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10 de jan. de 2010
Desesperança
Hoje é o dia para o desamor.
Feito de desencanto, desencontro; desilusão.
Há um desequilíbrio, desconforto, desanimo e desinteresse.
É um mar de descontrole, e a desarmonia como guia.
Tropeça no descuido, viaja na desventura.
Falece no descompromisso, vive em desgosto, desgraça e desatenção.
Da desconcentração caí na descrença.
Descolore a face da vida, uma recaída desapercebida, desmaia desvalido.
Desencorajado despede-se do sentimento.
Desalento míngua em desdêm da voz dissonante.
Muito aquém, chora o desfrutar da desordem.
Leandro Borges - 12/06/2009
17 de nov. de 2009
palco-vida
Labels:
curto
claro que de pedras temos de passar
pelo caminho
e um caminho é como uma marca
teu palco
tua vida
coloque o foco no sincero
que o sincero lhe virá
como uma onda
mesmo que caiam pedras
sei que és uma menina que não merece essa dor
use a explosão para a vida alegria irradiar
e por mais que os dias sejam dias com
dor
culpa
pranto
descaminhos...
sei que tens a força para encontrar outros caminhos
assim como o protagonista contorna os obstáculos
irá com poder e sutileza que tens
encontrará quem saiba te amar
tens o raio de sol nos olhos
nunca deixe de brilhar
mesmo que existam olhares quebrados...
olhares serios...
o teu brilho, tua atenção, sempre me cativaram
sei que te conheço pouco
mas não importa pra mim ao menos
não são de mentes brilhantes que o mundo precisa...
disso ele está cheio
é de corações brilhantes como o teu que ele precisa
minhas sinceras palavras
Le
pelo caminho
e um caminho é como uma marca
teu palco
tua vida
coloque o foco no sincero
que o sincero lhe virá
como uma onda
mesmo que caiam pedras
sei que és uma menina que não merece essa dor
use a explosão para a vida alegria irradiar
e por mais que os dias sejam dias com
dor
culpa
pranto
descaminhos...
sei que tens a força para encontrar outros caminhos
assim como o protagonista contorna os obstáculos
irá com poder e sutileza que tens
encontrará quem saiba te amar
tens o raio de sol nos olhos
nunca deixe de brilhar
mesmo que existam olhares quebrados...
olhares serios...
o teu brilho, tua atenção, sempre me cativaram
sei que te conheço pouco
mas não importa pra mim ao menos
não são de mentes brilhantes que o mundo precisa...
disso ele está cheio
é de corações brilhantes como o teu que ele precisa
minhas sinceras palavras
Le
Tempo-Vida
Águas são Águas... saiba conhecelas
pois elas te levam aonde queres ir! - e saibas
que a vida é um ponto momento, e deste momento
que a aquarela infinita da vida é feita.
Se foram de ondas... São de ondas que te levarão aos grandes mares!
pois elas te levam aonde queres ir! - e saibas
que a vida é um ponto momento, e deste momento
que a aquarela infinita da vida é feita.
Se foram de ondas... São de ondas que te levarão aos grandes mares!
2 de mai. de 2009
nuvem negra
e se eu te visse na lanchera
que bom que era
ou um pesadelo
sentaria ao meu lado e conversaria
ou então traria um defunto ao teu lado
tiramos mutuamente a inocência
quando partiste
outra camada me foi tirada
conheci em carne viva a maldade do mundo
e nada, nunca mais, meu mundo nunca mais foi igual
Uma prisão do coração ainda lembra de ti
depois de tantos anos; engraçado que pra ti
alguns meses depois já seriam muitos e muitos carnavais...
A flor da pele
ultrasenssível
perdido, desorientado
Sem esperança nem razão
Talvez reviver ainda essas dores seja um trauma mesmo.
Leandro Borges
que bom que era
ou um pesadelo
sentaria ao meu lado e conversaria
ou então traria um defunto ao teu lado
tiramos mutuamente a inocência
quando partiste
outra camada me foi tirada
conheci em carne viva a maldade do mundo
e nada, nunca mais, meu mundo nunca mais foi igual
Uma prisão do coração ainda lembra de ti
depois de tantos anos; engraçado que pra ti
alguns meses depois já seriam muitos e muitos carnavais...
A flor da pele
ultrasenssível
perdido, desorientado
Sem esperança nem razão
Talvez reviver ainda essas dores seja um trauma mesmo.
Leandro Borges
Lapso de espaço
Uma vida por uma vida.
Um grão de areia.
Forja uma carência.
Pensa nas tuas culpas.
Deixa-me em vão.
Teu caminho não me deixa.
Teu coração não me fala.
Minhas dores tiram a tua atenção.
Teu beijo não faz verão.
A vida por um olho mágico.
Trágico momento envolto em teu peito.
Meu coração é teu.
Diz pra mim, cade você?
Se lembra das noites em que passamos?
Nem tudo eu te disse.
As poucas palavras que falei são reais.
Meu mundo está longe do seu.
Leandro Borges
29 de abr. de 2009
Lembrança branca
Não fala de amor assim,
pois de amor assim não pode ser...
Deixa de ser o que não se é.
O que não se sente.
Me deixe sozinho.
Uma vida deixada em vão.
Suspende o traço em cima da tela.
Diz que não vive, diz que não sonha...
Tocou outro dia um samba bonito, tão bonito...
Aí eu lembrei de você.
Lembrei do teu rebolado ou não.
Lembrei da minha sorte.
Da nossa insanidade de fantasia.
Da nossa mocidade.
Intensidade.
Vontade.
Amizade.
Cumplicidade.
Do nosso tesão.
Do teu blusão...
Daquele verão...
Ah que verão foi aquele!
Leandro Borges
5 de abr. de 2009
Banho
Água cheia de vida
Escorre através e veste o corpo
Protege e nutre
Equilibra
Revigora
Tenho alegria no teu leito
Tenho alegria no meu peito
Caminho o caminho
Passo o passo
Gota a gota
Brilha intensamente
Refletidas imagens
Água viva
Cercado como um túnel de luz
Rolam águas de uma nova vida
Onde as grande águas moram
Onde todos os rios moram
De todos os planetas
De todo o universo
Todos eles se encontram
Onde tudo flui
Onde tudo há.
Leandro Borges
2 de abr. de 2009
O segredo é não te-las e sim convive-las.
Labels:
curto
O segredo é não te-las e sim convive-las.
Leandro Borges
Leandro Borges
Um dia acontece
Labels:
curto,
experimental
A grande verdade é que ainda procuro,
E nessa busca gostaria de não buscar
E sim, que aconteça.
Um belo dia uma seta de luz nos encontra.
Os olhos então param de se perder
Então toda nossa geração olha e encontra.
Não por estar procurando
Simplesmente a paz se instala nos corações
Milhares de corações em par se fundem
Encontram unidade, se repelem, se atraem
Se completam, se antagonizam
Choram, sorriem, brigam, conciliam,
Explodem, abraçam, quebram, reintegram,
Plenos; completam juntos em par a caminhada da vida.
Leandro Borges
31 de mar. de 2009
Quem dirá
Labels:
curto,
experimental
Todo o potencial de recriar.
Um homem que escolhe é escolhido?
Somo apenas um filme já gravado?
Somos marionetes da sorte?
Não temos o potencial de escolha?
Somos o fruto do nosso caminho
Ditado pelo andar e o próprio caminho?
Todo homem a margem é fadado ao crime?
Toda a dureza do mundo é criador do criminoso?
Não acredito em certezas imutáveis
Somente as fatalidades são certas
Como a seta lançada ao ar.
Leandro Borges
29 de dez. de 2008
Reino de sonho
Sonhos insólitos esfacelam com um tiro de flores.
Explode uma bomba as cinco horas na avenida central;
pinta, com excessos de tinta tudo ao redor.
Manchas vermelhas, pingos em amarelo, respingos de azul,
borrões em roxo, tudo profundamente sujo em multicores.
Há ainda muitas pessoas na sala de jantar
continuam a nascer e nascer e morrer e morrer.
Ilumina os jardins com um feixe feito de aves brancas
Um clarão em arrevoada, batem asas e ventam.
Uma golfada de ar entre os cabelos, leves e soltos.
Correm soltos, envoltos em canção, parte, pulsa,
parte e expulsa todas as mortes em pôr-do-sol.
Irrisória promissória de um falso amor.
Tigres distorcidos, leões derretidos, baleias voam
entre nuvens lilás e esmeralda, esguicham jatos em prata.
Reluzem em sua pele de vitral, baleia de sonho e frescor.
Leandro Borges
18 de dez. de 2008
perdido boulevard
Labels:
curto
cai uma pétala do meu bolso
e me incendeia o pensamento
concentro a atenção neste perdido Boulevard
andando em mão contrária e me fixo no metal
minhas asas murcham, mais um dia deixo de voar
Leandro Borges
8 de dez. de 2008
Frutificar do coração
O jubilo da lavourar o amanhã.
A boa nova do novo tempo.
A certeza da vitória sempre
é o meu escudo, a palavra o meu sabre.
As pedras, os destroços e buracos
tentam impedir o meu sonho, a vida.
Existem parasitas, abutres e ervas
daninha da alma, nossa e alheia.
Um tempo bom surge, frutifica-lo
eu farei, na medida certa nutrir.
O equilíbrio e a disciplina como guia.
O caminho único do coração.
Leandro Borges
4 de dez. de 2008
Passa o passo
Labels:
curto,
experimental
Passa um passo.
Passa um poço.
Passa e passa.
Passa um dia, passa um ano.
Eis que tu passas mas não passa.
Passa na minha memória mas não passa.
Passa a dor.
Passa a crise.
Passa o trovão.
Passa em passinhos.
Passa de raspão.
Eis que outra onda passa.
Meu coração não passa, para.
Pra ti ver passar.
Pra ti ver sorrir.
Pra ti ver brilhar.
Pra mais um dia nascer.
É uma vida que passa.
Mas o que não passa
é o eterno da memória.
É a nossa estória,
que nenhum livro de história
há de contar.
Alarga o passo.
Olha seus passos na areia em frente.
E deixa passar tudo aquilo que passou.
Leandro Borges
3 de dez. de 2008
Uma criança pura
Labels:
curto
Vira página e mostra a palavra desnuda.
Tira o encobrimento dessa maquete, da cidade.
Me voam as paginas até mim, volto ao ponto inicial.
Para um pássaro aos pés, olho para ele profundamente.
Fico pensando dias e dias e mais dias.
Que deixa o corpo solto, continuo a mirar.
Deus me guie, deixe o seu ar me levar, e tão somente ele.
Proteja de toda a chuva do inimigo, lobo a espreita.
Quero um canto seco, quero compartilhar a paz, o amor.
A consciência limpa, a confiança não abalada.
Ficar sem mais sinais em um canto, em paz.
Fechar os olhos e só ver a luz do alto.
Escutar a voz de Deus e dormir como uma criança pura.
Leandro Borges
13 de out. de 2008
O outro tempo
Labels:
curto
Aqueles que não olham pra trás
não sabem o que será o amanhã.
Tua face doce salgada.
Fica parada com um fim.
Sem o teu tempo eu digo, sim.
Em partem, a outra parte, se parte e parte.
Deixar o tempo te ver.
Escorrer na caminhada dos anos.
Deixe a vida lhe servir um gole.
Leandro Borges
13 de ago. de 2008
Em carne e osso
Labels:
curto,
eu,
experimental
Se não há amizade, não há amor. Se há tristeza, não há amor, só dor.
Paixão é só uma projeção de uma perfeição que não existe.
Errar e amar são humanos.
Quem ama a perfeição, ama em vão.
Com os pingos nos is, e com o coração em carne e osso.
Leandro Borges
Não existe poesia
Labels:
curto,
experimental
É poesia não é pra todos, apenas os despertos de coração.
É como servir água a um morto.
É como dar roupas a uma sombra.
É como pintar para um mundo cego.
É como tecer em sinfonia para surdos.
É como tentar fazer voar uma pedra.
Não há o que fazer, para uns a vida é apenas isso.
Leandro Borges
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