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3 de dez de 2010

Flamenco-Namastê


Lábios de ladeiras sem fim
Correntes de palmas estridentes, esvoaçantes
Garras nos olhos, sabores nas almas
Corpos contentes cantando
Corpos tristes cantando

Dançando com o corpo
Tocando com os pés
Seguindo a canção

Melodia Andaluz dos tempos áureos

Sagrados sentimentos, opostos dançando
Em um mundo de paradoxos alados, complementares
Refletem a beleza metafísica, o estado zen
O belo caminho da iluminação pela sublimação dos opostos

Jorra teu sangue nos ares, movimentos circulares
Curvas de uma dança infinita
Onde a dança e o dançarino são fundamentalmente a mesma essência
Onde o caminho e o caminhante são um

Onde só existe a Escuridão-Primeira
As cores das almas
O brilho dos mirares
A ligação entre essas estrelas

Onde o pulsar do coração e o pulsar da música são UM

Janelas abertas, olhos abertos

Onde partículas de Deus se fundem

Flamenco que transcende a vida
Flamenco que transcende o tempo-espaço

Flamenco, Namastê!

Leandro Borges

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