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26 de set de 2010

Flor Esmeralda

Como se no teu beijo morasse um flash novo de vida.
Um ponto alto de luz.
Uma quebra.

Como um vôo de uma jovem cotovia.
Em sonho fura nuvens.
Desliza leve.

Em uma noite tão suja, surges.
Tão alva, tão doce.
Leve, tão leve.

Leve-me, Love me.
Leve-me, Love me.

Pode uma sinfonia tocar.
Pode um anjo nos abraçar.

Há uma balada tocando no exato momento do primeiro estalo do nosso beijo.

Os Beatles nunca serão mais os mesmos.
Agora todas aquelas letras açucaradas posso saborear.
São tão doces, tantas sabores, tantas cores.
Tenho a chave da permissão para todo o sentimento.

Se te abraço mais firme é porque no brilho dos teus olhos vejo uma estrela maior.

Cansado de andar por galáxias distantes
longe da minha natureza; todos cheios de pressa.
Mesmo entre esses astros, vemos tanta lama
e não há fama que justifique.
Andamos distantes, em planetas opostos
e não por acaso vejo o outro lado de ti.

Deixemos de lado todo luxo e todo lixo.
Ambos abomino.

Te convido para um não-convite.
Recebo o retorno da chave perdida.

Vôo calmo.
Retorno a planetas.
Recapturo nuvens.
Danço novas músicas.
Meu peito se expande em flor esmeralda.

Leandro Borges

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