Seguidores

6 de nov de 2008

Paz, amor, amigos e luz




Querem matar o melhor que há em você.
Falam de futilidades, pensam em comprar,
ter, possuir e se apoderar.

Seja como for, não deixe a sombra encobrir o sol.

Querem resumir a sublime existência da vida
em um punhado de pregos, dor e desespero.

Por mais árduo que for, não deixe de sonhar e sorrir.

Querem exaltar o caos, a ignorância e o poder.
Falam como donos da verdade, ignoram os lados do prisma.
Te empurram um modo de vida superficial e vazio.

Não deixe o vazio chegar, se encha de amor e profundidade nas relações interpessoais.

Querem vender o lixo, como tapa-furos da carência,
essa gerada na verdade pela falta de amor e pela falta do contato.
Vedem a juventude, a alegria, o sucesso, o poder, o sexo; vedem o amor.

Não deixe que o tornem um robô, pragmático, anestesiado de sentimentos.
Não se torne o consumidor da vida, o consumidor vampírico da vida

Não deixe que ninguém impeça os seus passos, esses largos passos,
por vezes árduos e difíceis; que rumam para o amor maior.

Querem lhe dar um prato cheio, e vazio de nutrientes.
Querem lhe dar uma falsa amizade, dissimulada e vazia de sentimentos.
Querem lhe dar um carro lindo, totalmente poluente e torto.
Querem lhe dar um amor, cheio de cobranças, cheio de vingança, cheio de doença, cheio de desconfiança, um amor que não é amor.
Querem lhe dar uma vida alegre, um pluma artificial, sem felicidade de verdade, como um fogo feito em fagulha.
Querem lhe dar uma arte virtuosa, cheia de cifras, sem emoção, sem essência, sem verdade, cheia de encher... e enchem de tanta coisa; tudo menos de arte.
Querem lhe dar uma cidade linda, cheia de medo, insegurança, desrespeito, ódio e solidão.
Querem lhe dar muita saúde, te enchendo de remédios, te enchendo de terapias, te enchendo de conversa fiada, te enchendo de promessas e violência.
Querem lhe dar uma religião, cheia de dinheiro, cheia de robotização, cheia de repetições vãs, cheia de materialismo, cheia de preconceitos, cheia de xenofobismo religioso.
Querem lhe dar um trabalho, te enchendo de auto desamor pelo ofício, te soterrando de tarefas desnecessárias, querem te dar o máximo e pagar o mínimo.
Querem lhe dar um estudo, te mostrando todos os livros que não servem pra nada,
te fazendo gravar hoje inutilidades que amanhã não saberá.
Querem lhe dar um esporte, te cobrando cada passo, te enchendo de bombas, de propagadas, de futilidade, de cursos inúteis.
Querem lhe dar a paz, a cada esquina um terrorista, um traficante, um assaltante,
um parasita, um panfleto; um grito.

Querem lhe empurar a complicação da vida.
querem lhe tirar o tempo, vender a ideia da falta dele.
Querem criar os filhos da desesperança.
Querem instituir a sociedade do desamor.
Querem matar a Deus a todo o custo.
Querem impor a babaquice da suprema futilidade.
Querem estirpar o sentimento, a luz e o amor.

Deixe o vento soprar tudo que é ruído, tudo que é sombra e tudo que é turvo.
Deixe o sol brilhar mais uma vez.
Abra o seu coração.
Abra os olhos para o simples.
Veja além dos véus da ilusão.
Sinta o tempo a cada momento.
Lute, vibre, sonhe, voe e ame sempre.
Quando um dia ouvir a voz dele, sentirá que ele existe.
Busque a profundidade e a verdade, seja sincero.
Paz, amor, amigos e luz.

Leandro Borges

Nenhum comentário:

Creative Commons License
Poesya, não burguesia! by Leandro Bastos Carneiro Borges is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at poesyas.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://poesyas.blogspot.com/.