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8 de ago de 2012

Sorriso feito navalha


Baby, no teu altar há sangue podre.
Segue a risca, essa tua cartilha suja.
Mostra teu vestido branco, mui rubro.

Passa o vento e continua a seguir os rótulos.
Come os lixos, lambe os porcos.
Passa o tempo e continua a pôr os rótulos.

Vem o ceifador e te tacha de vagabundo.
Um mundo que te chama de drogado.
Estudante inútil, palhaço, palhaça; sustentado.

A hipocrisia do mundo sorri.
Diz mil absurdos incontestáveis.
Te aponta na cara e te chama de fracassado.
Uma vida limitada, mal amada e uma linda fachada.

Transa com um pesadelo.
Acorda em pelo, em gelo e solidão.
Ouve vagas lembranças de outra garota desconhecida.

Falsa vitória de uma sombra de vida.
Uma ferida pra te fazer feliz.
Por um triz, que não morres novamente.
Cada fracasso que sente, me de presente
o que eu quis, ao invés de me fazer infeliz.

Hipocrisia,
eu
tenho
uma
pra
viver.

Leandro Borges

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