possibilidade que havia.
Morri em vida por muitos e muitos dias, passei a tentar apagar
uma lousa que nunca se apaga, mas apenas se abranda algumas partes e poucas
ficam temporariamente vendadas, mas nunca apagadas como eu queria.
Sim, sim e sim; por mais que não possas acreditar eu fui realmente outra pessoa.
Não eu nunca mais permitirei me tornar aquele monstro que não tinha vida social,
que não tinha tempo para o tempo, pra si, pra a calma, pro amor, pra não dor.
Eu não posso reeditar o nosso tempo, quero que saibas que ainda te sinto.
Que o amor é algo simples.
Ele nada pede.
Ele nada impõe.
Ele nada sofre.
Ele nada antecipa.
Ele nada morre.
Ele nada chora.
Ele nada sangra.
Não posso voar sem antes cair.
Eu cai e agora posso voar.
Se já está a voar com outrem.
Eu irei além dos céus: além.
Leandro Borges
28 de dez. de 2007
Poesya
Labels:
experimental,
Flor

Tento honrar a escolha dela.
Não me sinto enobrecido, na verdade não faço para mim.
Não me sinto seu dono, mas sim uma pequena parte de seu vetor.
Vivo a tua imensidão a cada dia, trocando os meus dias por versos
de braços abertos para o céu estrelado, mesclado com suas tintas
rosas, azuis e brancas: se fundem suavemente em um mar ao alto.
Corro, venço o chão, atravesso toda a orla de um imenso paraíso
e vibro, a cada delicado recado, da tua criação.
Inunda o meu mundo de lágrimas, felicidade e gratidão.
A tua verdade é simples e intrínseca a própria vida.
Todas as cores se espalham no teu fogo eterno.
Flambeia as almas com a tua magia, vento e alegria.
Ondas dançam por toda a imensidade desse planeta
a cada violeta, a cada pássaro ao ar, cada folha, cada estrela,
a cada nascer de sol, a transição de cores jogadas no céu.
Um balde de emoções, mil sensações, vejo teu querido céu colorido.
Brindo com todas as criaturas de Deus a esse planeta extremamente belo.
Peço a permissão de por umas poucas linhas poder te retratar com o meu sonho,
a minha vida, para ti doou os meus olhos; que são vetores da tua essência.
É um céu imenso, sol imenso, estrelas infinitamente belas: sonho real.
Leandro Borges
27 de dez. de 2007
Carne Rosa
Labels:
experimental,
Flor
Escorre uma gota de suor pelo corpo inteiro.
Espalha o cheiro da pele crua, mergulha nua.
Revela a flor do teu sexo delicado, explode, convexo.
A rosa da tua pele brilhará, brava, sobreviverá!
Desliza o rio de mel em meio as montanhas avermelhadas,
do sol poente, que arde ao ser engolido pelo campo florido.
Vejo pelo ângulo do umbigo a leve silhueta perfeita.
Paraíso, uma mulher de olhar provocante e perigoso.
A leoa dos teus olhos provoca vertigem em terra virgem.
O sal do corpo semeia ao vento um raro condimento.
Maravilha é deitar no teu coração e sentir a explosão.
Deixar mais uma vez que o momento seja lento.
Que o verdadeiro sentimento dite o vento.
Leandro Borges
24 de dez. de 2007
Coração, olhos, suor e arrepio.
Labels:
experimental
No coração bate mais forte,
fazendo esguichar sangue
por todo o lado, a cada estocada
de seu punhal mui afiado explode.
Os olhos de alegria, brilham forte
ao ver o projetil explodir seu crânio.
Fazendo tudo ficar em tons de cinza e vermelho.
Começa a suar frio de surpresa
ao, levemente, ser cremado vivo,
com brasas quentes e amáveis.
Sente um arrepio estremessedor
ao ser empalado vivo, sem dó,
do ânus ao seu cerebro oco.
Leandro Borges
Na flor do teu leito
Labels:
experimental,
Flor
Acordei na flor do teu leito nú.
O céu era um mar doce e apimentado.
Eu vi os primeiros raios do sol com outros olhos.
Me parecia um leque de cores mescladas.
O reluzir das orquídeas encantavam as ondas do céu.
Os ventos traziam os perfumes da natureza selvagem.
As estrelas boiavam, em líquido voavam em prazer.
Um baile circular em volta do esfera azul.
Emanava a paz e um silêncio profundo, sem igual.
Uma escalada sem fim, em uma montanha de morangos com mashmelow.
Flutua em nossas almas um suspiro escondido.
Leandro Borges
23 de dez. de 2007
Derepente estou aqui
Labels:
experimental
Os momentos mais incríveis que passei foram aqueles que meus amigos me acompanharam.
Um dos piores momentos foi certamente onde não havia nenhum deles perto de mim.
Uma folha ainda verde
pousa em meu ombro.
Ainda posso sentir
o cheiro da primavera
em nós e a nos rodear.
Deito no leito de águas profundas
deixo toda sujeira minha descansar.
Descanso ao vento,
me leva por um tempo
para dentro da memória,
me faz rever a história.
Um pétala encontro dentro da tua boca
é tão vermelha quanto o teu ódio.
Eu vi uma estrela em um dia tão nublado
ela me olhava tanto: um olhar calado.
Seria sua a minha alegria, ou seria nostalgia?
Seria minha esta euforia, ou seria agonia?
Tudo que percebo e vejo
é apenas um percevejo.
As ondas do ar levam e movem meu cabelo
ondulando ao ar, fazendo curvas lentas.
Ondas: curtas, leves e simples como um dia de verão.
Toda a poesia de um dia foi morta
pela falta de visão do simples,
do belo, da vida; da harmonia.
As desconexões de nossas vidas refletem em nossa arte,
em nosso carácter, na nossa vida, profissão e amares.
Leandro Borges
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