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20 de mai de 2015

Jardim versus borboleta


Aquilo que a gente chamava de amor
ela agora chama de acomodação.

O nosso admirar reciproco
agora ela o tornou um turvo vinho, sentes nojo.

O nosso acarinhar e procuras aladas
se tornou em um desprezo e distância.

Me deixou um uma fina lâmina de vidro
prestes a se despedaçar no abismo.

Assim como despedaçou ao lançar o teu olhar
ao partir, pela ultima vez teus olhos falam adeus.

Aprendi com todos os desgostos, todos os desprazeres.

Aprendi tanta coisa que tenho medo de ter desaprendido a amar.
Se é que um dia soube o fazê-lo em verdade.

Eu sigo.

Matando dragões, vencendo duelos, enfrentei minha dor
minha angustia, meus medos, minhas dores, meu temores
as ansiedades e depressões.

Os mares são revoltos mas eu sigo acreditando.
As cenas ainda ecoam na minha mente mas eu vivo.

Sei cada centímetro do meu pensamento e memória.

Alguém me explica caso saiba a cor.
O seu sabor.
O seu valor.
A sua verdade.
Por favor.

A borboleta não encontra o jardim.
O jardim não encontra a borboleta.

São tantos desencontros, tantas quedas.
Meu mar sem o teu luar, meus olhos sem brilho.

Sem a bússola, meu guia, teu coração.

Leandro Borges

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