Seguidores

13 de out. de 2021

Vidas Importam

 Jamais poderia ter escrito isso se não passassem por uma pandemia mundial, doída, mortífera e congelante.

Aos que nunca passaram e lerem isso, saibam que nunca terão a real dimensão da tragédia, apenas após passar por ela, mas aqui venho dar um um relato-poema-vivencia de um poeta sobrevivente.

"Boy, you gonna carry that weight. Carry that weight a long time." (The Beatles)


A vida, ainda que confinada continua a ser vida. Com o medo morando em toda parte, fora de casa.

A vida ainda se torna ainda mais sensível e frágil e com ainda mais itens que sobreviver no planeta pandêmico.

Com os protocolos sanitários internacionais de ação para proteção da saúde coletivo. Não subestimar o inimigo. Saber quem é o vetor. Evitar o vetor e proteção contra ele ao máximo. Criação de protocolos a mais, pessoais, para maior proteção, dado a reflexão, vivência, experiência de vida, filosofar e pensar no mundo microbiológico. 

Acreditar nas vacinas, acreditar nas máscaras, acreditar na proteção do sistema imunológico, acreditar no resistir e adaptar e valorizar a vida, o coletivo da vida, que o direito coletivo esteja sempre acima do direito individual. 

Não há direito de ir e vir para não-vacinados. Não há desculpa pra não tomar a vacina contra a pandemia. 

 

Vacinar-se é um ato de amor ao próximo. 


Cada vida importa no planeta, precisamos rever nossas acções.








22 de jul. de 2021

Na Bagagem

 Eu ainda me lembro. Dos dias de tarde ensolarados da infância. Do frio pelas frestas da casa de madeira, pelo feixe de sol, que os gatinhos ao pé da lareira brincam.

O sorriso da minha vó. A simplicidade de estar feliz apenas por me ver.

Perdi tanta coisa, o que me sobra por entre as mãos?


Memórias bonitas no bagagem e um sorriso.

30 de jun. de 2021

AGUENTA FIRME

 Descendo a Carlos Trein Filho, caminhando apressadamente, com a mente aflita, com o coração e mente acelerados, com a aflição do porvir, do temeroso futuro projetado bem a sua frente.

Olha pro lado, olha pro muro, olha pro pixo que lhe fala claramente:

- Aguenta Firme

Claramente em sua mente fica translúcido toda a verdade, o universo vem a conversar com ele e lhe falar a resposta. Aprendeu a perguntar e dialogar com o universo, e sabia que o lugar e tempo menos esperado o universo sempre responde, ao seu tempo, no tempo natural, e apenas para olhos e ouvidos e mentes bem abertos.

 

Sabia que era um tempo de trevas e pressões e dores temporárias. Que a luz ao fim iria prevalecer.

 Até que certa tarde, no meio do parque, com toda aquela solidão atroz nas suas costas pesando como toneladas de lixo tóxico, a voz no universo me sopra com uma brisa vespertinamente:

- Você não está só, olhe ao redor quanta vida ao redor que te faz pertencer a esse planeta lindo. Sinta-se acompanhado, pois a fauna e flora são teus irmãos também.

Mas calmo e sabio, acalmei dia a dia meu coração aflito, com cantares, criar novas canções e dançar a luz do sol e da lua.

Hoje sei que o "aguenta firme" era real, hoje sigo firme com meu destino na ponta da minha lança do querer.

Que esse brilho siga firme ao luzir do sol e da lua.

Ao purificar.

Chamo pra fala a Lux:

"Eu tenho escondido minha luz por tempo demais."
"O mundo já viu escuridão por tempo demais."
"Eu não tenho segredos obscuros - eu tenho segredos brilhantes"
"Continue acreditando."
"A melhor tática é nunca desistir."
"Tenha coragem na luz!"
"Por justiça, e todas as coisas brilhantes!"
"Nunca negue quem você é."
"A vantagem da luz é que ela nunca morre".
"Todos nós brilhamos - como um diamante."
"Perder é apenas uma oportunidade de brilhar ainda mais."
"Sempre há luz na escuridão."
"Pela Luz."

Leandro Borges

AVISO

 USAREI ESSE BLOG PARA UM CONCEITO MAIS AMPLO QUE POESIA

COMO DIÁRIO, DIÁRIO-POESIA, POESIA E FORMAS LIVRES DE TEXTO 

A REVOLUÇÃO 2022 JÁ CHEGOU

10 de jun. de 2021

aosC rasilB

 pão e circo, nada ultrapassado
leões aos cristãos
nas arenas vazias
bares clandestinos, subterraneos, trancafiados, sem ventilação, com cheiro de morte
o ceifador faz a festa à brasileira em festa tropicana,
leva uma floresta de centenas de milhares de mortos: milhões
táticas de combate nada ultrapassadas, as mesmas armas de Hitler, continuam atual, seja Fernandinho, Luís, Dilma, Temer e o palhaço Maior: Bolsonaro - propagam suas ideias pras ideias programadas em realities off-lines
a fome mata
a desinformação mata
o corona mata
o caos em circo
chamado:

rasilB

3 de mai. de 2021

Amor-Árvore

 Sei que teu amor é real.

Alias como é algo tão raro.

Tento ser o melhor pra ti, só não me pede demais.

Como livres somos, como livres vamos permanecer?

Amor não idealizado, amor de viver, ao tempo do amor permanecer, como uma árvore.

Sei que o teu amor é de verdade.

Pergunto pro tempo, porque desse tempo entre nós?

Parece que na minha vida sempre tem algum vetor deslocado.

Preciso fazer força para forçar a minha natureza a tentar se enquadrar em uma realidade enferma.

Acredito que as formas são prisões.

Acredito que os padrões são prisões.

Acredito que as projeções são ilusões.

Sinto o teu abraço, e unidos assim somos tão verdadeiros e felizes.

Fico emocionado ao lembrar de te encontrar, como encontrar uma boia em alto-mar, antes da mega-tempestade.

Agradeço a ti por existir na minha vida, te agradeço por eu existir na tua vida.

Aos meus dias só ele

 ..

Sou Alegria, pois em mim vive a centelha Divina de Vida.

Sou ainda esperança e perseverança e acção.

Sou grande nele, pois nele eu descanço e ele me protege.

Ao senhor que aumenta os meus dias, pois só ele tem meu tempo.

É o senhor dos senhores que guarda a cada dia o meu caminhar.

Meu coração está guardado pelo rei dos reis.

Sou a alegria de respirar que vibra aqui.

Amor é verbo de acção e sem devaneio.

Amor é de prosperar sem projetar:  idear-recriar e nada fazer.

Amor é pela benevolência de doar.

Amor é verbo que se faz com força, suor e deflorar de satisfação.

Amém 

Asè 

Puravida 

Namastê

 LMB

26 de jan. de 2021

Ex-Herói Chora

 

Confesso em bites minha solidão, sem almas por perto.
Saudade de um casa cheia, mas não um em cada ilha.

Tenho saudades daquilo que nunca tive.
Busco no brilho do sol, da lua; um momento de alento.

Percebo o vento bater em minha face.
Sopra pra longe todo o pensamento pesado.

De onde vem tranquilidade que aquele cara consegue fingir..
Chora pela vida que não conseguiu alcançar.

A vida poderia ter sido mais leve, mais tranquila, mais feliz.
A vida poderia ter sido mais fixa, mais em paz, em mais amor.

Sou o ex-filho do que me considera ex-pai.
Sou e luto contra quem luta contra a luta de que está em luto.

O colibri resiste a toda tempestade.
O quadro chora, sim o quadro de ex-heróis chora.


Lerandro Milford Bastos

 

15 de jan. de 2021

MagmaAmor - Leandro Bastos Borges

Como pode um universo abrir aos teus pés.
E ainda assim eu busco um amor, uma família e filhos.
Buscando a cada passo, um chão pra manter-me.

Cansado de ser marginalizado por ser Artista..
Um triste país e tempo para ser o que se é.

Brilho, o brilho dos olhos de minha mãe.
Alegria que me escapa dos dedos.
Pandemônios que corroem corações e sonhos.
Ser a luz que liquida toda ignorância.

Ser apenas líquidos, deslizar em si.
Em fluência sem fim.

Que o amor abrace meu magma.


Leandro Bastos Borges


6 de dez. de 2017

Magmabraço


Eis que se encontra um feixe de luz e um ponto luminoso, caloroso, se faz um clarão em todo universo. Gostaria que esse momento se repetisse pro resto de minha vida.
Por um milissegundo sinto a presença de milhões de anjos ao redor, no envolver do teus braços, nos laços mais sinceros de afeto.
Não existe a morte, o ontem nem o amanhã ao redor do teu calor.
Todos os vulcões param de explodir por um lapso de tempo, não há catástrofes ou tragédias.
Sinto meu coração voltando a vida além vida, o viver voltando ao calor do amor.
Uma alma que sente uma alma, dá seu afeto de vida em um planeta de mortos-vivos.
Há pessoas que passam por essa existência como zumbis, na superfície, na matéria, no supérfluo, nos jogos de poder e influência, sem jamais ter vivido, sem jamais ter abraçado.

Não acredito nas palavras de amor, apelas nas enlastradas pelas ações de amor.
Um abraço tão profundo de tanto carinho, tão compreensivo, pertencente da luz, que afaga, que envolve a alma, sincero e curador.
Poderia morar nesse abraço, nesse calor, nesse sentimento, no azul anil do teu plexo.
Me senti dentro, numa comunicação não-verbal falada em poucos segundos, de coração a coração, de essência para essência.
Envoltos em braços, dos teus e meus, sem fim, sem ruídos, uma comunicação afetuosa de um acolhimento sem barreiras. Acredito ainda no que sobrou de humanidade, mas apenas aquelas pessoas que ainda conseguem agir no amar.
O abraço: nasce uma estrela, desabrocham um trilhão de flores, uma pintura de aurora austral se forma dentro do coração, renasce uma vida.


Leandro Borges

25 de nov. de 2017

Doce Natureza

Há um caminho que só você pode trilhar, intransferível.

Mesmo como todo conhecimento dos livros, filmes, vivências e experiência de todos mestres, há um caminho que só você pode trilhar.

Há um desafio único intransferível que é só seu, não há cartilha ou resposta prévia.

Há um caminho que só você pode andar, pois sem você não há caminho.

Não creia em falsas formulas gerais pra se trilhar quaisquer caminhos que seja.

Não existe resposta para o se caminho, não há gurus, não mestres, não há professores ou doutores.

Não há douto no mundo que trilha a nova trilha de cada ser.
Não aceite as pílulas prontas para solucionar todos os problemas e desafios do universo.

Há um caminho que só você pode encontrar, ninguém mais.

Há uma estrada que ninguém nunca trilhou, e essa se chama: a sua vida.

O leão afa do covil expulsa seus filhos criados, os bane, ou os conflita e os mata.

Aos banidos resta a tentativa de primeira caça, e caso não consiga, em semanas o leão mais jovem morre.

A natureza é bela. É um amor que muitas vezes gera a morte.

20 de nov. de 2017

Despabilar


Acordou a Primavera Solar.

Anda pela rua e vê os pássaros livres.
Anda pela rua e escuta o som do seu coração.
Anda pelo parque e anda aleatoriamente, fluindo pelas vias internas, ao natural.

Não busca uma chuva de abraços, apenas um muito profundo e caloroso.
Que marca na memória pra sempre, por ser um estante de mais pura e intensa carga de emoção.
A vida é poesia, só não é pra quem ainda não acordou.
Na essência mais profunda do dizer, poesia, de tudo que é mais precioso e valoroso.

Tenho labaredas em minhas mãos, e voo com os furacões.
Espero a brisa e a garoa acariciar a minha face.
Vivendo a vida real, sem amarras eletrônicas sem alma.

Se o espelho não roubou a alma dos povos nativos, o Selfie pode roubar a alma de todos povos.
Nunca um  perdedor, pois só se perde na última respiração, perde um corpo pra ganhar a eternidade.
Como um Clown a rir do caminho errante, nada mais natural que errar.

Deixo-me flanar pelas ruas desnudas, abertas ao olhar, vejo a fome a hipocrisia.
Sorrisos de grana, e tristezas de fomes.

Não posso mudar essa realidade, sigo a rua, vou pelas músicas de embalo da minha memória.
Ainda pode renascer a chama, morta no sonho que acabou.

Renascer o sonho, renascer a chama, renascer a esperança.

Dançar aos quatro cantos.
Cante lute sonhe e faça!

Leandro Borges



18 de out. de 2016

Acredito na vida. Acredito no amor. Sigo caminhando. Por mais descaminhos e desencontros que passe. Acredito na vida. Acredito no amor. Leandro Bastos Borges

9 de mai. de 2016

"Não corra atrás do ouro."

Ganhe dinheiro o suficiente para passar a maior parte de tempo com seus familiares, para desfrutar a vida, para vivenciar tantas coisas maravilhosas que nos são reservadas, mas com o sangue no ouro não podemos. O ouro cega, e ao fim virá pó. Já os corações inflamados, esses são eternos! Leandro Bastos Borges

13 de mar. de 2016

Equizo-Boiada Brazuca Bi-Polar Revolution 2.0 ou Diablo Outrém

Será que o diabo veste farada?
Será que o diabo veste verde-amarelo?
Será que o diabo veste vermelho?
Será que o diabo tem cara pintada?

Será que ele torce pra algum time-partido político de futebol?
Será que ele veste realmente veste farda?
Será que o diabo é do time do black bloc?
Será que ele tem a estrela vermelha?

Endiabramos um aos outros com o intuito de expurgar os nossos próprio dilemas, incongruências... nossos próprias sombras.

Sombras projetadas nos outros criando diablos alheios,
dividimos nosso ser em dois,
e projetamos o lado sombreado nosso no outro.

O Di a bo, o dividido, a divisão da minha sombra em outrem.
"Não, eu não tenho sombra.
Não.
Não, eu visto vermelho, não
eu visto camisa da seleção, não.
eu uso farda, Não!"

Não, não é por aí!!!

Eles querem o país esquizofrênico, os lados antagônicos querem.
Eles o Brasil um contra um. Nós contra Eles.
Eles querem um brasil dividido, Bi-Polarizado, Antagonizado, Doentio: Um Brazil Equizo-BiPolar, de um sítio a estado de nervos.

Sejamos mais que a doença.
Sejamos mais que o diablo-divisão.
Sejamos mais que opiniões-ideologias.

Não vamos deixar nos impor verdades absolutas alheias.
Esse papinho não cola mais, não bota esse cartaz de guerra.

Façamos Sexo, Façamos Fodas Revolucionárias ao invés de Panelas nas Janelas Enferrujadas. Mais foda, menos boi.

Façamos Arte, Façamos a parte que lhe cabe na sua particular revolução.

Muito mais ajudar um irmão que cuspir Masturbar Políticos que não merecem a vida nossa doada em sangue frio.

Nossa vida vale muito mais que Privatização Estrela Vermelha& Tucana.

Nossa foda é um gozo que não pode ser dada por impostos.
Faça a sua verdade, na siga a boiada vermelha, não siga a boiada pintada de verde a amarelo, não siga a boiada de farda, a boiada blackblocada.

Buscar a individuação é o primeiro passo pra real revolução.

Leandro Bastos Borges

1 de mar. de 2016

Ratxs-Porcxs à Brasileira!

Viva o Brasil e sua lama tóxica, de Vale em Vale, de Planalto em Planalto. Até chegarmos ao Manancial da Lama Tóxica Brasileira, Planalto Central. Brasilia cheia de Ratos, Ratazanas e chafurdam na Lama Tóxica. Plantam Lama, Colhem Lama. Ratxs-Porcxs à Brasileira!

CoraçãoDharma

Que o universo e a mãe terra lhe deem toda energia para realizar os teus sonhos, e que teus sonhos sejam realizado pelo Dharma, que o circulo abra, e abarque os todos os corações em um só abraço, em um só coração.

Gigantes em fé

Tudo nos é dado pelo universo, precisamos apenas acreditar e agir somos mais fortes que ousa crer nossa fã filosofia/ideologia. Universo de infinito prover, universo de infinito aprendizado. Tudo que vem podemos aprender, transformar e ReSer. Tudo nos é dado em potencial pelo universo, precisamos apenas colocar em ação, com um nível de crença alto, com a sabedoria que nem sempre acertamos, mas sempre temos o alvo como meta. Mantenha a sua fé na vida. Mantenha o seu caminhar firme. Erga a sua fé, eleve ele para um nível mais forte. Não deixe que a sombra projetada de outrem te abale. Reforce a sua fé, mantenha a força. Erga a sua fé e dos seus. Todos aqueles que seu coração conecta, somos em realidade um mega-coração todos unidos e fundidos. Em verdade não somos ponto, somos circulo. Quando sua fé abalar profundamente o circulo te abraçará. Somos as asas de outrem, e outrem as nossas. A vida não é fácil, mas a crença, fé e esperança de um melhor porvir sempre! São de batalhas que se vive essa jornada terrena. Alegria por cada respiração, cada novo sopro de vida. A vida é sopro e vendaval. Mantenha a sua fé na vida, erga a sua fé, e contigo erga um mega-levante. Juntos somos gigantes em fé!

Explode e florifica, Explode e frutifica

Vou sair na rua, preciso uivar, preciso voar, preciso cantar! Sim, na rua! - entre as estrelas e a lua crescente Deixar que o vento, seja lento Brisa Sem Sertão, só Asfalto Sem Contradição, Só o Universo a minha frente Mergulho onde quero Vivo meu Eu sincero Não cultivo passado Queimo a cada dia Sou Fogo Sou Chama Sou Pira Me vou pra rua Rueiros em Bares Trameiros Transamos Brisas Sim na Rua, entre a multidão de falsos-vagalumes. Entre Montanhas Cubicas, Entre Vales Quadrados. Morcegos e Grunidos São Paulo Escorre pelas Ruas Faço Poesia Pura, 24 Kilates Vou Pra Rua, Pois é de Poesia que Me Abasteço nas Ruas! Das Ruas, pros rio urbanos, e dois sóis madrugais vamos as casas. Nas tocas de ondas Nikeis e Árabes, uivo em outras língua, danço-queimo em outros corpos, sinto tua pele nua Selvagem. Do meu fogo com teu fogo, fazemos Incêndio na Liberdade. Corpo Laço em Volúpia sem Fim! Opera nas Notas Ígneas do teu Corpo, Vejo Constelações no nosso gozo Quartã. Nossos olhos fundidos, nossos corpos com a Sede Primal. Corpos Nús, Poesia na Cama, Poesia na Rua. Bella Agusta, ítala-brasileira de personalidade forte. Escorro tua via, como lava incandescente, São Paulo floresce na Garoa, Explode e florifica, Explode e frutifica!

Vale Dark-Down-AntiNatural

Ele veio e nos mostrou o quanto Vale uma vida, na Bovespa vende e compra a Vale, e quando a Vale mostra o quanto Vale, nos perguntamos quanto Lucro Vale uma vida? VIDAS? De tão doce virou lama tóxica, ó Vale santo Vale. Sagrado é o Lucro que soterra vidas? Vale do Rio Enlameado-Tóxico Ex-Doce! Pior que um Doce que Amargou, São as almas a perambular pelo Vale Dark-Down-AntiNatural Onde Carne Vale, onde Sexismo Vale? Onde Vômito Vale, Abobrinha Vale? A Morte veio veloz, galopando em ondas de lama até o mar. Poesia à Brasileira, bem vindo Esse é Ó Brasil. Onde Pindorama é Morta, e eles riem..

ahora

Aqui é só brisar sua vizar sua vecito maior onda brother buena onda vibras de más allá gracias a la vida agradecido pela garoa e pelo chuvisco garuva buena

Brasil em queda livre

Quanto mais eu luto, mais luto enfrento. Estamos de preto, em pé, bradando por um país morto. A luta continua, e a morte também. Quanto mais eu luto, mais luto enfrento. Em marcha fúnebre protestamos, uma causa perdida de um morto perdido. Esquecer os mortos ou lutar mesmo após a sua morte? Quanto mais eu luto a luta vã, mais o luto escorre como lama tóxica. Os bares estão fechados, os sorrisos estão fechados, as esperanças estão fechadas, as portas estão fechadas, o túnel está fechado. Quanto maior a luta, maior o luto. Causa perdida, Bala perdida, Vida perdida. Sem hospitais, sem escola, sem transporte, sem terra, sem teto. Terra Brasilis veste luto, retrocesso, descaso, hipocrisia. Quanto maior é o luto, maior é o funeral. Caindo ladeira a baixo, cai e cai mal. Salários caem, empregos caem, moeda cai, vidas caem. Despenca a dignidade do cidadão brasileiro, em luto. Quanto mais se protesto planta, mais morte se colhe. Marcha fúnebre de caboclos tortos. Não há carnaval, não há olimpíada e não há hospital. De doente à defunto, mais um luto somado a milhões na República do Êlaiá! Quanto mais eu luto, mais o país caí. Queda livre, forte, ruma a além do fundo do poço. Não há poço, apenas um buraco negro. Buraco em luto, país em luto, mas eu continuo a lutar. Poesia que não cansa de bradar, gogó que não canso de gritar. Já não parece real, aparece real, queda real. Nós vestimos luto, o Estado veste ouro roubado. Cada real roubado, vira joia roubada, pela corja que diz que nos representa. Quanto mais eu luto, mais luto enfrento: em queda livre. Leandro Bastos Borges

Ao meditar no sertão: velho chico estrangulado

Ao meditar no sertão, ser tão aqui tão agora; como a flor do cerrado. Aurora Burití, de mil caminhos solares. Sertão. Cheio de explosões de cores. Peles Douradas. Ao Sol, A Fogueira. A moda de viola embala os sonhos. Há Janelas Abertas da Mente, Transcende Tempo & Espaço. Ritual Quântico Xamânico Orixá Indigna Ancestral: Força da Mata Veredas de Iluminação, onde cirandas compõe nossas missões. Aonde há mãos dadas, há esperança. Explodem, mais que Explodem cores. Miscigenação bonita. Sou o aboio e o boi. Sou Miração. Sou Sertão, Visão, Visagem. O interior do interior de mim mesmo. Há um rio Vivo no sonho, o velho Chico. Acordo e o velho me parece a desaparecer. Como um vulto de uma lembrança, de um quase alguém, que nem sabemos quem é mais. Um rio, que aprendeu a ser riacho, e vai virar é pó. Pelo ouro roubado, pelo assaltar da benzedeira. Velho Chico, de idade estaria ainda mais viril, mas aqui é brasil-brazil, e cabral ainda manda. Ou seria agora o Tio Sam? a Coroa Inglesa? Os Iluminatis? Terra de extração, ainda escrava ainda vã. Antes de 1500 havia guerra, mas era mais digno. O Cerrado era cerrado, Caatinga, caatinga, Mata Atlântica, Mata Atlântica, Amazônica, Floresta amazônica, Pantanal, Pantanal, Pampa, Liso, Campo, Sertão: Aos Sertões. Canto, recanto, encanto da terra de mil corações, mil cores. Cirandeiro das boas ondas, Candeeiro de Santa Luzia, entre paz, amor, força, união, fé e canto. A pedra do teu anel, brilha com o Sol Central. Renasço a cada flor, a cada super nova. Alquimista da Magia natural, somos Cavalo e Cavaleiro. Herdeiros. Teia e Aranha. Flor e Beija-Flor. Somos a Vela e a Chama. Entre os Arcanos Maiores, cartas entre Personagens. Um Rio Grande de toda uma vida, velho chico já foi Grande. Hoje é estrangulado pelos meninos d'ouro, pelos Jagunços do Capital. Ser tão sereno! Paranauê? Cuidado, mas não ando só, e quando caio, caio bem. Sou capoeira, sou caboclo, sou grito-alforria. Na República do elaiá. o grito do planeta fome, grita mais e mais alto. No Sertão Atual, Na Babilônia dos Bananas: Sertão devastado é tudo aquilo que vemos, é o que sobrou do "progresso".

Soul Natureza

Eu sou a natureza, eu vivo em mim. Eu vivo na natureza. Eu sou brisa, luar e mar. Eu vivo em mim. Eu natureza sou. Soul satisfy, thanks light, thanks light workers. Love we belive! Natural-Total Amor-Total Máximo Respeito Haux Haux Haux Lux Lux Lux Tudo posso naquele que me fortalece. Babilônia é ilusão, Soul Natureza!

Sal Pesado Sal

Pré Sal é pra temperar agudamente o colapso-hecatombe ambiental mundial: Poluição! Tenho orgulho que temos a tecnologia pra ajudar a acabar com o mundo. Orgulho de ser brasileiro. Orgulho da Poluição!

brasil, meu brasil estrangeiro

brasil, meu brasil estrangeiro meu amado caixa dois-eiro vou cantar-te nas tuas tramóias vou cantar as teus vãos castelos de areia. brasil, meu brasil zombeteiro brasil de toda flor roubam o nectar e toda flor brazil, hi tão brazil comemos gloria futebolistica de votar acreditamos na grande mídia somos tão marginais, adoramos nossos sambas imortais. Somos a lâmina e todo desvio. Brasil, é bem brasil sonegado, meu brasil pré-salado. É na salada do nosso orgulho e nossa glória que não temos vergonha de ser brasileiro, não! A gloria é sempre a gloria, como a gloriosa bandeira! Amamos o brasil coxinha ave tão nida paulista. Queremos todo o poder, todo power e todas luzes. Comemos petróleo, somos feliz em simples sorriso. brasil, teu brasil estrangeiro meu amado lava-jateiro, vou cantar-te nas Olimpíadas! Amamos Renan, Amamos a ti Brasil Nação. Vamos andar de mãos dadas na rua, vamos passear. Vamos andar com coleira. Vamos amor, vamos amora? Somos A Onda! Educatos, EDucados, Edukators! Somos o feijão, o arroz e o carnaval. Sambamos no abismo.

Haicai, Amor Haicai: Berço da Memória

Ela era o meu amor, ela era a minha amora: hoje só sobrou saudade.

2 de dez. de 2015

Sim, beijaste a minha mão

No milisegundo que teu olhar abriu para o meu, mergulhei profundo em ti.
Senti, teu carinho, teus traços, teu toque
Um beijo te dei todo carinho em ponto-momento contido em.
Maça ruborizada.
Olhos nos olhos.
Beijaste a minha mão.
Tão fabulosa.
Mão agradecida, minha.
Coração Enamorado, meu.
Doçura, tua.
Vai alem de todos os doces arabes embebidos no mais puro mel.
Doçura-Ardente, tua.
Beijaste a minha mão...


Leandro Bastos Borges

31 de dez. de 2014

Alma-Flor-Amor-Primavera-Paixão


É uma grande flor, composta de varias flores.
Uma grande flor para dar luz.
Uma flor-luz de vida, para renascer luz, dar/receber luz.
É onde as luzes se encontram e encarnam em luz.
A Primavera, A vida, A esperança.
A sala onde escutamos o tambor-coração de nossas mães.
Onde nadamos na luz-água da vida.
Nucleo de transformação e crescimento.
Onde o amor gera amor, alimenta e multiplica.
Dois corações batem, duas respirações fluem.
Onde a vida desabrocha.
Ninho da alma da flor.
Flor-mangedoura da flor.
Amor fruto da flor.
Palco-flor da paixão.
Paixão regada a Eterna-Primavera.
Leandro Borges

22 de set. de 2014

Relatos de outro mundo


Agora quero apenas o teu bem.
Longe de mim, assim não te faço mal.
Minha presença agora te atrapalharia.

Não importa mais os porquês!
De qualquer forma é melhor assim.
Fato é que eu não encarava a realidade.
Pintei um quadro de ilusão para não ver a realidade dura.
Devia ser pensamento mágico, Freud já disse isso...
Vou só lembrar dos tempos bons e de tantas coisas que aprendi contigo.
Vejo que no momento é melhor ficar sem falar comigo, porque te incomodaria... Por outro lado foi bom ter sonhado nesse tempo que passou.
Os loucos e sonhadores são genuinamente felizes.
Espero que tenha te ensinado algo e que tenha deixado lembranças, espero que boas.
Queria que fosse de outra forma, mas assim é melhor pra ti, ficar sem nos falarmos por tanto tempo até o momento que ficares confortável ao ver a minha presença.
Sempre escrevo demais e me exponho demais, alias sou muito intenso, vou procurar moderar bastante. Se falei coisas que discorda, tudo bem, não me leve a mal... Aquela opinião é embassada em experiência de vida, mas deixa pra lá. Releia depois de dois meses ela.
A depressão é algo muito tenebroso, triste e horrível. Hoje tenho raiva de ações que tive, revi minhas atitudes, tenho que por meus pés no chão e escutar e entender melhor o que me dizem, na cara com todas as letras. eu escrevi já muitas coisas tristes, poemas, contos e pensamentos. É tudo culpa minha. Estou cansado da minha idiotice, meu lirísmo idiota, romantismo lunático idiota e sonho de ilusões fétidas.
Isso é comigo. De ti vou lembrar das coisas boas. Não escondo que teve coisas negativas, mas lembro apenas para crescer.

Os galhos curvos, arcados pelo vento. Um clarinete toca uma música mui suave.
É grave e bela. Assim os dias parecem os mesmos para ela.
Seu corpo não reage, é estranho. Não faz muito tempo que ele pensara em uma aventura para temperar a sua vida. Seu único próximo era o seu irmão menor. Tinha dó. Eles eram só e passavam fome. Não tinham nome. Eram filhos da falta de amor.

A grama verde lhe parecia cinza, era uma dor que tinha e gostava de cultivar. O lixo da rua, do seu lar, cresciam. Via a podridão como algo restaurador do universo. É pelo apodrecer que o mundo se renova. Pintura da sua vida andava.
Os ventos e ondas de ar estavam a brincar. Eram estrabulegas. Ficavam a sonhar com mundos de ar, um picadeiro de ventanias. Cachoeira de um dançar, tufão, não era o chão, era aquela massa aérea se arrastando e fulgorando pelos mares dos ares.
O pequenino irmão dela era louco. Uma epifania, uma contradição. Gostava do vento e era atento aos movimentares se seus andares.
Era do alto que avistava a cova rasa de sua irmã. Era seu fã, por ser uma irmã afável. Mui amável, embora nunca demostrase, ela ficava parada, no meio da montanha de lixo, parecia uma bailarina de pernas tortas e renga.
Canção de ninar, metralhadora no ar. Melodia rotineira, era lindo: brincadeira. Uma tuba fazia canção e mais um morto estendido no chão! Tocavam pianos em calda e escorria como enxurrada um sangue amargo de desgraça.
A vida era ótima, em um pais abençoado. Somos todos sequestrados e nossa massa cinzenta espalhada pelo chão depois de um tiro muito amável a queima roupa.
Ela e ele são dois anjos que moram no podre do coração.
A terra brasileira de ladrões que destroem vidas, é lida a chacina.
Crueldade por tanto amar. Banho de drogas pra sustentar a ação.

- É condição humana, se tudo fosse já definido não haveria nada pra ser vivido.

Entenda a grandiosidade do viver, sim é uma interrogação mas não de tristeza e sim de beleza e alegria.
Ria, sempre ria. Por mais que o mundo te de motivos pra chorar.
Chore um dia.
Triste mais um dia.
Em depressão em outro.
E só mais um não resolvido.
Então ao resolver, a dor se vai, vai o choro, sem tristezas, e os amargos dias se tornam doces.
São meses de alegria num ano, e apenas semanas para resolver. Muita valia.
Somos cria. Crie amor, compartilhe; minha completa vida não é desse mundo. Não me importo.

Leandro Borges
Cuidar e proteger, e não ter medo.
Buscar a força, mesmo estando fraco.
Permanecer cuidando.
Não se importar com os ruídos.
É difícil, mas é preciso lutar outra vez, e com mais cores.

Dançar mais uma vez a valsa, não tão bem compassada,
mas com a gana de não soltar as mãos,
não pisar nos pés, olhar nos olhos profundamente,
seguir a canção e dançar vamos.

Mesmo que num samba feliz, dancemos uma valsa triste.
Mesmo que a estrada pareça torta, sigamos.

Lembro de como fui feliz sempre que furei a tristeza
e embalado pelas valsas tristes da vida me permiti sonhar.
Me permiti realizar e fazer os outros feliz.

Ver o brilho dos olhos, e fala tão feliz, como me fizeste feliz.
Sei que Paris te fez me lembrar de mim, feliz também ficaste.

O desejo que me deixaste de ser tão feliz e tão feliz busco ser,
mas como há curvas nessa estrada e me pego a chorar.

Como há tantos sois em tantos dias se pondo tão lindamente,
e eu percorrendo entre ponteiros, sem poder ligar pra vida.
Preso em concretos, asfaltos, ponteiros e compromissos.

Eu tão omisso a tudo aquilo que amo e que faz bem.

Proteger, voar e cantar.

Ao meu cantar, que me salva, sou o pássaro de meus antepassados.
Sigo nessa esperança estradeira de furar o tolo chorar.

Nas próximas leguas dessa estrada, pararei mais aos poentes,
as cachoeiras, os amores brandos, as olhos estrelados, tão ao lado.

Com minhas ideias tão revolucionarias nem por um segundo
quero arrancar lágrimas nem dores em ninguém.

É pela alegria que luto, é pelo frutífero caminho que prezo.


18 de ago. de 2014

Queimo incensos de minha mãe.
Sigo tudo aquilo que ela me ensinou.
Grato Eterno por seus ensinamentos e amor.


27 de jun. de 2014

2 de jun. de 2014

Velho nojento


Amargura da amargura...
fel, farpas e grilhões
mágoa, lodo, praguejar e amaldiçoar
fala incisiva
lida grossa

voam sapos e mais sapos
gole a gole

casca dura, barra, pedra e pedreira
engole cada pequeno veneno
morte lenta
envenenado vai sem perceber
esbraveja, late, cospe espinhos...
cospe fogo


espera o teu retorno, porque o espelho não perdoa

Leandro Borges

asco-escarro-nojo

oco
sinto pouco
ouço torto
falo rouco
cansado, morto
mira a dor dos olhos meus
diz que não são mais teus
que são de Deus
que os olhos meus
não há mais estrelas
não há mais sabor
não há mais calor
não há mais cor
não há mais certezas
deita flor
deita tristeza
chora teu canto
canta a tua dor
deixa teu vazo em resto
arrasta tua mágoa
cala a tua fala
transborda de lágrimas
descansa teu peito
foge dos espinhos
recolhe as rosas amassadas
cobre tua face
guarda os cacos
zela o teu coração
esquece as poeiras da memória
abole os gritos da história
triste nasce a dor
feia, escarro a face
nojo do teu leito
asco da tua cara
menina feia
não serve pra amar
Leandro Borges

15 de fev. de 2014

Naipe

Eu que já dancei tantas músicas, tantos ritmos.
Mesmo sem saber o padrão danço a onda.

Encontro dentro de mim meu naipe,
e ele não para de girar.

Nessa cidade tão grande, mas tão pequena de pessoas.
Não encontro os naipes certos.

Nenhum.
Meu naipe são todos.
E fixamente naipe do além.

Não posso viver essa vida aquém.

Vejo além matéria.
Somos seres de luz.
Somos seres com alma.
Não posso destruir meu corpo.
Não posso destruir minha caminhada
longa caminhada de muitas vidas.

O naipe da mente fechada.
O naipe do fechado as coisas novas.
O naipe do desagredor.

Não esses não são meus naipes, e me vejo fora disso.

Não posso lutar contra minha natureza.
Também não posso lutar contra meu coração.

Como posso encontrar meu par para meu as de coração?

São Paulo, minha paixão e minha maldição.


Nessas ruas por vezes tão frias


O que vale também?


Trabalhar no que se ama mas uma vida infeliz.

Ou viver uma vida feliz, dançar e dançar
e trabalhar para viver feliz, e deixar os oficios de lado?

Porque a vida é um assopro fugaz. 

6 de fev. de 2014

Tuicha Îguaçu

Precisamos de direitos,
liberdade de protestar,
liberdade de questionar.

Precisamos de ações,
ações de protesto,
ações de questionamento.

Porque nem todas leis nos representam.
Porque nem todo imposto queremos pagar.
Porque nem sempre é justo as regras que estão em voga.
Porque temos pensamento próprio, temos ideias próprias,
repensar leis, impostos, constituição, impostos, educação,
filosofia, liberdade, transporte, sustentabilidade,
luta de classes animais, educação, saúde e todos lados
de uma vida em sociedade, entre seres quase humanos.

Onde um por cento decide em dissonância ao noventa e nove por cento.
Onde um por cento rouba, é chegada a hora da grande onda se formar.

Tsunami de rosas gigantes, flores agigantadas, uma primavera nunca antes vista.
E quando for inverno, outono ou verão: ainda será primavera.
E quando me perguntarem que horas são, sempre será hora de gritar, dançar e cantar.
Mas não o fazemos dormindo, mega levante, estamos de olhos abertos
os vaqueiros, petroleiros e banqueiros e presidentes afogados.

A cada novo dia, redobrar a onda, a cada novo dia, redobrar o amor.
Onde centenas de milhões de pequenos corações,

se coração de formiga

Imagine essa onda onde formigueiros tomam as ruas, formigueiros por amor
a rua, levantada, inundada, soterrada, iluminada, colorida: tão livre.

Por que creio, somos um povo que sabe carnavalizar sua indignação,
e não por recreio, festejo ou festa: por justiça e alegria de um novo porvir.

Flores tão gigantes, cada cidadão, cada cidadã.
Primavera da Utopia Socrática, Primavera de Coração Latino.
Onde o calor é mais importante que o ouro.
Onde humanos ainda tem humanidade.

Não por vaidade ou fama, mas meu peito se inflama e pede dignidade.
Se não podemos ser iguais, que tenhamos igualdade de dignidade,
igualdade de liberdade, igualdade de educação de qualidade,
e tantas igualdades que precisam serem providas a todos.

Tsunami tão bela e tão singela, vivemos as cores do teu agora, da tua aquarela.
Os reacionario se afogam na grande onda.
Os defensores da alegria publica: tsunameam.

Um dia acordei, e vi lama por todo lado.
Então busquei um novo caminho, nova vida.
Onde não sou sustentado pela lama.
Conversei com muitas flores,
conversei com irmãos que dormem nas ruas.

É pelo Tsunami que meu coração bate, não mais por mim mesmo.

Mainumby Arapoty

Ser fogo, Água e Raiz

Feixes de sol atrás do horizonte em plena noite de lua cheia,
andando em trilhas sem lanterna e feliz.

Os olhos dos olhos podem ver além.

Enquanto a moça cria em seu interior um novo sol.
Cristais abrigados em amor materno.

Meditar ao coração, deixar reinar a paz.
Mais um pôr-do-sol enchendo a alma.
Mais um banho de mar irrigando a alegria.

Gratidão pelos dias de aprendizado,
gratidão pelos dias de glória.

Pois depois de três dias de chuva intensa, vem o sol.

Só posso cantar, na hora de cantar.
Só posso purificar, na hora de purificar.

Pintei quadros internos, com cores novas, com cores em luz.
Arrumar a casa, andar a pé, andar sabiamente protegido ora descalço.

Se a água é fonte tão simples e cura ainda.. andam a poluir?

Prefiro a trilha mais bonita, e não a mais rápida.
Onde contemplo o vale, a praia, o horizonte e a brisa.

Não encontrei ninguém para unir tão profundamente.
Caminhos com valores, valores de coração.

Não vou ferir meu coração, não faço por fazer.
A empafia humana não deixa ouvir e ver o obvio.

Há muita sabedoria fora de nós, nas irmãs árvores, nos irmãos pássaros,
no grande útero oceano, nos nossos avós solos, primas pedras.

Ao abraça-la, senti além seiva, senti e aprendi sua sabedoria.
Alegria de dançar ao vento, ser fogo, ser água, ser raiz.

Mainumby Arapoty

3 de fev. de 2014

Quando Choro

Quando choro sei que o fluxo me liberta de toda tristeza e toda alegria.
Quando choro sinto-me também raiz do planeta terra, sou rio.
Quando choro vejo na gota, a manjedoura da vida.
Sei que quando choro, em algum lugar do mundo faz sol.

Lágrimas de esperança, lágrimas de sonhos, lágrimas psicodélicas derretidas.

Mainumby Arapoty

13 de nov. de 2013

Lux

Transcender o eu carnal, ir ao eu real.
O eu carnal é dádiva e desafio da linhagem dos dnas dos ancestrais carnais.
Transcender o eu carnal, ir ao eu real.

Nosso eu real estamos unidos a ele é quando estamos equilibrados.
Nosso eu real é nosso grande eu ser, que também evolui e tem a claridade da vida.
O eu real é o nosso verdadeiro ser que ajuda nessa dimensão também o grande salto.

Desequilibrados: e entregue total ao barco das paixões, então perdemos temporariamente esse eu espiritual.
Desligados da luz, incendiamos de furores mudanos.
Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.