1 de mar. de 2016
Explode e florifica, Explode e frutifica
Vou sair na rua, preciso uivar, preciso voar, preciso cantar!
Sim, na rua! - entre as estrelas e a lua crescente
Deixar que o vento, seja lento
Brisa
Sem Sertão, só Asfalto
Sem Contradição, Só o Universo a minha frente
Mergulho onde quero
Vivo meu Eu sincero
Não cultivo passado
Queimo a cada dia
Sou Fogo
Sou Chama
Sou Pira
Me vou pra rua
Rueiros em Bares Trameiros Transamos Brisas
Sim na Rua, entre a multidão de falsos-vagalumes.
Entre Montanhas Cubicas, Entre Vales Quadrados.
Morcegos e Grunidos
São Paulo Escorre pelas Ruas
Faço Poesia Pura, 24 Kilates
Vou Pra Rua, Pois é de Poesia que Me Abasteço nas Ruas!
Das Ruas, pros rio urbanos, e dois sóis madrugais vamos as casas.
Nas tocas de ondas Nikeis e Árabes, uivo em outras língua,
danço-queimo em outros corpos, sinto tua pele nua Selvagem.
Do meu fogo com teu fogo, fazemos Incêndio na Liberdade.
Corpo Laço em Volúpia sem Fim! Opera nas Notas Ígneas do teu Corpo, Vejo Constelações no nosso gozo Quartã.
Nossos olhos fundidos, nossos corpos com a Sede Primal.
Corpos Nús, Poesia na Cama, Poesia na Rua.
Bella Agusta, ítala-brasileira de personalidade forte.
Escorro tua via, como lava incandescente, São Paulo floresce na Garoa,
Explode e florifica, Explode e frutifica!
Vale Dark-Down-AntiNatural
Ele veio e nos mostrou o quanto Vale uma vida, na Bovespa vende e compra a Vale, e quando a Vale mostra o quanto Vale, nos perguntamos quanto Lucro Vale uma vida? VIDAS?
De tão doce virou lama tóxica, ó Vale santo Vale.
Sagrado é o Lucro que soterra vidas?
Vale do Rio Enlameado-Tóxico Ex-Doce!
Pior que um Doce que Amargou,
São as almas a perambular pelo Vale Dark-Down-AntiNatural
Onde Carne Vale, onde Sexismo Vale?
Onde Vômito Vale, Abobrinha Vale?
A Morte veio veloz, galopando em ondas de lama até o mar.
Poesia à Brasileira, bem vindo Esse é Ó Brasil.
Onde Pindorama é Morta, e eles riem..
ahora
Aqui é
só brisar
sua vizar
sua vecito
maior onda brother
buena onda
vibras de más allá
gracias a la vida
agradecido pela garoa e pelo chuvisco
garuva buena
Brasil em queda livre
Quanto mais eu luto, mais luto enfrento.
Estamos de preto, em pé, bradando por um país morto.
A luta continua, e a morte também.
Quanto mais eu luto, mais luto enfrento.
Em marcha fúnebre protestamos, uma causa perdida de um morto perdido.
Esquecer os mortos ou lutar mesmo após a sua morte?
Quanto mais eu luto a luta vã, mais o luto escorre como lama tóxica.
Os bares estão fechados, os sorrisos estão fechados, as esperanças estão fechadas, as portas estão fechadas, o túnel está fechado.
Quanto maior a luta, maior o luto.
Causa perdida, Bala perdida, Vida perdida.
Sem hospitais, sem escola, sem transporte, sem terra, sem teto.
Terra Brasilis veste luto, retrocesso, descaso, hipocrisia.
Quanto maior é o luto, maior é o funeral.
Caindo ladeira a baixo, cai e cai mal.
Salários caem, empregos caem, moeda cai, vidas caem.
Despenca a dignidade do cidadão brasileiro, em luto.
Quanto mais se protesto planta, mais morte se colhe.
Marcha fúnebre de caboclos tortos.
Não há carnaval, não há olimpíada e não há hospital.
De doente à defunto, mais um luto somado a milhões na República do Êlaiá!
Quanto mais eu luto, mais o país caí.
Queda livre, forte, ruma a além do fundo do poço.
Não há poço, apenas um buraco negro.
Buraco em luto, país em luto, mas eu continuo a lutar.
Poesia que não cansa de bradar, gogó que não canso de gritar.
Já não parece real, aparece real, queda real.
Nós vestimos luto, o Estado veste ouro roubado.
Cada real roubado, vira joia roubada, pela corja que diz que nos representa.
Quanto mais eu luto, mais luto enfrento: em queda livre.
Leandro Bastos Borges
Ao meditar no sertão: velho chico estrangulado
Ao meditar no sertão, ser tão aqui tão agora; como a flor do cerrado. Aurora Burití, de mil caminhos solares. Sertão.
Cheio de explosões de cores. Peles Douradas.
Ao Sol, A Fogueira. A moda de viola embala os sonhos.
Há Janelas Abertas da Mente, Transcende Tempo & Espaço.
Ritual Quântico Xamânico Orixá Indigna Ancestral: Força da Mata
Veredas de Iluminação, onde cirandas compõe nossas missões.
Aonde há mãos dadas, há esperança.
Explodem, mais que Explodem cores. Miscigenação bonita.
Sou o aboio e o boi. Sou Miração. Sou Sertão, Visão, Visagem.
O interior do interior de mim mesmo.
Há um rio Vivo no sonho, o velho Chico.
Acordo e o velho me parece a desaparecer.
Como um vulto de uma lembrança, de um quase alguém, que nem sabemos quem é mais.
Um rio, que aprendeu a ser riacho, e vai virar é pó.
Pelo ouro roubado, pelo assaltar da benzedeira.
Velho Chico, de idade estaria ainda mais viril,
mas aqui é brasil-brazil, e cabral ainda manda.
Ou seria agora o Tio Sam? a Coroa Inglesa? Os Iluminatis?
Terra de extração, ainda escrava ainda vã.
Antes de 1500 havia guerra,
mas era mais digno.
O Cerrado era cerrado, Caatinga, caatinga, Mata Atlântica, Mata Atlântica, Amazônica, Floresta amazônica, Pantanal, Pantanal, Pampa, Liso, Campo, Sertão: Aos Sertões.
Canto, recanto, encanto da terra de mil corações, mil cores.
Cirandeiro das boas ondas, Candeeiro de Santa Luzia,
entre paz, amor, força, união, fé e canto.
A pedra do teu anel, brilha com o Sol Central.
Renasço a cada flor, a cada super nova.
Alquimista da Magia natural, somos Cavalo e Cavaleiro.
Herdeiros. Teia e Aranha. Flor e Beija-Flor.
Somos a Vela e a Chama.
Entre os Arcanos Maiores, cartas entre Personagens.
Um Rio Grande de toda uma vida, velho chico já foi Grande.
Hoje é estrangulado pelos meninos d'ouro, pelos Jagunços do Capital.
Ser tão sereno! Paranauê? Cuidado, mas não ando só, e quando caio, caio bem.
Sou capoeira, sou caboclo, sou grito-alforria.
Na República do elaiá. o grito do planeta fome, grita mais e mais alto.
No Sertão Atual, Na Babilônia dos Bananas:
Sertão devastado é tudo aquilo que vemos, é o que sobrou do "progresso".
Soul Natureza
Eu sou a natureza, eu vivo em mim.
Eu vivo na natureza.
Eu sou brisa, luar e mar.
Eu vivo em mim.
Eu natureza sou.
Soul satisfy, thanks light, thanks light workers.
Love we belive!
Natural-Total
Amor-Total
Máximo Respeito
Haux Haux Haux Lux Lux Lux
Tudo posso naquele que me fortalece.
Babilônia é ilusão, Soul Natureza!
Sal Pesado Sal
Pré Sal é pra temperar agudamente o colapso-hecatombe ambiental mundial: Poluição! Tenho orgulho que temos a tecnologia pra ajudar a acabar com o mundo. Orgulho de ser brasileiro. Orgulho da Poluição!
brasil, meu brasil estrangeiro
brasil, meu brasil estrangeiro
meu amado caixa dois-eiro
vou cantar-te nas tuas tramóias
vou cantar as teus vãos castelos de areia.
brasil, meu brasil zombeteiro
brasil de toda flor
roubam o nectar e toda flor
brazil, hi tão brazil
comemos gloria futebolistica de votar
acreditamos na grande mídia
somos tão marginais, adoramos nossos sambas imortais.
Somos a lâmina e todo desvio.
Brasil, é bem brasil sonegado, meu brasil pré-salado.
É na salada do nosso orgulho e nossa glória
que não temos vergonha de ser brasileiro, não!
A gloria é sempre a gloria, como a gloriosa bandeira!
Amamos o brasil coxinha ave tão nida paulista.
Queremos todo o poder, todo power e todas luzes.
Comemos petróleo, somos feliz em simples sorriso.
brasil, teu brasil estrangeiro
meu amado lava-jateiro, vou cantar-te nas Olimpíadas!
Amamos Renan, Amamos a ti Brasil Nação.
Vamos andar de mãos dadas na rua, vamos passear.
Vamos andar com coleira.
Vamos amor, vamos amora?
Somos A Onda!
Educatos, EDucados, Edukators!
Somos o feijão, o arroz e o carnaval.
Sambamos no abismo.
Haicai, Amor Haicai: Berço da Memória
Ela era o meu amor,
ela era a minha amora:
hoje só sobrou saudade.
2 de dez. de 2015
Sim, beijaste a minha mão
No milisegundo que teu olhar abriu para o meu, mergulhei profundo em ti.
Senti, teu carinho, teus traços, teu toque
Um beijo te dei todo carinho em ponto-momento contido em.
Maça ruborizada.
Olhos nos olhos.
Beijaste a minha mão.
Tão fabulosa.
Mão agradecida, minha.
Coração Enamorado, meu.
Doçura, tua.
Vai alem de todos os doces arabes embebidos no mais puro mel.
Doçura-Ardente, tua.
Beijaste a minha mão...
Leandro Bastos Borges
Senti, teu carinho, teus traços, teu toque
Um beijo te dei todo carinho em ponto-momento contido em.
Maça ruborizada.
Olhos nos olhos.
Beijaste a minha mão.
Tão fabulosa.
Mão agradecida, minha.
Coração Enamorado, meu.
Doçura, tua.
Vai alem de todos os doces arabes embebidos no mais puro mel.
Doçura-Ardente, tua.
Beijaste a minha mão...
Leandro Bastos Borges
31 de dez. de 2014
Alma-Flor-Amor-Primavera-Paixão
É uma grande flor, composta de varias flores.
Uma grande flor para dar luz.
Uma flor-luz de vida, para renascer luz, dar/receber luz.
É onde as luzes se encontram e encarnam em luz.
A Primavera, A vida, A esperança.
A sala onde escutamos o tambor-coração de nossas mães.
Onde nadamos na luz-água da vida.
Nucleo de transformação e crescimento.
Onde o amor gera amor, alimenta e multiplica.
Dois corações batem, duas respirações fluem.
Onde a vida desabrocha.
Ninho da alma da flor.
Flor-mangedoura da flor.
Amor fruto da flor.
Palco-flor da paixão.
Paixão regada a Eterna-Primavera.
Leandro Borges
22 de set. de 2014
Relatos de outro mundo
Agora quero apenas o teu bem.
Longe de mim, assim não te faço mal.
Minha presença agora te atrapalharia.
Não importa mais os porquês!
De qualquer forma é melhor assim.
Fato é que eu não encarava a realidade.
Pintei um quadro de ilusão para não ver a realidade dura.
Devia ser pensamento mágico, Freud já disse isso...
Vou só lembrar dos tempos bons e de tantas coisas que aprendi contigo.
Vejo que no momento é melhor ficar sem falar comigo, porque te incomodaria... Por outro lado foi bom ter sonhado nesse tempo que passou.
Os loucos e sonhadores são genuinamente felizes.
Espero que tenha te ensinado algo e que tenha deixado lembranças, espero que boas.
Queria que fosse de outra forma, mas assim é melhor pra ti, ficar sem nos falarmos por tanto tempo até o momento que ficares confortável ao ver a minha presença.
Sempre escrevo demais e me exponho demais, alias sou muito intenso, vou procurar moderar bastante. Se falei coisas que discorda, tudo bem, não me leve a mal... Aquela opinião é embassada em experiência de vida, mas deixa pra lá. Releia depois de dois meses ela.
A depressão é algo muito tenebroso, triste e horrível. Hoje tenho raiva de ações que tive, revi minhas atitudes, tenho que por meus pés no chão e escutar e entender melhor o que me dizem, na cara com todas as letras. eu escrevi já muitas coisas tristes, poemas, contos e pensamentos. É tudo culpa minha. Estou cansado da minha idiotice, meu lirísmo idiota, romantismo lunático idiota e sonho de ilusões fétidas.
Isso é comigo. De ti vou lembrar das coisas boas. Não escondo que teve coisas negativas, mas lembro apenas para crescer.
Os galhos curvos, arcados pelo vento. Um clarinete toca uma música mui suave.
É grave e bela. Assim os dias parecem os mesmos para ela.
Seu corpo não reage, é estranho. Não faz muito tempo que ele pensara em uma aventura para temperar a sua vida. Seu único próximo era o seu irmão menor. Tinha dó. Eles eram só e passavam fome. Não tinham nome. Eram filhos da falta de amor.
A grama verde lhe parecia cinza, era uma dor que tinha e gostava de cultivar. O lixo da rua, do seu lar, cresciam. Via a podridão como algo restaurador do universo. É pelo apodrecer que o mundo se renova. Pintura da sua vida andava.
Os ventos e ondas de ar estavam a brincar. Eram estrabulegas. Ficavam a sonhar com mundos de ar, um picadeiro de ventanias. Cachoeira de um dançar, tufão, não era o chão, era aquela massa aérea se arrastando e fulgorando pelos mares dos ares.
O pequenino irmão dela era louco. Uma epifania, uma contradição. Gostava do vento e era atento aos movimentares se seus andares.
Era do alto que avistava a cova rasa de sua irmã. Era seu fã, por ser uma irmã afável. Mui amável, embora nunca demostrase, ela ficava parada, no meio da montanha de lixo, parecia uma bailarina de pernas tortas e renga.
Canção de ninar, metralhadora no ar. Melodia rotineira, era lindo: brincadeira. Uma tuba fazia canção e mais um morto estendido no chão! Tocavam pianos em calda e escorria como enxurrada um sangue amargo de desgraça.
A vida era ótima, em um pais abençoado. Somos todos sequestrados e nossa massa cinzenta espalhada pelo chão depois de um tiro muito amável a queima roupa.
Ela e ele são dois anjos que moram no podre do coração.
A terra brasileira de ladrões que destroem vidas, é lida a chacina.
Crueldade por tanto amar. Banho de drogas pra sustentar a ação.
- É condição humana, se tudo fosse já definido não haveria nada pra ser vivido.
Entenda a grandiosidade do viver, sim é uma interrogação mas não de tristeza e sim de beleza e alegria.
Ria, sempre ria. Por mais que o mundo te de motivos pra chorar.
Chore um dia.
Triste mais um dia.
Em depressão em outro.
E só mais um não resolvido.
Então ao resolver, a dor se vai, vai o choro, sem tristezas, e os amargos dias se tornam doces.
São meses de alegria num ano, e apenas semanas para resolver. Muita valia.
Somos cria. Crie amor, compartilhe; minha completa vida não é desse mundo. Não me importo.
Leandro Borges
Cuidar e proteger, e não ter medo.
Buscar a força, mesmo estando fraco.
Permanecer cuidando.
Não se importar com os ruídos.
É difícil, mas é preciso lutar outra vez, e com mais cores.
Dançar mais uma vez a valsa, não tão bem compassada,
mas com a gana de não soltar as mãos,
não pisar nos pés, olhar nos olhos profundamente,
seguir a canção e dançar vamos.
Mesmo que num samba feliz, dancemos uma valsa triste.
Mesmo que a estrada pareça torta, sigamos.
Lembro de como fui feliz sempre que furei a tristeza
e embalado pelas valsas tristes da vida me permiti sonhar.
Me permiti realizar e fazer os outros feliz.
Ver o brilho dos olhos, e fala tão feliz, como me fizeste feliz.
Sei que Paris te fez me lembrar de mim, feliz também ficaste.
O desejo que me deixaste de ser tão feliz e tão feliz busco ser,
mas como há curvas nessa estrada e me pego a chorar.
Como há tantos sois em tantos dias se pondo tão lindamente,
e eu percorrendo entre ponteiros, sem poder ligar pra vida.
Preso em concretos, asfaltos, ponteiros e compromissos.
Eu tão omisso a tudo aquilo que amo e que faz bem.
Proteger, voar e cantar.
Ao meu cantar, que me salva, sou o pássaro de meus antepassados.
Sigo nessa esperança estradeira de furar o tolo chorar.
Nas próximas leguas dessa estrada, pararei mais aos poentes,
as cachoeiras, os amores brandos, as olhos estrelados, tão ao lado.
Com minhas ideias tão revolucionarias nem por um segundo
quero arrancar lágrimas nem dores em ninguém.
É pela alegria que luto, é pelo frutífero caminho que prezo.
Buscar a força, mesmo estando fraco.
Permanecer cuidando.
Não se importar com os ruídos.
É difícil, mas é preciso lutar outra vez, e com mais cores.
Dançar mais uma vez a valsa, não tão bem compassada,
mas com a gana de não soltar as mãos,
não pisar nos pés, olhar nos olhos profundamente,
seguir a canção e dançar vamos.
Mesmo que num samba feliz, dancemos uma valsa triste.
Mesmo que a estrada pareça torta, sigamos.
Lembro de como fui feliz sempre que furei a tristeza
e embalado pelas valsas tristes da vida me permiti sonhar.
Me permiti realizar e fazer os outros feliz.
Ver o brilho dos olhos, e fala tão feliz, como me fizeste feliz.
Sei que Paris te fez me lembrar de mim, feliz também ficaste.
O desejo que me deixaste de ser tão feliz e tão feliz busco ser,
mas como há curvas nessa estrada e me pego a chorar.
Como há tantos sois em tantos dias se pondo tão lindamente,
e eu percorrendo entre ponteiros, sem poder ligar pra vida.
Preso em concretos, asfaltos, ponteiros e compromissos.
Eu tão omisso a tudo aquilo que amo e que faz bem.
Proteger, voar e cantar.
Ao meu cantar, que me salva, sou o pássaro de meus antepassados.
Sigo nessa esperança estradeira de furar o tolo chorar.
Nas próximas leguas dessa estrada, pararei mais aos poentes,
as cachoeiras, os amores brandos, as olhos estrelados, tão ao lado.
Com minhas ideias tão revolucionarias nem por um segundo
quero arrancar lágrimas nem dores em ninguém.
É pela alegria que luto, é pelo frutífero caminho que prezo.
18 de ago. de 2014
27 de jun. de 2014
2 de jun. de 2014
Velho nojento
Labels:
experimental,
rascunho
Amargura da amargura...
fel, farpas e grilhões
mágoa, lodo, praguejar e amaldiçoar
fala incisiva
lida grossa
voam sapos e mais sapos
gole a gole
casca dura, barra, pedra e pedreira
engole cada pequeno veneno
morte lenta
envenenado vai sem perceber
esbraveja, late, cospe espinhos...
cospe fogo
espera o teu retorno, porque o espelho não perdoa
Leandro Borges
asco-escarro-nojo
Labels:
experimental
oco
sinto pouco
ouço torto
falo rouco
cansado, morto
mira a dor dos olhos meussinto pouco
ouço torto
falo rouco
cansado, morto
diz que não são mais teus
que são de Deus
que os olhos meus
não há mais estrelas
não há mais sabor
não há mais calor
não há mais cor
não há mais certezas
deita flor
deita tristeza
chora teu canto
canta a tua dor
deixa teu vazo em resto
arrasta tua mágoa
cala a tua fala
transborda de lágrimas
descansa teu peito
foge dos espinhos
recolhe as rosas amassadas
cobre tua face
guarda os cacos
zela o teu coração
esquece as poeiras da memória
abole os gritos da história
triste nasce a dor
feia, escarro a face
nojo do teu leito
asco da tua cara
menina feia
não serve pra amar
asco da tua cara
menina feia
não serve pra amar
Leandro Borges
15 de fev. de 2014
Naipe
Eu que já dancei tantas músicas, tantos ritmos.
Mesmo sem saber o padrão danço a onda.
Encontro dentro de mim meu naipe,
e ele não para de girar.
Nessa cidade tão grande, mas tão pequena de pessoas.
Não encontro os naipes certos.
Nenhum.
Meu naipe são todos.
E fixamente naipe do além.
Não posso viver essa vida aquém.
Vejo além matéria.
Somos seres de luz.
Somos seres com alma.
Não posso destruir meu corpo.
Não posso destruir minha caminhada
longa caminhada de muitas vidas.
O naipe da mente fechada.
O naipe do fechado as coisas novas.
O naipe do desagredor.
Não esses não são meus naipes, e me vejo fora disso.
Não posso lutar contra minha natureza.
Também não posso lutar contra meu coração.
Como posso encontrar meu par para meu as de coração?
São Paulo, minha paixão e minha maldição.
Nessas ruas por vezes tão frias
O que vale também?
Trabalhar no que se ama mas uma vida infeliz.
Ou viver uma vida feliz, dançar e dançar
e trabalhar para viver feliz, e deixar os oficios de lado?
Porque a vida é um assopro fugaz.
Mesmo sem saber o padrão danço a onda.
Encontro dentro de mim meu naipe,
e ele não para de girar.
Nessa cidade tão grande, mas tão pequena de pessoas.
Não encontro os naipes certos.
Nenhum.
Meu naipe são todos.
E fixamente naipe do além.
Não posso viver essa vida aquém.
Vejo além matéria.
Somos seres de luz.
Somos seres com alma.
Não posso destruir meu corpo.
Não posso destruir minha caminhada
longa caminhada de muitas vidas.
O naipe da mente fechada.
O naipe do fechado as coisas novas.
O naipe do desagredor.
Não esses não são meus naipes, e me vejo fora disso.
Não posso lutar contra minha natureza.
Também não posso lutar contra meu coração.
Como posso encontrar meu par para meu as de coração?
São Paulo, minha paixão e minha maldição.
Nessas ruas por vezes tão frias
O que vale também?
Trabalhar no que se ama mas uma vida infeliz.
Ou viver uma vida feliz, dançar e dançar
e trabalhar para viver feliz, e deixar os oficios de lado?
Porque a vida é um assopro fugaz.
6 de fev. de 2014
Tuicha Îguaçu
Precisamos de direitos,
liberdade de protestar,
liberdade de questionar.
Precisamos de ações,
ações de protesto,
ações de questionamento.
Porque nem todas leis nos representam.
Porque nem todo imposto queremos pagar.
Porque nem sempre é justo as regras que estão em voga.
Porque temos pensamento próprio, temos ideias próprias,
repensar leis, impostos, constituição, impostos, educação,
filosofia, liberdade, transporte, sustentabilidade,
luta de classes animais, educação, saúde e todos lados
de uma vida em sociedade, entre seres quase humanos.
Onde um por cento decide em dissonância ao noventa e nove por cento.
Onde um por cento rouba, é chegada a hora da grande onda se formar.
Tsunami de rosas gigantes, flores agigantadas, uma primavera nunca antes vista.
E quando for inverno, outono ou verão: ainda será primavera.
E quando me perguntarem que horas são, sempre será hora de gritar, dançar e cantar.
Mas não o fazemos dormindo, mega levante, estamos de olhos abertos
os vaqueiros, petroleiros e banqueiros e presidentes afogados.
A cada novo dia, redobrar a onda, a cada novo dia, redobrar o amor.
Onde centenas de milhões de pequenos corações,
se coração de formiga
Imagine essa onda onde formigueiros tomam as ruas, formigueiros por amor
a rua, levantada, inundada, soterrada, iluminada, colorida: tão livre.
Por que creio, somos um povo que sabe carnavalizar sua indignação,
e não por recreio, festejo ou festa: por justiça e alegria de um novo porvir.
Flores tão gigantes, cada cidadão, cada cidadã.
Primavera da Utopia Socrática, Primavera de Coração Latino.
Onde o calor é mais importante que o ouro.
Onde humanos ainda tem humanidade.
Não por vaidade ou fama, mas meu peito se inflama e pede dignidade.
Se não podemos ser iguais, que tenhamos igualdade de dignidade,
igualdade de liberdade, igualdade de educação de qualidade,
e tantas igualdades que precisam serem providas a todos.
Tsunami tão bela e tão singela, vivemos as cores do teu agora, da tua aquarela.
Os reacionario se afogam na grande onda.
Os defensores da alegria publica: tsunameam.
Um dia acordei, e vi lama por todo lado.
Então busquei um novo caminho, nova vida.
Onde não sou sustentado pela lama.
Conversei com muitas flores,
conversei com irmãos que dormem nas ruas.
É pelo Tsunami que meu coração bate, não mais por mim mesmo.
Mainumby Arapoty
liberdade de protestar,
liberdade de questionar.
Precisamos de ações,
ações de protesto,
ações de questionamento.
Porque nem todas leis nos representam.
Porque nem todo imposto queremos pagar.
Porque nem sempre é justo as regras que estão em voga.
Porque temos pensamento próprio, temos ideias próprias,
repensar leis, impostos, constituição, impostos, educação,
filosofia, liberdade, transporte, sustentabilidade,
luta de classes animais, educação, saúde e todos lados
de uma vida em sociedade, entre seres quase humanos.
Onde um por cento decide em dissonância ao noventa e nove por cento.
Onde um por cento rouba, é chegada a hora da grande onda se formar.
Tsunami de rosas gigantes, flores agigantadas, uma primavera nunca antes vista.
E quando for inverno, outono ou verão: ainda será primavera.
E quando me perguntarem que horas são, sempre será hora de gritar, dançar e cantar.
Mas não o fazemos dormindo, mega levante, estamos de olhos abertos
os vaqueiros, petroleiros e banqueiros e presidentes afogados.
A cada novo dia, redobrar a onda, a cada novo dia, redobrar o amor.
Onde centenas de milhões de pequenos corações,
se coração de formiga
Imagine essa onda onde formigueiros tomam as ruas, formigueiros por amor
a rua, levantada, inundada, soterrada, iluminada, colorida: tão livre.
Por que creio, somos um povo que sabe carnavalizar sua indignação,
e não por recreio, festejo ou festa: por justiça e alegria de um novo porvir.
Flores tão gigantes, cada cidadão, cada cidadã.
Primavera da Utopia Socrática, Primavera de Coração Latino.
Onde o calor é mais importante que o ouro.
Onde humanos ainda tem humanidade.
Não por vaidade ou fama, mas meu peito se inflama e pede dignidade.
Se não podemos ser iguais, que tenhamos igualdade de dignidade,
igualdade de liberdade, igualdade de educação de qualidade,
e tantas igualdades que precisam serem providas a todos.
Tsunami tão bela e tão singela, vivemos as cores do teu agora, da tua aquarela.
Os reacionario se afogam na grande onda.
Os defensores da alegria publica: tsunameam.
Um dia acordei, e vi lama por todo lado.
Então busquei um novo caminho, nova vida.
Onde não sou sustentado pela lama.
Conversei com muitas flores,
conversei com irmãos que dormem nas ruas.
É pelo Tsunami que meu coração bate, não mais por mim mesmo.
Mainumby Arapoty
Ser fogo, Água e Raiz
Feixes de sol atrás do horizonte em plena noite de lua cheia,
andando em trilhas sem lanterna e feliz.
Os olhos dos olhos podem ver além.
Enquanto a moça cria em seu interior um novo sol.
Cristais abrigados em amor materno.
Meditar ao coração, deixar reinar a paz.
Mais um pôr-do-sol enchendo a alma.
Mais um banho de mar irrigando a alegria.
Gratidão pelos dias de aprendizado,
gratidão pelos dias de glória.
Pois depois de três dias de chuva intensa, vem o sol.
Só posso cantar, na hora de cantar.
Só posso purificar, na hora de purificar.
Pintei quadros internos, com cores novas, com cores em luz.
Arrumar a casa, andar a pé, andar sabiamente protegido ora descalço.
Se a água é fonte tão simples e cura ainda.. andam a poluir?
Prefiro a trilha mais bonita, e não a mais rápida.
Onde contemplo o vale, a praia, o horizonte e a brisa.
Não encontrei ninguém para unir tão profundamente.
Caminhos com valores, valores de coração.
Não vou ferir meu coração, não faço por fazer.
A empafia humana não deixa ouvir e ver o obvio.
Há muita sabedoria fora de nós, nas irmãs árvores, nos irmãos pássaros,
no grande útero oceano, nos nossos avós solos, primas pedras.
Ao abraça-la, senti além seiva, senti e aprendi sua sabedoria.
Alegria de dançar ao vento, ser fogo, ser água, ser raiz.
Mainumby Arapoty
andando em trilhas sem lanterna e feliz.
Os olhos dos olhos podem ver além.
Enquanto a moça cria em seu interior um novo sol.
Cristais abrigados em amor materno.
Meditar ao coração, deixar reinar a paz.
Mais um pôr-do-sol enchendo a alma.
Mais um banho de mar irrigando a alegria.
Gratidão pelos dias de aprendizado,
gratidão pelos dias de glória.
Pois depois de três dias de chuva intensa, vem o sol.
Só posso cantar, na hora de cantar.
Só posso purificar, na hora de purificar.
Pintei quadros internos, com cores novas, com cores em luz.
Arrumar a casa, andar a pé, andar sabiamente protegido ora descalço.
Se a água é fonte tão simples e cura ainda.. andam a poluir?
Prefiro a trilha mais bonita, e não a mais rápida.
Onde contemplo o vale, a praia, o horizonte e a brisa.
Não encontrei ninguém para unir tão profundamente.
Caminhos com valores, valores de coração.
Não vou ferir meu coração, não faço por fazer.
A empafia humana não deixa ouvir e ver o obvio.
Há muita sabedoria fora de nós, nas irmãs árvores, nos irmãos pássaros,
no grande útero oceano, nos nossos avós solos, primas pedras.
Ao abraça-la, senti além seiva, senti e aprendi sua sabedoria.
Alegria de dançar ao vento, ser fogo, ser água, ser raiz.
Mainumby Arapoty
3 de fev. de 2014
Quando Choro
Quando choro sei que o fluxo me liberta de toda tristeza e toda alegria.
Quando choro sinto-me também raiz do planeta terra, sou rio.
Quando choro vejo na gota, a manjedoura da vida.
Sei que quando choro, em algum lugar do mundo faz sol.
Lágrimas de esperança, lágrimas de sonhos, lágrimas psicodélicas derretidas.
Mainumby Arapoty
Quando choro sinto-me também raiz do planeta terra, sou rio.
Quando choro vejo na gota, a manjedoura da vida.
Sei que quando choro, em algum lugar do mundo faz sol.
Lágrimas de esperança, lágrimas de sonhos, lágrimas psicodélicas derretidas.
Mainumby Arapoty
13 de nov. de 2013
Lux
Transcender o eu carnal, ir ao eu real.
O eu carnal é dádiva e desafio da linhagem dos dnas dos ancestrais carnais.
Transcender o eu carnal, ir ao eu real.
Nosso eu real estamos unidos a ele é quando estamos equilibrados.
Nosso eu real é nosso grande eu ser, que também evolui e tem a claridade da vida.
O eu real é o nosso verdadeiro ser que ajuda nessa dimensão também o grande salto.
Desequilibrados: e entregue total ao barco das paixões, então perdemos temporariamente esse eu espiritual.
Desligados da luz, incendiamos de furores mudanos.
O eu carnal é dádiva e desafio da linhagem dos dnas dos ancestrais carnais.
Transcender o eu carnal, ir ao eu real.
Nosso eu real estamos unidos a ele é quando estamos equilibrados.
Nosso eu real é nosso grande eu ser, que também evolui e tem a claridade da vida.
O eu real é o nosso verdadeiro ser que ajuda nessa dimensão também o grande salto.
Desequilibrados: e entregue total ao barco das paixões, então perdemos temporariamente esse eu espiritual.
Desligados da luz, incendiamos de furores mudanos.
24 de out. de 2013
Em São Paulo sinto na pele diariamente o que é preconceito.
Naturalmente por viver na cidade mais burguesa do Brazil, onde as pessoas são avaliadas exclusivamente pelo seu poder monetário.
Não consigo encontrar muitas pessoas que não me excluam, pelo simples fato de me avaliarem pela imagem. Não sou nem nunca vou ser um escravo da imagem, não quero essa falsidade pra mim.
Da mesma forma, sinto, vejo e recebo, toda a hostilidade e repulsa por não pertencer a camada social e padrão comportamental e visual nos lugares e muitas vezes sou excluído, muitas vezes é no ar da empáfia paulistana que nado na contra mão, dessa maré de lodo e lama paulistana.
Assim como as pessoas aqui chamam seres humanos de vermes, de parasitas, eu então fico ao lado desses a margem, porque todos os dias me sinto margeado, e faço questão de não entrar nessa dança esquizofrênica da aparência, essa mesmo que nos dita o que temos que ser a cada momento.
E não encontro pares, e não encontro respeito, pessoas pensam que sou menor que elas, pensam que pertenço a outro mundo que não o seu lugar ilusório social. Estou cansado de sofrer tanto preconceito nessa cidade. Onde uma roupa simples, um lugar onde se mora, são mais importantes que um abraço, é ridículo.
E muitos dessxs boçais da lama paulistana não tem cultura, não leem livros, não sabem de espiritualidade, não viajam ao mundo; não tem realmente a verdadeira riqueza, não abraçam, não sorriem.
Tanto imbecil com grana e sem cultura, sem sabedoria, sem nada na cabeça, apenas um volante de carro novo importado nas mãos.
E o que é ainda mais imbecil, tanta gente sem grana e querendo ser um milionário também boçal pertencente a lama paulistana.
Esses idiotas não sabem nem falar português quanto mais outras línguas, não sabem onde fica seus corações. Não dão importância a natureza e esses mesmos idiotas avaliam tudo ao redor pelo seu nasal cheio de farinha.
Naturalmente por viver na cidade mais burguesa do Brazil, onde as pessoas são avaliadas exclusivamente pelo seu poder monetário.
Não consigo encontrar muitas pessoas que não me excluam, pelo simples fato de me avaliarem pela imagem. Não sou nem nunca vou ser um escravo da imagem, não quero essa falsidade pra mim.
Da mesma forma, sinto, vejo e recebo, toda a hostilidade e repulsa por não pertencer a camada social e padrão comportamental e visual nos lugares e muitas vezes sou excluído, muitas vezes é no ar da empáfia paulistana que nado na contra mão, dessa maré de lodo e lama paulistana.
Assim como as pessoas aqui chamam seres humanos de vermes, de parasitas, eu então fico ao lado desses a margem, porque todos os dias me sinto margeado, e faço questão de não entrar nessa dança esquizofrênica da aparência, essa mesmo que nos dita o que temos que ser a cada momento.
E não encontro pares, e não encontro respeito, pessoas pensam que sou menor que elas, pensam que pertenço a outro mundo que não o seu lugar ilusório social. Estou cansado de sofrer tanto preconceito nessa cidade. Onde uma roupa simples, um lugar onde se mora, são mais importantes que um abraço, é ridículo.
E muitos dessxs boçais da lama paulistana não tem cultura, não leem livros, não sabem de espiritualidade, não viajam ao mundo; não tem realmente a verdadeira riqueza, não abraçam, não sorriem.
Tanto imbecil com grana e sem cultura, sem sabedoria, sem nada na cabeça, apenas um volante de carro novo importado nas mãos.
E o que é ainda mais imbecil, tanta gente sem grana e querendo ser um milionário também boçal pertencente a lama paulistana.
Esses idiotas não sabem nem falar português quanto mais outras línguas, não sabem onde fica seus corações. Não dão importância a natureza e esses mesmos idiotas avaliam tudo ao redor pelo seu nasal cheio de farinha.
18 de out. de 2013
Aos que Amamos
É difícil, mas é preciso aguentar firme sem medo.
Quando se quer é apenas um abraço: dê.
Foi quando um pingo de cor caiu do pincel na cidade.
Há tanto cinza saindo dos umbigos, tanta falta de tempo.
Esquecer o dinheiro, regar os campos da familia.
O que é mais importante, aumento salarial
ou dar atenção as pessoas ao redor?
Cada gota de esperança é tecida por coragem.
Cada abraço amoroso, irriga os pampas do amor.
Zelo a família, zelo aos que nos criaram.
É dificil, mas é preciso lutar, é preciso mais amor.
Por que um dia apenas a janela da alma se fecha,
e aos que ficam resta a saudade de mais um abraço.
Não importa quanto dinheiro se pode acumular,
ter sacrificar tempo aos que amamos, não é riqueza.
É dificil, mas sabemos que é preciso nadar contra
tudo que nos é bombardeado mental, sigamos ao coração.
Manter o amor, manter a doçura do abraço,
porque quando abraçamos, é quando os corações conversam.
Colados, trocam palavras, trocam mimos, trocam calor.
De que vale um carro novo, e não saber sobre os seus?
De quantas covardias e egoísmo é feito o primeiro milhão???
Depois que tudo se vai, e ficas, lembraras das tua omissões.
Quando veres ao outro lado do rio, lembrarás dos teus nãos:
quando teus amados te pediram algo tão simples, e negaste.
É dificil, mas é preciso inverter a lógica capital
pois o amor nada tem a ver com cifras, crédito, valores.
A lógica do amor é diferente da grega,
o amor não é preciso premissas
o amor não precisa inferências
o amor quanto mais se dá, mais temos.
E quando aprendermos a pintar ao coração,
os lares se encheram de cor,
os laços estarão fortes,
familias estarão unidas e fortalecidas,
as cidades não serão opressoras,
toda cor brotará em cada esquina, em cada avenida.
Quando se quer é apenas um abraço: dê.
Foi quando um pingo de cor caiu do pincel na cidade.
Há tanto cinza saindo dos umbigos, tanta falta de tempo.
Esquecer o dinheiro, regar os campos da familia.
O que é mais importante, aumento salarial
ou dar atenção as pessoas ao redor?
Cada gota de esperança é tecida por coragem.
Cada abraço amoroso, irriga os pampas do amor.
Zelo a família, zelo aos que nos criaram.
É dificil, mas é preciso lutar, é preciso mais amor.
Por que um dia apenas a janela da alma se fecha,
e aos que ficam resta a saudade de mais um abraço.
Não importa quanto dinheiro se pode acumular,
ter sacrificar tempo aos que amamos, não é riqueza.
É dificil, mas sabemos que é preciso nadar contra
tudo que nos é bombardeado mental, sigamos ao coração.
Manter o amor, manter a doçura do abraço,
porque quando abraçamos, é quando os corações conversam.
Colados, trocam palavras, trocam mimos, trocam calor.
De que vale um carro novo, e não saber sobre os seus?
De quantas covardias e egoísmo é feito o primeiro milhão???
Depois que tudo se vai, e ficas, lembraras das tua omissões.
Quando veres ao outro lado do rio, lembrarás dos teus nãos:
quando teus amados te pediram algo tão simples, e negaste.
É dificil, mas é preciso inverter a lógica capital
pois o amor nada tem a ver com cifras, crédito, valores.
A lógica do amor é diferente da grega,
o amor não é preciso premissas
o amor não precisa inferências
o amor quanto mais se dá, mais temos.
E quando aprendermos a pintar ao coração,
os lares se encheram de cor,
os laços estarão fortes,
familias estarão unidas e fortalecidas,
as cidades não serão opressoras,
toda cor brotará em cada esquina, em cada avenida.
17 de out. de 2013
7 de out. de 2013
Ao abraçar das mãos
Procuro em todas as faces o rosto dela.
Ando perguntando a muita gente.
Sinto uma aflição por saíres do meu campo de visão.
Estas no meu coração te sinto tão perto.
Me parece tão depressivo os velhos resmunguentos.
Ando com essa arma curva, na face.
Me protejo de quaisquer intrusões.
Relanço meu olhar, e num beijo sai uma flecha do olho.
Danço a valsa de um samba antigo.
E pra tristeza, não ligo.
Sigo buscando pela avenida.
Pela rua, pelo largo: sorrio.
No cemitério da memória, não me deixo cair.
Ignoro as falas austeras e perigosas.
Muito mais cortante é não viver essa leveza.
Não há amor maior que o meu.
Amo tanto essa flor.
Sambo na dor alheia, a cachaça que me salva.
Essa ardente alegria de ser bamba.
Não tenho sentimento de culpa.
Me abandonar por que? Se sou amor!
Da febre quartã não ei de sofrer,
pois se teu amor me queima.
Quero e não quero dele enlouquecer.
Maria que tudo me espera.
Maria que tudo me ama.
Maria que tudo me aceita.
Maria que tudo mais não canta.
Voa cotovia, do outro lado do rio.
Alça tão longo mergulho, e eu tão atordoado de marulho.
Não vi que de ti tirei da embarcação.
Não meu coração te vejo igual, na face de todas as outras.
Se por ti meu coração bate, minhas mãos te abraçam.
Leandro Borges
Preto velho hare krishna
Cuidado, não ando sozinho.
Convidei esse velhinho pra entoar o mantra.
Dançamos e cantamos os nomes de Deus.
Minha alma agradece, muitas graças.
Um banho de alfazema, voamos dentro.
Na casa de Deus supremo estamos, no terreiro hare krishna.
Onde tudo dança amor.
Seja indiano ou africano, somos um em amor.
Que as tribos de pindorama se juntem a nós.
Onde houver um coração buscando a Deus supremo.
estaremos.
Deus não tem pele de etnia. Abraça a todos.
E quando a música funde-nos: o universo a um átomo.
Leandro Borges
Convidei esse velhinho pra entoar o mantra.
Dançamos e cantamos os nomes de Deus.
Minha alma agradece, muitas graças.
Um banho de alfazema, voamos dentro.
Na casa de Deus supremo estamos, no terreiro hare krishna.
Onde tudo dança amor.
Seja indiano ou africano, somos um em amor.
Que as tribos de pindorama se juntem a nós.
Onde houver um coração buscando a Deus supremo.
estaremos.
Deus não tem pele de etnia. Abraça a todos.
E quando a música funde-nos: o universo a um átomo.
Leandro Borges
25 de set. de 2013
No coletivo que diluem muitas poesias do arquetipo geral
É no caminho esse vou com a certeza da fecha certeira.
Contemplando em cima da faca, os dois gumes.
Onde o arco-íris escorre cores e gris.
Tão delicadas e pinças.
Com os pés nas nuvens e as mãos na terra.
Um sorriso que a todo momento vai aos flancos.
Um castelo vai derretendo ao sol do meio dia.
Nas areias movediças de um destino tragico e fatal.
O quão perigoso é uma paixão avassaladora e sem freios?
São vermelhos respingados.
São azuis fora do céu.
São amarelos relâmpagos de ideias.
São verdes fora das árvores.
São roxos nas vistas de outro espelho.
São laranjas escorrendo em rio.
São brancos das gaivotas mortas.
Uma arrevoada, mas passa, e ele chora.
Ele canta, ela não escuta.
Ele dança com ela, mas ela não com ele.
De onde vem essa força?
De onde vem esse amor?
Eis que um dia a ventania sessa...
Ela, fecha os olhos.
Leandro Borges
Contemplando em cima da faca, os dois gumes.
Onde o arco-íris escorre cores e gris.
Tão delicadas e pinças.
Com os pés nas nuvens e as mãos na terra.
Um sorriso que a todo momento vai aos flancos.
Um castelo vai derretendo ao sol do meio dia.
Nas areias movediças de um destino tragico e fatal.
O quão perigoso é uma paixão avassaladora e sem freios?
São vermelhos respingados.
São azuis fora do céu.
São amarelos relâmpagos de ideias.
São verdes fora das árvores.
São roxos nas vistas de outro espelho.
São laranjas escorrendo em rio.
São brancos das gaivotas mortas.
Uma arrevoada, mas passa, e ele chora.
Ele canta, ela não escuta.
Ele dança com ela, mas ela não com ele.
De onde vem essa força?
De onde vem esse amor?
Eis que um dia a ventania sessa...
Ela, fecha os olhos.
Leandro Borges
Tempo de surra
Passou as pencas.
Passou e ainda remamos.
Onde estão os storyboards?
Passou e ainda estamos.
Passa e ainda nas linhas e laços.
Onde tanto o colorido velho.
Palhaço cansado e apanhar a apanha, fora.
Antes do nascer se nasce e aonde está a dança coletiva publica?
Vamos nessa quase dança de quase pares.
Vamos nessa dança de quase executares.
Vamos nessa música que ainda está esperar o play.
O sol nasceu quadrado, e ainda o cubo cerca as mãos.
A música renasceu em um pingado, da chuva dos outros dias.
Um dia acordo com o sol na cabeça, no outro mais uma estrela cadente.
Onde essa espera e esperança parece quase um insano pensamento de não enlouquecer.
Leandro Borges
Passou e ainda remamos.
Onde estão os storyboards?
Passou e ainda estamos.
Passa e ainda nas linhas e laços.
Onde tanto o colorido velho.
Palhaço cansado e apanhar a apanha, fora.
Antes do nascer se nasce e aonde está a dança coletiva publica?
Vamos nessa quase dança de quase pares.
Vamos nessa dança de quase executares.
Vamos nessa música que ainda está esperar o play.
O sol nasceu quadrado, e ainda o cubo cerca as mãos.
A música renasceu em um pingado, da chuva dos outros dias.
Um dia acordo com o sol na cabeça, no outro mais uma estrela cadente.
Onde essa espera e esperança parece quase um insano pensamento de não enlouquecer.
Leandro Borges
Roubo público teatral
Essa cola, é somente uma cola, não pretendo colar.
Essa cola, por mais fácil e acéfalo que seja não é pra colar.
Honrar os impostos da população no mínimo fio da dignidade.
Essa tesoura é pra cortar, mas não arrancarei criações alheias.
Essa tessoura é pra cortar, mas não aponta pra própria garganta.
E não me vem com a fala trocada que não sabes de nada.
Como foi gritado aos quatro cantos da ladeira da memória
todos somos os criadores: todo homem e toda mulher, somente gado não voa.
Voamos meu bem, voamos, pois criar é tão simples como brincar.
Pois quando se toca, de canta, se atua é continuar ao jogo.
Jogo é a própria vida, mas roubar cartas e por na mesa,
clamo pelo ética meu bem, pois essas cartas são do estado.
Onde a foto reempressa não tem valor, e pagamos impostos e temos dignidade.
Prefiro um pingo de tinta turva e mal impressa e cheia de arestas
a uma quadro do espelho alheio do passado.
Quando a criança dança, ela apenas dança.
Dancemos.
Leandro Borges
Essa cola, por mais fácil e acéfalo que seja não é pra colar.
Honrar os impostos da população no mínimo fio da dignidade.
Essa tesoura é pra cortar, mas não arrancarei criações alheias.
Essa tessoura é pra cortar, mas não aponta pra própria garganta.
E não me vem com a fala trocada que não sabes de nada.
Como foi gritado aos quatro cantos da ladeira da memória
todos somos os criadores: todo homem e toda mulher, somente gado não voa.
Voamos meu bem, voamos, pois criar é tão simples como brincar.
Pois quando se toca, de canta, se atua é continuar ao jogo.
Jogo é a própria vida, mas roubar cartas e por na mesa,
clamo pelo ética meu bem, pois essas cartas são do estado.
Onde a foto reempressa não tem valor, e pagamos impostos e temos dignidade.
Prefiro um pingo de tinta turva e mal impressa e cheia de arestas
a uma quadro do espelho alheio do passado.
Quando a criança dança, ela apenas dança.
Dancemos.
Leandro Borges
14 de set. de 2013
Desnorte passagem
Foi uma trupe que passou, era uma música, mas que música? Caminhão passou.
Era um colorido, mas onde foi? Uma bomba estourou ali ao lado.
Arranha-céu rasgou núvens e rasgou falas.
Andando por entre degraus tão fétidos, parei por ali, cadê a minha bolsa?
Fui olhar o que acontecia, o que me aconteceu?
Passo.
Passa.
Passei.
Estômago embrulhado, falas dissonantes.
Por que eles cantam?
Isso é uma cena?
Os ruídos babilônicos falam tão alto.
O ritmo do concreto armado soterra corações.
Incendeia de cegueira, petrifica emoções.
Repetição do requentado fácil cênico.
Fitas as fitas repetidas do cenário.
Quedas o olhar na falência teatral.
Ou se faz a vera ou a qualquer tempo-preço-cor?
Leandro Borges
Grande Babilônia: Tareias
Açoite de concreto armado, asfalto sepultando tantas mães.
Onde mulheres sorriem amarelo, sorriso sufocado.
Onde flores crescem rasgadas, onde a primavera é manchada de vermelho.
Silêncio não feliz, oprimida pelo invisível alheio.
Fora dos lares seguimos cegos.
Onde nossa colher fica tão alheia, que a janta ao lado é de assassinato.
Casais vizinhos, parecem tão juntinhos.
Tanto amor que esgana a verdade.
Soterrados somos todos os dias por um buquê de flores mortas por dia.
Onde a cada duas horas cai mais uma flor morta.
Chove flores, mas são flores mortas, a conta gotas, uma a uma.
De todo tipo de cidade e sertão, flores encabrestadas, propriedade privada.
Onde o patrão tem o direito de viver e matar o seu amor.
Seja onde for, um amor romântico da opressão.
Entre um poema e outro, pode andar na navalha.
O frio da sombra,
é a face a sua própria sombra,
onde os olhos veem mil cores pra maquiar a depressão.
Estão dos roxos e de pele fria.
Quantas abismos esse via torta e sistêmica ainda vai parir?
Leandro Borges
Onde mulheres sorriem amarelo, sorriso sufocado.
Onde flores crescem rasgadas, onde a primavera é manchada de vermelho.
Silêncio não feliz, oprimida pelo invisível alheio.
Fora dos lares seguimos cegos.
Onde nossa colher fica tão alheia, que a janta ao lado é de assassinato.
Casais vizinhos, parecem tão juntinhos.
Tanto amor que esgana a verdade.
Soterrados somos todos os dias por um buquê de flores mortas por dia.
Onde a cada duas horas cai mais uma flor morta.
Chove flores, mas são flores mortas, a conta gotas, uma a uma.
De todo tipo de cidade e sertão, flores encabrestadas, propriedade privada.
Onde o patrão tem o direito de viver e matar o seu amor.
Seja onde for, um amor romântico da opressão.
Entre um poema e outro, pode andar na navalha.
O frio da sombra,
é a face a sua própria sombra,
onde os olhos veem mil cores pra maquiar a depressão.
Estão dos roxos e de pele fria.
Quantas abismos esse via torta e sistêmica ainda vai parir?
Leandro Borges
24 de jul. de 2013
São muitas ondas
Passam muitas ondas por mim.
Há tantas Marias, tantos lugares, tantos andares.
Há tantos olhares e tanta gente.
Aquela que sofre, que vai a luta.
Aquela que resiste.
Aquela que lembra e escolhe a corrente do tempo.
Onde foi parar, campo ou cidade?
Tão pequena, as vezes: flor.
São estes caminhos de muitos caminhares, tanta passagem.
E passam a cada dia tantas mulheres pra outro lado do rio.
E os tempos que mesclam os tempos das cidades, mesclam as Marias, mesclam escritores, mesclam rios, mesclam cantares, mesclam olhares de tantos e muitos e diversos ares.
Tantas regiões e tantos folclores desse brasis no berço de Maria Paulistana.
Na cidade que colhe todos esses tempos, cidade que colhe todos esses Personagens.
Na cidade que colhe todos esses lugares, cidade que colhe todos essas culturas.
Na cidade que colhe todos essas cidades, cidade que colhe todas essas religiões.
Tão grande, as vezes: primavera.
A cidade que veste na mulher uma farda grossa, vão, que deixa seu Ari sem encontrar Maria.
Oculta o encontro, a revelação, e Maria continua só.
Maria melhor só ou sofrer com constantes tundas?
Sova do empregro, sova da política, sova dos patrões, sova do conjuge, sova do patriarcado.
Até quando desigual?
Mulher, mãe, filha, avó, tia, prima, irmã: cidadã.
Que arsenal enorme que tens Maria, realmente mais uma mulher sobrevivente deve ter muitas armas, ou então morre.
Será preciso mais uma grande onda?
Leandro Borges
Há tantas Marias, tantos lugares, tantos andares.
Há tantos olhares e tanta gente.
Aquela que sofre, que vai a luta.
Aquela que resiste.
Aquela que lembra e escolhe a corrente do tempo.
Onde foi parar, campo ou cidade?
Tão pequena, as vezes: flor.
São estes caminhos de muitos caminhares, tanta passagem.
E passam a cada dia tantas mulheres pra outro lado do rio.
E os tempos que mesclam os tempos das cidades, mesclam as Marias, mesclam escritores, mesclam rios, mesclam cantares, mesclam olhares de tantos e muitos e diversos ares.
Tantas regiões e tantos folclores desse brasis no berço de Maria Paulistana.
Na cidade que colhe todos esses tempos, cidade que colhe todos esses Personagens.
Na cidade que colhe todos esses lugares, cidade que colhe todos essas culturas.
Na cidade que colhe todos essas cidades, cidade que colhe todas essas religiões.
Tão grande, as vezes: primavera.
A cidade que veste na mulher uma farda grossa, vão, que deixa seu Ari sem encontrar Maria.
Oculta o encontro, a revelação, e Maria continua só.
Maria melhor só ou sofrer com constantes tundas?
Sova do empregro, sova da política, sova dos patrões, sova do conjuge, sova do patriarcado.
Até quando desigual?
Mulher, mãe, filha, avó, tia, prima, irmã: cidadã.
Que arsenal enorme que tens Maria, realmente mais uma mulher sobrevivente deve ter muitas armas, ou então morre.
Será preciso mais uma grande onda?
Leandro Borges
9 de jun. de 2013
Ébanas Pérolas
Um sorriso solar.
Olhos sorrindo ao sol.
Pérolas de breu noite, teus olhos.
Uma boca de lua crescente, tão linda, tão suave.
Me abraça de tua seda tão doce.
Onde sorrindo me leva ao longe.
Tão bonito é te olhar um eterno momento e mais.
Não pequena e singela, menina, mulher.
A flor de brilho raro, brilho colorido.
Sigo desperto.
A tua frente.
Onde as árvores nos cercam, e nos acercamos.
Pássaros.
Leve garoa.
Um pôr-do-sol.
Hoje no céu há um tom a mais de azul.
Teu sol.
Tuas ébanas pérolas.
Tua lua crescente.
Tua seda.
Que a menina dos teus olhos nunca perca a cor da sua dança.
Leandro Borges
Olhos sorrindo ao sol.
Pérolas de breu noite, teus olhos.
Uma boca de lua crescente, tão linda, tão suave.
Me abraça de tua seda tão doce.
Onde sorrindo me leva ao longe.
Tão bonito é te olhar um eterno momento e mais.
Não pequena e singela, menina, mulher.
A flor de brilho raro, brilho colorido.
Sigo desperto.
A tua frente.
Onde as árvores nos cercam, e nos acercamos.
Pássaros.
Leve garoa.
Um pôr-do-sol.
Hoje no céu há um tom a mais de azul.
Teu sol.
Tuas ébanas pérolas.
Tua lua crescente.
Tua seda.
Que a menina dos teus olhos nunca perca a cor da sua dança.
Leandro Borges
7 de jun. de 2013
Poema: Verão de Javier Heraud -- Música: Árvore dos Olhos - Alexandre Mello
Verão (Verano)
Se foi o verão.
Redobrados sopros de amor sacodem o coração
com os olhos
é luz do dia e da vida é o castigo das noites e das mortes
recolhe e planto as sementes do amor
caminho entre noites escurecidas pelo vinho
pergunto a terra e aos montes
arranco montanhas de ódio e tumultos
o que são as tardes ao lado da paz?
o que são os montes ao lado dos sonhos?
o que são os rios ao lado das lágrimas?
é que um rosto um sorriso um pranto
um estremessimento
uma mão
se dia-a-dia morrem as ervas do campo
se dia-a-dia caem nas suas noites árvores do amor e do silêncio
Javier Heraud
Se foi o verão.
Redobrados sopros de amor sacodem o coração
com os olhos
é luz do dia e da vida é o castigo das noites e das mortes
recolhe e planto as sementes do amor
caminho entre noites escurecidas pelo vinho
pergunto a terra e aos montes
arranco montanhas de ódio e tumultos
o que são as tardes ao lado da paz?
o que são os montes ao lado dos sonhos?
o que são os rios ao lado das lágrimas?
é que um rosto um sorriso um pranto
um estremessimento
uma mão
se dia-a-dia morrem as ervas do campo
se dia-a-dia caem nas suas noites árvores do amor e do silêncio
Javier Heraud
30 de out. de 2012
Apenas o começo
É mais de cem horas, é mais que um infinito
É mais que mil instântes, é mais do que distante
Espaços tão longínquos e tão vazios
São tantos não-lugares a percorrer, são tantos não-dizeres a escutar
São tantas pessoas presas, tantas pessoas dormindo, tantas pessoas cegas-surdas-perdidas... anti-vidas
MegaFuracões
MegaCiclones
MegaTempestades
E mais do que transbordo, é mais que inundação
São mais do que um milhão de tragédias, são mais que bilhões de aberrações
MegaZombies
MegaQuimeras
MegaDemônios
Legiões de sugadores de energia, legiões de bilhões de megatempestades de megapesadelos
A MegaÁrvoreDaVida em um filme-cíclico-gerador-eterno-de-frutos: pendurados-mortos-suicídas-nativos!
A MegaÁguaMangedouraTerraAstronaveArVidaPlanetaMãePai Urra um Pranto Descomunal!!
Escancarada os portões dos infernos:
É lama radioativa-incandescente-ácida-viral-atômica-bacteriana-transgênica-insana!!!
Leandro Borges
6 de set. de 2012
8 de ago. de 2012
amora - 8 de outubro 2007
Labels:
BkTopPagina,
experimental
8 de outubro 2007
é, é estranho
é bem estranho
eu imagino que seja um certo tipo de refugio
como uma naufrago que volta pra ilha
que não se acustumou com a realidade do continente
aquele naugrafo que prefere ser naugrago rodiado só de agua
que vive em terra firme, firme continental
e fica sonhando na sua propria ilha sem conviver com ninguem
só ele e a ilha
é aí que tá a babaquice toda, é aí que tá a burrice toda
ele e uma ilha
uma ilha
uma ilha deserta
só por se tar na ilha é um erro, um erro absurdo
uma fuga burra, ignorante e medrosa fuga a dois
é um enclausurar no proprio erro
é um ilhar-se e ficar rodiado de um nada profundo
agora atravessar o mar, sair da ilha ai sim
seria, deve ser um surto de inteligencia
agora indagam a minha porque?
eu disse simplesmente por um soluço?
por um soluço eu não
eu não crio vínculo, né?
não assumo compromisso por um soluço
não, olha pra mim esse tipo de coisa tem que ser algo forte
tem que ser uma pessoa que eu admire, que eu goste
que não por uma via racional
mas por sentimento
inteligencia emocial
e algo me diga que, que é aquela pessoa, sabe?
que, que , que tenha a ver
que goste, que goste de tá junto, que goste de conversar,
que goste dos pensamento, que goste do universo dela
ou que participe do que a pessoa tenha
aiii
eo convivio, pelo menos que seje, que revele
que seje pouco mas que revele
não por um suspiro não
não
tem que ser algo forte
o olhar tem que dizer muito
eu gosto de pessoa com personalidade, sabe?
que seje... é que tenha gostos, sabe?
que não seje pacato tb
fechado demais
ter gostos fortes, sabe?
ter opinião, que saiba argumentar.
sei lá, que seje leve também.
que goste de ri e falar basteira
que fale merda, e que não crie neura, não crie tanta complicação
que crie tanta regrinha pra vida, uma pessoa leve, que admiro a força
pessoa que vai atrás, que busca, que não tenha cheio de nhenhenhé.
um soluço defenitivamente não tem como ter compromisso, sem gostar, um gostar crescente
que se veja furuto, que se veja luz no fim do tunel, por ai
agora, essas pessoas que um soluço serve, uma ilha deserta serve
eeeh
eu fico besta, fico pasmo, realmente eu não entendo, e isso que não tem nexo me causa
absurda, me causa um desconforto, não cabe, pra mim não serve
agora, de tanto comer maça
não sei quando eu provar eu vou reconhecer o gosto da amora
sabe o gosto da amora, eu realmente não sei se eu vou reconhecer
por que eu posso tá provando, amora
mas não é amora.. é pessego, pessego!
sim, porque...
comendo maça, maça e aparece outra coisa, vou pensar:
nãaããããooo...
eu conheci uma vez isso, é amora
mas não, pode ser um pessego
eu tenho medo de ter esquecido qual é o gosto da amora já
isso me causa um frio interior
é estranho
parece que o ar
o ar fica líquido em volta
os pensamentos flutuam
é o uma realidade fantástica
aonde os pensamentos se solidificam
onde tudo fica mais claro
ou mais turvo
dependendo do tipo de água
dependendo da origem
eu realmente queria, voltar, ficar só com a amora
deixar de lado todas as maças
dizer: muito obrigado mas eu não quero pessego!
não
Leandro Borges
é, é estranho
é bem estranho
eu imagino que seja um certo tipo de refugio
como uma naufrago que volta pra ilha
que não se acustumou com a realidade do continente
aquele naugrafo que prefere ser naugrago rodiado só de agua
que vive em terra firme, firme continental
e fica sonhando na sua propria ilha sem conviver com ninguem
só ele e a ilha
é aí que tá a babaquice toda, é aí que tá a burrice toda
ele e uma ilha
uma ilha
uma ilha deserta
só por se tar na ilha é um erro, um erro absurdo
uma fuga burra, ignorante e medrosa fuga a dois
é um enclausurar no proprio erro
é um ilhar-se e ficar rodiado de um nada profundo
agora atravessar o mar, sair da ilha ai sim
seria, deve ser um surto de inteligencia
agora indagam a minha porque?
eu disse simplesmente por um soluço?
por um soluço eu não
eu não crio vínculo, né?
não assumo compromisso por um soluço
não, olha pra mim esse tipo de coisa tem que ser algo forte
tem que ser uma pessoa que eu admire, que eu goste
que não por uma via racional
mas por sentimento
inteligencia emocial
e algo me diga que, que é aquela pessoa, sabe?
que, que , que tenha a ver
que goste, que goste de tá junto, que goste de conversar,
que goste dos pensamento, que goste do universo dela
ou que participe do que a pessoa tenha
aiii
eo convivio, pelo menos que seje, que revele
que seje pouco mas que revele
não por um suspiro não
não
tem que ser algo forte
o olhar tem que dizer muito
eu gosto de pessoa com personalidade, sabe?
que seje... é que tenha gostos, sabe?
que não seje pacato tb
fechado demais
ter gostos fortes, sabe?
ter opinião, que saiba argumentar.
sei lá, que seje leve também.
que goste de ri e falar basteira
que fale merda, e que não crie neura, não crie tanta complicação
que crie tanta regrinha pra vida, uma pessoa leve, que admiro a força
pessoa que vai atrás, que busca, que não tenha cheio de nhenhenhé.
um soluço defenitivamente não tem como ter compromisso, sem gostar, um gostar crescente
que se veja furuto, que se veja luz no fim do tunel, por ai
agora, essas pessoas que um soluço serve, uma ilha deserta serve
eeeh
eu fico besta, fico pasmo, realmente eu não entendo, e isso que não tem nexo me causa
absurda, me causa um desconforto, não cabe, pra mim não serve
agora, de tanto comer maça
não sei quando eu provar eu vou reconhecer o gosto da amora
sabe o gosto da amora, eu realmente não sei se eu vou reconhecer
por que eu posso tá provando, amora
mas não é amora.. é pessego, pessego!
sim, porque...
comendo maça, maça e aparece outra coisa, vou pensar:
nãaããããooo...
eu conheci uma vez isso, é amora
mas não, pode ser um pessego
eu tenho medo de ter esquecido qual é o gosto da amora já
isso me causa um frio interior
é estranho
parece que o ar
o ar fica líquido em volta
os pensamentos flutuam
é o uma realidade fantástica
aonde os pensamentos se solidificam
onde tudo fica mais claro
ou mais turvo
dependendo do tipo de água
dependendo da origem
eu realmente queria, voltar, ficar só com a amora
deixar de lado todas as maças
dizer: muito obrigado mas eu não quero pessego!
não
Leandro Borges
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