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29 de dez de 2008

Rindo de tudo

Desejo e não desejo, não me deste o beijo.
Foi apenas escondido, que me deste o proibido.
Enlaçados, encobertos, sedentos e famintos.
Um sonho outrora, agora, é apenas um dia.
Não pintarei em cores, não sonharei em versos.
Cansado de correr, deixo meus pés ao teu alcance.
Deito em teu colo, beijo ventre, abraço o quadril,
sinto teu leve arrepio em mim, dentro das veias;
fervilhante pólvora vermelha, explode a cada segundo.
As horas escorrem nos lençóis, deitados, envoltos, soltos,
dançamos, abraçados, descansamos, saímos voando e voando.
Passa mais um dia, vejo a tua face branca,
teus rubros lábios em flor e teus olhos de boneca.
Esbelta e curvilínea, deitas no leito do mar,
em um sono sem tempo e lugar; deixe meu vento te soprar.
Atravessamos entre a frenesí e o caos, sigamos rindo de tudo.

Leandro Borges

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