Deixar meu livre-ser, ser.
Sem dogmas.
Sem vicitudes.
Ligar-me ao ser interior.
Não negar minha sombra.
Sem pseudo: atitudes e sentimentos.
Andar contra o falso vento.
Ser parte sóbrio parte ébrio.
Voltar a falar de flores.
Ou melhor, o reino interior das cores por de trás das flores.
Se falasse de amores também converteria em cores.
Meu ser não pode ser pelo outro meu ser, aprisionado.
Sei que há um guerreiro e um monge em mim.
Assim como um sonhador, um descrente.
Um anjo e um carrasco.
Um menino e um amante.
:Há boleadeiras, rosetas e flores.
Procuro uma grama para deitar ao sol.
Procuro um canto de natureza que me queime, que me mantenha vivo.
Um pedaço de verde, que viva, mantendo assim em mim a chama da esperança.
Um lugar diferente, onde o silêncio é sagrado.
Leandro Borges - 03/07/10
Mostrando postagens com marcador eu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eu. Mostrar todas as postagens
8 de mar. de 2012
21 de nov. de 2011
Mundo Desnudo
E quando eu olho pela janela da minha vida e posso ver tantos vitrais.
Um sonho.
Um parque.
Tantos sorrisos.
Cores, luzes e flores.
Família.
Carinho.
Canção.
Passeamos juntos, vamos juntos.
Corações se abraçam e caminhamos unidos.
A falsa realidade do falso ego: não existem as roupas, não existem os carros, não existem os ouros, não existem as faces, não existem os corpos.
Vejo pela janela da verdade: Corações em amor, Corpos de luz e Canções.
Leandro Borges
Um sonho.
Um parque.
Tantos sorrisos.
Cores, luzes e flores.
Família.
Carinho.
Canção.
Passeamos juntos, vamos juntos.
Corações se abraçam e caminhamos unidos.
A falsa realidade do falso ego: não existem as roupas, não existem os carros, não existem os ouros, não existem as faces, não existem os corpos.
Vejo pela janela da verdade: Corações em amor, Corpos de luz e Canções.
Leandro Borges
6 de nov. de 2011
rEUvolução
Onde a sorte não escolhe, o sonho volta.
A caminhada longa e com muitas curvas.
Os tempos que se passou, cada vegetação.
Onde se vive com poucas moedas.
As pernas cansam, o sonho mais longe... até que um dia nascem as asas.
Perto de quem quer bem, fico bem, protegido.
Onde os corações ainda são corações.
A vida por falar das cachoeiras.
O barco por novas faces.
Os novos faróis de novos tempos.
Ocupei meu coração e tomo conta mais de mim.
Onde a revolução eu plantei no meu coração.
Na minha vida brotará a minha revolução pessoal.
Leandro Borges
A caminhada longa e com muitas curvas.
Os tempos que se passou, cada vegetação.
Onde se vive com poucas moedas.
As pernas cansam, o sonho mais longe... até que um dia nascem as asas.
Perto de quem quer bem, fico bem, protegido.
Onde os corações ainda são corações.
A vida por falar das cachoeiras.
O barco por novas faces.
Os novos faróis de novos tempos.
Ocupei meu coração e tomo conta mais de mim.
Onde a revolução eu plantei no meu coração.
Na minha vida brotará a minha revolução pessoal.
Leandro Borges
3 de out. de 2011
Brilha primavera brilha
Labels:
eu
As bordas da alma.
As teias da luz do fim dos tempos.
Entre as veias de um quase outro tempo.
Segue um instinto leve e brando.
Entre tantas formas de ver, cura o vento com fogo.
Se no topo da criação ele fez como um elfo.
As mãos como teias, entrelaçadas de ar.
Saiam fitas das suas emoções, tinha tanta luz.
E ainda vibrava em notas mais doces e ásperas e leves.
Se o sol parece grande... nós podemos ser maior ainda.
Quando mais podemos voar, mais podemos derreter.
Como fungos tão bonitos de coração, somos amor.
A brisa suave atravessa nossas cabeças e faz aquele mel.
Deixa a pressa pra lá. Ela é para os cegos de coração.
Deixa o lucro pra lá. Ele é para os adormecidos de luz, de consciência.
Deixa o ego pra lá. Ele é o mal do mundo, o anti-Deus da nossa existência.
Atalhos são partes do retalho da não completude das coisas.
Siga forte como um rio e suave como uma borboleta.
Os raios de sol estavam recheados de flores e no coração a primavera.
A vida mais uma vez renovada, reesverdeada por aquele verde claro.
Deixo a casca do carvalho me proteger.
O roxo claro dos ipês me remeter.
Quero toda a porto alegre do meu coração.
Levo o Guayba por onde for.
É de porto-alegrares que indo em mim.
Eu vi um campo tão lindo de flores no meu sonho.
Quero todas as cores e outras mais, peço permissão a natureza para abrir os olhos dos meus olhos.
Peço as sementes mágicas que deixem, como meus ancestrais deixaram voar.
Eu sei que posso voar, e os brutos de alma nunca entenderam isso.
Quanto mais racional, mais vil se torna.
Quando o coração fala e é realmente escutado e seguido, a vida é vida.
Quando a vida não é mais vida, seguimos as cifras, os números a lógica.
Essa lógica que não é lógica, porque mata por lucro.
Não engula ideias que matam.
Ao contrário vemos retas, contas e números, matando a nossa natureza interna.
Matando as nossas vidas, nossas crianças, nossas emoções genuínas.
Nos desumanizando ao máximo, lutando por lucro e dinheiro sujo.
Vendendo até a própria mãe.
Onde há uma reta não há um coração.
Eu quero abrir a felicidade do meu coração e
jogar pelo ralo as ilusões líquidas de publicidade.
Se esse mundo é feito disso, quero distância.
E se a arte e contaminada por isso, morre a arte.
Quantas luz você já emanou hoje?
Saiba que não adianta nada fixar a vida naquilo que pode tocar.
Não há riqueza naquilo que toca, há riqueza quando consegues tocar alguém.
Pois ao atravessar essa vida, verás que teus bolsos serão outros e não terás dinheiro.
Do mundo material não se leva nada ao atravessar e vencer a morte, e então viver na espiritualidade.
Não haveria sentido viver se fôssemos fragmento de reta.
Somos o horizonte e o pôr-do-sol.
Tão infinitos na essência quanto Deus.
Eu sou ponte, quem fala por mim não sou eu.
Eu sou apenas um pote, onde eles podem lhe dar a água.
E quem bebe dessa água, jamais terá sede.
Essa sede que quando se mata, não temos mais o vazio da vida.
Uma vida pilastra-da em outras pessoas, cai, quando essas ve vão.
O turvo som de pássaros negros outra vez aparecem na casa da morte.
São esses mesmos que nos desafiam a voar.
Os ventos mudam a cada queda de um.
Se o sol não nascer, buscaremos outro lugar para estar.
Temos no corpo e na alma fragmentos de estrelas.
Buscamos pessoas que não deixaram de brilhar apesar desse corpo grosseiro que temos.
Ao escutar o canto dos pássaros sinto que tudo aquilo que canto é sujeira.
Admiro os pássaros por cantar.
Deveríamos ficar quietos por muito mais tempo,
parar as cidades e apenas deixar os pássaros ressoarem bonito.
Aprenda a escutar as músicas mais belas pela voz dos pássaros,
eles transmitirão somente aos corações abertos.
Vamos amigos da terra do nunca, sigamos nesse lindo trem até lá.
Com o coração puro podemos atravessar o rio.
Chegar a outra margem e então poder voar, conversar com fadas.
Ver além das borboletas, e ver então as ninfas, Afrodite e Dionísio.
Uma festa tão bonita como o sorriso de uma criança.
Onde o amor é protagonista.
Onde temos a riqueza de ajudar.
Onde a gentileza é nossa moeda.
Onde família é cultivada e tem raízes fortes.
Onde o ego é anulado.
Onde o coletivo tem alma e dança circular.
Eu sou amor.
Eu sou luz.
Eu sou flor, fogo e ácido.
Onde o mar namora a lua.
Onde o sol namora o pampa.
Admire, dance, transborde.
Cante, lute, sonhe.
Ame, queime, mude.
Vou deixar o meu coração me levar, no mar do amor.
Com o desejo voraz, com pé na estrada e o peito aflito pelo novo.
Tenho orgulho de ter sangue guarani, charrua, minuano... nas minhas veias e na minha alma.
Leandro Borges
As teias da luz do fim dos tempos.
Entre as veias de um quase outro tempo.
Segue um instinto leve e brando.
Entre tantas formas de ver, cura o vento com fogo.
Se no topo da criação ele fez como um elfo.
As mãos como teias, entrelaçadas de ar.
Saiam fitas das suas emoções, tinha tanta luz.
E ainda vibrava em notas mais doces e ásperas e leves.
Se o sol parece grande... nós podemos ser maior ainda.
Quando mais podemos voar, mais podemos derreter.
Como fungos tão bonitos de coração, somos amor.
A brisa suave atravessa nossas cabeças e faz aquele mel.
Deixa a pressa pra lá. Ela é para os cegos de coração.
Deixa o lucro pra lá. Ele é para os adormecidos de luz, de consciência.
Deixa o ego pra lá. Ele é o mal do mundo, o anti-Deus da nossa existência.
Atalhos são partes do retalho da não completude das coisas.
Siga forte como um rio e suave como uma borboleta.
Os raios de sol estavam recheados de flores e no coração a primavera.
A vida mais uma vez renovada, reesverdeada por aquele verde claro.
Deixo a casca do carvalho me proteger.
O roxo claro dos ipês me remeter.
Quero toda a porto alegre do meu coração.
Levo o Guayba por onde for.
É de porto-alegrares que indo em mim.
Eu vi um campo tão lindo de flores no meu sonho.
Quero todas as cores e outras mais, peço permissão a natureza para abrir os olhos dos meus olhos.
Peço as sementes mágicas que deixem, como meus ancestrais deixaram voar.
Eu sei que posso voar, e os brutos de alma nunca entenderam isso.
Quanto mais racional, mais vil se torna.
Quando o coração fala e é realmente escutado e seguido, a vida é vida.
Quando a vida não é mais vida, seguimos as cifras, os números a lógica.
Essa lógica que não é lógica, porque mata por lucro.
Não engula ideias que matam.
Ao contrário vemos retas, contas e números, matando a nossa natureza interna.
Matando as nossas vidas, nossas crianças, nossas emoções genuínas.
Nos desumanizando ao máximo, lutando por lucro e dinheiro sujo.
Vendendo até a própria mãe.
Onde há uma reta não há um coração.
Eu quero abrir a felicidade do meu coração e
jogar pelo ralo as ilusões líquidas de publicidade.
Se esse mundo é feito disso, quero distância.
E se a arte e contaminada por isso, morre a arte.
Quantas luz você já emanou hoje?
Saiba que não adianta nada fixar a vida naquilo que pode tocar.
Não há riqueza naquilo que toca, há riqueza quando consegues tocar alguém.
Pois ao atravessar essa vida, verás que teus bolsos serão outros e não terás dinheiro.
Do mundo material não se leva nada ao atravessar e vencer a morte, e então viver na espiritualidade.
Não haveria sentido viver se fôssemos fragmento de reta.
Somos o horizonte e o pôr-do-sol.
Tão infinitos na essência quanto Deus.
Eu sou ponte, quem fala por mim não sou eu.
Eu sou apenas um pote, onde eles podem lhe dar a água.
E quem bebe dessa água, jamais terá sede.
Essa sede que quando se mata, não temos mais o vazio da vida.
Uma vida pilastra-da em outras pessoas, cai, quando essas ve vão.
O turvo som de pássaros negros outra vez aparecem na casa da morte.
São esses mesmos que nos desafiam a voar.
Os ventos mudam a cada queda de um.
Se o sol não nascer, buscaremos outro lugar para estar.
Temos no corpo e na alma fragmentos de estrelas.
Buscamos pessoas que não deixaram de brilhar apesar desse corpo grosseiro que temos.
Ao escutar o canto dos pássaros sinto que tudo aquilo que canto é sujeira.
Admiro os pássaros por cantar.
Deveríamos ficar quietos por muito mais tempo,
parar as cidades e apenas deixar os pássaros ressoarem bonito.
Aprenda a escutar as músicas mais belas pela voz dos pássaros,
eles transmitirão somente aos corações abertos.
Vamos amigos da terra do nunca, sigamos nesse lindo trem até lá.
Com o coração puro podemos atravessar o rio.
Chegar a outra margem e então poder voar, conversar com fadas.
Ver além das borboletas, e ver então as ninfas, Afrodite e Dionísio.
Uma festa tão bonita como o sorriso de uma criança.
Onde o amor é protagonista.
Onde temos a riqueza de ajudar.
Onde a gentileza é nossa moeda.
Onde família é cultivada e tem raízes fortes.
Onde o ego é anulado.
Onde o coletivo tem alma e dança circular.
Eu sou amor.
Eu sou luz.
Eu sou flor, fogo e ácido.
Onde o mar namora a lua.
Onde o sol namora o pampa.
Admire, dance, transborde.
Cante, lute, sonhe.
Ame, queime, mude.
Vou deixar o meu coração me levar, no mar do amor.
Com o desejo voraz, com pé na estrada e o peito aflito pelo novo.
Tenho orgulho de ter sangue guarani, charrua, minuano... nas minhas veias e na minha alma.
Leandro Borges
13 de ago. de 2011
A caminho do Uno
Labels:
eu
Onde o horizonte longe voa leve.
As suaves brisas da nova aurora.
Corre em um grande campo de flores.
Ao abrir das almas iluminam como sóis.
Andando entre cores, fortalecem e crescem.
Simples chuva fina.
Limpa.
Ilumina.
As palavras dos lábios positivam o universo.
Nutre o amor incondicional.
No meditar do coração transmitem ao todo.
Somos no "Eu Sou" um só.
Uno.
Ao evoluir do universo compartilhamos:
Em
---Amor
---------Paz
------------Luz
----------------!
As suaves brisas da nova aurora.
Corre em um grande campo de flores.
Ao abrir das almas iluminam como sóis.
Andando entre cores, fortalecem e crescem.
Simples chuva fina.
Limpa.
Ilumina.
As palavras dos lábios positivam o universo.
Nutre o amor incondicional.
No meditar do coração transmitem ao todo.
Somos no "Eu Sou" um só.
Uno.
Ao evoluir do universo compartilhamos:
Em
---Amor
---------Paz
------------Luz
----------------!
05/06/11 - Leandro Borges
21 de mai. de 2011
Porto segue Alegre
Labels:
eu
Porto Alegre distante, quase esqueço as saudades, mas dai me lembro.
A tua cara, a tua vida, a tua fala, o jeito de ser.
Sinto falta da tua alegria em mim, do teu sol sem fim, das tuas gurias a me olhar, da tua suavidade de ser que só.
Agora reconheço.
Teu preço não está na grandiosidade, mas está na tua leveza de sorrir, que aqui eu vejo só peso. Onde meu coração era um guri feliz, que sentava feliz na grama contemplando o sol.
Onde a alegria aporta no meu coração, é em que deixo a âncora da minha glória. Onde minha sina é lembrar novamente de ti ao longe, e por onde meu peito não esconde o bater o coração desesperado batendo feliz.
Se Porto, se Alegre, se segue.
Leandro Borges
A tua cara, a tua vida, a tua fala, o jeito de ser.
Sinto falta da tua alegria em mim, do teu sol sem fim, das tuas gurias a me olhar, da tua suavidade de ser que só.
Agora reconheço.
Teu preço não está na grandiosidade, mas está na tua leveza de sorrir, que aqui eu vejo só peso. Onde meu coração era um guri feliz, que sentava feliz na grama contemplando o sol.
Onde a alegria aporta no meu coração, é em que deixo a âncora da minha glória. Onde minha sina é lembrar novamente de ti ao longe, e por onde meu peito não esconde o bater o coração desesperado batendo feliz.
Se Porto, se Alegre, se segue.
Leandro Borges
14 de mai. de 2011
16 de abr. de 2011
Renovo
Labels:
eu,
experimental
Sigo feliz em corpo amorfo.
Não aceito formas, não aceito rótulos.
Transpasso estilos, modas e lugares e épocas.
Não sou apenas mais um homem-produto.
Aquele que age sem saber o porquê.
Onde muitos dormem, seguem letárgicos.
A cópia, da cópia da cópia, são todos um.
Sem valor, sem identidade, sem pensamento próprio, sem real vida.
Eu sigo, comprando revoltas, comprando ideias, abominando ideologias.
Como um ocidental não banal, sou aquilo que acredito, e respeito meus princípios e subverto.
Leandro Borges
24 de fev. de 2011
O amor por toda vida ou E como é bom
Labels:
alegria,
eu,
experimental
Um dia se perde o medo de viver.
e para de sobreviver e começa a saborear melhor a vida
com todas as papilas gustativas
com uma colher bem grande
sem caraminholas, fantasmas ou medos
A vida segue o curso natural do rio
Os obstáculos do caminho são naturais assim como vencê-los
A vida é feita de pontos-momentos
Saiba comer pequenas porções mastigando bem
Alargue o prazeres, os pontos-momentos da vida
Renasça seus olhos, esvazie seu pote,
mude de cor, de sabor, de saber, de vida
troque a água que o alimenta,
transmute a energia do seu interior
pra ser regado por todo amor que houver nessa vida
e um bom coração pra dar garantia.
20 de dez. de 2010
Coragem de um vento
Labels:
eu
Furo o vento, o medo, o tempo
A vontade de fazer teatro me faz mais vivo, sigo
Quase corro, quase morro
É uma mistura de respiração ofegante, suor e garra e fome de teatro
Aperto passo, o coração e abraço a alegria
Me sinto leve, confiante e ofegante
Existe alguém mais apaixonado do que eu?
Fazendo malabares com navalhas
Isso é fazer arte aqui
Me corto nas ruas, mas meu sangue berra, não perde força, avança, luta; sonha!
Sigo por avenidas pequenas
Vejo prédios não charmosos
Tecnologia vazia
Olho para meu coração e vejo um charmoso café e três luas crescentes
a mata atlântica e a Amazônia
O teatro dita meu tempo.
Tempo de arte.
Sonho
Canto
Luto
Leandro Borges
1 de dez. de 2010
Renascer em primavera
Cansado de andar por galáxias distantes
longe da minha natureza
todos cheios de pressa
Mesmo entre esses astros vemos tanta lama
e não há fama que justifique
Andamos distantes, em planetas opostos
e não por acaso vejo o outro lado
Deixamos de lado todo luxo e todo lixo
Ambos abomino
Te convido para um não-convite
Recebo o retorno da chave perdida
Voo calmo
Retorno a planetas
Recapturo nuvens
Danço novas músicas
Meu peito se expande em flor esmeralda
Leandro Borges
10 de nov. de 2010
Poção mágica: Água
Água que caia!
Água que caia!
Água que caia!
Chuva que vem renovar
Irriga a minha alma
Lava o meu mundo
Traz a água que nunca para de brotar
Renasço a cada chover
Reconheço o meu ser em cada gota
É simples e cristalina
Há chover para o mundo dar voltas
Ciranda água ciranda
Vem brincar em volta
Encanta
Cai
Levanta
Limpa
Cura
Purifica
Torna-me um admirador de todo fluxo
Me deixa ver a lágrima de alegria cair do olho do planeta terra.
Leandro Borges
3 de nov. de 2010
Em outros mundos
Labels:
eu,
experimental,
imagens
Falsos passos perdidos no espaço.
Andando no fio da navalha.
Entre a ferida e a rosa.
Entre a dor e a alegria.
Com tantas vidas e um coração acelerado.
Os olhos brilham.
As vitrines brilham.
As idéias brilham.
: Tudo brilha aos "olhos" de Deus!
No meio da avenida, não sei se vejo o pôr-do-sol ou a garoa.
Meu coração pertence as milhares de cores.
Graças a essa visão tenho a paixão pelo mundo.
As sombras tem muitos tentáculos perseguidores.
Vento forte em corte que vem do norte e do sul.
Nas multi-faces de um mundo, me reparte em mil faces.
Buscando frestas e um pouco de ar.
Onde os paradoxos entram em profusão profunda.
Onde pecados são apenas epifanias infames.
Onde orquídeas poderiam salvar o mundo.
Ao horizonte claramente se pode ver flâmulas vermelhas rasgadas.
Rastejando por entre feridos.
Onde muitas paixões florescem.
O orgulho pela terra, pela luta.
Se um parque pode acolher mais de mil rosas
é onde quero repousar a minha alma;
deixar o espírito livre e a mente aberta.
Um quadro onde as vestes são mosaicos e rostos de ninfetas.
Outro de traços oblíquos e movimentos sinuosos
São chaves que voam tão alto...
As portas são tantas, tantas bifurcações e tantos abismos escondidos...
Onde os mares são sete vezes sete mares, há tantos portos onde parar...
Sem a crença do passado.
Sem a verdade, sem o combustível e sem a dignidade.
Sem honradez, sem justiça e sem valores.
Se as águas vivas param de brotar na nossa irmandade,
procurarei em outros mundos.
Leandro Borges
29 de out. de 2010
novo mundo
Labels:
eu
No castelo perdido da ilusão
há um bosque encantado
cheio de flores
onde as fadas não se escondem
há um caminho de penas
quem levam ao solar
som de pássaros raros
paraíso sem placas
uma rosa dourada ao centro
brumas avermelhadas
ar doce e águas termais
cristais e artesanato
duendes sorridentes a correr
cachoeiras cristalinas
as emoções voam leve
um suspiro um arco profundo
águas são águas de rei
um reino mais feliz
onde não há princesas ou príncipes
a vida sem projeções, sem visões, sem fantasia
Leandro Borges
O não-vinho
Labels:
eu,
experimental,
imagens
É um vinho que não tem uva
---------------não tem alcool
---------------não tem fermentação
Não há estado ebrio, sem gosto, sem sabor, sem cor.
Apenas um rótulo e só.
Sem nada de vinho esse vinho tem.
E te oferecem uma prova, um copo, uma questão, uma garrafa, uma traição.
Aí então eu lembro do parreiral, do coletivo, do amassar das uvas, do fermentar orgânico, do método e do simples vinho.
Das noites ebrias, da paixão alimentada, da fome viva, a garganta úmida, do olho vivo, das almas conectadas.
Agora chega o ceifador cortando as uvas, as parreiras, as almas e as crenças.
É lilith, tão biblica e aparentemente tão feita para amar.
Tão independente e tão perfeita.
Leandro Borges
1 de out. de 2010
Sueño Selvaje
Miro las parejas y tengo ganas de llorar.
No hay cielo.
No hay mar.
Es oscuro, sin sol y el pecado.
És solo gris y más gris.
Sin razón... sin fin...
Dónde estoy y adónde voy?
No lo sé.
Solamente quiero vivir una vida tranquila.
Mucha hambre... sin, yo tengo mucha hambre de vida.
Son millones de personas perdidas en mi.
Somos iguales o no?
Quiero un nuevo sueño real, tranquilo y selvaje.
Leandro Borges
28 de jul. de 2010
Aquele bar
Labels:
eu
Minha alma voa, és em terra
És em proa.
Em azul marinho.
Vai voa.
Vagueia.
Segue estradeira o espírito voraz.
A paz contruímos no nosso mundo e nem o pensamento mais imundo pode nos destruir.
Não tem frios aqui nesse bar... mas eu tenho as fomes do mundo.
E o terror não trará horror a minha vida.
Mesmo que mais ferida seja a minha vida, vamos ser brandos, vamos ser fortes.
Aprenda a voar.
Sigamos a madrugada vadia, ele que nada tem.
Ela que vem em colapsos.
Vem com brumas.
Vem com mistérios.
Vem sem passado.
Vem sem ilusão.
Meu pão agora dorme faminto, com miséria e dor.
Todas as portas se fecham, e todos os mares se abrem.
Meu mundo precisa de um toque de gloria e nenhum amor leviano de bar poderá apagar.
As tuas garras podem ser grandes, mas o meu coração é maior.
Deixe-me voar!
Mas o meu vôo não é para fugir.
O meu vôo é para deixar todas as minhas forças livres.
É pra deixar livre o coração.
É pro céu ainda ser azul e lembrar do que se é.
A vida curta de tantos suicídios, mostrou a face mais horrenda...
E eu não vou sair por aí desesperado, porque meu ego nunca deixaria.
A minha força bruta, grito lágrimas, desespero, exagero e alegria.
Teu brilho me deixou vivo.
Não me deixe morrer.
Não se apaque para mim.
Eu sou a tela, eu sou a folha.
Deslisa, vaga, passeia; conversa, vagueia!
Meu coração te tateia, e tu... vagueia no meu mar.
Leandro Borges - maio de 2010
És em proa.
Em azul marinho.
Vai voa.
Vagueia.
Segue estradeira o espírito voraz.
A paz contruímos no nosso mundo e nem o pensamento mais imundo pode nos destruir.
Não tem frios aqui nesse bar... mas eu tenho as fomes do mundo.
E o terror não trará horror a minha vida.
Mesmo que mais ferida seja a minha vida, vamos ser brandos, vamos ser fortes.
Aprenda a voar.
Sigamos a madrugada vadia, ele que nada tem.
Ela que vem em colapsos.
Vem com brumas.
Vem com mistérios.
Vem sem passado.
Vem sem ilusão.
Meu pão agora dorme faminto, com miséria e dor.
Todas as portas se fecham, e todos os mares se abrem.
Meu mundo precisa de um toque de gloria e nenhum amor leviano de bar poderá apagar.
As tuas garras podem ser grandes, mas o meu coração é maior.
Deixe-me voar!
Mas o meu vôo não é para fugir.
O meu vôo é para deixar todas as minhas forças livres.
É pra deixar livre o coração.
É pro céu ainda ser azul e lembrar do que se é.
A vida curta de tantos suicídios, mostrou a face mais horrenda...
E eu não vou sair por aí desesperado, porque meu ego nunca deixaria.
A minha força bruta, grito lágrimas, desespero, exagero e alegria.
Teu brilho me deixou vivo.
Não me deixe morrer.
Não se apaque para mim.
Eu sou a tela, eu sou a folha.
Deslisa, vaga, passeia; conversa, vagueia!
Meu coração te tateia, e tu... vagueia no meu mar.
Leandro Borges - maio de 2010
5 de jul. de 2010
Dor desfigurada digital
Não vejo o outro vejo.
Se o deserto impacta em cheio
sinto o receio do veneno.
Toda dor condensada numa gota de saliva
lodaçal
pesada
intragável.
Sem porção de amigos
agora corroído com vocês.
Sons, trombetas tortas de anjos caídos.
Se o vento soprar e deixar
rolar o copo de plástico sem cerveja
nesse fim de quase não bar.
Minha vida perto de uma mesa
servido de nada vezes nada.
Tiro da ponta da caneta o triste traço dessas letras
que da caneta transpassada para o computador perde
a emoção dos meus rabiscos, das lágrimas misturadas a tinta,
dos borrões que traduzem muito mais a minha dor
do que estas simples palavras vãs...
Nesse mar de letras retificadas no computador,
fica tudo tão limpo, uma mentira do que sou...
perde o seu real valor...
Leandro Borges
22 de jun. de 2010
Ao plantar o sumiço...
Foste covarde ao sumir totalmente e agora queres o que?
Amizade?
Nem ao meu pior inimigo eu faria essa cretinisse!
Sumir por dez anos.
Me deixar apodrecendo mágoa dentro de mim sem ter com quem compartir.
Não foi somente você que foi embora naquela tarde, mas sim a minha capacidade sonhar com um amor tranquilo.
Deixaste um vazio, um sumiço, uma dor, uma raiva, um pesar, uma pagina semi-virada e um trauma.
Agora minha filha pode dormir sossegada, não preciso dá merda das tuas migalhas
desse teu podre pão que mofou por dez anos.
Eu aprendi a crescer como um espinho, em terra seca, com sentimento hostil e de proteção.
Parei de ter sonhos leves, parei de ter os pés fora do chão, neguei tudo aquilo que eu era quando antes eu era aquele que estava ao teu lado.
Somente renascendo outro, pude não precisar te ter ao lado.
Me julgou, me cobrou e exigiu ser aquilo que não era.
E agora sou.
Mas foda-se!
Eu prefiro ficar sem saber que existe.
Pode ficar com essa tua vidinha de mulherzinha pseudo-resolvida.
Pode ficar com essa farsa de apresentar pra família.
De mulher realizada e feliz.
És tão machista quanto a maioria das mulheres que conheci!
Costumam frequentemente infernizar o seu universo ao redor a cada 28 dias,
por dias... e não suportam o mínimo de erro de seus parceiros.
Exige aquilo que nunca própria foi.
Cansado de mulheres idiotas.
Simula uma pseudo-preocupação apenas pra alimentar a merda da sua curiosidade mórbida.
Uma ex como você eu faço questão de pensar que não existe.
São como aqueles amigos imaginários idiotas que as crianças têm.
Uma alucinação ruim do passado.
Ao plantar o sumiço...
Agora esteja preparada para pagar o preço disso.
Leandro Borges
18 de jun. de 2010
Uma lágrima só
Labels:
eu,
experimental,
rascunho
A cada porquê me faz me perder
mais e mais
Eu fico tonto, perdido; desorientado
Cada porquê bate: é um eco morto
:que não tem volta
:que não tem resposta
A cada lágrima não tem um caminho
tem sempre uma lágrima sozinha
uma lágrima só
solitária
Uma lágrima de dor
Uma lágrima de desespero
Uma lágrima de imcompreensão
Uma lágrima de desafeto
Uma lágrima de não-amor
Uma lágrima de de indiferença
Machuca dói, dói... e como dói, doi muito... é e continua a doer, doído!
Meu sol no peito fica escuro
Vira anti-horário
Fica perdido
A flor murcha
A flor seca
Flor minga
Fica caída
Reverbera em todo o resto
O canteiro fica em desarmonia
e fica triste, bem triste e mal
O que mais me entristese é a palavra prometida e não comprida
É a faca feita em palavra, hoje em dia eu prefiro muito mais essa dor
a ter de ficar no universo perdido desse teu vácuo cruel e maligno.
Hoje eu não conto quantas flores há no canteiro e sim
o número de lágrimas
o número de vezes que me ignoram
o despreso e ignorar tão crueis
tão cortantes
tão dilacerantes
olhares que não me olham...
distantes
tristes
vazios
sem o amor, me sinto sem nada
Será que sei ainda do que as flores são feitas?
Me roubaram a primavera, a luz do dia... sem dó nem piedade!
Leandro Borges
mais e mais
Eu fico tonto, perdido; desorientado
Cada porquê bate: é um eco morto
:que não tem volta
:que não tem resposta
A cada lágrima não tem um caminho
tem sempre uma lágrima sozinha
uma lágrima só
solitária
Uma lágrima de dor
Uma lágrima de desespero
Uma lágrima de imcompreensão
Uma lágrima de desafeto
Uma lágrima de não-amor
Uma lágrima de de indiferença
Machuca dói, dói... e como dói, doi muito... é e continua a doer, doído!
Meu sol no peito fica escuro
Vira anti-horário
Fica perdido
A flor murcha
A flor seca
Flor minga
Fica caída
Reverbera em todo o resto
O canteiro fica em desarmonia
e fica triste, bem triste e mal
O que mais me entristese é a palavra prometida e não comprida
É a faca feita em palavra, hoje em dia eu prefiro muito mais essa dor
a ter de ficar no universo perdido desse teu vácuo cruel e maligno.
Hoje eu não conto quantas flores há no canteiro e sim
o número de lágrimas
o número de vezes que me ignoram
o despreso e ignorar tão crueis
tão cortantes
tão dilacerantes
olhares que não me olham...
distantes
tristes
vazios
sem o amor, me sinto sem nada
Será que sei ainda do que as flores são feitas?
Me roubaram a primavera, a luz do dia... sem dó nem piedade!
Leandro Borges
Assinar:
Postagens (Atom)
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.