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16 de mai. de 2008
Beijo Arpoador
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Rio de Janeiro
Desliza nas tuas deixas, o beijo do mar.
Deixa o desejo do encontrar de cor.
Da rocha à água, é um encantamento.
Um caminhar cíclico dos amantes.
Da me o teu beijo e sacia o desejo e amor.
Te encontra a lua na terra do arpoador.
O céu de outra cor se resguarda e traz o vento.
teu saboroso alento para toda dor e calor.
Acolhe no teu útero de rocha
e guarda a água salgada outrora seiva das plantas
Desbrava em teu som melodioso e orquestral
Mostra toda tua beleza natural em mar e rocha.
Leandro Borges
Coração em Santa Teresa
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Santa Teresa, a tua simples beleza
me encanta dos olhos e coração.
Tuas casinhas conurbadas, tuas namoradas,
teu bondinho em canção, anda, devagarinho...
Guarda em cada cantinho o teu valor
transpira simpatia e alegria, tua gente, tua cor.
Teu charme de cidadela me mostrou que mais que passarela,
Cristo, pão de açúcar e Ipanema é feita, ó pequena
na arquitetura e teus artistas de rua, és especial.
Em sonho matinal, em ti conheci, em fundo de quintal.
Teu som, teu samba, teu artesão, teu bamba.
Encontrei uma doce morena, de olhos negros
com sua magia musical do seu gingado
No teu bonde olhando, de lado a lado
casas, casinhas, casebres e ateliers.
Fabulosas senhoras de corações bondosos encontrei.
Em cada parte de ti, me deixo um pouco aqui.
Leandro Borges
15 de mai. de 2008
Namorada Ipanema
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Tuas curvas no céu
brindam a bela natureza
e é da tua estonteante beleza
que eu fico mais maravilhado
Um sorriso das tuas meninas
olhar doce feito as nuvens
fecham mais uma tarde na orla.
Menina dos olhos da tua cidade.
Se não fosse a ignorância humana
e descaso, preguiça que beira a alma insana.
Tuas belezas não seriam assim ofuscada
pela poluição e sujeira do homem aqui causada.
Sol cai nos teus montes inclinados
cativa a todos os amantes namorados
contemplados inertes perante a ti, Ipanema abençoada!
Leandro Borges
10 de mai. de 2008
Do Guayba à Guanabara
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Te deixo Porto Alegre bela.
No teu fim de tarde em aquarela.
As luzes de ti começam a nascer.
E eu subindo vejo o teu chão descer.
Agora a noite guia esse voar.
Em um mar de estrelas encantado.
Um estalar de dedos te danço solado.
Sigo contemplativo calado: o teu par.
Vôo deixando o meu pago amado.
Sei que esse valoroso céu estrelado
és condecoração de Deus a todos nós.
Rio, maravilhosa terra, pousarei em teu chão.
Vou de braços abertos para outro rincão
e Cristo, que vem nos saudando com a sua voz.
Leandro Borges
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