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5 de ago de 2011

A verdadeira doçura

Que o amargo profundo seja doce.
Que toda aridez suja seja doce.
Que o susto mórbido seja doce.
Que o tremor assustador seja doce.
Que a perda inevitável seja doce.
Que a lágrima alentada seja doce.
Que o doce seja doce.
Que a vida role em açúcar.
Que não se salgue.
Que não se azede.
Que não se apodreça.
Seja mel.
Seja melado.
Seja mascavo.
A doçura seja sempre vívida.
Cada porção de viver vire
em caldas em verdade doce.
Que o doce prevaleça.
Seja leve.
Seja alegria.
Seja folia.
O melhor agora eu sei.
Em qualquer rio que flua
hoje e sempre, que seja doce.
O sentir o agora com sabor
genuíno e ainda assim degustar
o doce que pode haver em tudo.

Leandro Borges - 13/10/08

Um comentário:

Silvana Bronze disse...

Que poético! Que sacada! É verdade, há doce em tudo, porque nada é totalmente amargo. Parabéns.

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