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8 de ago de 2012

Branca Voz

Vozes e luzes em um campo limpo.
São minervas, pairando em ervas
deixando seu odor e cor.
Paz e calmaria, deixa rosa que se cria.
Faz um tempo que a vi, e agora respondi.
Assas brancas, doce sabor, cheiro de mel.

Uma dama na tua cama, feita em flor e amor.
Pousa e repousa no teu peito, bate coração.
Tão pura e nua como a flor ao desabrochar.
Deixa o teu mar inundar a emoção.

Vento, que escorre pelo tempo deixa o seu quinhão.
Feito fogo, como lento, consome toda a lenha-grão.
Casca grossa de madeira de lei, parte em dois.
Agora, o antes e o depois se fundem em um só.

Tempo, espaço sem fim, de dentro de mim agora sinto.
Como é belo a simplicidade de um caminhar limpo.
Em faces desnuda da sujeira, deixa a casca grosseira cair.
Ao sentir teus realces de cor, deixo meu peito repleto de amor.

Face ao luar, deixa o lírio cantar sua canção baixinho
e falar pertinho do teu plexo a melodia formosa.
Passa a noite e chega o frio, e em mais de um mês de abril
faz um confortável ninho no coração, uma pequenina cotovia.

Leandro Borges

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