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26 de jun de 2008

Como a neve


Ao ondular com ela
Eu não percebia.
Via somente poesia.
A pele clara como a neve.
O corpo petit.
Belos e perfeitos seios
Faziam uma onda no ar.
A pele branca como a neve.
Auréola e pontas perfeitas
Um leve claro rosado.
Eu via ela ao alto
Como a musa de Klimt.
Suas curvas, exata harmonia
Vibram e ondulam.
Era de uma musicalidade os seus movimentos.
Eu sentia a pele tão quente quanto suave.
Era um quadro em movimento.
Mais bela que uma estátua de deusa grega.
Uma beleza europeia de toque brasileiro.
Mignon! - de uma delicadeza, uma sutileza.
Belo dorso, plexo e curvas sinuosas
Apontam como flechas, rosas ao céu.
O seu corpo, a sua linda silhueta.
A sua cintura, o seu peso sobre mim
Senti mesclado a uma obra de arte.
A sua boca reproduziu o gemido da sua alma.
Uma forma pequena, de fartos seios, curvas:
Perfeito, sem exagero; somente beleza.
Uma fome cíclica de infindáveis ondas
Me envolvia no seu glorioso mar.
Mar de corpo em neve, de brancura infinita
Reluz toda a luz em sua pele.
É de tamanha beleza
Bonita.
Teu rosto misterioso, de gozo e prazer.
O teu leve tecer das tuas mãos em mim
Faz do pulso ritmado os nossos corpos
Envoltos em suave e orquestral dança.
Por entre as horas e os lençóis
Por entre os ponteiros, noite e dia se perderam.
Sigamos unidos colados, nossos corpos alados
Perdidos em espaço tempo, continuamos.
Compassado, constante movimento
Da dimensão de nossas consciências.
Sigamos um deleitar em outro deleite.
Te vejo, quase padeço: feliz.
Te toco, estremeço
Te tenho em meus braços, por um triz.
De um quase sonho acordo, em teu leito estou.
Me alago no teu branco.
Onde a corrente de ar na tua respiração eu vôo.
Me eleva pelas tuas marés.
Menina, mulher, suave e singela,
De tão branca, de tão bela.
Faz teu corpo feito em leite, o deleite feito em cor.
Deitamos depois de horas
Que nos perderam e nos perdemos.
Dormimos colados: como uma só escultura.

Leandro Borges

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