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7 de jul. de 2012
Liberto e Liberto
Liberto e Liberto.
Ó, amor liberto, quão diferente és.
Melhor forma de amar: liberdade enfim.
O enclausuramento dos sentimentos dói.
O vôo livre, simples e lindo é.
Sem prisões, sem cobranças e sem doenças.
A intoxicação do amor é um sacrilégio.
Cego em não ver a própria doença.
O amar em liberdade é o caminho da paz.
Flutuar tranquilamente entre o ruído e a pressa.
Quero sempre essa paz, sempre feliz: em paz.
Gosto da naturalidade e sei que ela é boa.
Laços envolvem os corações e como balsamo.
Sem feridas, sem cortes, sem magoas; somente confiança.
Sempre em liberdade vai, os corações vermelhos flutuam
não há corrente entre eles.
Sem parasitas, sem sanguessugas,
sem doença entre eles, sem dependência mutua,
sem muletas sem dominações, sem jogo sujo, sem vampiros,
sem wendys nem mesmo peter-pans.
Como é feliz viver livre assim sempre vou.
Vou indo, crescendo muito, mais muito mais rápido.
A vida muda ao se tornar realmente livre.
E amor liberto é uma dádiva transbordante.
Felicidade me toma os lábios, de orelha a orelha.
Gosto do gosto os ventos.
Gosto do cheiro do pampa.
Gosto do pala nos meus ombros.
Gosto do corpo aquecido pelo mate.
Gosto do tribular dos meus cabelos ao vento.
Corrida ao vento, sigo nobre.
Pouso em terreno firme e justificado.
Face se torna branda e afável: limpa.
Descubro a criança nos interiores profundos.
Sempre sigo a sua direção, sabia simplicidade.
Contente, irreverência, ausência do ridículo.
Agora vôo sempre para o infinito.
Azas e vorazes no furacão.
A chama que me arde, astuto ó grande coração.
Brinco com o tempo, mas mesmo que se vá
não tenho medo, sempre vêm para o bem.
Tempo mano velho, tempo seu irmão.
Fortes vidas, fortes lições: clarão.
Leandro Borges
Vento e Fogo
É o vento soprando à cantar.
Um pano de mesa a tribular.
Rodopia as roupas no cordão.
Faz da calmaria bucólica: agitação.
Desfigura a face do pássaro estradeiro.
Sobe das flâmulas para acariciar o vento.
Corre o pampa como rastilho matreiro.
Fogo de luz inflama e corre contra o tempo.
Faz da pequena brasa um imenso fogarel
e da chama calma um incendiário cruel.
Para coração apaixonado: a loucura.
Vento: grande e ímpeto parindo a vendaval do novo.
Fogo: guerras e revoltas contra a tirania infame.
Para o amante alado a ardente doçura.
Leandro Borges
20 de mar. de 2009
Porto Alegre de todos corações
Eu tinha quase dezessete.
Uma cidade para conhecer e conquistar.
Tudo me parecia maior.
Tudo me parecia perigoso.
Era novidade toda banalidade.
Como era bom acordar cedo
ir ao último ano do colégio
e ser recebido de braços abertos.
Mesmo sendo um completo estranho.
Conhecer Porto Alegre pelo coração das pessoas.
Contos.
Casos.
Histórias.
Conhecer uma Porto Alegre que não se encontra em cartões postais,
e sim é olhando nos olhos, é sentindo o carinho.
Porto Alegre feito de açúcar.
-------------feito de pôr-do-sol.
-------------feito de parques, roda de amigos com ou sem chimarrão.
Meu encanto, minha sina.
A tua magia de formar casais.
A tua magia de fazer chorar de dor e alegria ao mesmo tempo.
Meus olhos brilham do teu olhar.
A tua guria dos olhos nos meus.
O sol dos teus olhos se põem nos meus.
Olhos de Marinha
de Gazometro
Ipanema
Redenção
Parcão
Minha vida se encontra
entre a Borges e a rua da Praia.
Foi no frio do teu inverno
que conheci o fogo do teu coração.
Chove corações
abre o sentimento
a ferida aberta
a flor da pele
o lírio do teu sangue.
Porto Alegre de flores, suicídios, paixões, dores, amizades, solidões, carinhos, bairrismos, compaixões, machismos, saudades, tradição.
Porto Alegre de valor, desencontros, liberdade, lealdade, falso amor, confiança
e brota do teu seio a esperança infinita, bonita; é bonita!
Leandro Borges
18 de nov. de 2008
El Sur
El sur és mi patria y sangre, és la direccion de mi corazón.
hasta que la muerte llegue, yo solo canto el sur.
Mi patria hermosa, es por veces valorosa tierra del color.
Hay un fuerte Anaranjada rayo de luz en la mirada del sol.
Viejo, sigue tu sonrisa como una flor de jazmÍn en la primavera.
Acostado entre el tiempo y las olas de los caballos, negros.
Negrita, cálida espada DEL vientre; ABRIENDO EL PECHO con mis manos.
porque mitad de mi alma es dolor y mitad esperanza.
Una paloma escribe entre el sangre y el cuchillo tenebroso.
Luchas y muerde , sigue sin medo tu olvido entre otros aires.
Una luna un monte , una gran cola mi éxito.
Tu risa es como una religión, la sigo todos los dia s de mi vida
La dirección de mis amores, son todos locos y transgresores.
Una flecha sigue el sur, el camino perfecto e harmonioso.
Como un guerrero entre la sangre y el dolor, mi sonrisa hace flor.
Leandro Borges
20 de dez. de 2007
Alma Latina
Labels:
raizes
Escorre nas minhas veias o sangue pelando
desesperadamente arde, corre flamejando.
Sigo gritando em alto e bom português.
Peleio intensamente contra todos vocês.
Um toque de ousadia, paixão e valentia.
Sigo o que diz minha intuição latina.
Invado os mares, deixo cair a neblina
desvenda todas as agruras da vossa alma.
Vivo tudo que há pra viver e deixo em meu olhar
um rastro de leve alegria, um código escondido.
Me parte ao meio teu seio, no meu solo desnudo.
Faço minha luta em canção, sigo valente a voar.
O perfume da minha alma de valente peleador
sigo rasgando o imenso pago, revoltoso: amor.
Leandro Borges
18 de dez. de 2007
Cordeona, circo e lona
Labels:
experimental,
Flor,
raizes
Na minha torrada vai nós moscada.
No meu rock tem samba,
na roda punk tem bamba,
no eletrônico bossa nova.
Meu maracatú é verde rosa,
meu chorinho
canta baixinho.
Da minha cordeona derrama floreio.
Do meu peito transborda sem freio.
No meu galpão grita a flor.
Saltam estrelas das esporas
voando baixo
riscando palco
do meu pago.
Na minha viola toca uma moda,
um sarau, uma dança; um coral.
Canta o sabiá e o quero-quero,
canto de um povo sofrido e alegre.
No meu céu tem mais azul,
o meu coração é mais ao sul.
No minha alegria não há felicidade
e desde a tenra idade, te amo meu rincão.
Desta terra que és meu pago, és meu chão.
Um solo florido de cordeona
numa rave feita de circo e lona.
Leandro Borges
15 de out. de 2007
Milongar desnudo
Traz um frasco novo
que agora o meu povo
tem uma nova chance de sonhar.
Deixa a milonga tocar no coração.
Deixa a canção suavize a vida.
Agora que a ferida se findou.
Deixo o querido pago e meu vou.
Trago guardado aquele retrato
que capturou o frescor da ocasião.
Canta cotovia - canta! - me encanta com teu brilho.
Me deixa cheio de luz, me conduz pelas nuvens.
Mela o meu corpo, brinda a vida e me mostra o teu céu.
Produz o néctar da vida na tua saliva.
Brota das pedras, abisma a minha a ingenuidade.
Se serve a vontade, colhe a flor e mostra o amor.
Jorra as luzes em jarras de cristal.
Molha a luz, transborda em cor e muda.
Desnuda a face e invade a realidade.
Deixa as entrelinhas banharem o coração.
Arrepia todo o corpo com arrebatamento.
Invade a alma, instala todo o amor.
Da cor, toma a vida no espetáculo do renascer.
Leandro Borges - 15/10/2007
17 de jun. de 2007
Portografia
Labels:
raizes
A falta daquelas árvores.
O som daqueles carros.
As praças tão coloridas.
Seus monumentos grandiosos.
Cheio de artefatos consumíveis.
As graciososas mais belas.
Os viadutos cortando as ruas.
Dentre tantos bairros e ruas
me sinto bem quem qualquer canto.
Seu parque.
Seu moinho.
Sua lagoa.
Seu pôr-do-sol.
As avenidas.
Os bares.
Dentre tantos lugares
é em teu leito
que ei de ficar.
porto do luar.
Leandro Borges
14 de jun. de 2007
RS
Labels:
raizes
És tu Rio Grande do Sul.
Sim, tu!
Tu que corres em minha veia ó pátria amada.
És sempre que deixa eufórico, não podemos nos entregar.
Os campos que tens são lindos e demasiadamente verdes
suas chapadas e morros são lindos.
Grande Rio Grande amado que mil façanhas fizeste
que não perdeste a gloria jamais.
Temos força, raça e afinco.
Não seremos apenas sobra de uma outra nação.
Não somos um filho pródigo de uma outra nação.
Temos brilho próprio e somos maior, muito maior
que nossas fronteiras: nossas porteiras.
Não queremos ser uma grande nação estúpida, grande
poluidora e cinza; não por nada.
Não queremos apenas ser lembrados como povo distante.
Somos grandes, imensos, temos talentos mil
e dentre outras és soberana e de futuro brilhante.
Temos um dos povos mais lindos do mundo e temos
também a beleza interior que nos deixa ainda mais belos.
Grande és grade rio grande do sul, orgulho de ser mais um
sul rio grandensse que de minha veias ardem paixão por ti.
Leandro Borges
18 de mai. de 2007
Um churrasco de paixão
É um caminho.
Sozinho.
Seguindo o ultimo raio de sol.
A estrada da memória vou criar.
Os atalhos do coração já desbravei.
Aprendi nessa jornada andar.
Sei, sigo "solito no más".
Trago o trago debaixo do colete.
Sigo cortando feito estilete.
Crio um espetáculo, eu, mui guapo ginete.
Seguindo os rumos do meu coração.
Chego até porto seguro dos meus sonhos.
Os holofotes iluminam hologramas.
Deixarei o amor arder nas fortes chamas.
Um coração incendiado em brasas.
Segue a carne em labaredas vermelhas.
Queima por inteiro o tórrido sentimento.
Como um churrasco de paixão.
Fogo - Fogo - Fogo!
Celebração!
Leandro Borges
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