16 de mai. de 2010
lua das fases
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A lua mais bonita que eu vi, era de prata era tão grande e bonita.
Era uma lua tão bela, parecia intocável. E chegou um dia que eu pude tocar a lua
parecia um sonho. A lua cheia, cheia de brilho, prata reluzindo a beira do mar,
assim a praia sem luzes artificiais pude me concentrar na luz da lua.
Como pode algo ser tão belo assim na terra. Era um céu estrelado que a acompanhava
a bela lua. E passou um punhado de tempo, e ela mingou. Ela nasceu, cresceu, chegou ao seu patamar: cheia, bela e doce.
Eu pensei que homens normais como eu seriam incapazes de tocar a lua, mais foi numa bela noite de luar, eu pude tocar o seu rosto. Era doce, sorridente, eram olhos são cheios de brilho, me engolia de sua imensidão. Eram flores de prata da sua aura que
invadiu o meu mundo. Um mundo com mais brilho surgiu.
Então passei acreditar que era possível voar, e eu então ensaiei vários movimentos para alçar vôo; tocar no teu coração. Mas um imenso e profundo abismo surgiu aos nossos pés, e não por falta de amor eu não pude transpassa-lo...
Haviam uma meia dúzia de dragões a proteger o templo da lua, e era como ela fosse
aprisionada, e hoje eu sei. Tentei ser o cavaleiro que salvaria dessa prisão, mas tolo eu, ela mesmo me disse que era impossível para um cara como eu.
A poesia poderia ser um caminho, mas não o bastante, por que alguém se fixa em um
mundo onde a ferida é aberta, pouco tempo sobra pra ver o mundo mais feliz. Poderia sobrar os versos que sangram, os versos difusos, os versos de dor.
Então um cara no fim do caminho se transforma em apenas mais um, apenas mais um ponto; algo a ser manipulado e usado. Ela me ofereceu apenas mais sexo, e mais sexo... isso tenho de sobra. Querer um olhar, um coração, muito antes de pesar em sexo com ela.
Eu pensei em tantas coisas... mas pra que. Eu senti tantas coisas... mas pra que?
Apenas mais uma peça no açougue eu sou. Uma carne que se come. Faz um churrasco de mim, meu bem. Apenas mais um rosto bonito devo ser...
Sabe quantas gotas de orvalho pousam em uma flor ao meio dia na primavera?
Eu sigo na esperança de um raio se sol, por mais que se grite, não se pode apagar o brilho do sol.
Andar pela lua foi tão arriscado, eram muitos outréns que também olhavam a lua.
Cobiçada por muitos, e como gostava de luxar com os flertes. Um mundo de flores não cabem nessa lua. Agora a lua tenta voltar a sonhar com os sonhos do astronauta que sou eu. Mas eu agora, estou em outro planeta. E não posso mais sonhar, já quebrei muitas vezes a cara por isso. E isso eu não quero mais.
Apesar das arestas, eu tenho um coração.
Leandro Borges - 16/03/2010
15 de abr. de 2010
poeira cósmica
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Eis que o futuro se traça.
Para todas a vidas lançadas.
Sabe de todos os pontos, encontros, entre outros contos.
O amor pra mim é além do verde.
Sonhos feitos de uma poeira cósmica.
Para todas a vidas lançadas.
Sabe de todos os pontos, encontros, entre outros contos.
O amor pra mim é além do verde.
Sonhos feitos de uma poeira cósmica.
14 de abr. de 2010
Passa o ponto
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Ando e paro.
Canto.
Pouso e vou.
Parto sem fim.
Deixo que os trovadores trovem, presos.
Seguem enlatados em rimas tristes, fracas.
Eu tenho medo de pessoas que entram em caixas.
A folha segue seca.
Deixa sem sabor.
Deixa sem cor.
Deixa sem odor.
As faces coladas ao lado de poucos raios de sol.
Todas as brisas, seguem lisas.
O amor feito de pedaços de papel é melhor que retas, perfeitamente retas
e sem brilho.
Leandro Borges
8 de abr. de 2010
Avião
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Falei
o tempo já é mais curto.
A noite chega rápido...
Eu juro que gostaria ter alguém ao meu lado.
As nuvens passam, e lá vem mais temporal.
É muito peso e poucos sorrisos.
A cultura de viver só, e só se anda.
Não olho pra trás, pra nem lembrar das alegrias, isso faria eu ficar mais triste.
O passo anda destraído, e eu ferido fico pensando.
Eu morro por dentro mas não me entrego.
É engraçado, certa mulheres gostam de ser bem mal tratadas.
É aí que se interessam, e é aí que eu me desinteresso.
O mundo já pequeno de alegria e grande de hipocrisia.
E mesmo sem coração, também nem o ouro sabemos compartilhar.
Os mendigos são muitos, de alma. Pedem um pouco de carinho.
Eu sinto asco.
O frio me faz forte.
O meu passo segue oposto ao norte.
Trago na bagagem um pouco de amor e mate.
Ando descalço para sentir a terra.
De olhos abertos a tudo que é mais sutil.
Procuro os olhares das crianças.
Me pega pelo braço, me pede um pouco de atenção.
É curioso, nascemos crianças, inocente e brincando. Envelhecemos e perdemos a sabedoria de ser
criança.
Eu já tentei acreditar numa boa, em corações alados... mas isso é bobagem.
Hoje em dia, é rara a mulher que realmente goste de poesia.
Preciso me sufocar pra me apresentar, e ser quem eu não sou.
Cansado de tentar um relacionamento serio, sim apenas troco usares.
Me usas, te uso.
Somos carne enlatada.
Eu gostaria de te dar carinho, aconchego e atenção.
Mas vocês só querem sexo.
Quando me torno nessa face da moeda, eu então sou um ogro, sim.
Podre e sem coração, sim.
Malvado? Também.
Galinha e mulherengo; claro, sem dúvida.
Não me importa, cansei de ser legal.
Mulheres, a maioria que passa, apenas passa por mim, feito carne e sacanagem.
Depois reenvindicam um romance, um namoro.
Ou apenas pedem mais e mais sexo.
E quantas mendigas vão passar por mim?
Não sei, hoje; essa geração está lotada delas.
Pedem migalhas, ou são frias.
Correm na vida, ou são fakes.
Pousam na letargia, ou comem Deus.
Falam de amor, despem o tesão.
Pedem pra se ter carinho.
Chamam de meu bem.
Mas pra que? Mas pra quem?
Pra ele ou pra sua projeção?
Cansado de conhecer pessoas que andam na superficie da vida.
Um cotidiano idiota.
Conhecem meia duzia de livros.
Meia duzia de filmes verdadeiramente bons.
Meia duzia de sonhos, falsos amores e desilusões.
Meia duzias de meia duzias.
São poucas pessoas que se inundam de vida.
São essas que procuro, e que o resto continue resto.
Leandro Borges
20 de mar. de 2010
Este tempo
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Todos os pontos conectados.
Deixando de lado todo o difuso sentimento.
Faço cores.
Deixo flores.
Teço.
Peço.
E ando.
Como é brando o relógio do tempo.
Sorri.
Outra vez sorri.
Põe um pingo e fogo.
Faz um pouco de si.
Deixa um leve traço de cereja.
Corro com os pensamentos.
Tempo como se fosse lento me escorre.
Pode e o que não pode ser dito?
Parei com as drogas, agora só olho pra belas de coração.
12 de mar. de 2010
Um palhaço? Um brinquedo? Ou um pênis?
O teu olho tem mel, mas por que?
O que eu sou pra ti?
Um palhaço?
Um brinquedo?
Ou um pênis?
Tem a notícia de mim por terceiros...
Mesmo eu querendo te ignorar o destino nos coloca lado-a-lado.
Mas por quê?
Coca cola não é o suficiente para matar a tristeza do teu ignorar.
Eu queria ter a tua varinha de condão.
Deixar teus caninos livres.
Meu sangue ainda escorre nesse solo.
Tão perto de cometer uma loucura que nunca seria valorizada por ti.
O teu medo matou aquele bonito elo que tinha entre nós.
Tuas curvas são bonitas, não posso negar.
Mas os teus olhos foram o que encantaram primeiramente.
Não os olhos em si, mas sim o recheio da tua alma.
Eu pude beber neles
e ver neles.
E vi por eles.
Agora uma falsidade é que tu me oferece... talvez seja o que sempre estava em cartaz e eu não tinha percebido.
Bem mas ninguém me tira da cabeça a nossa ida ao templo budista... e não é qualquer garota idiota que me levaria em um lugar desses, ainda mais virados de uma madrugada regada a cerveja.
Leandro Borges
O que eu sou pra ti?
Um palhaço?
Um brinquedo?
Ou um pênis?
Tem a notícia de mim por terceiros...
Mesmo eu querendo te ignorar o destino nos coloca lado-a-lado.
Mas por quê?
Coca cola não é o suficiente para matar a tristeza do teu ignorar.
Eu queria ter a tua varinha de condão.
Deixar teus caninos livres.
Meu sangue ainda escorre nesse solo.
Tão perto de cometer uma loucura que nunca seria valorizada por ti.
O teu medo matou aquele bonito elo que tinha entre nós.
Tuas curvas são bonitas, não posso negar.
Mas os teus olhos foram o que encantaram primeiramente.
Não os olhos em si, mas sim o recheio da tua alma.
Eu pude beber neles
e ver neles.
E vi por eles.
Agora uma falsidade é que tu me oferece... talvez seja o que sempre estava em cartaz e eu não tinha percebido.
Bem mas ninguém me tira da cabeça a nossa ida ao templo budista... e não é qualquer garota idiota que me levaria em um lugar desses, ainda mais virados de uma madrugada regada a cerveja.
Leandro Borges
10 de fev. de 2010
entre sete dias e sete notas musicais
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as vezes eu penso pra falar
as vezes eu falo sem pensar
tem vezes que eu escrevo pra não dizer
tem vezes que eu lembro tentando esquecer
mas não dá
entre sete dias e sete notas musicais
metade de mim é dó
metade de mim é sol
metade de mim é lua
metade de mim é sol
eu cansei de ser aquele:
dócil e desprotegido
se trago hoje espinhos
é porque ontem bebi mel envenenado
assim como as rosas que são belas, mas machucam
a maldade da vida hoje é maquilada
por isso todo doce é rejeitado
por ser doce
pois um doce assim tão doce não pode ser
o bom não pode ser assim... de mão beijada
logo algo tão bom só pode esconder um mau
as mascaras caem...
tu tens essa forma disforme...
eu devo ter sido uma gosma pra ti
agora entre saber e especular... prefiro olhar pra frente
e certamente você não está lá
no meu futuro eu vejo uma cidade
são montanhas muito altas
e quando se chega perto, elas são mais altas ainda
são os grandes mares, com muitas sequências de ondas
um alto mar, onde cada peixe vive como pode
espero que esses espinhos me protejam também em alto mar
a lua que carrego, deixo guardada no lado esquerdo
o sol que carrego, deixo ao centro do meu ser
a cruz que carrego, deixo guardada no lado direito
as estrelas que carrego, essas explodem e eclodem por toda a minha pele
Eu com essas notas musicais...
dói, mas vai iluminar
Leandro Borges
9 de fev. de 2010
dois-prá-cá-dois-prá-lá num mar de ilusão
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Eu gosto tanto de ti
que eu sumi da tua vida
sumi da minha vida
sumi dos bares
sumi da poesia
sumi dos luares
sumi da boêmia
sumi do meu apartamento
sumi da minha cidade
sumi do meu chão
sumi do meu padrão
sumi pelas ruas desertas do meu coração
falta muito o pão
deixo as migalhas pros outros
eu vivo de emoções e não restos de sentimentos perdidos
deixo as migalhas nos labirintos dos corações de outréns
fala de um possível amor comigo baby
mas me fala com muito ódio, um ódio capaz de matar essa dor
acho que gosto de de nenhum santo
vai ver que é assim mesmo
quanto mais se zela, mas alto vem a punhalada pelas costas
e sabe ela nunca veio me ajudar, e qual garota de ações perfeitas faria?
o no teu fel sempre há um mel, e como é bom viver nessa ilusão
vivemos a noite, pois ela é ilusória, esconde rugas; esconde verdades
é um palco perfeito pra um ostentar
pra um falso olhar
um falso amor
há como maquiar a dor, um olhar de menina
a luz do dia, olhos de depressão
todos vêem a tua sangria, uma vampira fraca
te fortalece no mundo interior, cravejado de brilhantes
com muitos caminhos tortuosos pela lua, e como brilha
é feito de anel brilhante... um colar
segue ao vento sibilante
ouve sua voz
dança um samba
num mar de ilusão
vai
vai
vai
dois-prá-cá-dois-prá-lá
nenhum santo pode proteger aquilo de que também é feito
almas vazias
santos vazios
o mar da ilusão prolonga os seus tentáculos
e não me pergunte nem como nem porque
a tua vida, é assim
não deixa ninguém sair, porque é agora que vai começar a tirania
olha pro lado e não vê ninguém, no outro lado também
deixa de ser criança
que criança não és
é tudo de mentira
não tem alegria
não tem nada
fala de tantas cores
e onde está a cor dos olhos dela agora, hein; baby?
hahahaha
agora é eu que tenho que rir... vai procurar a paz num templo budista vai...
meu bem
me poupe de todas as tuas idiotices
estou farta
como pode um homem andar de quatro?
pra mim basta
vai, vai... coloca mais uma camisa pólo azul marinho e vai.
Leandro Borges
que eu sumi da tua vida
sumi da minha vida
sumi dos bares
sumi da poesia
sumi dos luares
sumi da boêmia
sumi do meu apartamento
sumi da minha cidade
sumi do meu chão
sumi do meu padrão
sumi pelas ruas desertas do meu coração
falta muito o pão
deixo as migalhas pros outros
eu vivo de emoções e não restos de sentimentos perdidos
deixo as migalhas nos labirintos dos corações de outréns
fala de um possível amor comigo baby
mas me fala com muito ódio, um ódio capaz de matar essa dor
acho que gosto de de nenhum santo
vai ver que é assim mesmo
quanto mais se zela, mas alto vem a punhalada pelas costas
e sabe ela nunca veio me ajudar, e qual garota de ações perfeitas faria?
o no teu fel sempre há um mel, e como é bom viver nessa ilusão
vivemos a noite, pois ela é ilusória, esconde rugas; esconde verdades
é um palco perfeito pra um ostentar
pra um falso olhar
um falso amor
há como maquiar a dor, um olhar de menina
a luz do dia, olhos de depressão
todos vêem a tua sangria, uma vampira fraca
te fortalece no mundo interior, cravejado de brilhantes
com muitos caminhos tortuosos pela lua, e como brilha
é feito de anel brilhante... um colar
segue ao vento sibilante
ouve sua voz
dança um samba
num mar de ilusão
vai
vai
vai
dois-prá-cá-dois-prá-lá
nenhum santo pode proteger aquilo de que também é feito
almas vazias
santos vazios
o mar da ilusão prolonga os seus tentáculos
e não me pergunte nem como nem porque
a tua vida, é assim
não deixa ninguém sair, porque é agora que vai começar a tirania
olha pro lado e não vê ninguém, no outro lado também
deixa de ser criança
que criança não és
é tudo de mentira
não tem alegria
não tem nada
fala de tantas cores
e onde está a cor dos olhos dela agora, hein; baby?
hahahaha
agora é eu que tenho que rir... vai procurar a paz num templo budista vai...
meu bem
me poupe de todas as tuas idiotices
estou farta
como pode um homem andar de quatro?
pra mim basta
vai, vai... coloca mais uma camisa pólo azul marinho e vai.
Leandro Borges
19 de jan. de 2010
a supernova do teu olhar
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eu só queria aquele mundo de volta...
aquele que eu conheci quando nada tinha desmoronado
agora te vejo distante
e na distancia, o calor da tua mão está distante de mim
te ler assim, dói
guarde todos os teus olhares, que me deste
agora só me reserva este outro...
olhar que eu não conheço
vai quebrar a minha alma, assim como a outra me fez
vai deixar comigo uma dor grande
ter visto o brilho, e ver a chama apagar...
deixar que ninguem veja, um casal
deixar que o vazio seja protagonista
o que fica é que eu fiz tudo errado, tudo errado
e do meu erro, nasce a minha tortura, nasce o fim
me sinto um horror
me sinto o assassino do sentimentos alheios...
aquele que mata a rosa que nascia no teu coração
alguns dias coloquei muita água
alguns dias fiquei sem cuidar
não era para morrer essa flor, até por que odeias flores mortas
eu odeio te dizer isso, mas meu coração ficou nas tuas mãos
as tuas asas são tão grandes... voaste pra tão longe
meu coração fica numa banheira, cheia de gelos... a banheira ainda transborda
é são gotas que caem no chão... o meu chão fica então frio
frio com o derreter do aconchego
hoje eu não saberia mais descrever o teu brilho
saíste para brilhar, voou tão longe
nunca pense que queria te dar menos atenção...
atenção era tudo que queria dar e receber
minha dor anda comigo
ela mora aqui
e agora é senhora
e não vai embora... ela chegou quando foste
se eu lembro dos nossos momentos, pra mim sublimes...
lembro que não terei mais deles, isso me dói
uma saída para a dor?
preciso conversar contigo
preciso saber o que sentes
saber o que pensas
a morte do brilho do teu olhar, me mata, me consome
a distancia me causa muito frio
estou consumido, morto, com frio: como um sapo
fala comigo, fala comigo ao menos pelo respeito ao passado
respeito aos momentos bonitos
exijo respeito ao meu carinho
sei que vou cair no abismo
mas querida, larga a minha mão olhando nos meus olhos
esteja perto, me de a dignidade dessa morte
Leandro Borges
aquele que eu conheci quando nada tinha desmoronado
agora te vejo distante
e na distancia, o calor da tua mão está distante de mim
te ler assim, dói
guarde todos os teus olhares, que me deste
agora só me reserva este outro...
olhar que eu não conheço
vai quebrar a minha alma, assim como a outra me fez
vai deixar comigo uma dor grande
ter visto o brilho, e ver a chama apagar...
deixar que ninguem veja, um casal
deixar que o vazio seja protagonista
o que fica é que eu fiz tudo errado, tudo errado
e do meu erro, nasce a minha tortura, nasce o fim
me sinto um horror
me sinto o assassino do sentimentos alheios...
aquele que mata a rosa que nascia no teu coração
alguns dias coloquei muita água
alguns dias fiquei sem cuidar
não era para morrer essa flor, até por que odeias flores mortas
eu odeio te dizer isso, mas meu coração ficou nas tuas mãos
as tuas asas são tão grandes... voaste pra tão longe
meu coração fica numa banheira, cheia de gelos... a banheira ainda transborda
é são gotas que caem no chão... o meu chão fica então frio
frio com o derreter do aconchego
hoje eu não saberia mais descrever o teu brilho
saíste para brilhar, voou tão longe
nunca pense que queria te dar menos atenção...
atenção era tudo que queria dar e receber
minha dor anda comigo
ela mora aqui
e agora é senhora
e não vai embora... ela chegou quando foste
se eu lembro dos nossos momentos, pra mim sublimes...
lembro que não terei mais deles, isso me dói
uma saída para a dor?
preciso conversar contigo
preciso saber o que sentes
saber o que pensas
a morte do brilho do teu olhar, me mata, me consome
a distancia me causa muito frio
estou consumido, morto, com frio: como um sapo
fala comigo, fala comigo ao menos pelo respeito ao passado
respeito aos momentos bonitos
exijo respeito ao meu carinho
sei que vou cair no abismo
mas querida, larga a minha mão olhando nos meus olhos
esteja perto, me de a dignidade dessa morte
Leandro Borges
11 de jan. de 2010
Brasil, nação do futuro
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Um ótimo lugar pra se viver:
- Balas perdidas.
- Sequestros relâmpago.
- Chacinas.
- Massacres.
- Milícias.
- Guerras urbanas.
- Assaltos.
- Furtos.
- Estupros.
- Trabalho infantil.
- Atropelamentos.
- Estradas com número de mortes de guerra, por semana.
- Mais da metade da população não conta, sequer, com redes para coleta de esgotos.
- Apenas 20% do esgoto gerado no País recebia algum tipo de tratamento.
- IDH 75º, abaixo de Chile, Argentina, Cuba, Uruguai, Costa Rica, Venezuela, Panamá...
- Salário miséria para professores.
- Falta de infraestrutura de transporte.
- Falta educação.
- Falta escolas.
- Falta policiais.
- Sobra políticos.
Vai, vai, vai! Sofrer! Chorar!!
Vai, vai, vai! Sofrer! Chorar!!
Vai Brasil, vai! Fecha os olhos!
Diz que é um dois cinco emergentes!
Arrota a Copa!
Arrota a Olimpíada!!
Arrota o Pré-Sal!!!
Diz que tá tudo bem,
fala pra América latina.
Diz que és o maioral.
Menininha levando prego no olho... é a vídeo-cassetada, do domingo-absurdo!
Arrota petróleo, e esconde a tua vergonha.
Morre a cada gota, mudo, um zé-ninguém jogado a cada segundo nas tuas ruas.
Brasil é falta de educação.
Brasil é corrupção.
Deveriam ficar todos tranquilos quando um político rouba...
Afinal você, meu amigo:
- Sonega imposto.
- Não passa a nota fiscal.
- Aceita propina.
- Pede propina.
- Devolve salário.
- Não declara tudo o que ganha.
- Não declara tudo o que tem.
- Não se incomoda com o roubo do patrão.
- Não respeita as leis de trânsito.
- Anda muito além do permitido na cidade: setenta, noventa por hora...
- Anda muito além do permitido na estrada: cem, cento e cinquenta por hora...
Então meu amigo, tá tudo bem. Os políticos apenas também são como você.
Deixem eles lá roubando honestamente lá em Brasilía.
E nós aqui, abaixamos a cabeça e ficamos aqui com a nossa corrupçãozinha básica.
Aquela que nós comemos com arroz e feijão.
Aquela que nós tomamos com café com leite.
"O Brasil é tão bom, pena que tem brasileiros por lá."
Pra quem não entendeu; continua a falar que o Brasil tá evoluindo...
Afinal, nada mais brasileiro do que ser cego: em verde-amarelo!
Leandro Borges
- Balas perdidas.
- Sequestros relâmpago.
- Chacinas.
- Massacres.
- Milícias.
- Guerras urbanas.
- Assaltos.
- Furtos.
- Estupros.
- Trabalho infantil.
- Atropelamentos.
- Estradas com número de mortes de guerra, por semana.
- Mais da metade da população não conta, sequer, com redes para coleta de esgotos.
- Apenas 20% do esgoto gerado no País recebia algum tipo de tratamento.
- IDH 75º, abaixo de Chile, Argentina, Cuba, Uruguai, Costa Rica, Venezuela, Panamá...
- Salário miséria para professores.
- Falta de infraestrutura de transporte.
- Falta educação.
- Falta escolas.
- Falta policiais.
- Sobra políticos.
Vai, vai, vai! Sofrer! Chorar!!
Vai, vai, vai! Sofrer! Chorar!!
Vai Brasil, vai! Fecha os olhos!
Diz que é um dois cinco emergentes!
Arrota a Copa!
Arrota a Olimpíada!!
Arrota o Pré-Sal!!!
Diz que tá tudo bem,
fala pra América latina.
Diz que és o maioral.
Menininha levando prego no olho... é a vídeo-cassetada, do domingo-absurdo!
Arrota petróleo, e esconde a tua vergonha.
Morre a cada gota, mudo, um zé-ninguém jogado a cada segundo nas tuas ruas.
Brasil é falta de educação.
Brasil é corrupção.
Deveriam ficar todos tranquilos quando um político rouba...
Afinal você, meu amigo:
- Sonega imposto.
- Não passa a nota fiscal.
- Aceita propina.
- Pede propina.
- Devolve salário.
- Não declara tudo o que ganha.
- Não declara tudo o que tem.
- Não se incomoda com o roubo do patrão.
- Não respeita as leis de trânsito.
- Anda muito além do permitido na cidade: setenta, noventa por hora...
- Anda muito além do permitido na estrada: cem, cento e cinquenta por hora...
Então meu amigo, tá tudo bem. Os políticos apenas também são como você.
Deixem eles lá roubando honestamente lá em Brasilía.
E nós aqui, abaixamos a cabeça e ficamos aqui com a nossa corrupçãozinha básica.
Aquela que nós comemos com arroz e feijão.
Aquela que nós tomamos com café com leite.
"O Brasil é tão bom, pena que tem brasileiros por lá."
Pra quem não entendeu; continua a falar que o Brasil tá evoluindo...
Afinal, nada mais brasileiro do que ser cego: em verde-amarelo!
Leandro Borges
10 de jan. de 2010
Desesperança
Hoje é o dia para o desamor.
Feito de desencanto, desencontro; desilusão.
Há um desequilíbrio, desconforto, desanimo e desinteresse.
É um mar de descontrole, e a desarmonia como guia.
Tropeça no descuido, viaja na desventura.
Falece no descompromisso, vive em desgosto, desgraça e desatenção.
Da desconcentração caí na descrença.
Descolore a face da vida, uma recaída desapercebida, desmaia desvalido.
Desencorajado despede-se do sentimento.
Desalento míngua em desdêm da voz dissonante.
Muito aquém, chora o desfrutar da desordem.
Leandro Borges - 12/06/2009
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menina
com tantas taças na minha frente
continuo a pensar naquela princesinha.
e se ela fosse minha?
de que adianta um diamante sem arte?
os teus olhos tão verdes
Tão sedes
e agora tão levianos
tão insanos
porque me pisa princesinha?
esse salto-alto pode quebrar...
Leandro Borges
continuo a pensar naquela princesinha.
e se ela fosse minha?
de que adianta um diamante sem arte?
os teus olhos tão verdes
Tão sedes
e agora tão levianos
tão insanos
porque me pisa princesinha?
esse salto-alto pode quebrar...
Leandro Borges
8 de jan. de 2010
26 de dez. de 2009
21 de dez. de 2009
EgoPedra
Labels:
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O ego que cria prisões.
Padece pela sua ditadura.
Persegue aquilo que se impõe, se quer.
Deixa de ser, para então querer.
Para com o evoluir, e volta para a pedra.
Lança ao lago, e afunda com ela.
Sabe que está afundando e ainda assim afunda.
Sabe que a pedra é aquilo que lhe puxa
e ainda assim contempla a pedra com toda as suas forças.
Faz da vida um calvário desnesessario
a muito tempo que o prazer de ter a pedra
foi superado pela dor e falência que ela causa.
Leandro Borges
14 de dez. de 2009
Savana e estrelas
Deixo e levo te comigo.
Eu sigo, porque o caminho é em frente.
Não deixo pra trás, vou em frente e comigo levo.
Leve vou com o passar dos passos sem ferir a grama.
Tenho a força como leão para atingir meus objetivos
e a sensibilidade muito acentuada
que faz com que não passo por cima dos outros.
Sensível para lidar os impulsos como um domador de leões.
Sigo, e persigo, e vejo meu seguidores.
A sutileza com que os vejo, não lhes desejo dominar.
Sem impor meu peso passo leve e rápido.
A força e o coração aberto a te ouvir.
Os ventos levam os pelos e cabelos ao ar
e a luz do sol faz reluzir o amarelo ouro.
Te tenho no coração, para ele não desilumine.
Busco a fé para que meus pés não vacilem
que o alvorecer seja mais sublime que o abismo.
Coragem para cruzar os longos caminhos
passar pelo vale das sombras
buscar o auto conhecimento
a superação
e o teu coração.
Não duvide de minhas palavras
se em sua mente quer desconfiar
deixe seu coração/estrela reluzir e verá.
Deixe sobreviver, veja nos meus olhos como vive.
E brilha tanto que a cada dia nasce uma nova estrela.
Não é a toa que vejo o Arapoty nos teus olhos.
Leandro Borges
Eu sigo, porque o caminho é em frente.
Não deixo pra trás, vou em frente e comigo levo.
Leve vou com o passar dos passos sem ferir a grama.
Tenho a força como leão para atingir meus objetivos
e a sensibilidade muito acentuada
que faz com que não passo por cima dos outros.
Sensível para lidar os impulsos como um domador de leões.
Sigo, e persigo, e vejo meu seguidores.
A sutileza com que os vejo, não lhes desejo dominar.
Sem impor meu peso passo leve e rápido.
A força e o coração aberto a te ouvir.
Os ventos levam os pelos e cabelos ao ar
e a luz do sol faz reluzir o amarelo ouro.
Te tenho no coração, para ele não desilumine.
Busco a fé para que meus pés não vacilem
que o alvorecer seja mais sublime que o abismo.
Coragem para cruzar os longos caminhos
passar pelo vale das sombras
buscar o auto conhecimento
a superação
e o teu coração.
Não duvide de minhas palavras
se em sua mente quer desconfiar
deixe seu coração/estrela reluzir e verá.
Deixe sobreviver, veja nos meus olhos como vive.
E brilha tanto que a cada dia nasce uma nova estrela.
Não é a toa que vejo o Arapoty nos teus olhos.
Leandro Borges
7 de dez. de 2009
Pleno de emoções
Labels:
eu
Hoje eu morro de alegria sabendo que amanhã eu vou chorar.
Inevitavelmente vou chorar, chorar todas as alegrias que serão passado.
Derramarei as lágrimas por saber que aquele mundo de alegria
serão somente uma lembrança que (com cada dia que passar) vai se amarelar.
Hoje eu sou a pessoa mais feliz do mundo
explode meu coração, transborda de tanta alegria.
As cores saltam aos olhos.
Tudo parece ser tão simples e sereno.
Amanhã eu sou a pessoa mais triste do mundo
implode meu coração, esmaga de tanta tristeza.
As cores falecem aos olhos.
Tudo parece ser tão complexo e caótico.
Eu levo comigo essa minha alegria e as minhas dores.
Peço apenas que respeitem a minha dor
que não julguem a minha alegria como leviana.
Porque essa alegria é o que me mantem ainda vivo.
Porque essa alegria é sobrevivente a toda essa dor
toda essa tristeza, todo esse descaminho.
Deixe meu coração em paz.
Ele sangra nesses intensos extremos.
São tantas tristezas desse mundo.
São tantas alegrias desse mundo.
E quem ainda me dizer: Leviano!
Eu direi:
"Pelas emoções sei que por este mundo vivi.
E nada mais sensato que viver uma vida plena de emoções."
Leandro Borges
1 de dez. de 2009
O escrever/caminhar da vida
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eu
Temos a caneta da nossas vidas nas mãos. Temos a linda e sabia missão de saber usa-la, ter a consciência e dimensão que cada escrever, marca nossos passos, escreve com os pés/caneta no grande livro da vida. A beleza é importante e necessária, ter consciência dela, para vermos como é sublime viver, no mais simples de ser: viver!
O olhar puro, a alegria entre amigos, um abraço longo verdadeiro, o amor materno e paterno, o primeiro raio de sol do dia, o cantar dos pássaros, o cheiro da natureza, o gosto das frutas, o toque leve do ninar, um carinho, um estalinho, um zelar, a melodia de todos os tempos que toca eternamente, e os artístas/canais, colocam em evidência nesse plano a luz do outro lado.
O beijo sem máscaras, a risada mais sincera, um jogo entre amigos, almoço em familia, sorriso de crinça, sorriso dos avós, a companhia da eterna namorada, o embalo no balanço, as canções e histórias dos pais, a sabedoria da espera, a magia do encontro, o sabor da familia compartilhando, os sonhos infantis, as descobertas da quase-não-mais-infância, o conhecimento da adolescência, a busca do jovem, o valor da maioridade, a sabedoria dos anos, as cores do arco-íris, o brilho do brilho: a seiva, o sangue, o vento, a terra, o fogo, as matas, as águas, a maresia, o crepusculo, o poente, a lua plena das suas faces, o ponto onde todas as coisas se interligam que é manifestada na célula/atomo/energia/awen de tudo.
A sabedoria de não deixar que o caminhar vá para estradas que levam a cegueira emocional, também a cegueira de não saber que se é uma aldeia global, não saber que a vida tem mil cores.
O sabio caminho de deixar a caneta/pés andar por caminhos proseguintes, que levam sempre a frente, a cima, sem cair em redemoinhos, sem cair em abismos, sem andar no mesmo ponto, sem andar em volta do próprio rabo/umbigo, sem cair no espelho e apaixonar-se cegamente e parar no caminho.
Sapiência de ter a consciência das sua ações/reações/escrita, saber escutar o sentimento alheio, ser humilde, simples, receber, respeitar os mais sabios, ter benevolencia com os demais, deixar vir a sua criança interior falar, ter ela em paz e aliada. Não cair nas vicietudes de atitudes, seja de ação, locomoção, revelação, consumo. Aprender com a intuição, deixar ela beija-la com a sua voz.
Leandro Borges
23 de nov. de 2009
Mesclar das Almas
Ao abrir do olhar percebi o nascer
do astro mor da tua alma.
Era límpido como o lago a meia-noite.
É de um anjo, é de uma ninfa.
É de uma doçura.
É de uma cura.
O teu olhar desagua.
O teu olhar mergulho.
Estrelar das almas.
Vejo as labaredas
os ventos cintilam o nosso ser.
Ser.
Somos um elo
e desse nós somos um eu
o fogo um
a onda um
o sol
a lua.
No abrir das nossas janelas
nos vemos de interior para interior
puro, pleno, sublime, espiritual
grande, forte, simples e real.
Onde almas se tocam
onde caminhos se encontram
onde o ponto momento é estrondoso.
As ondas geradas
são claras
redondas.
Para o relógio do tempo
e continua:
o soprar do teu vento
o arder do meu fogo
e os corações ainda batem
no mesmo momento dos ponteiros congelados.
Leandro Borges
17 de nov. de 2009
palco-vida
Labels:
curto
claro que de pedras temos de passar
pelo caminho
e um caminho é como uma marca
teu palco
tua vida
coloque o foco no sincero
que o sincero lhe virá
como uma onda
mesmo que caiam pedras
sei que és uma menina que não merece essa dor
use a explosão para a vida alegria irradiar
e por mais que os dias sejam dias com
dor
culpa
pranto
descaminhos...
sei que tens a força para encontrar outros caminhos
assim como o protagonista contorna os obstáculos
irá com poder e sutileza que tens
encontrará quem saiba te amar
tens o raio de sol nos olhos
nunca deixe de brilhar
mesmo que existam olhares quebrados...
olhares serios...
o teu brilho, tua atenção, sempre me cativaram
sei que te conheço pouco
mas não importa pra mim ao menos
não são de mentes brilhantes que o mundo precisa...
disso ele está cheio
é de corações brilhantes como o teu que ele precisa
minhas sinceras palavras
Le
pelo caminho
e um caminho é como uma marca
teu palco
tua vida
coloque o foco no sincero
que o sincero lhe virá
como uma onda
mesmo que caiam pedras
sei que és uma menina que não merece essa dor
use a explosão para a vida alegria irradiar
e por mais que os dias sejam dias com
dor
culpa
pranto
descaminhos...
sei que tens a força para encontrar outros caminhos
assim como o protagonista contorna os obstáculos
irá com poder e sutileza que tens
encontrará quem saiba te amar
tens o raio de sol nos olhos
nunca deixe de brilhar
mesmo que existam olhares quebrados...
olhares serios...
o teu brilho, tua atenção, sempre me cativaram
sei que te conheço pouco
mas não importa pra mim ao menos
não são de mentes brilhantes que o mundo precisa...
disso ele está cheio
é de corações brilhantes como o teu que ele precisa
minhas sinceras palavras
Le
A Menina dos olhos
Labels:
menina
Nos olhos dos olhos
no raio do teu olhar
como a lua cheia
carregada de brilho
(no mesmo instante)
vejo a imensidão
essa magnitude fulminante
vens
-----vens
----------vens
altera a minha maré
--------------------traz as ondas
----------------------------------a emoção
-------------------------------------------e volúpia
Leandro Borges
Tempo-Vida
Águas são Águas... saiba conhecelas
pois elas te levam aonde queres ir! - e saibas
que a vida é um ponto momento, e deste momento
que a aquarela infinita da vida é feita.
Se foram de ondas... São de ondas que te levarão aos grandes mares!
pois elas te levam aonde queres ir! - e saibas
que a vida é um ponto momento, e deste momento
que a aquarela infinita da vida é feita.
Se foram de ondas... São de ondas que te levarão aos grandes mares!
21 de out. de 2009
São flores e falsos amores
Labels:
eu,
experimental
São flores e falsos amores
São cores e falsos pudores
São dores e falsos autores
São suores e falsos opores
São piores e falsos calores
São atores e falsos humores
São teores e falsos sabores
São fatores e falsos expores
São furores e falsos impores
São motores e falsos rigores
São supores e falsos valores
São pavores e falsos setores
São cantores e falsos tenores
São caidores e falsos ardores
São doutores e falsos clamores
São credores e falsos tambores
São tratores e falsos pastores
São fulgores e falsos pintores
São amadores e falsos compores
São bravores e falsos adutores
São rancores e falsos propores
São sensores e falsos tensores
São auditores e falsos batedores
São comedores e falsos bicolores
São curadores e falsos delatores
São faladores e falsos equadores
São gemedores e falsos frescores
São geradores e falsos invasores
São genitores e falsos matadores
São pecadores e falsos redatores
São relatores e falsos sabedores
São pagadores e falsos mediadores
São voradores e falsos conectores
São MSTores e falsos agricultores
São partidores e falsos louvores
São multicolores e falsos sonhadores
São corruptores e falsos vereadores
São senadores e falsos poupadores
São falsificadores, impostores, assessores
ministros , cargos de confiança e falsos agitadores;
alicerciado por presidentes malfeitores!
Leandro Borges
20 de out. de 2009
29 de set. de 2009
um mundo mais vazio
Labels:
experimental
é um circo de horrores
é um ciclo masoquista
cansei de errar no amor
se te trato na palma da mão
me trata na sola do pé
se te trato na sola do pé
é porque não quero nada de ti
sonho com outro dia a sorte não mais me errar
que o amar encontre o amor
dizem que os ventos trazem, quando menos se espera...
preciso aprender voar
concentrar a ação no agora
ser livre
ser leve
sem me importar com lá fora
se dos teus olhos caem lágrimas
dos meu também já caíram
se do teu colo não tenho abrigo
abrigo agora é tudo aquilo que outrora era campo minado
somos dois maiores abandonados ao azar do amor
se eu olho uma flor
hoje não penso em lirismo...
penso na morte que logo a murchará
pode ver o valor das pétalas?
o que são palavras jogadas?
não sabe quem eu sou... e me deste espaço pra isso?
se te falo não é porque estou cheio disto?
não sentes?
não sentes?
não sentes quando me lês?
não sentes quando me lês na minha íris?
não sentes quando me lês na euforia das entrelinhas?
não sentes meu calor?
meu transpirar?
minha respiração?
o bater do meu coração?
não sentes a minha verdade?
eu continuo a olhar o espelho
e dele nada vem
olho a tua boca
poderia falar de tudo que posso ver
prefiro senti-la
mas que bobagem... nem isso o fiz
senti-me oco
com a tua ausência
sinto a presença da dor
não sei quem sou, nem nunca saberei
busco aquilo que sou
e se te olho, são olhos que pousam
olhos que buscam
olhos que deixam e permanecem
continuo a martelar
fico preso nas memórias
um labirinto de idéias
e só idéias
o mundo real, a realidade é dura e triste
diz pra mim
quem é que queres
uma ilusão
ou eu revelado?
quero, mais me venha sem saberes
vamos sentir
não é isso?
Leandro Borges
é um ciclo masoquista
cansei de errar no amor
se te trato na palma da mão
me trata na sola do pé
se te trato na sola do pé
é porque não quero nada de ti
sonho com outro dia a sorte não mais me errar
que o amar encontre o amor
dizem que os ventos trazem, quando menos se espera...
preciso aprender voar
concentrar a ação no agora
ser livre
ser leve
sem me importar com lá fora
se dos teus olhos caem lágrimas
dos meu também já caíram
se do teu colo não tenho abrigo
abrigo agora é tudo aquilo que outrora era campo minado
somos dois maiores abandonados ao azar do amor
se eu olho uma flor
hoje não penso em lirismo...
penso na morte que logo a murchará
pode ver o valor das pétalas?
o que são palavras jogadas?
não sabe quem eu sou... e me deste espaço pra isso?
se te falo não é porque estou cheio disto?
não sentes?
não sentes?
não sentes quando me lês?
não sentes quando me lês na minha íris?
não sentes quando me lês na euforia das entrelinhas?
não sentes meu calor?
meu transpirar?
minha respiração?
o bater do meu coração?
não sentes a minha verdade?
eu continuo a olhar o espelho
e dele nada vem
olho a tua boca
poderia falar de tudo que posso ver
prefiro senti-la
mas que bobagem... nem isso o fiz
senti-me oco
com a tua ausência
sinto a presença da dor
não sei quem sou, nem nunca saberei
busco aquilo que sou
e se te olho, são olhos que pousam
olhos que buscam
olhos que deixam e permanecem
continuo a martelar
fico preso nas memórias
um labirinto de idéias
e só idéias
o mundo real, a realidade é dura e triste
diz pra mim
quem é que queres
uma ilusão
ou eu revelado?
quero, mais me venha sem saberes
vamos sentir
não é isso?
Leandro Borges
21 de set. de 2009
entre-AGULHA-linhas
Labels:
experimental
cuidado moça, teu salto-alto pode prender a agulha nas entrelinhas
olha por onde anda
olha por onde fala
olha por onde escreve
meu olhar apurado reconhece um tropeço
vi que quase nada
no teu
andar
falar
escrever
houve uma pequeníssima oscilação
e foi ali que percebi o teu salto te trair
pela altura que chegaste
por tudo que falaste
deixaste muitas agruras no caminho
e nas entrelinhas criaste micro-abismos irremediáveis
como uma bela heroína trágica
desabaste do teu próprio veneno sem perceber
Leandro Borges
olha por onde anda
olha por onde fala
olha por onde escreve
meu olhar apurado reconhece um tropeço
vi que quase nada
no teu
andar
falar
escrever
houve uma pequeníssima oscilação
e foi ali que percebi o teu salto te trair
pela altura que chegaste
por tudo que falaste
deixaste muitas agruras no caminho
e nas entrelinhas criaste micro-abismos irremediáveis
como uma bela heroína trágica
desabaste do teu próprio veneno sem perceber
Leandro Borges
13 de set. de 2009
Transbordo, inflado, gordo
Labels:
cidade
Poluição entrou nos meus olhos, me cegou a poesia.
Cidade seca de vida.
Tudo permanece dormindo na cidade.
Contaminado, na minha alma não nasce mais flores.
Olho para os lados e vejo ruas transbordando, calças transbordando, filas transbordando, pratos transbordando, lixos transbordando, carros transbordando, stress transbordando, caos transbordando, ignorância transbordando.
E eu tentando não me molhar disso tudo!
Leandro Borges
28 de ago. de 2009
"EU VOU!"
Labels:
Comentada,
experimental
Olha no fundo dos meus olhos e promete... ah se promete!
E pra que! Sim! Eu digo, pra que?
Fala, vibra, promete, confirma; diz que vai
e na porra do fim da história... não vai!
É tanta hipocrisia, tanta enganação; dissimulação.
Fala "por educação" que vai...
Mas pra que?
Por que?
Cultura cretina, cultura podre; lixo-pobre-viver.
Escarro na tua face toda a mentira.
Escarro na tua face toda a balela.
Escarro nessa tua vidinha de merda.
Assim ó! - olha bem no fundo dos meus olhos!!!
Tenha o respeito, tenha o valor, tenha a decência e a virtude.
E fala com todas as letras: EU NÃO VOU!
Leandro Borges
26 de ago. de 2009
Engarrafar dos Ventos
Labels:
experimental
Sabe que ao fechar os olhos temos a alforria de tudo aquilo que pretende ter descodificado, tabelado, classificado visualmente.
Ao sentir o mundo, perde a cegueira que a cerca, poda e desnutre.
Vive o pleno viver, deixa o sabor do vento lhe tomar o pensamento.
V
..E
....N
........T
................A
................................N
................................................................I
................................................................................................................................A
Vai com o vento,
quebra a percepção do tempo,
transcende o agora
sente parte do todo.
No mar do "si mesmo"
e percebe a sua totalidade.
Leandro Borges
21 de ago. de 2009
Muito além do vermelho
Labels:
eu,
experimental
Ando de ónibus com todas moedas contadas.
As vezes que consigo andar de carro,
ando olhando a kilometragem
no limite dos últimos números.
Abasteço quando posso
e o ponteiro anda grudado no fim.
Ando de 40 em 40 kilometros.
Com dívidas, feridas e com medo das mentiras.
Falta comida, falta água, falta alegria.
Sorrio pra minha mãe,
choro no escuro da minha casa.
Passo o cartão com medo
o medo irmão que tenho ao olhar o saldo.
Comprei aquele presente de aniversário
trocando o troco do ticket restaurante por dinheiro.
Como pouco pra tentar sair
do vermelho e olho no espelho e vejo outro.
Quem é esse com olhar oco?
Leandro Borges
4 de ago. de 2009
Pântano de Cadáveres
Labels:
experimental
Que estourem todos os furúnculos!
Que venha a tona toda a podridão!
Apareçam todos os ratos, saiam dos esconderijos.
Mostre o lixo, o pus, a carne podre e todos tecidos necrosados.
Que toda putrefação apareça ao sol do meio dia.
Decomposição de toda a matéria emerja!
Mostre a sua cara.
Cai a máscara!
Há merda no teu falar!
Há lixo no tua cama!
Há lodo no teu coração!
Há corrupção na tua ação!
No teu olhar eu vejo o gérmen da desgraça!
A não transparência da tua vida
é a chave mestra da desgraça.
E não por muito tempo mais irá esconder
esse teu pântano de cadáveres.
Leandro Borges
19 de jul. de 2009
Espelhos
Labels:
eu,
experimental
Esse frio que me dói até os ossos
me faz lembrar dos Invernos passados.
No pano é projetado o filme da minha memória
é tanta história, que me perco no labirinto.
Mergulho dentro da caixinha de musica,
uma caixinha de espelhos gigante.
Me vejo cercado dos meus eus,
olho me por dezenas de ângulos,
em muitas ângulos inéditos até o momento,
assim me vejo fora de mim.
Me vejo em terceira pessoa
desapropriado de mim mesmo.
Me vejo como narrador e vejo a minha dor.
Aqui em todos esses ângulos
percebo os diversos filmes que rodam simultâneamente.
E eu era um menino, um adolescente,
E era um nerd, um louco, um trabalhador,
um aventureiro, um sonhador, um apaixonado,
um errante, um poeta, uma ilusão.
Somos tantos e no entanto somente apenas... um.
Leandro Borges
Pelas ruas lá fora
Labels:
eu
Para na esquina e implode em dor
são veias entupidas, sentimento estancado.
Um grito freiado, uma explosão contida.
Não, nenhum caminho se abre
nas vias desse pesadelo urbano.
É feita de cordas enferrujadas
a harpa que constrói essa estrada.
Leito.
Sangue.
Fluxo.
Um chão banhado por um mar de sangue.
As cordas do mar alcançam a praia.
Esse mar não da pé nunca.
Eu te expliquei que nem todas batalhas
são vencidas, mas também morre aos poucos
quem mata.
O coração cheio de espinhos ferozes,
escuto vozes na canção da memória.
Era uma estória antiga, de uma menina negra
que não tinha o que comer.
Os porões da parte velha da cidade gritam até hoje...
Eu gostaria de resgatar a pureza de um sorriso de criança,
a vida me deu essa ferida e já não posso mais sorrir...
Sabe meus sonhos hoje não há mais nuvens, mas há demasiado cimento...
Por que no meus olhos não consegue ver felicidade?
Quem sabe ela foi passear...
Leandro Borges
18 de jul. de 2009
Legião Feminina
Labels:
experimental
A insolitude de uma vida projetada.
São peças de uma vida criada pela
soma dos absurdos dos sonhos.
Uma soma de sonhos reprimidos de todas
as mulheres da tua família, geração à geração.
Agora tu, a descendente de toda essa árvore
queres vingar toda essa legião feminina?
Quem paga o preço? O teu filho também
não será pai de uma nova geração de mulheres?
Se pender a balança pra o teu lado, também
não vês que será em ti que, ao girar do mundo
cairá de volta em ti as dores desse mesmo mundo?
Toda mulher merece uma vida com os pés na terra,
desde que essa terra não soterre o pai da sua neta.
Assim como todo homem merece o mesmo.
Leandro Borges
10 de jul. de 2009
A chuva das más águas
Eu me lavo em lágrimas!
E o que é que tem porra?
Sim porque as lágrimas são minhas, e de mim eu mesmo entendo!
Homem é aquele que chora e chora em público; sangra e vive.
Sim porque eu sempre ouvi essa asneira de vozes femininas: "homem não chora!".
Quer saber?
Vão tudo se tratar com essa merda de machismo reprimido e não admitido.
A mulher mais interessante que conheci foi aquela que admitiu que muitas delas tinham
Essa merda de machismo incrustado na alma.
Essa realmente era honesta e inteligente.
Era digna de uma conversa franca sobre gêneros.
Deixem as águas de ares rolarem,
Despertem para o comportamento condicionado
E refletido de geração a geração.
Deixe com respeito o meu pranto rolar,
O meu peito desaguar a dor em notas gris.
Explode a represa do meu coração,
Lavo as minhas vestes
Choro, e choro muito,
De pingar tempos e tempos...
Há tempos são os homens que choram.
Outros são os covardes que o fazem escondidos.
Antes de adormecer no leito,
Choro a chuva das más águas.
Leandro Borges
23 de jun. de 2009
Meu pesadelo Teu
Labels:
eu,
experimental,
rascunho
Quem é essa que era o sonho.
Agora pesadelo.
Essa que é e não é ela de verdade.
É ela dentro de mim, essa é muito má
me maltrata, desdenha, tem nojo ainda.
Ela aqui fora, agora, ignora; ou melhor,
dá uma pseudo-atenção,
não sobrou nem o imenso
nojo que ela tinha por mim.
Ela dentro de mim é recriada,
não basta a condenação que tive
na vivência do sofrer no plano físico,
agora sofro por ti dentro de mim
a cada pesadelo que tenho com a tua figura.
É engraçado, quando creio que consegui te tirar dentro de mim
(virar a página) tu surges bela e com asco na face ao me ver,
nesse profundo e doloroso pesadelo.
Alguém por favor me ensina a me livrar,
a controlar esses malditos pesadelos,
que só são pesadelos (outrora sonhos bons)
porque te vejo, e nos teus olhos
transpira o asco de aturar a minha presença.
Quantas vezes, eu idiota, te mandei fora da minha casa?
Por dentro meu coração não querendo, bravo contra o meu orgulho.
Esse sim; ferido te mandou muitas vezes embora, por mandar.
Agora a ironia do destino me revela,
que não consigo te mandar embora da minha cabeça.
Por dentro o meu coração quer paz,
o meu orgulho eu já sei controlar a maior parte das vezes,
agora os meus sonhos, eu tenho menos (ou melhor) nenhuma autoridade.
Comparado a minha casa, essa sim ainda me sobra um quase resto de poder.
É eu sei, eu acho lindo esse quadro patético,
o meu amar se tornou em trauma e dor.
Leandro Borges
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