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8 de ago de 2012

Os(As) cinzas


Naquele dia - MORREU algo em mim!
Uma dor tão forte que parecia
que não iria aguentar.
Algo morreu em MIM! - naquele dia.

ME CULPEI POR TODAS AQUELAS DORES!

Passaram rios nos meus olhos.
Dias e dias a fio, sem descanso.
A sobra do teu sorriso nos meus sonhos.
Meu peito feito areia movediça
trancado para tudo, comprimido, doído.

A cada ano um aprofundar da relação
um aprofundar: dos sentimentos, quando em leito me ama.
Foi algo que entrou tão fundo no coração
ao arrancá-lo, me feriu drasticamente no peito, na alma.

Precisei te matar e matar pra sobreviver!
Agora que estou totalmente liberto
e posso te dar vida novamente.

Agora consigo lembrar das nossas coisas
sem morrer por dentro, posso voltar
a lembrar de tudo aquilo que não queria.
Aquilo que me auto flagela ao lembrar.

Outro dia me lembrei daquele dia no Guahyba.
Era um banquinho, nós dois e um mui belo poente.
Era um laranja que nunca mais vi igual.
Na nossa frente, o futuro.
Atrás teu pai a nos olhar.

Era um céu tão lindo, tão colorido.
E como contigo tudo era mais colorido,
logo aquele o dia, magnifico e inesquecível,
foi o mais colorido céu da minha vida.

Me pergunto por onde andas.
Para que caminhos rumou.
Como se tivesse nestes quatro anos
dormindo, curando e renascendo.
Porque na minha mente quente e confusa,
foi um lapso no tempo espaço: perdido!

Hoje sou outra pessoa e pior.
Não consigo mais sonhar sem olhar
para as pedras, cacos de vidro e espinhos.

É um desejo com medo!
É um sonhar com doença!

Hoje não vejo mais, tais céus...
Hoje vejo muito mais os(as) cinzas!

Leandro Borges

Um comentário:

julyannadumont disse...

Ele não escreve,ele canta os sentimentos no papel,tem um tom especialmente interessante que te faz sentir o poema,é uma grande pessoa,seus poemas soam como música além de serem únicos,assim como a sua forte personalidade...

Sabe que te adimiro né guri,e te admiro muito!

um por-do-sol iluminado pra vocÊ!

^^Luz!

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