Seguidores

17 de jun de 2012

Posso te dar o meu sul

É este tempo-espaço de vão, lacuna pras almas.
Espaço entre as chamas.
Onde és liberdade.
Onde sou espera.

Preciso mergulhar no teu universo, fique mais um pouco.
Conhecer à que somos e à que façamos.

Sinto o teu raio e nele me conforto.
Sinto o teu abraço e nele há um casulo.

Vou deixar correr esse lobo no vasto pasto.

Eu-pássaro escolho a minha morada, onde o rio corre.
Tempo-espaço entrecruzam, transpassados estamos.
Abraçados nesse eterno-abraço.
Quando o olhar deságua no meu, me tens em direção.
Posso te dar meu sul.
Posso ser teu, só teu.
Quando rompi a linha não acreditei no que vi.

Será devaneio?
Será futuro?
Será projeção?

Cuido em segredo, a tua energia que deixas-te em mim.
Essa rosa que és tão rara.
Essa prenda-flor que és tão cara.
Valor de sentimento, onde as moedas estão no coração.
O preço de viver à dois.

Posso voar toda uma vida.
Podes correr toda uma vida.

Que rio somos, que rio seremos?
Que centelha minha está contigo?
Que centelha tua está comigo?


Naquele ponto-momento as águas eram uma só.
Una pareja y un solo océano.


És milagroso y divino mirar, abrazar y sentir.
Paraíso és acostar en el corazón.


Onde em um salto o caminho dirá.
E as nuvens da incerteza passarão.

De quaisquer formas, estás no meu coração.

Leandro Borges

Nenhum comentário:

Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.