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22 de fev de 2012

Epifania Particular Paulistana

São esconderijos sinuosos.
Caminhos pouco divulgados.
Rotas não traçadas nesses mapas.

Não há entrada ou saída.
Partes de um outro lado encoberto nos teus véus.

Véu que guardam belezas escondidas.
Véu que preservam toques suaves.
Véu que protegem olhos claros.
Véu que aguardam a chegada dos puros.
Véu que cuidam de uma natureza única.
Véu que abrigam todo caos e arte.

Secretos caminhos que velam a outros ares, outras brisas.
Reservam uma parte encontrada por poucos forasteiros.
Escondida por ser preciosa e valiosa.
Um valor não mensurado por cifras, mas por coração.

São Paulo que abre portas, São Paulo que acolhe loucuras.

Há um jardim, um local encantado.
Onde:

Flautas tocam;
Anjos cantam;
Cordas resoam;
Almas se libertam;
Amizades nascem;
Palmas voam;
Pés cantam;
Olhos despertam;
Violões brilham;
Alegrias revigoram;
Tristezas embelezam;
Chuvas mágicas caem.

Gota
-a-
Gota.

Garoas e Garoas.
Garotas e Garotas.
Entre o ruído e a pressa, furo o caos.
Deixo meus sentimentos fundidos com essa brisa tão leve.
Quase incorpóreo sou, quebrado em bilhões de pontos ao ar.

Desço com a garoa, desço a cidade: epifania particular paulistana!

Leandro Borges

Um comentário:

apaixao-desconceito disse...

Sabe quando parece que está acontecendo lentamente, ao sabor de um vento bem suave...
Senti isso ao ler.
BOM D +
AP

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